Notas iniciais
Hello meus potinhos de nutella ♥ Tudo bem?? Peço desculpa por não ter postado na semana passada, mas fui fazer exame de condução, e adivinhei.......passei o/ Mais um perigo na estrada kkkkkkk Não sei se raparam, mas agora temos uma capa nova ^^ Depois queria agradecer à Miu Kori por favoritar a fic. Eu te adoro ♥ Também quero agradecer as pessoas que comentaram. :) — Moony — Alexandria Rogers Wayne — Joyce — shindou0 — Kiraly Sempai — Harper — LouPie Pergunta da semana no final do capitulo ^^ Boa Leitura ;)

“— Como assim, vocês vão trazer o meu filho de volta? — Ela não podia acreditar no que os jovens à sua frente tinham colocado na cabeça. — Vocês não sabem com quem vão lidar. Qualquer pessoa que oponha aos nobres desta cidade vai viver o resto da sua vida na miséria. Ouçam eu estou muito agradecida por quererem ajudar, mas...

— Não se preocupe senhora! — Aurélia tinha um olhar doce mas firme. — Somos fortes o suficiente, para lidar como tudo isto. Apenas pedimos que cuide bem da sua filha. Desta vez não a podemos levar connosco.”

POV Cecília Moonriser

Por todos os caminhos por onde iam chamavam a atenção. Mesmo na cidade havendo um grande e variado conjunto de características, aquele grupo era sempre o centro das atenções. Já havia passado um tempo desde que deixaram a casa da mãe de Nina. A mulher não parecia nada confortável com o fato de deixar algumas crianças tratar do assunto da sua família. Se pudesse ela teria pedido ajuda à polícia da cidade, porém todos sabiam que eles não fariam nada para benefício dos cidadãos da zona pobre. Para eles, essas pessoas eram como lixo andante.

De todas as pessoas, estes estariam em segundo lugar de corrupção. Em primeiro lugar era ocupado pelos nobres. Muitos deles apenas se tinham candidatado aquele posto, pois assim poderiam fazer o que lhes apetecer, que ninguém ousaria levantar a voz para os contradizer. Os poucos que não eram assim não podiam desobedecer às ordens dos superiores, e o tempo encarregava-se de os tornar monstros como os outros. Havia alguns que conseguiam escapar à mentalidade repugnante, mas no exato momento em que descobrissem que tinham ajudado alguém que não deviam, sofreriam igual ou pior que as pessoas da parte pobre da cidade.

Ao ver o olhar determinado das pessoas à sua frente rendeu-se. Mesmo que os tentasse impedir, eles o fariam do mesmo modo. A sua mente dizia-lhe que não o deveria fazer, no entanto também lhe dizia que não o iriam conseguir, então não faria mal. No melhor dos casos aprenderiam o quanto aquele mundo era cruel e injusto. Era uma excelente oportunidade para isso. Ela murmurava isso para si, mas no fundo queria que eles trouxessem o seu querido filho de volta. Que mãe não o queria. Por fim, depois de alguns suspiros e tentativas fracassadas de os fazer mudar de ideias revelou como era a aparência do seu filho.

Era um rapaz alto, com curtos cabelos cor de caramelo e vibrantes olhos verdes. Muitos diziam que ele era capaz de ver criaturas mitológicas com eles. O seu constituinte era esguio mas forte devido aos duros trabalhos na horta. Possuía algumas sardas no rosto, e era portador de uma pele levemente morena. Segundo ela, assim que olhassem para ele, saberiam logo quem era. Contou ainda que o seu nome era Christopher. Assim que memorizaram tudo o que a mulher tinha dito, o peculiar grupo de adolescentes saiu em direção à parte nobre da cidade.

Ao longe já se conseguia ver as grandes mansões e altos prédios incrivelmente trabalhados. Muito provavelmente os seus interiores seriam ainda mais luxuosos e magníficos que os seus exteriores. Se bem se lembravam, Justin tinha dito que o leilão seria levado a cabo perto do restaurante “La Gutier”. Agora só precisavam saber onde é que este ficava.

