Notas iniciais
geeeeeeeeeeeeeeeente, o Imagine Dragons vai vir para o Brasil! MAI GODI, EU NECESSITO IR NESSE SHOW *0* o jeito é ir guardando o dinheiro do lanche ;-; sahushaushaus alguem quer me levar? OiOi :3 voltei :3 terminei os trabalhos! escola é um cu cara T-T

POV. Nico

– Will! — Nico gritou enquanto corria para o chalé de Apolo.

Muitos semideuses saíam de seus chalés para ver o que estava acontecendo. Nico correu, abrindo passagem entre eles e parando na frente do chalé de Apolo.

O chão continuava tremendo a cada cinco segundos, fazendo difícil se equilibrar de pé, o tremor ficava mais forte conforme Nico se aproximava do chalé de Apolo. O moreno sentiu o coração bater forte contra as costelas e as mãos tremerem. Havia muita, muita energia do mundo inferior ali. Nico nunca havia sentido tanta no acampamento.

Então eles tomaram forma, apareceram em volta da cúpula mágica que cercava o chalé 7, não pareciam se importar com os outros semideuses que os olhavam apavorados.

Eles ergueram as mãos e começaram a socar as barreiras, fazendo-a tremer e ondular onde era atingida. Agora o chão tremia o tempo todo, com todos os espíritos socando a cúpula a todo o tempo.

Uma das janelas do chalé foi aberta, Nico sentiu seu coração apertar ao ver o rosto apavorado de Will e mais quatro loiros aparecerem na janela, tentando ver o que estava acontecendo.

Volte pra dentro seu idiota!– Nico quis gritar. Mas tudo o que ele fez foi fixar os pés no chão, com certa dificuldade, já que os tremores não paravam. Ele respirou fundo, tentando controlar os espíritos, tentando afasta-los.

Nico sentiu todo o ar ser arrancado de seus pulmões ao receber um soco no estomago, que o fez se dobrar para frente e arfar. Então sentiu uma dor se espalhar por suas costas e seus joelhos cederam. Ele caiu de joelhos no chão e um soco foi desferido em seu queixo, Nico cerrou os olhos ao sentir a cabeça se chocar contra o chão, latejando.

"Não dessa vez"– disse uma voz fria na cabeça de Nico. — "Não dessa vez!"

Só o que Nico sentiu depois foram as pontadas fortes de dor se espalharem por seu corpo à cada chute que recebia de espíritos zangados. Ele tentou se levantar, mas um chute em seu rosto o fez cair novamente, cuspindo seu sangue para não engasgar.

Então Nico sentiu uma onda de calor em meio aos chutes, um grito horripilante ao seu lado e sentiu seu corpo ser arrastado. Os chutes pararam e ele se sentiu ser arrastado por suas mãos e então seu corpo foi apoiado em algo grande e reto. Ele não viu nada, seus sentidos estavam lentos pelos chutes e ele ainda não havia conseguido abrir os olhos.

Ele se sentiu idiota por isso. Forçou-se abrir os olhos tudo o que viu eram borrões coloridos, fechou os olhos e tentou de novo. Lentamente, sua visão foi ganhando foco e ele pode ver o que estava à sua frente.

– Percy? — ele franziu as sobrancelhas, incrédulo. — O que...

– Os espíritos estavam acabando com você. — Percy esclareceu. — então eu te trouxe pra cá.

Nico limpou o sangue de sua bochecha com as costas da mão e olhou em volta, um pouco envergonhado por ter que precisar de ajuda. Suas costas estavam apoiadas na parede do chalé 7. As barreiras tremeluziam em cores diferentes conforme os espíritos tentavam invadir.

As pessoas gritavam, porém, não se ouvia muito de dentro do chalé de Apolo.

Will deve estar mantendo todos calmos.– Nico pensou.

Uma rajada de fogo surgiu do lado de fora de cúpula, fazendo Nico pular no lugar e arregalar os olhos.

– É o Leo. — disse Percy. — Está queimando os espíritos.

– Mas isso não faz sentido. — Nico franziu a testa. — São espíritos, eles não queim... ah, não importa. Temos que...

