Wizards - Interativa
8 Feitiço 5
Notas iniciais
"Cada um ficou a olhar para o seu parceiro. Aquela iria ser uma prova bem interessante, e eles não se enganavam, tanto Adam como Lucy tinham algo preparado. Apenas tinham que descobrir o que era.
— As regras são estas. Cada grupo tem uma hora para ir à floresta e encontrar a flor “Floco da noite” aqueles que não a encontrarem vão receber uma punição. Ah, apenas tentem não se assustar ao ponto de não conseguirem sair do caminho. Caso se aleijarem apenas têm que acender os fogos-de-artifício que vamos dar a cada um de vocês. Boa sorte."
POV Aurélia Glascott
Cada um moveu-se para perto do seu par. Não negavam que esta história de coragem era estranha, mas também não gostavam de dar a parte fraca. Adam que agora tinha cinco mochilas e pergaminhos em mãos, andou por cada um distribuindo, cada item pelo seu respetivo grupo. No pergaminho, havia o desenho de um mapa. Não foi preciso muito para deduzir que o mapa pertencia à floresta, e num papel mais pequenino anexado no canto superior direito a ilustração de uma planta. Cada elemento do grupo olhou detalhada mente para a imagem. Precisavam memorizar a planta caso acontecesse algum imprevisto.
Adam assim que terminou de distribuir os correspetivos impressos aproximou-se da mulher, que disse, que cada mapa era diferente. Haveria um caminho inicial que seria igual para todos, porem a uma certa altura iria se dividir. O grupo 1 composto por Harry e Aurélia seria o primeiro, e de seguida o segundo avançaria com um intervalo de dez minutos. Este seria o espaço de tempo entra cada um.
Lucy olhou o seu relógio roxo que tinha no pulso direito e deu a partida, a qual Harry saiu descontraído com a sua companheira ruiva para dentro da floresta. O início do percurso foi feito quase em silêncio. Este apenas era quebrado quando a garota dizia qual o caminho a seguir. Aurélia orientava o percurso lendo o mapa enquanto Harry abria caminho. A ruiva observava cada movimento do companheiro, que por vezes parava sem explicação alguma. Fez isso umas seis vezes, até que a sua companheira quebrou o silêncio.
— Harry? — O garoto de olhos dourados, que estava agachado perto de uma árvore levantou a cabeça para encarar a companheira. — O que você está fazendo? — Ele levantou-se e deu um sorriso sapeca.
— Preparando umas surpresas para os próximos grupos! — O seu olhar mesmo na escuridão brilhava. — Isto vai ser épico! Você não sabe a sorte que tem de ter ficado comigo. — Ele riu enquanto continuava com o caminho indicado no mapa.
Mesmo ela não concordando muito com a ideia do seu companheiro, não disse nada. Não achava que ele fizesse algo perigoso, e além disso caso tivessem alguma pequena ferida teriam os seus parceiros para ajudar. Num pequeno momento de distração, com os seus pensamentos e com o mapa não notou que estava a andar em direção a um tronco repleto de lagartas do pinheiro. Ela estava quase a bater contra eles quando Harry a puxa pelo braço a desviando da sua trajetória a puxando para perto de si. Apercebendo-se do que aconteceu, a ruiva apressou-se a agradecer. O contato com aqueles pequenos seres podia ser realmente muito perigoso.
Não demorou muito a perceber que estava muito perto do rapaz. A sua cara estava a altura do seu peito. E mais uma vez odiou a sua pele clara que evidenciou a sua rápida e violenta ruborização. Tratou de se afastar, e logo notou a expressão de dor na cara do seu companheiro. Quando a puxou o seu braço raspou noutro tronco deixando um grande e vermelho arranhão. Aurélia abriu a sua mochila violeta e retirou os materiais para fazer os primeiros socorros. Era o mínimo que podia fazer. Pediu que ele se sentasse e ele assim o fez, ainda que meio a contra gosto.
Tratou da ferida e no fim finalizou com um penso. Eles estavam prontos para continuar, no entanto não pode deixar de reparar na pequena porem funda cicatriz que tinha perto do ombro. Não comentou nada, mas Harry percebeu o seu olhar.
