Wizards - Interativa
12 Feitiço 9
Notas iniciais
"— Uma saída com grande estilo. — Continuo a rosada. — Harry alguma ideia? — Ele pareceu ter sido apanhado de surpresa, mas segundos depois um sorriso travesso apareceu em seus lábios.
— E porque não um incendio? — Désirée ia para protestar, porém Gabrielle impediu-a explicando o verdadeiro motivo do que estavam a pensar fazer. A verdade é que eles queriam destruir aquele lugar, que trazia tantas más memorias para as pessoas que ali foram vendidas. Não destruir era pouco. Eliminar completamente. A morena ainda não concordava com a ideia, mas não teve tempo de protestar Joy desativara o efeito paralisador e Harry já estava a gritar que havia ali uma bomba. As pessoas desesperadas saíram do prédio que ficou vazio em poucos minutos, dando oportunidade a Alice para conjurar o feitiço que provocaria o fim daquele lugar.
Já lá fora e o prédio em chamas, falavam como é que explicariam o sucedido para a família das duas garotas e como é que os convenceriam a deixá-las ir com eles. Apenas pararam quando ouviram o som de algo a cair no chão inconsciente.
— Heather? "
POV Luna
Já se tinha passado algum tempo desde que a morena caíra inconsciente no chão. Depois de toda aquela confusão, isto era o que menos precisavam que acontecesse. Numa outra situação, saberiam o que fazer, porem havia varias prioridades, e naquele momento não estava a conseguir lidar com todas elas. Heather ardia em febre, e a sua cara mostrava um ar de sofrimento. Tinham que a levar para Hogwarts o mais depressa possível, ou pelo menos era o que estavam tentados a fazer, mas ainda havia muita coisa para resolver. Ao fim d um tempo decidiram que a amiga era o mais importante. Antes que pudessem fazer qualquer coisa, os pais de Désirée foram mais rápidos, a pegando e levando para a casa dos mesmos.
A cidade era nova para ele, depois de assistirem a perturbante espetáculo o restaurante agora em chamas, assumiram que era o lugar mais seguro, para levar a morena. Com o feitiço tinham eliminado as memórias das pessoas, que tinham os visto a fazer magia, mas a parte do leilão permanecia. Aos olhos das pessoas que estavam presentes, com exceção do casal que agora os ajudava, um grupo de crianças misteriosamente acabara com o leilão deixando os escravos fugir e de seguida pegaram fogo ao edifício.
Demoraria até que voltassem a fazer um evento daqueles novamente. Principalmente os homens de negro que ainda devem estar a tratar dos olhos. Estes só se lembravam que a meio do show os seus olhos começaram a dar que acontecesse tudo problemas e assim deixaram o resto. Com eles tiveram que eliminar mais coisas. Não poderiam deixar que estes se lembrassem de alguma coisa a ver ou relacionada com magia, no entanto, antes através de um artefacto mágico retiraram a parte da memória em que se encontravam o homem encapuzado, com a mancha na cara para comprar os objetos, que Aa também tinha confiscado. Mais tarde teriam que mostrar tudo aquilo a Mila.
Ao fim de uns longos minutos finalmente chegaram à casa dos Lafaiete. Esta situava-se na zona do meio da cidade, alguns quarteirões onde se encontrava o circo. Colocaram-na numa cama de madeira decorada com lençóis brancos, prontos para receber qualquer pessoa. Aquele provavelmente era o quarto de hóspedes. Os adultos juntamente com o irmão da morena ficaram a tratar dela. Agora que ela estava em mãos seguras conseguiram falar com mais calma. Todos estavam impacientes e queriam respostas. Tanto Luna como Alan não tiveram outra escolha senão responder a algumas delas naquele momento.
— Eu sei que querem respostas, e por agora vamos responder a algumas delas. — Começou o albino entrelaçando os dedos. — Na verdade Mila, a diretora da vossa escola pediu-me que eu a ajudasse com algumas suspeitas que ela tinha que estavam a acorrer no mundo humano em relação a uma antiga profecia.
— E que profecia é essa? — Perguntou Lyra atenta às palavras e movimentos de Alan.
— Quanto a isso, terão de perguntar à vossa diretora. — Disse com uma voz calma, muito provavelmente não estava autorizado a responder a algumas coisas. — Mas como podem ver tem algo a ver com os humanos que começaram a gerar os seus próprios poderes mágicos. A nossa missão é levá-los até ela. — Quando ele terminou, todos olharam para Cecília e Désirée, que se entreolharam, admiradas.
