With you.

1 Capítulo 1


Notas iniciais
Primeiro capitulo espero que gostem. Comentem no final! Bjbj

Para uma garota que nunca namorou, nunca teve um relacionamento de verdade, nunca foi amada por alguém especial, ele parecia ser o menino dos sonhos. Ao menos, foi o que eu achei. Até ele tirar as máscaras, e me trair. Nada melhor do que isso para um primeiro relacionamento não é mesmo? Se é que posso chamar isso de um relacionamento. Não se deve ser chamado assim. Não éramos "namorado e namorada", estávamos apenas "ficando", com um compromissinho qualquer que para mim, na época, parecia ser tudo. Mas, quando ele me traiu, eu simplesmente revoltei. Não haveria atitude melhor para reagir àquilo. Um ótimo motivo para voltar a me cortar. Porém, não o fiz. As pessoas me perguntavam e eu nem sequer suportava ouvir falarem o nome dele, Thomas, sempre virava a cara e tentava segurar as lágrimas que já se formavam em meu olho. Eu ainda o amava. Por mais que ele houvesse me traído, me enganado, me iludido, e todos os sinônimos possíveis, eu ainda sentia um amor enorme por aquele miserável. Porque, bem lá no fundinho do meu coração, havia um pingo de esperança, sabe? Aquela esperança ridícula e idiota que toda mulher tem, que ele vai voltar, que ele a ama mas não tem coragem de dizer, que ele está esperando o momento certo para voltar para ela, mas, o fim é sempre o mesmo. A mulher sofre. Eu mesma fui assim, e admito, agi como uma idiota. Não sou pessimista, nem nada. Eu ainda tenho esperança sobre as coisas. Mas sobre as coisas certas, que realmente valem a pena ter essa fé. E adivinhem, o Thomas não voltou. Nem sequer deu as caras. E foram 3 meses de puro sufocamento e choro todas as noites. Até, certo dia.

[Volta às aulas]

–MMMIIIAAAAAA! — Nathalia gritou ao me ver andando pelo corredor em direção à nossa nova sala de aula.

–MINHA NNNAAATTTT! — Eu gritei e fui a seu encontro, lhe dando um enorme abraço de urso.

–Ei, sua inútil, ainda existo. — Ouvi uma voz logo atrás de Nathalia.

–OLÍVIAAAA! — Exclamei e lhe dei um abraço

–Que saudade de vocêê! — Ela disse durante o abraço

–Falando nisso... — Eu disse tentando não rir

–Nem diga, preciso desenrolar e ir pegar minha sapatilha na sua casa urgente — Ela falou rindo

–Já usei ela aaaaltas vezes — Eu disse e ela riu

–Parece que alguém está sendo excluída do papo — Nat cantarolou

–Opa desculpa sua presença é tão insignificante que esqueci que você estava por perto — Eu falei e Olívia gargalhou

–Por incrível que pareça, eu senti falta das suas tiradas e de você me irritando. ABRAÇO DE URSO! — Nat disse e eu ri, indo lhe dar mais um abraço

–Abram alas que a princesa chegou! — América chegou perto de nós abrindo os braços

–Fecham as portas que o fedor esta inundando aqui — Eu disse "fechando" a porta que ela teria aberto quando estava chegando perto

–Há há há, eu também amo você — Ela disse e veio me abraçar. Eu ri e disse em seu ouvido:

–Senti sua falta

–Eu também senti Miazinha, mas agora, estou de volta — América disse

–NÓS estamos de volta! — Olívia falou e todas rimos

–Abraço? — Nat disse abrindo um sorriso de orelha á orelha. Resmunguei — Anda logo, merdinha — Ela disse e todas riram. Nos abraçamos, e pela primeira vez em 3 meses, eu me senti em casa. Estar com as minhas melhores amigas era com certeza a melhor parte do dia. Elas me faziam esquecer de Thomas e dos momentos de tristeza seja eles quais sejam.