— Isto foi culpa do meu pai. — Disse se levantando. — Há muitos anos atrás, eramos uma típica família feliz. Um casal com duas crianças. Nada a estranhar, porém um dia, o meu pai, descobriu que a sua parceira era na verdade uma bruxa. Bom, a sua reação não foi a melhor, e quando me tentei aproximar dele, afastou-me com um olhar aterrorizado na cara. A minha mãe notando o que se estava a passar apressou-se a ficar do meu lado. — Aurélia escutava atentamente toda a história. Eles já tinham percorrido mais uma parte do percurso. — Começaram a discutir sobre coisas que na altura ainda não entendia. O que se passou a seguir não acho que tenha sido de propósito, mas num ato de fúria bateu na mesa e um copo que estava colocado perto da borda da mesa caiu, espalhando todos os pedaços por toda a sala. Parte deles voaram na minha direção, mas a minha mãe serviu como escudo me protegendo. Essa cicatriz foi um dos poucos pedaços de vidro que me acertaram.
A ruiva não sabia o que dizer.
— Mas como pode ver. Isso me tornou a pessoa linda e maravilhosa, que sou hoje e que todos adoram. — Finalizou rindo. Aurélia confirmou que por vezes ele tinha ataques narcisistas.
Aurélia ia para dizer algo, mas a paisagem que se abria diante deles retirou-lhe qualquer palavra que pudesse ter pensado. Ficou hipnotizada, não pensou que no meio de uma floresta como aquela pudesse existir um lugar daqueles. Harry foi quem lhe chamou a atenção enquanto subia uma árvore. Segundo ele estava escrito no tronco para o fazer e a garota acabou fazendo o mesmo. No mapa estava indicado que aquele era o lugar correto. Quando lá em cima, Harry imaginava os grupos seguintes caindo nas suas armadilhas.
Enquanto o primeiro grupo apreciava a paisagem, o segundo estava pronto a iniciar o seu percurso. Alan conseguia sentir a aura assassina de Luna disfarçada pelo sorriso na sua face. Decidiu não lhe dizer nada, qualquer coisa que dissesse apenas pioraria a situação. Assim que a mulher deu o sinal que podiam seguir o albino saiu dali o mais depressa que podia, sendo seguido pela morena.
Alan era quem segurava o mapa. O seu percurso poderia ter sido considerado tranquilo caso Heather não tivesse caído numa cilada. Sem querer acabou pisando numa roda feita de corda que estava escondida pela relva alta que quase lhes chegava aos joelhos. A morena já sabia quem teria sido. Enquanto esperavam deu para conhecer um pouco de cada um. Mas não foi isso que a fez deduzir o culpado. Em Hogwarts Harry era conhecido como o King Joker da escola. Não havia ninguém que não o conhecesse. A garota anotou mentalmente que quando o visse iria o esgoelar.
Ao mesmo tempo que Alan ajudava a sua parceira a sair da armadilha, Heather conseguiu observar alguns animais mais à frente. Era um costume seu desenhar alguns dos animais que via.
— Será que podemos fazer uma pausa? — O garoto estranhou a pergunta, mas acabou concordando. — Eu gosto de desenhar, alguns animais que encontro.
Os dois olharam na direção dos seres de pelagem branca. Era um exemplar de raro de ser visto, naqueles lugares. Um unicórnio. Aproximaram-se com cuidado para que ele não fugisse e a garota retirou um caderno já com alguns rabiscos. Demorou um tempo para encontrar uma folha branca, sinal que já tinha sido usado muitas vezes. Todas as ilustrações estavam bem desenhadas e lindamente detalhados. Alan perguntou-se como alguém conseguia ter tanto talento. Até que o desenho ficasse completo demorou algum tempo, mas foi o suficiente pois a criatura correu para outro lugar.
O resto do percurso foi feito calmamente sem nenhuma distração. Os dois falavam sobre banalidades e descobriram algo em comum. Ambos odeiam lugares fechados.
Agora era a vez do terceiro grupo começar. Este era composto por Joy e Cecilia. A duas loiras não tiveram problemas em iniciar uma conversa. Cicí falava o quanto gostava da sua família. Mesmo que alguns de seus companheiros já tivessem sido criminosos e fossem pessoas amargas, ela explicava que a sua infância foi tudo o que alguém poderia ter. Estava rodeada de carinho, sorrisos e sinceridade. Com eles, amadureceu, aprendeu coisas novas e descobriu muitos dos seus talentos. Joy, conseguia ver que a garota era mesmo feliz.
Joy também entrou na conversa explicando que um dos seus hobbies era estudar artefactos misteriosos. Ela não podia falar da magia para um humano então ia alterando um pouco as coisas. Do seu amor por tortas de maçã e que gostava de observar as estrelas. Era uma forma de se ligar com as forças que a rodeiam. Dizendo isso as duas olharam para o céu que estava coberto por milhares de estrelas brilhantes. Algumas piscavam, dando um ar magico.