Tentaram perguntar a algumas pessoas, porém naquele sitio toda a gente olhava para o chão. Como se alguém fosse morder por fazer contato visual. Ninguém cumprimentava ninguém. Se por algum motivo duas pessoas esbarrassem, começava uma longa discussão e como não podia faltar vários olhares de desprezo no qual cada um se sentia superior ao outro. Cada um tinha a sua opinião da cidade, mas se havia algo em que todos concordavam é que a mentalidade daquelas pessoas era repugnante.

Percorreram todo o lugar e mesmo assim não encontraram o tal restaurante. Para um sítio assim tão relativamente pequeno, estava a ser bem difícil encontrar a tão procurado edifício. Rondavam uma das ruas principais quando viram uma garota chamando pelo irmão. As pessoas olhavam em desaprovação na sua direção. Aurélia foi a que se aproximou dela.

— Oi! Será que podemos ajudar? ­— A garota assumiu uma apostura defensiva, o que a ruiva achou normal. Quem é que não o ficaria numa situação daquelas. Segundo o que pode observar, ela procurava por uma pessoa, e numa cidade daquelas ser chamado por alguém, só podia significar problemas. — Não se preocupe, pode não parecer, mas não somos más pessoas. Olhe o que acha de uma troca? Nós a ajudaremos com o que precisa e em troca você nos dá umas informações! — Ela parecia pensativa. No fim das contas seria muito imprudente confiar cegamente em umas pessoas que mal acabara de conhecer.

— Muito bem! Me ajudem a encontrar o meu irmão. — Respondeu hesitante e ainda num modo defensivo. Mesmo o seu sentido de perigo a estar alarmando, a sua prioridade era o irmão.

Dito isto a ruiva perguntou como ele era. A garota era portadora de uns lindos olhos verdes azulados e longos cabelos castanhos. A sua estatura era mediana e tinha algumas sardas em seu nariz e bochechas, que embelezavam o seu rosto respondeu rapidamente à pergunta. Separaram-se em grupos e assim iniciaram a busca. Ao fim de um tempo deram com o garoto a vaguear por uma pequena rua que dava a uma loja de doces. Ele tinha olhos castanhos e bonitos cabelos loiros. Demorou um pouco até que todos se voltassem a encontrar.

— Obrigada! — Ela colocou as mãos nos ombros do pequeno de onze anos. — Qual é a informação que vocês querem?

— Ah, quanto isso gostaríamos de saber sobre a localização do restaurante “ La Gutier”! Sabe onde é que ele fica? — A morena mostrou-se surpresa.

— Por acaso sei! É lá onde estamos almoçando! — Desta vez a surpresa foi geral. Como é que poderia haver tanta coincidência? A sorte deles era assim tão grande? — Por certo! O meu nome é Désirée ! — Ela estendeu a mão e foi Gabrielle que retribuiu o aperto de mão. Mesmo ainda não confiando neles percebeu que as pessoas à sua frente não eram más pessoas como inicialmente pensava.

O caminho até ao restaurante foi calmo e tranquilo. Désirée não falava muito, pois para ela aquelas pessoas ainda eram desconhecidas. Apenas ia falando coisas banais como o tempo ou que achava da cidade. Na conversa descobriram que a família dela tinha apenas vindo visitar uns parentes e que na verdade eles moravam muito longe dali.

Dentro de alguns minutos deparam-se com um grande edifício branco. Tinha uma larga porta transparente, que dava vista para o seu interior. A meio da construção estava uma enorme placa do formato de um chapéu de cozinheiro, e ao lado a palavra “ La Gutier” em destaque. A primeira sensação era que se tratava de um lugar normal, mas no momento em que estraram esse pensamento foi completamente erradicado.

No chão estava uma luxuosa carpete vermelha. Os sofás de pele branca contrastavam com as almofadas cor de vinho. Ao lado destes havia candeeiros de pé com um design futurista. No teto um enorme candelabro de cristal digno de um castelo. Em algumas partes estava incrustado pequenos diamantes que davam outra intensidade à luz. Não demorou muito para que alguns empregados viessem na sua direção.

— Podemos ser de ajuda? — Um homem vestido com um uniforme perguntou junto a um sorriso de comerciante na cara. Alice ode observar que na sua vestimenta não havia falhas. Até o laço que tinha ao pescoço estava elegantemente atado e no lugar certo sem um milímetro de desvio. Este foi interrompido por duas pessoas.

