Notas iniciais
Halo Halo pessoas giras!!!! Aqui está o inicio da historia ^^ Eu revi o texto todo, mas se deixei escapar algum erro, não hesitem em me dizer ^^ Bom quero agradecer às pessoas lindas que comentaram o capitulo anterior. E peço ás que não comentaram que pelo menos respondam à pergunta :) Ah, também não se esqueçam de acompanhar a historia ^^ Mais uma coisa. Originalmente esta capitulo era para ser postado dia 7, porem nesse dia não me vai dar jeito, então decidi postar mais cedo. Mas como isso se trata de uma excepção, e eu posto um capitulo por semana o próximo sairá dia 14 de Janeiro ^^ Pergunta da semana nas notas finais :)

POV Lyra Winchester

Hoje podia-se dizer que estava um dia perfeito. Era plena hora de almoço, havia passarinhos cantando enquanto sobrevoavam os edifícios da aldeia de Hosmeade. As pessoas atarefadas moviam-se rapidamente sem uma trajetória definida. Muitas delas deveriam estar decidindo onde haveriam de almoçar, ou então escolhendo o que fazer nesta pequena hora livre que tinham nas suas complicadas agendas.

Nesse grupo de pessoas estava uma garota de cabelos loiros, levemente cacheados. Os seus olhos cor de Nutella tinham um estranho brilho, que encantava quem olhasse para ela. Quando somados ao seu físico bem trabalhado não havia pessoa que lhe resistisse. O nome dessa garota é Lyra Winchester. Uma bruxa de Hogwarts de 17 anos, e também uma Sonserina, com alguns traços de Griffinória.

Em cada mão possuía um saco bem grande cheio de comida. Sinceramente, a sua vontade de sair de casa podia ser comparada à de uma pessoa, com vontade de correr a maratona às seis da manhã, numa segunda-feira. Por outras palavras, zero. Nadinha de nada. Nikles Pikles. Mas tinha de ser. Era quase hora de almoço e tinha uma convidada em casa, que não ia descansar até comer a tarte de maçã que ficou a preparar. O seu nome é Joy Clinford. Podia-se dizer que também era uma das suas melhores amigas.

A sua casa era um pequeno apartamento nesta pequena, mas não tão pequena aldeia. Comprou-o há muito tempo atrás devido a circunstancias próprias, mas essa história, vamos deixar para outro dia. Subiu as escadas para o seu apartamento e em poucos minutos estava de frente para a sua porta. Mesmo fora da habitação, dava para ouvir a discussão entre as duas pessoas lá dentro.

Deslizando a porta com se fosse feita de cristal, dá de caras, com uma garota que aparentava ter um metro e setenta, vestindo um avental branco estampado com a frase “ I am not a bitch/ I am the Bitch/ and to you/ I am Ms. Bitch”. O seu longo cabelo loiro estava apanhado num elegante coque bola, e ela estava discutindo, ou devo dizer puxando um pote, das mãos duma pequena criatura de grandes e pontudas orelhas, que estava em cima de um banquinho, de modo a que conseguisse chegar à bancada.

­— Argus largue a massa. Você não está fazendo isto bem. Tem que meter, mais maçã. — A garota puxa mais para si o pote com a massa. A criatura pareceu semi cerrar os olhos. Estava evidentemente ofendido.

— Argus, não está fazendo mal. O mestre disse para eu fazer uma torta de maçã, deliciosa, e é isso que Argus vai fazer. — Puxa o pote na direção dele.

— Mas, torça de maça, não é para ela. Ela é minha. Só minha. Então eu vou fazer ela do meu jeito. E quando a Lyra chegar pode-me ajudar a fazê-la. — Diz voltando a puxar o frasco na direção dela outra vez.

— Não. A mestre não pode cozinhar. A torta vai sair um desastre. — Apercebendo-se que falara mal do seu mestre, solta o frasco para de seguida começar a auto-flagelar-se.

O que se passa a seguir, pode ser explicado com duas pessoas — O garoto A e o garoto B — puxando cada ponta de uma corda. Ambos estão a exercer uma força equivalente na corda, logo esta não se mexe, mas no momento em que o garoto A vê o seu inimigo tropeçando em uma pedra, começa a rir e solta a corda, par meter as mãos no estomago que começou a doer por rir tanto. Devido a isso o garoto B que continuou fazendo a mesma força, vai andar para atrás e se não tiver um excelente equilíbrio vai definitivamente cair com a bunda no chão.

Resumindo a garota é impulsionada para trás, e acaba tropeçando nos seus próprios pés. No momento em que aconteceu o embate com o chão, o conteúdo voou e espalhou-se todo pelos arredores, deixando a garota lamentando o leite…ou devo dizer, a massa derramada.