— O que é que vocês estão a tentar dizer? — Perguntou a morena achando a conversa demasiado absurda, para ser real.
— Estamos a tentar dizer que você é uma bruxa, tal como todos aqui presentes nesta sala. — Respondeu a rosada com um tom inusitadamente sério para ela.— Isso também se aplica a si Cecília. — A loira já suspeitava que algo estranho se estava a passar, depois de assistir a todo aquele espetáculo, mas não esperava que fosse uma coisa daquelas.
— Nós somos o quê? — Perguntaram em uníssono.
— Bruxas! — Repetiu o albino. — E agora precisamos que venham connosco. Eu sei que isto pode parecer repentino, mas é o melhor que têm a fazer! Se continuarem aqui, tanto vocês como os vossos conhecidos estarão em perigo.
— Mas e quanto á flor? O que ela é? — Gabrielle questionou lembrando-se do incidente no restaurante, no qual a flor emanava um brilho azul enquanto pairava sobre as suas cabeças.
— A flor chama-se Magi Lazulis. É uma rara planta que reage ao poder mágico de alguém. Normalmente utiliza-se quando um bebé de uma família de feiticeiros nasce, com intuito de saber se este terá poderes mágicos ou será outro humano comum. — Explicou Luna mostrando a flor às pessoas à sua frente.
— E como é que sabemos que não se trata de mais um desses casos de bruxos que nasceram de uma família de muggles que já tiveram um membro magico na família? — Desta vez foi Alice que se pronunciou.
— É uma hipótese! Mas é por isso que as temos de levar para a vossa escola! Não se preocupem, que eu vou falar com os pais dela! — Dito isto a rosada levantou-se em direção á porta onde o casal estava cuidando de Heather.
— O que vai fazer? Quem são vocês? O que é que se está a passar? Eu não quero deixar a minha família! — Désirée segurou o braço de Luna com toda a força que possuía.
— Olha garota, se você ficar aqui estará a por a vida de todos à sua volta em perigo! — Ela tinha um olhar firme coo se estivesse segura do que dizia.— Lembra-se daquela faca que foi e direção ao seu pai? Pois então, se mais pessoas descobrirem farão bem pior. Na pior dos casos, eles podem morrer. Está pronta para que os seus entes queridos morram por sua causa? Porque eu vou já lhe avisando que nunca mais conseguirá viver a sua vida normalmente! — Com essas palavras, ela entendeu que por agora tinha de ir com eles para o bem das pessoas com que se importava. Também se perguntou o que aquela pessoa à sua frente já tinha passado na vida. As palavras tinham sido rudes, mas firmes como se ela já tivesse vivido uma coisa daquelas. Era um mistério.
— Mas como é que vai explicar tudo isto para eles? — Aurélia interrogou curiosa. Eles provavelmente iriam achar que eles estavam malucos. Bom talvez não, afinal eles não lhe tinham apagado a memória, no entanto não achava que eles se quisessem separar da filha.
— Oras dizendo a verdade! Ela é uma bruxa, e tal como nos casos de bruxos nascidos de pais humanos, iremos explicar a situação devidamente! — Os pais de Désirée saíram do quarto no qual estava Heather. Pararam quando notaram todos os olhares sobre si.
Alan foi o primeiro a iniciar a conversa, explicando que a sua filha era uma pessoa muito especial. Eles escutavam atentamente as palavras do albino, mas começaram a fazer caras estranhas quando a conversa começou a entrar no domínio magico. Quando disseram que ela era uma bruxa e a precisavam levar para uma escola própria para ela, a expressão deles era ura descrença. Ta como Aurélia tinha imaginado, estava a achar que eles era loucos, ou que estavam a gozar com a cara deles.
Ao ver que a abordagem inicial não estava a resultar, este pediu que Luna mostrasse as suas habilidades, a qual obedeceu em hesitar. Segundos depois Luna era o clone perfeito da madrasta de Désirée que apenas não desmaiou porque o seu marido a apoiou no seu corpo. Aquela foi o suficiente para que uma postura mais séria voltasse a ser adotada. De seguida a conversa continuou, e explicaram como descobriram como ela o era. Foi preciso um bocadinho de esforço para os fazer acreditar que tinha tudo sido obra do acaso.