— Eles estão connosco! — Vociferou uma mulher de cabelos amarelos. Ela tinha no rosto um olhar preocupado. Os empregados fizeram uma vénia como fazem a todos os clientes e retiraram-se para as tarefas que antes estavam a fazer. — Porque você fugiu? — A mulher perguntou na direção do garoto que se mostrava aborrecido.

— Estava farto de vos ouvir discutir! — Disse apontando na direção de Désirée e da mulher loira. — Isto era suposto ser umas pequenas férias, e vocês estão a arruinar tudo. — As duas ao ouvir isto olharam-se arrependidas. Para a morena, não era o fato de aquela mulher ser a sua madrasta o que a incomodava. Era a maneira como tentava substituir o lugar da sua falecida mãe. Ela era uma boa pessoa, mas isso ela não podia aceitar.

O homem que antes permaneceu calado deu um passo à frente na direção da mesma. Ficaram a olhar um para o outro durante uns segundos até que a pequena pedisse desculpa, e ele, umas leves palmadinhas no ombro dela, enquanto sorria. Depois estreitou os olhos para o grupo de pessoas que observavam a cena. Antes que pudesse perguntar quem eles eram, Désirée foi mais rápida e explicou que tinham sido eles que a tinham ajudado a encontrar o seu irmão. Ao ouvir isso, o casal não perdeu tempo a agradecer e pedir desculpas pelo incómodo, de seguida convidaram-os para se juntaram a eles no restaurante. A princípio recusaram, mas a insistência daquelas duas fizeram com que se rendessem.

O caminho até á mesa estava completamente decorado. Na verdade para todas as mesas. Não era por acaso que aquele lugar se encontrava na parte nobre da cidade. Pediram aos empregados que adicionassem umas cadeiras e pratos à mesa que por sinal já era grande o suficiente para que todos i lá. Tudo naquele lugar era desnecessariamente grande. Heather enquanto esperava pelos preparativos conseguiu captar uma interessante conversa na mesa atrás de si! Os homens estavam vestidos com um fato formal preto. E perto das suas mãos um estranho objeto.

— Acha que já está na hora? Em breve temos de começar o espetáculo! — Disse um dos homens enquanto batia impacientemente com os dedos na mesa.

— Já falta pouco! Assim que as luzes se apagarem começamos o show! — O outro homem respondeu enquanto dava outra trinca no bife à sua frente — Ainda devem estar a preparar as pessoas. Sinceramente, o que seria de nós sem alguns sem alguns escravos para nos divertir! — O seu colega concordou à medida que levava o copo de cristal à boca. A essa altura os empregados já tinham arranjado a mesa e disposto a comida. Assim que achou oportuno contou o que ouvira às restantes pessoas, que ficaram atentas aos movimentos dos dois homens de negro.

Mais empregados com uniformes impecáveis vieram na sua direção com grandes bandejas de comida. Assim que terminaram de colocar as sobremesas no centro da mesa, o lugar foi escurecendo gradualmente, e as pessoas começaram a assobiar de alegria enquanto batiam com os seus talheres na mesa. Tirando a família de Désirée toda a gente parecia saber o que iria acontecer. O leilão de escravos estava prestes a começar.

— E agora? O que vamos fazer? Precisamos impedir isto! — Alice olhou para todos, esperando um plano. Todas as ideias que lhe passavam pela cabeça não eram boas o suficiente.

— E se nos infiltrarmos? — Perguntou Aurélia olhando para a porta de que estava levemente entreaberta. Eles deveriam estas à espera do sinal para entrarem. Por muito louca que a ideia pudesse parecer. Esta era a que melhor probabilidade de êxito poderia ter. — Apenas precisamos de uma distração.

— Deixem isso comigo! — Cecilia voluntariou-se. Todos concordaram. Os seus anos no circo iriam ser de grande ajuda neste momento. A loira foi agilmente até ao palco acompanhada por Lyra , que decidiu ir com ela caso precisa-se de ajuda. Já lá em cima a loira utiliza o feitiço “Lumos” com a varinha atrás das costas, para que assim as pessoas apenas pudessem ver a parte do corpo de Cecília, que agora fazia um discurso. Heather, Joy, Alice e Alan aproveitaram a oportunidade para se infiltrar. Enquanto isso os restantes permaneceram na mesa observando os movimentos dos homens. Nada tinha ficado planeado por isso tinham de confiar uns nos outros e cada um na sua própria habilidade.

