Wizard
30 Capítulo 12 - Second Season
Notas iniciais
— Como assim presos? – Gritou a Carla.
— Parece que temos que terminar a Dungeon pra sairmos daqui. – Disse.
— Caralho, tamo fudido agora. – Disse o Arthur.
— Vamos fazer o seguinte. – Eu e a Cláudia subimos e matamos os dois morcegos restantes, pra ver se dropa algum veneno ou antídoto, mas caiu apenas a pele das asas. Peguei todas e adicionei a mochila dela. Voltamos e concordamos em descer. Assim que passamos pela escada, caímos em uma sala 2x3 metros, com uma fogueira e dois troncos partidos ao redor. Deixamos a Carla e o Caio naquela sala, já que aparentemente não entrava monstros ali. Depois de checar todos os itens seguimos em frente.
Descemos de nível e depois do hall simples, seguimos pelo corredor até uma nova ante sala, que se dividia em dois corredores.
— Vamos nos dividir, Arthur, pega a Cláudia e segue pela direita, eu e a Alice vamos pela esquerda, se tiver mais alguma criatura que não seja um subchefe ou algo assim, eliminem.
— E se caso encontrarmos? – Perguntou a Cláudia.
— Vamos voltar aqui e enfrentá-los, juntos.
Seguimos pela esquerda, ela confiou a mim pra guiá-la pelo caminho. O corredor seguiu por longos metros até se ramificar em três entradas. Peguei o que aparentemente descia e usei minha magia, sextus sentus.
— Acho que ele continua descendo, deve ser a entrada do próximo andar. – disse depois de alguns segundos.
— Por que não usou antes?
— Queria poupar mais energia e pensei que teríamos mais tempo. mas agora que estamos com tempo corrido, vou usar rápido, só pra ver se tem criaturas.
— Monstros, fica melhor assim, não?
“Talvez.” Pensei voltando um pouco. Peguei a entrada da direita, era uma sala linda, o teto emitia um brilho azul, claro, no chão tinha uma esqueleto, com umas roupas medievais poídas.
— Talvez seja uma armadilha. – Ela disse. Estendeu a mão, peguei a pele dos morcegos e joguei, com ela a mantendo no ar. Começou a gotejar um liquido transparente, que queimou a asa ao primeiro contato. Deixamos aquela sala para depois e pegamos a esquerda era um espaço grande com alguns morcegos no teto. Fiquei da entrada, atirando algumas flechas. Assim que todos foram eliminados, pegamos as peles e duas presas e seguimos de volta para a entrada. A Carla estava sentada em frente ao fogo o Caio, apesar de um pouco pálido, ainda falava normalmente.
— Então, como foi? – Expliquei sobre as salas pra eles. Eles escutaram e acharam melhor esperar os outros e descermos para o quarto andar. Depois de quase meia hora, eles voltaram, a Cláudia com um escudo quebrado e alguns arranhões, o Arthur apenas com alguns hematomas.
-Era um corredor longo, ligado à uma sala pequena como essa. Assim que chegamos ao meio dela, o chão se abriu e caímos em algumas estalagmites. Eu consegui me cobrir com cristais, apesar das marcas, tô ok, mas ela só teve tempo de aumentar o escudo.
— Acho que quebrei o meu braço na queda. — ela disse, gemendo de dor quando ele balançou. Peguei a pele da asa de morcego, cortei alguns pedaços com uma faca e improvisei uma tipóia. Ela criou duas filas de madeira e alguns cipos finos, fazendo uma tala para o braço.
— Vamos descer.
...
O próximo andar era composto de apenas de um espaço aberto, repleto de vermes. Eram brancos, com o corpo seguimento do, do tamanho de uma cobra. Andamos lentamente por eles, pareciam não se importar conosco. Descemos direto para o quinto andar. As paredes eram como na entrada, com os mesmos cristais brilhantes, a exceção da longa porta dupla de pedra, com cerca de quatro metros de altura e espaço pra um encaixe no formato de losango.