Nico não conseguiu terminar a frase. Ele sentiu um arrepio descer por sua espinham e os pelos de sua nuca eriçarem. Ao longe, no meio de toda aquela gritaria e caos, ele ouviu várias vozes recitando um texto em uma língua que Nico não conhecia, meso assim, aquilo mexeu com o menor. Os espíritos começaram a bater ainda mais forte. Nico sentiu o sangue gelar quando viu uma grande rachadura se espalhar pela barreira à sua frente.

– Percy, eu tenho que... — ele se interrompeu ao ouvir quelas vozes ainda mais alto, ele fechou os olhos e tapou os ouvidos, mas continuava da mesma altura. — O que é isso? — Nico gritou alarmado.

– Isso o que? — Percy franziu as sobrancelhas confuso.

– Isso é o ritual. — disse uma voz feminina ao lado de Nico.

O moreno ergueu a cabeça e a viu. Parecia ter 15 anos, seus cabelos ruivos estavam presos em uma trança e ela carregava um arco nas mãos, havia muitas flechas em suas costas e seus olhos azuis escuros encaravam Nico, que sentiu o impulso de se encolher.

– Quem...? — Nico não conseguiu terminar, a voz invadiu sua mente novamente. — Que ritual? — ele tapou os ouvidos de novo, mas não abafou nem diminuiu as vozes.

– Um antigo ritual para eliminar espíritos vingativos. Mas meu sobrinho é teimoso, dizia especificamente que só um filho de Hades pode executa-lo. — ela suspirou, cansada. — Idiotas.

– Seu sobrinho?

– Eu sou Ártemis. — ela disse irritada. — Meu irmão idiota me implorou para salvar seus os filhos, que aparentemente, também são idiotas! Se diz que somente um filho de Hades pode fazer o ritual, então somente um filho de Hades pode fazer o ritual! — ela massageou as têmporas. — Isso só vai irritar mais ainda os espíritos.

– Pode nos ajudar? — Percy perguntou.

– Foi para isso que eu vim. — ela pegou três flechas e as posicionou no arco. — Zeus vai ficar furioso comigo, ele proibiu qualquer um de nós de interferir, então eu não vou poder voltar outra vez.

– Proibiu? — Nico perguntou incrédulo. — Ele vai deixar toda uma geração de filhos de Apolo morrerem?

– Zeus está furioso com meu irmão, pode ser que ele fique preso por décadas, ou séculos, o que não é nada para um deus, mas esses podem ser os últimos filhos de Apolo em muito tempo. Então vou dar uma chace a eles. No próximo ataque, Nico tem que faze o ritual, ninguém mais, entenderam?

Percy e Nico apenas concordaram com a cabeça, mesmo que não soubessem direito do que ela estava falando. Ártemis apontou o arco para frente e soltou a corda, fazendo as fechas cortarem o ar e atingirem três espíritos no peito, uma mira perfeita.

Nico sabia que se fossem flechas normais, teriam simplesmente atravessado os espíritos, mas as flechas de Ártemis eliminavam os espíritos rapidamente e com precisão. Os romanos mortos apenas tremeluziam e desapareciam em fumaça.

A maioria já tinha desaparecido, as flechas de Ártemis pareciam nunca acabar, ela foi do outro lado do chalé para atingir o resto dos espíritos. Nico e Percy se levantaram. As pessoas haviam se acalmado um pouco e observavam a deusa acabar com todos os romanos mortos ali.

De repente, Nico ouviu um barulho muito mais alto que todos os outros, Percy dever ter ouvido, por que assim como ele, se abaixou e cobriu os ouvidos. Depois disso, tudo o que Nico ouviu foram as rachaduras se espalharem por toda a cúpula, que se tornou sólida, como um vidro rachando.

Então quebrou. Um ruído agudo e muito alto invadiu os ouvidos de Nico quando a barreira caiu em cacos, caiu em uma chuva de gigantes pedaços de vidro — ou seja lá o que aquilo fosse. Nico sentiu o coração parar e seu corpo parou junto, observou com os olhos arregalados os cacos que caíam em sua direção.