Os pais quando por fim acreditaram em tudo, perguntaram o que é que eles estavam a pensara fazer e quando é que a voltariam a ver. Não a queriam deixar ir, mas depois de toda aquela confusão, se eles a quisessem levar à força não haveria nada que os pudesse impedir. Agradeceram mentalmente por lhes estarem a explicar a situação pacientemente. As respostas foram breves, porém explicaram tudo o que se tinha passado e o porque de a precisarem levar. Também garantiram que a voltariam a ver em breve. Ainda havia muitas dúvidas, porém a conversa foi interrompida por um pequeno ser de cabelos amarelos, o irmão de Désirée.
— Venham rápido! A garota está a ficar estranha! — Todos correram em direção ao quarto onde ela a morena esta brevemente hospedada. Ela continuava com a mesma cara de sofrimento e a suar frio. O seu braço que estava descoberto na manta começava a apresentar uma cor azulada. Ela tinha que ser levada ao médico o mais rapidamente possível. Não um médico qualquer. Tinham que a levar à enfermaria da escola. Eles poderiam saber o que ela tinha.
— Vamos ter que aparatar! — Afirmou Harry e todos concordaram. Despediram-se e mais uma vez os tranquilizaram dizendo que os veriam em breve ou pelo menos teriam noticias suas. E assim desapareceram num movimento rápido de varinha, deixando para trás três pessoas com queixo caído.
Chegaram num piscar de olhos à enfermaria, que quando os médicos notaram as suas presenças, não perderam tempo a deitar a agarota numa das camas disponíveis. Rapidamente começaram a lhe dar os devidos auxílios. Gabrielle e Aurélia ficaram a ajudar a morena ainda inconsciente enquanto una, Alan, Désirée, Cecilia e Lyra foram ter com a diretora. Por fim Harry, Joy e Alice foram ter com os seus amigos ou trataram de os seus animais de estimação que já não viam há algum tempo.
Alice foi diretamente ter com Albus, e Rose. Já há algum tempo que não os via, e também com Tempestade e Nightwing, o seu lobo e coruja de estimação, respetivamente. Notava-se que eles tinham grande carinho pela sua dona. Joy sabendo que aquela aventura não iria terminar ali, foi até á sua habitação arranjar alguns artefactos mágicos que saberiam que iriam ser de ajuda. Deu carinho em Lysla, uma gata totalmente branca, que já estava com saudades da sua companheira. Harry aproveitou o seu tempo para falar com os seus amigos e pregar algumas pegadinhas antes de ir embora.
No gabinete da diretora, já se conseguiam ouvir alguns ruídos estranhos provenientes da própria sala. Esta reagia conforme os sentimentos de Mila.
— Então estão a dizer que a flor racionou com estas duas garotas? — Mila tinha um semblante admirado e ao mesmo tempo feliz. — Eu sabia que tinha razão!
— E pode-me dizer em que é que você tinha razão? É o mínimo que tem a fazer depois de nos colocar em toda esta confusão! — Luna tinha uma expressão dura! — Eu exijo respostas. Fomos a um circo no qual a mulher saberia que apareceríamos. Tivemos que fugir de um monstro que nunca vimos ou ouvimos falar na vida. Há um homem que anda a divulgar magia e ainda presenciamos um repugnante leilão de escravos. E uma das garotas que você enviou está inconsciente. A mulher arregalou os olhos.
— Raios! Então afinal eu estou atrasada. Isto pode ser um desastre. Vocês irão ter que contar tudo à diretora de Straw. — Luna bateu com o punha na mesa irritada. Eles já tinham tomado aquela missão a próprio risco, se a diretora da escola deles soubesse, então as suas cabeças iriam rolar. Alan teve que a acalmar. — Mostrem-lhe esta carta e ela vai vos explicar tudo. Apenas sejam rápidos por favor. O mundo mágico está nas vossas mãos. — Lyra ia para interromper quando a mulher continuo. — E pelos vistos a vossa colega está melhor.
A porta abre-se revelando três garotas. Gabrielle explicou que se tratou se um caso de excesso mágico. Pelos vistos a garota tinha ficado exposta a uma grande e poderosa quantidade de poder mágico. Com a ajuda delas e a eficácia dos médicos tinham conseguido reduzir os efeitos, mas ainda precisava que um médico mais experiente a examinasse. Depois chegaram os restantes membros do grupo.
— Mila você vai me pagar por isto. — A rosada disse e em resposta recebeu um sorriso.
— Mas primeiro pode me dizer o que é Straw? — Perguntou Alice.
— Promete não rir? — Luna perguntou e eles concordaram. Alan os aparatou depois de se despedir da diretora.
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