Com a ajuda de Lyra o espetáculo foi um sucesso, e pelos vistos ninguém se tinha apercebido do aspeto atrapalhado dos homens de negro. Estes não sabiam o que estava a acontecer, no entanto também não podiam intervir imediatamente ou tanto as pessoas como os seus patrões os culpariam pelo escândalo provocado e o dinheiro perdido. Apenas partiram à ação quando as luzes começaram a ganhar intensidade.

— Uma grande salva de palmas para estas duas garotas que fizeram a abertura desta cerimónia que está para acontecer. — As pessoas mostraram o seu agrado aplaudindo e assobiando. As duas loiras voltaram para a mesa. Aquele tempo devia ter sido o suficiente para que os seus colegas se pudessem ter infiltrado. ­— Agora sem mais demoras! Que venham os escravos. — Nesse momento todas as atenções foram para as portas que abriam lentamente revelando as silhuetas de algumas pessoas. Assim que abriram completamente iniciou-se uma fila de indivíduos com um número colado no braço. Segundo o que viam, eles tinham conseguido se infiltrar com sucesso e ainda encontrar o irmão de Nina — Christopher.

— Aqui estão os nossos exemplares! — O outro homem continuou à medida que iam subindo para o palco. Assim que ficaram todos lado a lado, o mesmo apontou para alguém aleatório no público. — Você! Diga um número! — A pessoa escreveu um número no papel e levantou-se sorridente mostrando o papel. — Muito bem! Então a primeira pessoa desta noite, vai ser o número quinze! — Dito isso andou pelas pessoas analisando o seu o seu braço. A pessoa resultou ser uma jovem de longos cabelos vermelhos. — Como hoje estou generoso vamos começar pela baixa quantia de cinquenta mil polts.

E assim o leilão começou. Os homens na sala olhavam para ela com luxuria e iam aumentando o seu preço. O ambiente na sala era nojento. No fim ela foi vendida para um homem já de idade com alguns dentes de ouro. Foi preciso que um dos homens a empurrasse na direção dele. O velho a analisava de alto, a baixo, e sem nenhum pudor agarrou-lhe um dos seios.

— Humpf! Penso que me enganei. Achei que fossem maiores! Bom, mesmo assim ainda vai ser de grande utilidade! — A garota enojada pela atitude do velho tentou se libertar fazendo movimentos bruscos. Como resposta recebeu uma violenta estalada na cara, que a fez cair no chão. — Escravos são escravos. Aprende o seu lugar, garota. A partir de hoje você é minha e fará tudo o que eu mandar, quer queira quer não. — A moça chorava como uma criança, que suplicava que alguém a salvasse.

Luna teve que segurar Aurélia para não atacar o senhor já de idade. Mesmo a mesma também querendo o golpear, tomar açã agora estragaria os planos. Tinham que aguentar, até acharem o momento certo. Os pais de Désirée estavam petrificados. Não conseguiam se mexer ou dizer uma palavra perante a situação.

— Senhor por favor controle a sua aquisição. Agora vamos continuar! — Aquele homem não mostrava nenhum sentimento perante a cena que acabara de presenciar. — O próximo é o número vinte e sete. — Desta vez foi a vez de Christopher dar um passo em frente. — Como podem ver senhores, este exemplar tem uma considerável musculatura. Apropriado para fazer os mais diversos trabalhos. Acredito que as senhoras adorariam ter este exemplar na coleção. Com certeza saberiam lhe dar bom uso, ou os senhores, que o poderiam usar, para cuidar das crianças enquanto estão em importantes reuniões.

Tal como aconteceu com a primeira garota ele foi vendido para uma mulher na casa dos seus trinta anos, por cento e cinquenta mil plots. Ele foi lentamente para perto da mulher que o tinha comprado. Mais umas pessoas foram vendidas e as pessoas na mesa lutavam contra o seu instinto de acabar com todo aquele horrível espetáculo. Finalmente foi a vez de Alan

— Meus senhores, hoje como podem ver temos uma peça extremamente rara. Um albino na casa dos seus dezoito anos. Não é todos os dias que vendemos um tão inusitado produto, por isso o preço desta vez começará na casa dos quinhentos mil plots. — As pessoas começaram a cochichar o garoto e depois começaram a dizer os seus preços. Cada pessoa dava um preço ainda maior, no fim estava pronto para ser vendido por volta dos setecentos mil plots e um jaguar de estimação de uma velha cheia de rugas, verrugas e bochechas descaídas. O homem ia para dar as três pancadas que significavam que estava vendido quando Luna se levantou.