Ele sentiu seu corpo ser empurrado contra a parede do chalé 7, Percy o derrubou e depois o cobriu com o corpo, protegendo-o.

Só o que ouviu depois foram os ruídos de vidro batendo contra o chão e quebrando ainda mais e se espalhando pela grama. Nico fechou os olhos e se encolheu, protegendo seu rosto com os braços. Sentiu Percy o abraçar mais forte, encolhendo-se contra a parede do chalé de Apolo, como se pudessem atravessa-la.

Quando o barulho parou, Nico espiou por entre os braços e viu que toda a grama à sua frente e ao redor do chalé estava coberta por enormes pedaços da cúpula, pedaços pontiagudos e deformados, grandes e pequenos. Perto da parede do chalé de Apolo não havia nenhum, pois a largura do telhado era maior do que a largura do chalé, o que protegeu os dois.

Os outros semideuses estavam bem afastados do chalé, olhando para o chão com os olhos arregalados. Nico estava tão impressionado com tudo aquilo que não reparou que Percy ainda o abraçava.

– Nico! — a voz de Will interrompeu o silêncio.

Nico desviou o olhar dos cacos no chão e olhou em volta procurando Will.

– Will? — ele gritou de volta, ainda procurando-o.

Então o loiro saiu de trás da parede, com uma expressão assustada. Ele começou a andar até Nico mas então parou, observou o garoto e sua expressão frágil se tornou uma expressão de raiva. Ele cruzou os braços e juntou as sobrancelhas.

– Tá bom então! — o loiro bufou e se virou. — TODOS PARA A ENFERMARIA, CASO ELES VOLTEM. CUIDADO ONDE PISAM! — ele gritou e saiu marchando para a enfermaria, olhando atentamente para o chão.

Todos os filhos de Apolo fizeram o mesmo, passaram com cuidado pelos cacos e depois saíram correndo até a enfermaria, onde também era protegido. Ninguém mais foi atacado, Ártemis devia ter espantado todos os espíritos. Espantado, ela só os tinha espantado, Nico ainda sentia a presença deles, mesmo que fosse minima.

Nico olhou incrédulo para Will que se afastava dele rapidamente, com se estivesse com raiva, deixando o moreno sozinho no chão.

– Will! — Nico gritou, mas o loiro não lhe deu atenção. Ele se perguntava o motivo de estar sendo ignorado daquele jeito quando percebeu que estava no chão, e Percy ainda o estava abraçando. Ele corou e revirou os olhos. — Será que dá pra sair de cima de mim?

– Ahn? Ah! — Percy o largou, como se só agora percebesse o garoto ali.

Nico se levantou e andou — com muito cuidado para não cortar os pés — até a enfermaria atrás de Will, que havia corrido pra lá.

A enfermaria estava um caos, pessoas correndo e gritando para todos os lados, o acampamento todo estava ali, não só os filhos de Apolo, todos confusos e assustados, mas Nico só queria achar Will, ver se ele estava bem.

Ele foi abrindo caminho entre as pessoas, olhando para todos os lados, até que ele viu Will, ele estava enfaixando o pé de uma garota loira, ela devia ter cortado o pé nos cacos da cúpula. Nico se aproximou, primeiro, Nico achou que a garota fosse Laura, mas depois viu que o cabelo era muito grande para ser ela, devia ser uma outra irmã de Will.

– Will! — Nico o chamo enquanto corria até ele. O loiro olhou para os lados, mas quando viu que foi Nico quem o chamou, voltou o olhar para o pé da garota. Nico se sentiu um pouco magoado com isso. — Will?

– Seu pé vai ficar bem, Anna. — ele disse para a garota à sua frente. — Coma um pedacinho de ambrosia à cada uma hora.

– Valeu, Will.

Will se levantou, Nico o segurou pelo braço antes que ele pudesse dar a volta e sair.

– Você está bem?

– Quê? Ah, claro. — Will se virou para Nico, com um olhar irritado. — Estou bem, tudo está bem. Você pode voltar para o Jackson agora.

Nico franziu as sobrancelhas e abriu a boca em uma expressão indignada.