— Ótimo. – Disse o Arthur.
— Deve tá na sala dos vermes. Ou naquela do primeiro andar. – A Carla falou. Olhei em volta e vi outra fogueira, com uma outra pia e algumas plantas fluorescentes em um canto. Peguei um pouco de energia, mas não teria o suficiente pra manter o meu Feel the Mist por 5 minutos.
— Acho melhor comermos enquanto pensamos um pouco. – Disse. Terminamos o pouco de comida que tínhamos e estávamos nos esforçando, tentando repassar os pontos que visitamos.
— Acho que vamos ter que investigar a sala dos vermes mesmo.
Subi junto com o Arthur e a Carla. Cheguei a porta da sala, olhando com a minha esquerda, vi uma mesa na parte esquerda, parecia ter algo acima dela. No chão com os vermes tinha uma leve fissura.
— Ok, alguma ideia? – O Arthur perguntou. Discutimos por uns minutos e colocamos o plano em prática. A Carla usou boa parte da energia que tinha e cobriu o chão com fogo. Isso acabou matando boa parte dos vermes, mas alguns maiores ainda estavam vivos, esses eliminamos a distância com as minhas flechas. Depois de todos mortos, o chão se cobriu com uma líquido viscoso, era transparente, mas não era inflamável. Ignoramos e seguimos para a mesa tinha um item no mesmo formato do vão da porta. Assim que o tiramos da mesa, ela se ergueu e a fissura se expandiu. De dentro desse buraco saiu um verme bem maior, da boca dele tinha vários dentes, escorria dela uma a mesma gosma que agora recobria o chão. Prontamente atirei duas flechas com eletricidade, elas explodiram ao acerta-lo, causando um dano considerável. Ele regurgitou alguns daqueles vermes menores, o Arthur foi lidar com eles atirando pequenos cristais, precisava de no mínimo dois pra matar um deles. Os que se aproximavam demais, a Carla eliminava com a sua espada. Quando ele regurgitou da segunda vez, atirei uma flecha dentro da boca,.ele grunhiu e alguns dos vermes já caíram mortos. Continuamos nessa luta até que minhas flechas acabaram. Suspirei e concentrei a minha energia de raio restante no arco. Ele emitiu um brilho violeta, assim que armei, tornou-se alguns raios entre uma mão e outra, parecido com uma flecha. Lancei em direção ao verme gigante, ele grunhiu longamente até cair e posteriormente estourar, revelando outra joia da alma. A gosma foi evaporando rapidamente e em poucos segundos, não tinha sinal dela no piso. Recolhemos os espólios, que envolviam a joia da alma e, no buraco onde estava o Verme Gigante, algumas flechas dentro de aljavas é uma lança no canto. Ela era toda negra, com uma ponta triangular simples. Olhando um pouco mais, encontrei uma garrafa coma gosma deles, tampei com um pedaço da pele de morcego e coloquei na mochila e votamos ao quinto andar.
— Então, como foi? – O Caio perguntou. A Carla, exausta, narrou o que aconteceu.
— Ainda bem que não fui, eu teria vomitado tudo.
— Não teria sido só você, precisa ver o esforço que nós fizemos. Pelo menos não fedia. – Disse. O Arthur pegou a pedra e encaixou na porta, ela fez um ruído enorme, como se algo tivesse se quebrado. Ela se moveu lentamente para frente, o ar foi puxado pra dentro da sala, nós obrigando a ficar na lateral. Assim que terminou de abrir, a luz alaranjada cobriu o salão revelando a criatura que o guardava. Ele nos viu, mas não fez menção de nós atacar.
— Uau, por um minotauro eu não esperava. Quantos ainda podem lutar? – Perguntei. Com o Caio e a Cláudia fora de combate, e o Arthur e Carla exaustos, sobraram eu e a Alice.
— Acho que só nós dois então. – A Alice disse, ela pegou a lança dela é entramos na sala.
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