— Um milhão de plots! — Todos olharam para eles admirados. Ninguém estava à espera que uma pequena garota como ela oferecesse tanto dinheiro.

— Hey! — Harry murmurou na sua direção da rosada. — Você tem assim tanto dinheiro? — Perguntou surpreso e ela riu com vontade. Ela era mesmo assim tão rica?

— Não! — Respondeu baixinho adotando uma postura séria, que fez com que eles quase caíssem no chão. — Mas não se preocupem, também não penso pagar. Esta fachada já dura há muito tempo! De maneira nenhuma que eu iria dar o Alan para aquela velha jarreta ali. A partir de agora podemos acabar com tudo isto.

Ao ouvirem isso, levantaram-se chamando toda a atenção. Alan correu para se juntar a eles. Alice roubou o microfone ao homem e começou a dizer umas verdades para todos os que estavam a ali. Muggles por vezes podiam ser tão odiosos.

— Será que vocês estão assim tão cegos pelo poder, que não conseguem ver as coisas à vossa volta? Isto com que se estão a divertir, são humanos. Humanos com sentimentos como vocês. Já alguma vez vos passou pela cabeça que se perderem todo o vosso estatuto e dinheiro são como eles Por caso se isso acontecesse gostariam que vos vendessem para fazer tarefas inumanas e serem tratados abaixo de lixo? — Aquelas palavras escoaram pelas cabeças das pessoas. Nunca antes lhes tinha ocorrido pensar nessa hipótese. Era algo tão absurdo para se tornar real.

— Garota, você está a arruinar o nosso trabalho! — O homem retirou uma pequena faca e a atirou na direção da morena que esquivou habilmente. Infelizmente esta continuou o seu trajeto em direção ao pai de Désirée. Esta quando se apercebeu do que estava prestes a acontecer saltou para frente do pai o protegendo. A lâmina estava a poucos centímetros da sua pele quando uma onda de energia emergiu a lançando para longe. Ao verem o espetáculo, as pessoas antes espantadas começaram a entrar em pânico e a correr para a saída.

— Joy, utilize aquilo! — Lyra articulou apontando para a o pulso dela. Nesse mesmo momento a loira murmurou umas palavras para a sua pulseira e outra onda mais fraca percorreu todo o lugar. À medida que ia avançando as pessoas paralisavam. Isto continuou por uns quinze metros. Era como se o tempo tivesse parado. Apenas o grupo, Désirée e os homens de negro se conseguiam mover. — Sabia que podia contar com você. Mas porque é que eles também não ficaram paralisados?

— Sinceramente, também não sei! Apenas bruxos ficam livres do raio paralisador, mas eles não parecem ser portadores de magia. — Estes assim que viram a cena começaram a rir. Não pareciam nada assuntados com a cena.

— Então é verdade! A magia sempre existe. E bruxos também. — Um deles dizia impressionado, enquanto o outro concordava. Gabrielle notou que eles tinham um estranho objeto nas mãos. O mesmo que antes estava na mesa onde eles estavam.

— “Conjunctivitis” — Aurélia conjurou o feitiço que acertou na cara dos dois homem danificando a sua visão. Harry e Gabrielle não perderam tempo para os fazer perder o equilíbrio e assim os conseguir atar. — Como é que você sabe sobre a magia? Ou sobre o mundo bruxo? — Estes faziam o que podiam para se tentar libertar e assim tratar dos olhos, porém era em vão. O incómodo só piorava e não conseguiam se libertar. — Respondam!

— Um homem com uma venda preta nos olho e uma mancha de queimadura na bochecha direita. Estava a vender artefactos na rua enquanto dizia que era um bruxo e aqueles objetos era barreiras protetoras contra magia. Apenas compramos porque pensávamos que ele estava louco. Nunca pensamos que fosse verdade. — Naquele momento eles já tinham a cara lavada em lagrimas. Podia não parecer, mas aquele feitiço era mais devastador do que poderia parecer. Além disso era como se tivesse sido lançado com o dobro da força.