Elas saíram de seu transe quando ouviram um barulho repentino perto dos arbustos onde estavam. Joy recuou um passo, pisando um pedra que não estava bem segura, se não fosse pela sua companheira com rápidos reflexos ela teria caído pelo acentuado declive atrás de si. Demorou um pouco a se recuperar do susto, o seu coração batia descompassado, e os seus batimentos aumentaram ainda mais quando percebeu que caso tivesse caído teria ficado gravemente ferida. A inclinação estava coberta por longas pedras bicudas.
Ficaram um tempo sentadas esperando que se acalmar e que as suas pernas voltassem a ganhar força.
— Mas sabe? Para os meus pais fazer com que vocês façam este teste, eles devem ter mesmo gostado de vocês! — A loira dizia suavemente. — Este é um teste que todos os anos a nossa família faz. É com uma prova que mostra que são dignos de confiança. Ou devo dizer que é uma prova que meus pais confiam em vocês.
A loira mais velha olhava para a frente com um sorriso no rosto. Essa era uma das suas características. Mesmo nos piores momentos ela sempre teria um sorriso. Passou mais um tempo e ficaram prontas a seguir. Não demorou muito tempo até chegarem ao local marcado no mapa. Cecilia pensou que a esta altura o penúltimo grupo deveria estar a começar.
O quarto grupo era composto por duas sonserinas. Uma morena chamada Alice e outra loira com o nome de Lyra. Ao contrário dos outros grupos, elas as duas já se conheciam. Já se tinham visto na sua casa, e mesmo ainda não se tendo falando já sabiam que tinham muitas coisas em comum.
A conversa ao longo do percurso foi sobre as suas vidas na escola. Ambas falavam sobre as suas aventuras com seus amigos, as suas posições no jogo de quadribol, e os seus animais de estimação.
— Então você é amiga de Rose Wesley e Abus Potter? — A morena acenou concordando. — Esses dois são bastante populares na escola. Você já deve ter tido algumas dificuldades. — Alice voltou a concordar se lembrando se lembrando de algumas memórias engraçadas e ao mesmo tempo desnecessárias.
Não tardou muito para se tornarem mais duas vítimas de umas das pegadinhas de Harry. Pequenos seres começaram a cair do céu. De início não dava para reparar o que era, mas depois logo notaram que era pequenos passarinhos. Uma espécie que apenas aparecia de noite, e o seu cantar era extremamente irritante. Para piorar seguiam tudo que se movesse.
Lyra tentou usar magia para silenciar os pequenos animais, mas não surgiu efeito. Tentou mais umas vezes, porem foi em vão. Alice também experimentou, no entanto nada acontecia. Ambas ficaram chocadas ao perceber que não conseguiam usar magia. Algo muito estranho estava a bloquear os seus poderes.
Elas tinham que pensar no motivo, mas a primeira coisa a fazer era se livrarem dos chilrear dos pássaros. Mal podiam esperar para encontrar Harry. A vingança é um prato que se serve frio. Ao fim de algumas tentativas conseguiram escapar do alcance dos animais. Elas queriam falar com os outros sobre o problema de não conseguirem usar magia, então apressaram-se a chegar o lugar marcado pelo mapa.
Por fim, era a vez do último grupo. Tanto Luna como Gabrielle estavam prontas para começar, porém Lucy chamou Luna para lhe dizer algo em particular. Não se passou muito tempo para a Rosada aparecer com um sorriso na cara. Mesmo ela estando a sorrir Gabrielle pode notar que se passava algo errado. Ia para perguntar algo quando alguém deu a partida, então ela perdeu a oportunidade de perguntar o que se passou. E com o tempo esse pensamento ficou apenas guardado num canto dos seus pensamentos.
A loira lia o mapa. Segundo ela, o percurso era fácil, pois praticamente tinham que seguir em frente. Deduziu que fosse devido ao intervalo de tempo. Como foram as ultimas a sair tinham ficado com o percurso mais curto. Até pensou que fosse injusto, mas ao ver que o percurso era o que mais pegadinhas tinha. Caso não Luna não juntasse forças com a sua companheira, definitivamente teriam caído em muitas delas.
— Mas me diz. Como é que sabe onde é que ele vai colocando as armadilhas? — A loira pergunta curiosa.
— Nukiii…Talvez porque o meu nível de loucura está ao mesmo nível que o dele. Ou um pouco acima. — Acabando de dar a sua explicação tropeça numa corda. — Gabrielle, estamos muito longe? — A loira nega dizendo que já estão no lugar. — Muito bem! Hora da vingança…
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