Without You... I Lose My Sanity.

5 This is not jealous! - parte 2


Notas iniciais
Yeee O/
Antes de tudo, peço desculpas por qualquer erro ortográfico e por falta de criatividade ^^. Minha semana esta sendo corrida, por causa de uma maquete (q por sinal, esta ficando linda *---*) E para quem reclama de frio, eu reclamo de calor .. ôô coisa .. u.u

Boa leitura ;P

Ace’s POV

Marco chamou-me para conversar e por causa disso tive que deixar o Luffy sozinho. Mas foi uma boa ideia, até porque, ele deve saber que estou precisando desabafar.

Já esta escurecendo e do jeito que esta ficando frio, aposto que irá chover mais tarde. Para terem uma noção, o quarto do Marco é bem mais privilegiado que o meu, sua varanda é duas vezes maior que a minha, e seu quarto... É um tanto erótico haha. Ainda bem que o Luffy não veio aqui.

– Ace, entre. – pede e o faço. Ele esta sentado com as costas encostadas na cabeceira da cama e da umas batidinhas ao lado das pernas, pedindo-me para sentar ao seu lado e acabo fazendo-o. – Então, diga-me, como tem sido as coisas?

– Muito bem. Confesso que estava com medo de que ele me rejeitasse. – começo, fitando minhas mãos em meu colo. – Mas não foi o que aconteceu, “Eu nunca fiquei com raiva ou deixei de me preocupar com você”. Luffy parece entender o que senti naquele dia e não me julga por isso.

– Lembrei de uma coisa. – o olho e começa a fazer gestos com as mãos, tentando demonstrar. – Você costumava dizer, que por mais que ele fosse ingênuo, era o único que te compreendia. Eu ficava triste quando me dizia isso. Mas, não vem ao caso e você nem deve se lembrar. – sem querer, deixo escapar uma risada.

– Ah é mesmo?! Só passou vários dias me dando gelo. Não, não me lembro nadinha. – Ironizo, Marco me fuzila com os olhos e depois de alguns instantes em silencio, começamos a rir um da cara do outro.

– Tudo bem. Confesso que ficava com ciúmes, mas aquilo é passado. – ele da um sorriso saudosista e começa a olhar fixamente para frente, como se estivesse encarando o nada. – Luffy... Ele com certeza é um garoto diferente e muito interessante. Aposto que vamos nos dar muito bem. – Marco fala com certa malicia. Eu, não gostando do seu tom de voz, começo a bufar.

– Olha aqui seu filho da...

– QUANDO eu perguntei como estavam indo as coisas, estava me referindo a você, Ace. – ele começa e fico sem entender. – Como você esta lidando com tudo isso?

Levanto minhas pernas, abraçando-as. Como eu me sinto...

– Ele me toca, me abraça e me excita inconscientemente. Cada ato seu, tem grande conseqüência sobre mim, você não faz ideia. – Marco que antes admirava o nada. Volta sua atenção a mim. – Quando o vi depois de todos esses anos, não imagina o quão feliz fiquei. – abraço minhas pernas com mais força. – E quando eu pude abraçá-lo fiquei mais ainda. Poder senti-lo daquele jeito, tive uma sensação que jamais esquecerei. – sorrio ao lembrar. – Agora, estou aqui, com esse sentimento me mutilando por dentro...

– Ninguém merece... – começa a falar com certa decepção. – Cadê aquele Ace, marrento e destemido que conheci anos atrás?

– Cale a boca! – exclamo irritado e vejo-o ficar inquieto. – Um galinha que troca mais de namorada do que de cueca, não pode entender o que estou sentindo. Acha que esta sendo fácil para mim?

– Não. Acho que você está sendo burro! – sinto uma veia saltar na minha testa. Desgraçado... – Isso é constrangedor até para mim. Um dos melhores da Organização, agindo como um idiota numa situação dessas, eu não mereço. Não acredito que estou abaixo de você no ranking. – minhas mãos automaticamente vão em direção ao pescoço de Marco. E a cada segundo aperto mais.

– É melhor você prestar atenção no que fala. – Marco segura minhas mãos, tirando-as de seu pescoço. Esta arfando um pouco. – Eu não... Eu não quero que o Luffy...

Marco me chuta com a perna direita e acabo caindo da cama. O chute é tão forte, que bato com força as costas no chão. Q-que dor... Marco, seu maldito...

– Estou vendo que você ainda não entendeu. – Marco se arrasta para borda da cama, senta cruzando as pernas, estilo borboleta e fica me fitando. – Acho que eu vou ter que explicar as coisas para você.