É sério?– ele praticamente gritou. — Você vai implicar com isso agora? Pelo amor dos deuses, Will, você quase morreu!

– Mas você não, por que Jackson estava lá para te proteger, não é?

– Ah, eu vou... sair. — a garota, Anna, apontou para o lado e saiu dali sem-graça.

Nico revirou os olhos e bufou.

– Não dá pra conversar aqui. — ele puxou Will, empurrando as pessoas sem se importar.

– O que está fazendo? — Will tentou puxar sua mão de volta. — Eu não posso sair, os espíritos...

– Pode sim. — Nico o cortou com raiva. — Eles não estão mais aqui.

– Como assim? O que você fez? Nico?

Nico não respondeu. Ele arrastou Will para fora da enfermaria, — com certa dificuldade por causa das pessoas correndo para todos os lados — e caminhou até um lugar afastado de todos, acabaram entrando na floresta, Nico empurrou Will contra uma árvore.

– O que há de errado com você? — ele diz cruzando os braços. — Você quase morreu, Will. Morreu. E você escolhe dar piti agora?

– Ah, desculpe, qual a hora mais adequada para eu dar piti? — o loiro cruzou os braços com uma expressão teimosa.

Nico bufou, irritado.

– Por que está agindo desse jeito? Tem noção do que eu passei à uns dez minutos atrás? Eu estava tão preocupado, e você...

– Estava? — Will o interrompeu, ainda na defensiva. — Estava mesmo?

Nico corou um pouco e revirou os olhos.

– É claro que eu estava, seu idiota.Você é meu namorado, não é?

Will desviou o olhar e não disse nada, Nico apenas o encarou, confuso com tudo aquilo.

– Você gosta de mim? — Will disse em voz baixa após uma longa pausa.

Nico franziu as sobrancelhas.

– Que pergunta é essa? É obvio que eu gosto de você.

– É obvio? Por que você tem me evitado de todas as maneiras possíveis essa semana.

– Isso... — Nico fez uma pausa, escolhendo as pelaras certas. — Isso não... não tem nada a ver com Percy. — ele disse enfim, com uma voz mais baixa.

Will fechou os olhos e suspirou, massageando as têmporas.

– Eu sei. Eu sei, eu sei, eu sei. Me desculpe.

Nico suspirou.

– Eu sei que eu ando te evitando, me desculpe. Mas você tem que parar de implicar com Percy. Eu gostava dele, Will, mas eu gosto de você.

– É só que... — Will se interrompeu, balançado a cabeça.

– O que?

– Nada, é patético. Vamos voltar para a enfermaria. — Will tentou passar por Nico, mas o menor pôs a mão em seu peito, parando-o.

– Will, o que foi?

O loiro suspirou, parecia um pouco envergonhado.

– É que... eu nunca ou ser metade do que Percy é. Ele é um herói, eu nem consigo acertar uma flecha no alvo.

– Will, pare. — Nico sentiu um nó se formar em seu peito.

– É verdade, Percy salvou o mundo, mais de uma vez, mais de dez vezes. Ele é o herói das profecias, e...

– Exatamente. — Nico o interrompeu.

– O que?

– Exatamente. — Nico repetiu sem tirar os olhos dos de Will. — Ele é o herói das profecias. Era o dever dele fazer as coisas que fez, obrigação dele. — Nico fez uma pausa, escolhendo bem as palavras. — Eu me lembro da batalha de Manhattan, e lembro de você, correndo em meio as lutas, arriscando sua vida para ajudar os feridos. Tudo o que Percy fez ali era parte do destino dele, mas você não. Você não era obrigado a arriscar sua vida pelos outros, mas você fez. Você é um herói, Will. E eu te... eu gosto de você.

– Eu realmente odeio interromper o romance — a voz de Laura surgiu atrás de Nico. -, sério, odeio. Se eu pudesse eu ficava observando vocês de longe. Mas que merda vocês estão fazendo aqui? Será que já esqueceram o que aconteceu a uns quinze minutos atrás? Por que eu posso afirmar que...