Com os dois integrantes da discussão perdidos nos seus próprios mundos, Lyra apenas suspira, enquanto as engrenagens de seu cérebro trabalhavam à velocidade da luz para resolver todo aquele desastre. De um lado estava a sua grande amiga, devoradora de tartes de maçã, e no outro estava Argus, o seu adorável elfo domestico.

Lyra anda na direção da pequena criatura, e tá umas suaves pancadinhas na cabeça dele. Uma forma de dizer que estava tudo bem, sem usar palavras.

— Vá, vá não se chora sobre o leite azedo. Vamos fazer assim. Joy, você faz a tarte de maçã, a seu gosto. Argus, você trata do resto do almoço, e eu limpo esta bagunça que vocês fizeram. Ok?

— Me obrigue. Ainda estou sofrendo a morte da outra tarte recém-nascida ­— Joy responde chorosa. — E você quer que eu a troque por outra? É isso que você está dizendo?

— Hum… ­­— Lyra faz uma pequena pausa, para escolher as suas palavras. — Sim, é basicamente isso.

— Humpf…ok, mas é só porque é depois de muitas perdas que uma pessoa aprende a dar valor às coisas que tem. — Filosofa pegando os ingredientes.

Depois que cada um se ocupou com a sua devida tarefa, o tempo passou bem mais depressa que o habitual, e em pouco tempo já estavam todos na mesa. Cada um tirando uma porção de comida para o seu prato. Quando terminaram, tiraram a tarte que ainda estava no forno, e em poucos segundos, Joy apoderou-se dela, impedido qualquer ataque das partes inimigas, que tentavam roubar um pedacinho, sempre que ela baixava a guarda. Não que ainda tivessem fome, mas sim para a irritar um pouco.

— Argus, vai lavar a louça, meu mestre. — Lyra assentiu e o pequeno elfo retirou-se, para a cozinha.

As duas garotas vendo-se sem que fazer decidiram ir para a janela, observar as pessoas na rua. Estas moviam-se aleatoriamente. Quando fixavam uma pessoa, esta desaparecia rapidamente entre o resto da multidão, mas houve uma pessoa em particular que prendeu a atenção de Lyra. Um garoto de cabelos pretos, e olhos estranhamente cinzentos. Mas a sua característica mais peculiar era o sorriso bobo que tinha no rosto. Em algum momento ambas sentiram um arrepio percorrer todo o corpo. O sexto sentido dizia-lhes que algo de mau estava prestes a acontecer.

— AVADARAKEDAVRA — Uma clarão verde ofuscou por breves momentos os olhos das pessoas perto do rapaz. Momentos depois, o corpo de um velhinho rechonchudo cai no chão inanimado, e um riso sádico ecoa por todo o local. Não tarda muito para alguém lançar um feitiço que manda o rapaz contra uma parede, e segundos depois não lhe dando oportunidade de contra-atacar, atam-no com cordas. Enquanto isso, no outro lado tentam socorrer o homem deitado no chão. Porém era tarde demais. Ele estava morto e não havia nada a fazer.

Lyra e Joy, apressaram-se a sair de casa, para ir ver de perto o sucedido, mas como esperado, ao chegarem lá, já havia uma espessa multidão de pessoas impedindo qualquer fissura que lhes permitisse ver. Quando estavam prontas para usar um feitiço e criar um atalho, um grupo de quatro pessoas apareceu, e a multidão separou-se em dois grupos abrindo uma passagem para que eles pudessem passar.

As suas vestimentas eram estranhas. Apenas vestiam umas calças pretas e o resto corpo estava coberto por ligaduras. Não se conseguia ver nem o cabelo, apenas o formato do corpo. A única coisa que os cobria era uma longa túnica preta, com capuz que neste momento estava puxado para trás. Não se sabia dizer exatamente o porquê, mas aquelas pessoas eram fortes. Não era o seu jeito intimidante, nem as roupas bizarras, mas sim a aura. Possuíam uma aura forte o suficiente para que as pessoas tremessem só de olhar.

Um dos homens mascarados aproxima-se do garoto agora amarrado, e coloca uma mão sobre a sua cabeça. De início nada aconteceu, ou pelo menos era o que parecia, no entanto, não demorou muito até o rapaz começar a gritar descontroladamente. Remexia-se dentro do que as cordas o permitiam. Por momentos a plateia conseguiu sentir a dor dele. As lagrimas começaram a escorrer pelo seu rosto, enquanto cada grito se tornava cada vez mais agoniante.