Levanto-me, tento sentar do mesmo jeito que ele e minhas costas começam a doer. Quando minhas costas pararem de doer, eu vou quebrar a sua cara...

– Eu sei, eu sei. Você deve estar pensando em acabar comigo quando levantar, não é?! – ele ri, porque já me conhece e sabe que sou de revidar o que levo. – Mas antes que faça isso, me responda. O Luffy falou, comentou algo? Agiu estranhamente do nada?

– Bom... Teve uma vez que ele começou a falar no avião, mas a comissária o interrompeu, avisando que tínhamos chegado. Mas ele não conseguiu terminar de falar a frase e quando perguntei, não falou mais – olho para o Marco e ele começa a sorrir. – Eu não entendo...

– É isso mesmo, você ainda não entendeu. – Marco respira fundo e continua. – Quando eu abracei o Luffy, você ficou inquieto, ficou com raiva, eu percebi isso. O mesmo aconteceu com ele, quando te abracei. – você deve estar brincando comigo... – Naquele momento em que te abracei, ele virou o rosto para não olhar, mostrou insatisfação. Ele ficou com ciúmes, entendeu agora?

– Do que esta falando? Não seja idiota! – me exalto e minhas costas doem novamente.

– O único idiota aqui, é você! – Marco fica impaciente. – Você se culpa tanto pelo o que sente por ele, que não percebeu... Que ele também gosta de você, seu idiota!

Olho por alguns segundos para Marco, com aquela cara de assustado e abaixo minha cabeça, apoiando-a com a mão. Começo a pensar em muitas coisas, mas todas elas, o Luffy está. A possibilidade de Luffy sentir o mesmo por mim, não consigo cogitar. Ao contrário de mim, ele é uma pessoa normal. Eu estou sendo ridículo.


Marco’s POV


Eu não sei o que esta acontecendo, desde quando você é tapado para esse tipo de coisa, Ace?! Você não costumava ser assim. Ah que seja.

– Então, você não...

– Eu... eu... – Ace ainda esta sentado no chão, com a mão direita tampando o rosto. Mas do ângulo que estou olhando, parece que... está chorando.

– Oe Ace, você esta bem? – indago com certa preocupação.

– Eu estou tão feliz! – ele levanta a cabeça e vejo um enorme sorriso, estampado em seu rosto. Automaticamente sorrio também. – Você não imagina, a felicidade que estou sentindo agora.

– E isso graças a quem? A quem? – indago, tentando obter créditos.

– E tudo isso, graças ao Luffy!

– HEEINNN? – quanta consideração...

– Haha e a você também. – ele se levanta fazendo careta, por causa da dor nas costas. – Obrigado. – ele anda em direção a porta, gira a maçaneta, mas chamo sua atenção.

– Eu pretendo dormir tranquilamente hoje. Então, tente não fazer muito barulho. – ele vira e me olha com raiva.

– Depois retribuo o chute. – sai, batendo a porta com força.

Ace’s POV


Era só o que faltava, “Tente não fazer muito barulho”, abacaxi idiota. Antes de entrar em meu quarto, fico parado por alguns minutos em frente à porta, pensando qual a melhor coisa a se fazer, até que decido entrar. Abro a porta devagar, a fim de não fazer barulho e quando percebo, vejo Luffy deitado de lado em minha cama, virado para a porta de vidro, ele parece estar dormindo.

Ando em direção a minha cama e novamente êxito, fico parado por um tempo, observando Luffy deitado daquele jeito, me faz pensar se o que estou para fazer é realmente o certo...

Deito-me de costas, mas devagar para não acordar de imediato o menor, até que percebo que ele não esta dormindo.

– Luffy?! – chamo.

– O que foi? – pergunta, mantendo a mesma posição.

– Não esta conseguindo dormir?

– É, posso dizer que sim. – o escuto soltar um risinho.

– Entendo. Eu quero conversar uma coisa importante com você. – ele se vira para mim, mas continua com a mesma posição. Minhas bochechas reagem um pouco.

– Eu também preciso falar com você. – viro minha cabeça, e ele esta com o olhar distante, parece não estar prestando muita atenção em mim.

– Bem... Você quer falar primeiro? O que eu tenho para te dizer é um pouco mais complexo. O Marco me fez entender...

– O Marco?! – pergunta com uma expressão séria.

– Sim, nós estávamos conversando.

– Marco... tudo é o Marco. É sempre ele... – Luffy fala, com as sobrancelhas franzidas.