–Ai. Meu. Deus! — Olívia exclamou e todas separamos o abraço e a olhamos com uma expressão de dúvida

–Espera, depois conta, to cansada de segurar essa mochila aqui — América disse

–Eu também estou — Eu falei e ri

–Cara, isso não dá pra esperar! — Disse Olívia com o olhar fixo em algo que eu não conseguia encontrar, devido à multidão de pessoas no corredor.

–É o ex namorado da Clarissa? — Nat perguntou, olhando para onde Olívia também estava olhando, ainda, sorrindo com os olhos brilhando

–Quem é essa alma que só eu não vejo? — Perguntei e elas riram

–Ali! — Olívia exclamou e me mostrou disfarçadamente o garoto escorado na porta da sala ao lado dando gargalhadas ao lado de uns garotos. Ao vê-lo, fiquei intacta, meu olhos pararam, meu coração parou, minhas mãos começaram a suar, e um estilo de déjavu veio à minha mente. Não sei o que era ao certo, mas no momento, minha mente estava preenchida pelo mesmo.

Eu e Ele estávamos deitados num sofá de couro marrom, ao som de uma televisão ligada aonde Bob Esponja soava gargalhando ao lado de seu amigo Patrick Estrela. Minha cabeça estava aconchegada em seu peito e seu queixo escorado em minha cabeça me permitia arrepiar ao sentir sua respiração chegar até meus cabelos. Sua respiração estava pesada, essa conhecida respiração. Ele estava dormindo. Logo, ele havia soltado um pequeno e baixinho ronco. Controlei o riso. Eu, por incrível que pareça, adorava ouvir o som engraçadinho dele roncando. Eu amava até aquilo nele. Levantei minha cabeça devagar sem espantá-lo. Não queria que ele acordasse. Eu só queria o ver dormindo. Olhei atentamente seu rosto escorado no travesseiro, esquecendo do barulho da TV, do mundo a nossa volta, havia só nós dois. Como uma pessoa podia ficar tão perfeita até dormindo? Seus traços suaves e sua pele parda, com a barba começando a crescer. Ele era tão lindo...

–Mia?! — Nathalia me chamou — MIAAA! — Deu um grito e começou a passar as mãos na frente de meu rosto tentando me tirar do transe. Nesse mesmo momento, quando eu estava prestes a tirar meu olhar daquele menino que eu estava curiosa para saber quem era e porque eu teria tido certo déjavu com o mesmo, direcionou seu olhar em mim. Engoli em seco. Ele olhou fundo em meus olhos, e eu logo senti um calor subir pelas minhas veias. Teríamos continuado tal contato visual, ou talvez até mais, se não fosse por Olívia, que me puxou.

–Nem vem, vi primeiro! — Ela disse e cruzou os braços na altura do peito, fazendo uma cara de convencida. Soltei uma risada.

–Relaxa ai, todo seu! — Todo seu nada! — Só achei ter conhecido ele — Eu disse, voltando a olhar aonde antes o mesmo estava, mas, não estava mais lá.

–Claro que conhece — América disse — Ex da Clarissa

–Tão lindo pra ter namorado uma tão feia — Olívia disse e todas concordamos.

–Não é isso! Eu não me lembro dele namorando com ela, conheço ele de outro lugar — Eu falei, pensativa, ao lembrar do rosto do menino.

–Vissssh! — América brincou e nós rimos.

–Qual o nome dele? — Perguntei

–Não me lembro, mas, quem sabe futuramente não descubra — Olívia disse sorrindo malicioso e todas gargalharam. O sinal havia finalmente tocado e todas entramos para a sala de aula.