– Está tudo bem. — Nico a interrompeu. — Os espíritos não vão atacar.

– Por que não? — ela se virou para Will com um olhar esperançoso. — O ritual funcionou?

– Eu não... — Will começou a falar, as Nico o interrompeu.

– Que ritual é esse que todos estão falando?

– Então o ritual não funcionou? — Laura levantou as sobrancelhas.

– Que ritual? — o menor cruzou os braços nervoso.

Will e Laura trocaram olhares e Will suspirou.

– Vamos conversar.

***

– Então Quíron achou um ritual para acabar com tudo isso e você não me contou? — Nico perguntou pela décima vez, ainda incrédulo.

– Pela milésima vez, sim. — Laura revirou os olhos. — Acho que Ártemis ter acabado com todos os espíritos é um pouco mais importante não é?

– Tem rasão. — Nico concordou. — Sabe o que ela disse? Disse que o ritual só podia ser feito por um filho de Hades. Hades, Will. Não importa se Nêmesis é a deusa da vingança, só eu posso fazer isso.

– O ritual também dizia que isso podia ser fatal para quem o fizesse. — Will resmungou.

– Então você resolveu usar um filho qualquer de Nêmesis?

– Não. — o maior revirou os olhos. — Todos eles estavam fazendo o ritual, assim o danos seria menor. Eles aceitaram.

– Funcionou muito bem, não é?

– Quem se importa? — Laura deu de ombros. — Ártemis apareceu. Mandou os espíritos em bora.

– Ela só o espantou, eles vão voltar. — Nico respondeu friamente. — E quando voltarem, eu vou fazer esse ritual. Você disse que só pode ser feito durante um ataque em massa?

– O ritual só elimina os espíritos que estiverem atacando, então é melhor esperar que todos ataquem de uma vez, assim teremos mais chance.

– Assim, eu terei mais chance. — Nico o corrigiu. - Eu vou fazer isso, Will.

Will revirou os olhos.

– Isso é uma péssima ideia.

– Claro, — disse Laura. — por que a sua ideia funcionou tão bem, não é Will?

Will bufou, irritado, mas concordou com a cabeça. Laura sorriu e se virou para Nico.

– Eu acho melhor voltarmos para a enfermaria e acalmar todo mundo. Depois você tem que falar com Quíron sobre esse ritual, mas só depois do café-da-manhã. Ser atacada por espíritos vingativos me dá fome.

Nico e Will apenas concordaram com a cabeça. Convencer os filhos de Apolo que era seguro sair da enfermaria esgotou toda a paciência de Nico. Will também convenceu Lou Ellen e seus irmãos a juntarem os cacos da barreira e fazer uma nova. Levou pelo menos uma hora até que todos se acalmassem. Nico estava sentado à sua mesa no refeitório, encarando seu prato enquanto comia. Will estava ao seu lado fazendo a mesma coisa. Eles estavam em silencio, Nico não sabia o que dizer depois do que Will disse, mas até que conseguia entender.

A paz dos dois foi interrompida quando Laura se sentou à mesa, na frente de Will. Em seguida, um garoto loiro e de óculos quadrados se sentou ao lado dela. Nico arregalou os olhos ao perceber que esse era o garoto que Laura estava cobiçando na mesa de Atena no outro dia.

– Olá. — Laura sorriu de orelha a orelha, olhando de Will para Nico.

– Ahn... oi. — Will disse franzindo a testa para o garoto loiro. Então Will pareceu reconhecer o garoto e sorriu. — Oh, você conseguiu um desculpa, afinal?

– A melhor desculpa, sim. — Laura se gabou. — Aliás, tão boa que estamos namorando agora.

Nico quase cuspiu o suco que estava bebendo, ele tossiu algumas vezes antes de encarar Laura com as sobrancelhas erguidas.

– Namorando? — Will perguntou tão incrédulo quanto Nico.

– Sim! — seu sorriso aumentou. — Já temos aliança e tudo. — ela estendeu a mão e depois a mão de seu aparentemente namorado, exibindo duas alianças prateadas.

– Onde você conseguiu alianças? — Nico perguntou.