– Por que esta falando assim? – pergunto desentendido.

– Ah... Me desculpa... – Luffy aperta os lençóis da cama, encolhendo um pouco a cabeça, inibindo-me de olhá-lo.

– Do que você esta falando? – pergunto, ficando um pouco preocupado.

– Eu não queria sentir isso... Mas eu não consigo... – ele continua falando pausadamente. Viro-me de lado, ficando com a mesma posição do menor.

– Ei Luffy...

– Eu não queria sentir ciúmes de você e do Marco. Eu... Não queria. – Luffy leva a mão direita ao rosto, cobrindo a parte dos olhos. – Estou sendo ridículo, eu não deveria estar sentindo isso, não acha?! – ele sorri, tentado esconder o que realmente esta sentindo.

– Lu me escuta...

– Desde aquele dia que você chegou em casa, tenho sentido algo estranho... E eu sei o que é. – começa. – Você vai me odiar, vai sentir nojo de mim se souber! – ele fica alguns segundos em silencio, parece que algo esta incomodando-o. – E isso... Eu não suportaria.

Coloco minha mão sobre a sua que cobre o rosto e tiro-a com cuidado, fazendo-o olhar para mim.

– Pare de falar besteiras! – começo. E ele fica surpreso. – Eu jamais sentiria nojo ou raiva de você, grave isso na sua mente. JAMAIS, entendeu?! – ele assente.

Passo o braço direto por debaixo de seu pescoço, puxando-o para mais perto de mim e coloco minha mão esquerda em seu rosto. Grudo nossas testas, acariciando sua bochecha com o polegar.

– Sou eu que não suportaria, se algum dia você me odiasse ou sentisse nojo de mim. – sussurro. – Porque sou completamente apaixonado, por você!

– É bom saber. – Luffy sorri, pondo a mão sobre a minha. – Porque eu também sou.

Estamos tão perto, que nossas respirações estão se misturando. Roço meu nariz no seu, dando um beijinho em seguida no mesmo lugar. Passo o dedo sobre seus lábios, acariciando-os de leve e sinto-o depositar um beijo em meu polegar. Tiro o dedo de seus lábios e aproximo meus lábios dos seus, dando-lhe um selinho demorado.

A cada selinho, Luffy abria mais os lábios. Aproveito-me da situação e penetro sua boca com língua. Enquanto nossas línguas se entrelaçam, Luffy desce a mão, passando-a em minhas costas por debaixo do moletom, fazendo-me ter um arrepio. Sem querer solto um pequeno gemido entre o beijo, nos separamos e vejo o menor rir.

– Oe, oe, me provocar desse jeito, não é justo. – ele dá aquele sorriso colgate contagiante, fazendo-me sorrir em seguida também.

– Juro que não foi minha intenção. – fala fazendo um biquinho de canto, fazendo-me rir de novo.

– Ok, vou tentar acreditar, espertinho. – sorrio

Luffy levanta um pouco, me dando outro selinho demorado e em seguida, morde meu lábio inferior. Você gosta de me provocar, não é?! O abraço, fazendo o menor deitar em meu peitoral. Minhas costas ainda estão doendo, aquele abacaxi maldito. Como não consegui dormir no avião, meus olhos estão pesados... Mas não quero dormir. Quero poder desfrutar mais um pouco do momento... Ainda mais agora, sabendo que ele sente o mesmo por mim.

Luffy’s POV


Depois de alguns minutos deitado no peitoral de Ace, percebo que o maior não se movimentou mais. Quando olho para cima, vejo-o dormindo profundamente. Levanto-me um pouco e tento não fazer movimentos fortes.

– Você deve estar muito cansado. – beijo sua bochecha, com cuidado. – Durma bem. – falo sussurrando.

Deito-me novamente em seu peitoral com cuidado e tento dormir. Mas pelo o que aconteceu, vai ser meio difícil...

Notas finais
*---* no último cap, ninguém me respondeu o que é Nanimonai, quer dizer, só uma pessoa.. e foi a Scarlet-saaann ♥
Luffy: Te deixaram no vácuo ¬¬ haha ~ri desvairadamente~
Anko: A única q se importa cmg é a Scarlet-san =( ~deprimida~ rs
Vcs não leem minha fic para responder minhas perguntas bobas, então .. kkk
PS: Nanimonai - são as fezes do Gigante devorador de Ilhas no OP. Achei engraçado e coloquei cmo o nome do aeroporto kkk ;D

Bom, acharam o cap xoxu, razoável ou bom?! Decidam se mereço reviews, pf *O* ♥