Notas iniciais
Oi, eu voltei, e reescrevi o cap. Tinha escrito a fanfic em 2019 e recentemente (hoje) consegui acesso a conta novamente. Tô tentando reescrever de uma forma que fique mais... eu de agora. Eu não prometo a perfeição, mas farei o possível para valer a pena. Boa leitura!

O sinal tocou indicando o término das aulas. Eu soltei o ar pela boca aliviada e desapoiei minha cabeça dos braços pronta para recolher os materias e sair daquela minuscula sala sem atrair olhares ao redor.

—Merda.– Na pressa joguei tudo na bolsa. Eu resmunguei ao ver a página amassada pela brutalidade a qual submeti minhas folhas. Aqueles rabiscos eram demasiado importantes. Eram pistas de onde meu pai poderia estar, talvez algo idiota, mas eu estava desesperada.

—Chloe, espera! – Virei o corpo e me deparei com Marinette correndo e tropeçando nos pés há poucos metros. Comprimi o riso ao ver ela cair com tudo no chão.—Valeu.– Ela agradeceu pela mão estendida aue ofereci e logo esclareceu que não poderia fazer o trabalho de história hoje. Eu rapidamente concordei, não estava com saco de montar uma apresentação.

Marinette parecia envergonhada ao dizer que tinha um encontro com Adrien. Revirei os olhos, Marinette e Adrien eram dois lerdos que se amavam, mas que não assumiam o relacionamento. Ponto.

Ela agradeceu a compreensão e saiu na minha frente. Ajeitei os materias nos braços antes de ceuzar a porta.

Ao guardar o celular no bolso da calça, juntei as moedinhas na mão. Eu estava com uma baita de dor de cabeça e sem paciência para ligar para Jean Jacques, por isso pegaria um busão e ficaria por isso mesmo. Ok, não era apenas preguiça de ligar para meu mordomo, eu estava claramente ignorando por completo as pessoas que me rodeavam.

Era errado, mas eu não estava a fim de lidar com os "meus pêsames" ou algum consolo com palavras de conforto, e era exatamente isso que Jean Jacques fazia.

Sua dramaticidade me diverte, mas às vezes enjoa. Jean é como um segundo pai para mim.

Eu só... precisava de um momento sozinha para absorver as coisas. Ainda assim, sabia que não poderia ignorar as pessoas por muito tempo.

Era grata pelo carinho de todos, principalmente de Adrien que convenceu a turma a organizar um evento na minha chegada de New York. Eu sorria vendo o "Bem vinda, Chloe" na grande cartolina que eles seguravam.

A partir desse dia, todos passaram a ser mais legais comigo, até mesmo Alya Césaire, o que me custou a levar como credibilidade a veracidade em seu discurso de que havia se arrependido de todos os momentos em que me chamou de cobra. Eu só pude rir.

Mas tudo passou a ser... grudento demais. Não que eu odiasse as regalias, mas eu gostava do meu canto, era por isso que mudei a rota costumeira que eu percorria e fui para a esquerda.

Eu andava pelas ruas com os braços atrás das costas. Um tempo sozinha, apenas isso já me fazia feliz. Nessa meia hora que eu fazia um nada pelas ruas de Paris, era raro eu me debulhar em lágrimas como fazia hoje.

Ah, papai, como eu queria que estivesse aqui comigo...

Eu chorei, chorei de ódio e de dor. Eu acabaria com o infeliz que acabou com a harmonia da minha familia: leia-se Audrey Bourgeois. Abatida apenas eu estava, porque ninguém liga para o meu pai, nem mesmo a minha mãe. Audrey achava que André havia se cansado da fama que nunca quis. Não entendi muito bem essa parte, mas eu duvidava: meu pai não sairia sem avisar por nada.

Levantei a cabeça limpando as lágrimas, eu não devia estar chorando, devia estar juntando pistas de onde meu pai pode estar. Parece ridículo, mas eu estou desesperada e faço qualquer coisa para achá-lo.

Resmunguei ao limpar o pingo de chuva em minha bochecha. Ótimo, iria chover, minha má sorte tinha chegado.

Chequei as horas no relógio de pulso e bufei. Perdi a hora do busão e não seria animador chegar em casa encharcada. Revirei os olhos, pareceu uma boa hora para ligar para Jean.

Olho para os lados buscando abrigo para não me molhar tanto. Corri com as pernas bambas tendo foco o único abrigo que havia:uma placa de loja que logo decidi entrar para ligar para Jean sem ser roubada. Perder o celular seria U.O.

Jean atendeu a chamada e poucos minutos depois eu desliguei.

Ao resolver ver as últimas notícias do dia, fui arrastando a ponta dos dedos na tela do celular. Eu ainda tinha esoeranças de encontrar algo relacionado a buscas do meu pai.

Arregalei os olhos ao parar na notícia das últimas horas. Aflita, li novamente o que estava escrito com as mãos no cabelo. Eu claramente estava aflita e com a respiração descompassada.

Tive o cuidado de me apoiar no balcão para que não caísse por estar pasma.

Eu estava muito ferrada.