– Eu sempre consigo o que eu quero. Sorte que o meu namorado não é cheio de frescura como você para não usar aliança.

– Desde quando estão namorando? — Will perguntou, confuso.

– Desde ontem. Mas a gente está ficando desde o dia que eu vi ele na mesa de Atena, lembra? Depois a gente teve uma discussão sobre o Nico ser fofo. Você não acha ele fofo? — ela perguntou ao filho de Atena, ele olhou para Nico e depois de uns segundos concordou com a cabeça. — Viu? — ela sorriu.

– E por que você não me contou?

– Will, você não tem que saber de cada detalhe da minha vida pessoal. — ela revirou os olhos.

– Você sabe cada detalhe da minha vida pessoal! — Will se irritou.

– Mas eu sou eu, né querido?

Will revirou os olhos e bufou.

– Tudo bem. — ele se virou para o filho de Atena. — E qual o seu nome?

O garoto engoliu a comida e abriu a boca para falar, mas Laura foi mais rápida.

– O nome dele é Liam, não é fofo? — ela sorriu e passou as mãos pelo cabelo loiro do namorado.

– Liam? Quantos anos você tem Liam?

– Ele tem dezessete, é três meses mais velho que eu. — Laura disse antes que Liam pudesse responder. — O único problema dele é que não dá pra fazer um shipp legal com os nossos nomes.

– Shipp? — Nico franziu as sobrancelhas.

– É. Tipo, você junta os nomes das duas pessoas do casal e vira um shipp. Tipo, sei lá, Will e Nico, aí você junta os dois nomes e fica... Wico.

– Wico? — Will contorceu o rosto. — Wico parece *estranho.

– Tem rasão. — ela concordou. — Então... Nill?

– Nill é legal. — Will disse e olhou para Nico, que deu de ombros.

– Ok, então Nill é o nome do shipp de vocês. Entendeu?

– Acho que sim. — Nico coçou a cabeça. — Então se pegarmos, por exemplo, Jason e Piper...?

– Ia ficar... Pason? — Laura pensou um pouco.

– Pison? — Will palpitou.

– Qual fica melhor? — Laura perguntou se virando para Liam.

Ele pareceu considerar um pouco.

– Pason. — a voz rouca do garoto surpreendeu Nico, que percebeu que essa era a primeira vez que ele falava alguma coisa.

– Enfim, não dá pra combinar os nossos nomes. — Laura suspirou.

– Liaura? — Nico sugeriu.

– Ou Lauriam? — Will sugeriu.

– Os dois são péssimos. — ela revirou os olhos.

– E se você pegar o "L" de Liam e o "aura" de Laura? — Will sorriu.

– Então o nome do nosso shipp seria... Laura? — a garota levantou as sobrancelhas. — Eu amei. — ela sorriu e se virou para Liam. — O que achou?

Liam não disse nada, apenas concordou com a cabeça. Nico concluiu que ele não era do tipo que fala muito.

– Decidido então. — ela sorriu e tomou um gole de seu suco.

– Vocês fazem isso com todo mundo? — Nico indagou.

– Claro. — Laura sorriu. — Por exemplo, Percy e Annabeth ficaria... Percanna?

– Peth? — Will pensou um pouco. — Sabe, pega o começo de um nome e o fim do outro.

– Peth, — Laura ponderou por uns segundos. — ficou legal.

– E Frank e Hazel? — Nico perguntou.

– Hank? — Will sugeriu.

– Legal.

– Hank é o nome do meio-irmão mais velho de Liam. — Laura se irou para o namorado. — Não é?

O garoto assentiu com a cabeça, não como se ele estivesse entediado, seus olhos estavam concentrados em Laura e na conversa.

– Ele tem um meio-irmão mais velho e uma meia-irmã mais nova, a Jéssica. — Laura continuou. — Ele mora com a mãe e o padastro, Claudia e John, e com um cachorro chamado Max e três peixes.

– Dois. — Liam a corrigiu.

– Ah é, dois peixes.

– Uau. Pelo visto já se conhecem bem. — Will franziu as sobrancelhas.