— Hum…Pessoal? — Alan chamou a atenção de todos. Na sua mochila algo brilhava intensamente em tom de azul. O albino foi na sua direção cautelosamente. Era um brilho suave e convidativo. Abriu a mala com alguma calma. Não sabia o que estava lá dentro, mas podiam perceber que não era algo mau. À medida que o fecho ia se abrindo a luz ficava mais intensa e quente. Era muito quente, porem não queimava. De lá saiu uma flor com pétalas de um azul claro, que fazia lembrar o céu. Esta planava alguns metros acima das suas cabeças enquanto o brilho desaparecia gradualmente. Quando o brilho desapareceu, duas pétalas caíram. Uma voando até Désirée que assim que lhe tocou desapareceu num pó brilhante. A outra dançou até Cecília, no entanto a reação foi diferente. Desta vez lançou um feixe de luz gravando aquilo que parecia ser o caule espinhoso de uma rosa.

Estavam tão ocupados com os dois homens, que se esqueceram completamente da onda de energia que saiu da garota. O que significava a imagem no pulso de cecília.

— Luna! — O albino chamou a garota que se mostrava aborrecida e surpresa. Uma estranha mistura de sensações. — Isto não significa que…

— Sim, significa exatamente isso. Mila vai ter muito que nos explicar quando voltarmos para Hogwarts. Mas por agora tratemos do que temos à nossa frente. — Agora ela chamou toda a gente para perto dela. — Gente, eu vou precisar da vossa ajuda! Como podem ver estes humanos já nos viram usar magia, então para vosso bem, vamos ter que os fazer esquecer tudo isto. Separem-se e usem o feitiço “Obliviate”. — Assim o fizeram. Demorou algum tempo mas no fim conseguiram eliminar a memória de toda a gente. Até a dos homens de negro que um tempo depois voltaram ao normal. Antes que Joy acabasse com o efeito da sua pulseira, Lyra tomou a palavra.

— O que é que se está a passar aqui? O que era aquela flor? Mas afinal o que é esta garota? Alias estas duas. — Todos olharam para o albino e a rosada. Cecilia e Désirée apenas observam espantadas tentado processar tudo o que tinha acontecido.

— Para por em termos simples elas são bruxas, tal como nós. Humanos que criaram os seus próprios poderes mágicos. Eu vos explicar tudo isto mais tarde, mas agora precisamos sair daqui. As pessoas vão notar que está aqui algo errado. — Respondeu o albino olhando para a garota. — Assim que pudermos voltaremos para a vossa escola, mas antes precisamos fazer outra coisa.

— Uma saída com grande estilo. — Continuo a rosada. — Harry alguma ideia? — Ele pareceu ter sido apanhado de surpresa, mas segundos depois um sorriso travesso apareceu em seus lábios.

— E porque não um incendio? — Désirée ia para protestar, porém Gabrielle impediu-a explicando o verdadeiro motivo do que estavam a pensar fazer. A verdade é que eles queriam destruir aquele lugar, que trazia tantas más memorias para as pessoas que ali foram vendidas. Não destruir era pouco. Eliminar completamente. A morena ainda não concordava com a ideia, mas não teve tempo de protestar Joy desativara o efeito paralisador e Harry já estava a gritar que havia ali uma bomba. As pessoas desesperadas saíram do prédio que ficou vazio em poucos minutos, dando oportunidade a Alice para conjurar o feitiço que provocaria o fim daquele lugar.

Já lá fora e o prédio em chamas, falavam como é que explicariam o sucedido para a família das duas garotas e como é que os convenceriam a deixá-las ir com eles. Apenas pararam quando ouviram o som de algo a cair no chão inconsciente.

— Heather?

Notas finais
Désirée - http://1.bp.blogspot.com/-2-bZSghl3Bc/UZ63xxh-ITI/AAAAAAAABRk/fOsgqDm3WmE/s1600/originalsdanielle-2149820647567717457.jpg Pergunta da semana: Qual a coisa mais maluca que já fizeram ? Gostaram?? Odiaram?? Sugestões?? Se encontrarem erros me digam ^^ Digam tudo nos comentários ^^ Até à próxima ^w^