Algumas pessoas taparam os olhos e as orelhas, enquanto outros não foram embora não suportando ver a cena. Nos dez minutos seguintes apenas elas e mais uma dúzia de pessoas permaneceram no local pois estavam demasiado horrorizados para mover um músculo sequer. No fim, os gritos transformaram-se num riso. Um riso forte e alto, mas sem vida. Não havia dúvidas que ele tinha sucumbido à insanidade. O mesmo homem retrocedeu e o seu colega aproximou-se para pegar no moreno e o colocar no seu ombro, antes de uma nuvem negra os cobrir e os fazer desaparecer sem deixar uma única evidencia que eles lá tinham estado.

— Mas o que é que foi tudo isto? — Lyra estava perplexa olhando para o sítio onde anteriormente a nuvem apareceu. Aquilo pareceu ser tudo muito surreal. Homens que nunca antes vira, ou sequer ouvira falar. Um tipo de magia não-verbal equivalente ao “ Crucio”. Tudo aquilo era muito estranho.

— Não sei, mas suponho que temos de pesquisar. — Joy sorri mostrando um artefacto mágico, com um símbolo estampado. Não contendo a surpresa, Lyra retribui o sorriso. Um sorriso matreiro, que aparecia quando estava perante um desafio.

— Quando é que você…? Quer saber? Não importa. Vamos ter mesmo que investigar isso. E quer saber? Vai ser agora mesmo. — Foram ao apartamento buscar as suas vassouras e voaram o mais rápido possível para a biblioteca de Hogwarts.

Havia estudantes por todo o lado, mais do que o normal. Eles estavam agitados. Era como se estivessem à espera de uma notícia muito importante, mas isso era a ultima coisa que passava pela cabeça daquelas duas garotas. Abriram a porta da biblioteca, e foram à secção das famílias e seus brasões, e reviraram todos os livros à procura de um que mostrasse ou falasse, do símbolo inscrito no artefacto magico. Nada, ao fim de várias horas de pesquisa, não encontraram nada. Nem nas outras secções, havia sequer uma pequena pista sobre ele. Cansadas de procurar decidiram, sentar-se perto de uma mesa redonda perto de um dos cantos da parede.

— Desculpem. Será que vos posso ajudar? — Uma garota com lindos olhos azuis e cabelos lisos que lhe chegam à cintura. — Percebi que vocês estão aqui há horas procurando por algo. Talvez eu possa ser de ajuda. — As duas fazem uma breve reunião e acabam decidindo que não têm nada a perder se pedirem ajuda. Mesmo procurando por horas, não encontraram nada, mesmo.

— Bom, estamos a à procura de um livro que nos fale sobre este símbolo. — Joy utiliza o feitiço “ Flagrate” para o desenhar no ar.

A garota parecia surpreendida. Pelos vistos sim, sabia alguma coisa.

— Eu já vi esse símbolo, sim! — O olhar de Joy brilhou em expectativa. — Mas a diretora o requisitou o livro no qual ele está, na semana passada. Parecia ser um livro muito antigo. Eu vi esse desenho quando ela sem querer o deixou cair e se abriu ao meio.

— Boa, era mesmo, o que estávamos a precisar. Que a…

Lyra foi interrompida pelo bater de asas de uma coruja castanha que trazia em patas, uma carta falante. Sobrevoou a mesas durante um tempo e depois deixou cair a carta nas mãos da garota de olhos azuis.

“Gabrielle Levour, Joy Clinford e Lyra Winchester, fomos informados que faltaram há importante palestra verificada à hora de almoço. Dirijam-se rapidamente ao gabinete da diretora.”

­— Vocês também faltaram? De alguma forma, estamos todas no mesmo barco. Por certo, eu sou a Gabrielle. Gabrielle Levour. — Estende o braço de forma a cumprimentar as duas garotas à sua frente, que retribuem o aperto de mão. — Pode ser que eu consiga dar um jeito de pedir o livro à diretora.

— Como? Pelos vistos, neste momento, estamos em maus termos com ela.

— Não me subestimem. — Gabrielle dá um sorriso de lado.

As três garotas andaram até ao gabinete da diretora, que ao se aproximarem da porta esta se abre sozinha. Lá dentro estava um garoto sentado, ouvindo sermão.

— Harry Melione, não finja que não me esta ouvindo. Quantas vezes você pensa que já cá esteve esta semana? Você … — A diretora para de falar quando vê as três garotas. — E aqui estão as três pessoas que decidiram faltar à minha palestra. Podem se sentar. Vão ter que me explicar muita coisa, minhas meninas.

Notas finais
Pergunta da semana: Se pudessem ter um dom, qual seria??? Gostaram?? Não gostaram?? Ideias? Coisas que preciso corrigir??? Digam tudo nos comentários, e façam esta escritora feliz ^^