Eles continuaram conversando por um tempo, Laura continuou tagarelando sobre seu novo namorado, e aparentemente, ela sabia tudo sobre ele. Liam continuava comendo e prestando atenção nas palavras de Laura, raramente dizendo uma palavra ou outra.

– Eu já volto. — ele disse com sua voz rouca, provavelmente por falta de uso. Ele se levantou e saiu do refeitório.

– Está bem. — Laura disse antes de ele sair. Depois se virou para Nico e Will. — Ele não é um amor?

– Acho que sim... — Will cerrou os olhos.

– É impressão minha, — disse Nico. — ou nós ficamos conversando por uma meia hora e ele disse umas dez palavras?

– Ele é meio quieto. — Laura deu de ombros.

– Acho que é verdade quando dizem que os opostos se atraem.

– É tão irônico você dizer isso. — Laura riu.

– O que quer dizer? — o moreno franziu as sobrancelhas.

– Bom, é só que você não se atrai pelo sexo oposto, não é mesmo?

Will quase cuspiu seu suco antes de começar a gargalhar. Nico corou e deu um soco no braço do loiro.

– Engraçado. — ele resmungou.

Um tempo depois, Liam voltou e eles continuaram conversando — menos Liam, que Nico começava a desconfiar que fosse um psicopata monossilábico.

Nico falou com Quíron depois do café, Quíron o instruiu a como fazer o ritual enquanto Will reclamava o tempo todo, mas ele não teve outra escolha alem de concordar.

Nico não sabia que tipo de flechas Ártemis havia usado, mas elas eram boas, uma semana se passou sem nenhum ataque, o chale 7 estava protegido de novo e os filhos de Apolo estavam bem.

Nico se sentia culpado por ter se afastado de Will, sabia que o garoto não tinha culpa nenhuma, que não fazia nenhum sentido ignora-lo. Mas não era assim tão simples, Nico ainda se sentia incomodado ao lado do loiro, mas ele apenas ignorava esse sentimento.

Ele passou aquela semana colado com Will. Na enfermaria, treinando, ou em qualquer outro lugar, Nico estava junto do loiro. Imaginou que quanto mais tempo passasse com ele, mais rápido essa sensação passaria.

E até que estava funcionando. Cada vez que Will dizia algo doce, cada vez que ele sorria, Nico tinha dificuldades de pensar no Will de olhos florescentes, era só seu Will.A imagem macabra do sorriso psicótico de Will ainda estava em sua cabeça, mas Nico fazia de tudo para bloqueá-la, se sentindo idiota por isso ainda assombra-lo. Não era como se aquilo fosse a pior coisa que já havia acontecido com ele.

Mas conforme Nico passava mais tempo com o garoto, mais ele queria passar tempo com o garoto. Ele chegava a sentir a falta de Will quando ele não estava por perto, estava completamente viciado na risada e no sorriso do loiro.

Os dois estavam treinando quando começou a chover naquela tarde.

Já devia ser umas oito da noite quando os trovões começaram, seguidos das muitas gotas de chuva, o tempo estava fechado o dia todo, o tempo já começava a esfriar a medida que o outono se aproximava.

– Está chovendo? — Will franziu a testa enquanto estendia a mão para sentir as gotas. — Como?

– Eu não sei. — Nico deu de ombros. — É melhor você voltar para o seu chalé.

– É só uma chuvinha. — de repente, um trovão foi ouvido e a chuva ficou mais forte. O vendo forte fez os pelos dos braços de Nico se arrepiarem. — Tudo bem, não é só uma chuvinha. — Will e Nico deixaram suas armas no artesanal e foram correndo em direção aos chalés, a chuva estava tão forte que os dois já estavam encharcados mesmo antes de chegarem na metade do caminho.

– O seu chalé é mais perto! — Will gritou enquanto corria, sua voz era abafada pelos trovões e pelo vento forte.

– Não é seguro! — Nico gritou de volta, mas o loiro não parecia ter ouvido, por que desviou o caminho para o chalé 13. — Will! Will!