Como todo primeiro dia de aula em começo do ano, as aulas são apenas umas baboseiras. Professores se apresentando para os novatos, porque a maioria dos alunos que já estudavam la já os conhecem, ou brincadeiras sem noção que temos que fingir ter graça para já conseguir uma média com o professor, ou eles mesmos querendo saber como foram nossas férias (mas perguntam apenas por educação porque na verdade, eles não ligam), e etc. Aproveitei esse dia para pensar Nele. Eu nem sequer sei seu nome, mas ele já habitava minha cabeça a todo tempo. Porém, a cada minuto em que eu pensava nele, também pensava no Thomas. Pensava que, em algumas horas, eu teria que vê-lo. Seria intervalo e tinha certeza que o veria, e isso era a última coisa que eu queria. Bem, mais ou menos. Eu queria um pouco. Sentia falta dos olhos dele. E eu o reconheceria apenas pelo cabelo, de longe.

Pensamentos iam e viam, habitando minha mente, e eu apenas sorrindo ao lembrar de algumas lembranças, ou mesmo do novato tão reconhecido por mim da outra sala, que nem percebi que Nathalia havia chamado minha atenção.

–Sai da maionese — Ela disse rindo com a corpo virado para trás. Ela estava sentada na minha frente, Olívia a seu lado, e América na frente dela.

–Impossível — Eu sorri

–Thomas? — Ela perguntou, já com um olhar triste

–Também — Respondi, com um meio sorriso

–Pode falar — Ela disse colocando os cotovelos na borda da minha mesa

–Por que acha que eu te falaria? — Eu disse indiferente e ela fez uma cara de óbvia

–É o novato? — Ela perguntou

–Novato para vocês. Ele já me parece familiar — Eu disse, lembrando novamente do déjavu que eu tive

–Como assim? — Nat perguntou e eu arfei. Estava com uma preguiça de falar! Mal esperava para voltar para a maionese, mas saberia que ela não iria fazer com isso acontecesse a não ser se eu contasse logo tudo pra ela. Respirando fundo, comecei a contar sobre meu déjavu pra ela.

–Guarde minhas palavras — Ela disse no final — Isso não é em vão, esse déjavu que você teve

–Você sabe que não acredito mais nessas coisas, Nathalia — Eu falei, sentindo meus olhos lacrimejarem

–Ei, ei — Ela disse pondo as mãos em meu rosto — Alguma vez te dei motivo pra desacreditar em minha palavra? — Neguei — Em relação ao Thomas, o que sempre falei? — Eu não respondi, dei de ombros — Que ele não presta! Mas eu via você feliz, ao menos, algumas vezes, e eu continuei te apoiando acima de tudo

–Sim, eu sei, mas isso já é viagem!

–Mia, cala a boca — Ela disse e eu ri — Guarde isso. Você e esse garoto, não importa quem ele seja agora, se você sabe o nome dele ou não. Mas vai importar futuramente. Você vai ver. — Ela disse com segurança na voz.

Nathalia era minha melhor amiga, e, apesar dela ser uma pessoa com uns parafusos a menos, ela também tinha alguns parafusos a mais. Ela sabe ser uma amiga criança quando quer, e isso é quase sempre, mas ela também sabe ser uma mãe quando precisa.

–Mas e a Olivia? — Eu perguntei, ela gargalhou. Não entendi.

–Você sabe que não é pra ela. Você sente isso — Ela disse olhando fundo em meus olhos

–Mas e ela, sabe?

–Vai saber — Ela falou e o professor chamou nossa atenção. Nat deu um último sorriso e virou-se para frente.

Os últimos minutos da aula foram nada mais do que mais viagem, o que não é novidade. Eu não sei o que há comigo, mas acho que o meu próprio pensamento é o meu próprio refúgio do mundo a minha volta. Onde eu posso sonhar, acordada, lembrar dos momentos em que estive feliz e me sentir um pouco melhor.

As últimas aulas passaram voando, e graças a meu Deus, Thomas havia faltado o primeiro dia de aula, o que não me surpreendia. Eu logo estava em casa descansando e imaginando como seria o dia de amanhã, pensando se eu teria algum tipo de contato com o garoto da sala do lado, e se o que Nat havia dito poderia ser realmente verdade.

Notas finais
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