Nico revirou os olhos e o seguiu, entrando em seu chalé logo depois de Will. Se sentiu aliviado assim que entrou. Seu chalé não tinha o ventou ou a chuva gelada que tinha do lado de fora. Só de pensar que tinha que mandar Will de volta pra lá...

– Will, — Nico repetiu. — aqui não é seguro, você tem que ir pro seu chalé.

– É sim. — Will sorriu despreocupado e balançou os braços, como se quisesse seca-los.

– Não, Will, aqui não é protegido. Você...

– É sim. — o loiro repetiu, só que mais sério dessa vez.

– O que? — Nico piscou.

– O seu chalé, ele á protegido. Depois de... bom, você sabe, depois de tudo que aconteceu, eu pedi para Lou Ellen e seus irmãos colocarem uma proteção no seu chalé, só por precaução.

Nico o olhou surpreso, Will estava preocupado que fosse acontecer de novo?

O loiro passou a mão pelo rosto, tirando as mexas de cabelo molhadas que estavam grudadas no rosto. Nico tentou ignorar o quanto Will estava sexy com as roupas grudadas no corpo.

– Por que será que está chovendo? — Nico perguntou.

– Eu não sei. Será que Zeus está bravo por Ártemis ter noa ajudado?

– Isso foi a uma semana atrás, ele só soube agora?

Nico tremeu com um trovão especialmente mais alto, Will deu de ombros.

– Vai saber. É melhor tirarmos essas roupas molhadas, ou vamos pegar uma bela de uma pneumonia. — Will disse e Nico concordou.

Nico se dirigiu até o armário e acendeu duas velas, a fraca luz laranja se espalhou pelo quarto. O moreno levou uma das elas até o banheiro, onde Will estava secando o rosto com uma toalha. Nico observou enquanto Will tirava a camisa molhada, passando-a por cima da cabeça e jogando-a para o lado.

Nico observou a luz refletir no corpo de Will enquanto o garoto usava a toalha para secar o peito e a barriga, sentiu seu corpo se aquecer com a visão.

– Então... — Nico começou, fazendo uma voz sugestiva. — Estamos sozinhos no chalé... que está completamente protegido.

– Sim. — ele respondeu normalmente e continuou a se secar. O menor sentiu o calor aumentar quando Will também tirou a calça molhada, ficando apenas de cueca. Não que ele já não o tivesse visto de cueca antes.

– Sozinhos. — Nico limpou a garganta. — E com essa chuva, eu aposto que ninguém vai, sabe, bater na porta.

Will parou de se secar, como se finalmente entendesse o que o garoto estava sugerindo. Ele se virou com um sorriso malicioso.

– Então acho que ninguém vai interromper, não é?

– Não. — Nico retribuiu o sorriso.

– Falando assim, me faz pensar tantas coisas... — Will se aproximou lentamente, ainda sorrindo, até ficar bem próximo de Nico, prensando-o na parede

– Ótimo. — Nico sussurrou antes de beija-lo.

Notas finais
*Em inglês, weird = estranho. weird, wico, sacaram? Então gente, sozinhos no chalé, no meio de uma chuva, sozinhos... (aquela carinha) :3 shaushaushaush, ss, eu parei o capitulo aqui ;* e só digo uma coisa: Will tem rasão, NINGUEM vai interrompe-los dessa vez :D :3 e eu queria dizer a minha querida leitora Fe, que PARE DE DAR UMA DE MÃE DINÁ E ADIVINHAR MINHA HISTÓRIA! ù.ú sério, como vc adivinhou q ia ter interenção divina? e repare que eu nn falei de Artémis quando respondi o comentário shaushaushuashau e olha q a fic nn é tão previsivel assim veei ù.ú primeiro é a capa, agr tá prevendo o futuro, eu disse q vc mexe com bruxaria! u.u shaushaushausha Tbm queria dizer q eu tenho uma stalker agr... isso não é tão legal quanto eu imaginava, da medo .-. querida leitora q esta me stalkeando, you know who you are :3 ahsuahsuahsuahs comentem, favoritem, recomendem, bla bla bla, bjoss e até o proximo! :3 COMENTEM! :3 PS.: Laura, melhor shipp hueheuehuehue :*