With You
1 Prólogo
Prólogo
Minhas mãos ficavam cada mais tremulas, estava gelada e suando muito. A sala de recepção do hospital estava lotada por mulheres grávidas — oque deixou-me mais assustada ainda. Katherine apenas olhou-me docemente e sorriu.
– Vai ficar tudo bem. — Essas foram suas únicas palavras.
– Não é você que pode estar grávida. — Respondi rudemente.
Katherine então se calou, não queria ser rude com ela, mas estava tão aflita á ponto de mandar o primeiro que falasse comigo se ferrar. Eu não poderia estar grávida, em nenhuma hipótese sequer, tudo bem que o teste de farmácia deu positivo, mas, ainda havia uma pequena esperança dentro de mim que o resultado do primeiro teste estivesse errado e aquilo fosse tudo um mal entendido, um pesadelo.
Se o bebê fosse do Stefan poderia ser muito mais fácil. Sim, seria muito melhor, mas quando se é uma vadia que vai pra cama com o cunhado, nada se torna fácil. A culpa estava me consumindo a cada dia mais e eu já não sabia como agir.
Observei minha irmã levantar-se e ir impaciente pegar um copo d' água. Nesse meio tempo a recepcionista ruiva saiu de uma sala qualquer.
– Elena Gilbert. — Ela anunciou.
– Sim? — Perguntei me pondo de pé.
– Pode entrar. — Ela disse distraída com alguns papéis.
Katherine então apareceu de algum lugar e arrastou-me até a sala da Drta. Meredith Fell. Para minha sorte — ou azar — ela era amiga dos meus pais desde que eu me conheço como gente. Porém, com que cara eu iria olhar para Meredith se desse positivo? Tratei de afastar esses pensamente quando Katherine abriu á porta da sala.
– Hey. — Meredith cumprimentou sorridente e voltou os olhos para os papéis que estavam em sua mesa. — Podem se sentar. — Ela disse apontando para as duas cadeiras em frente sua mesa.
Sentamos e eu parei um pouco para observar suasala. As paredes eram pintadas em um tom creme quase branco, sua mesa era de madeira bem clara e as cadeiras eram do mesmo tom. Seu computador preto e algumas fotos de sua filha Claire e seu marido Mike tomavam boa parte da mesa. Na parede atrás de Meredith haviam alguns quadros e perto de sua cadeira um jarro de vidro.
– Elena? — A voz suave de Meredith tirou minha atenção.
– Sim. — Respondi esboçando sorriso.
– Bem, quando vi esse teste não soube bem oque fazer. — Ela disse visivelmente preocupada. — Ainda não abri o envelope.
– Só quero acabar logo com isso. — Respondi. — Abra.
Meredith balançou a cabeça positivamente a abriu o envelope lentamente. Ela tirou á folha que havia dentro dele e seus olhos pareciam começar á decifrar o que havia escrito. Katherine segurou minha mão apertando-a e sorriu.
– Bem, isso não é uma notícia fácil Elena, mas vou tentar ser rápida. — Meredith falou com o papel ainda em mãos. — Deu positivo, você está grávida.
Meu cérebro parecia não querer decifrar as palavras que saíram da boca de Meredith. Parecia que o tempo havia parado naquele exato minuto. Minhas mãos gelaram e eu paralisei tentando inutilmente raciocinar oque havia sido anunciado. Como assim eu estava grávida? Isso não poderia acontecer, não comigo e não agora. Tantas mulheres querendo ter um bebê e logo eu grávida, porque logo justo eu? Parece que a ficha só havia caído naquele momento, o teste de farmácia não havia errado.
Eu ainda tinha uma mínima esperança que fosse só um pesadelo, um pesadelo terrível e que eu iria acordar logo e que tudo iria ficar bem. Mas para o meu azar não era. A palavra gravidez parecia que não havia sido totalmente raciocinada pelo meu cérebro. Lógico que eu queria ter filhos, mas não aos dezessete anos, não do meu cunhado mulherengo.
Estava me sentindo uma droga de pessoa, como eu iria contar isso aos meus pais. Porque não abre um buraco no chão e me suga pra bem longe? Já estava me contendo para não sair correndo daquela sala e nunca mas colocar minha cara na rua. Eu sou uma grande filha da puta irresponsável que está grávida do próprio cunhado.
– Bom. — Meredith falou com uma voz preocupada. — Eu vou deixar vocês conversarem um pouco. — E saiu deixando-nos sozinhas.
– Isso só pode ser um pesadelo. — Falei com as mãos cobrindo meu rosto.
– Infelizmente não é. — Katherine falou. — Tem que contar ao Stefan.
Droga, só agora que eu fui lembrar-me do Stefan, como eu contaria á ele que estou grávida do seu irmão? A culpa começou á martelar na minha consciência, fazendo-me sentir a maior vadiar do mundo. Levantei a cabeça e pude observar a face preocupada da minha irmã.
– Sou uma vadia. — Falei visivelmente alterada. — Eu sou a droga de uma vadia.
– Como assim Elena? Você está grávida, é ruim, mas você não é uma vadia por isso. — Katherine disse tentando me acalmar.
– Sou sim Katherine. — Comecei a chorar desesperadamente. — O pai desse bebê não é o Stefan.
– OQUÊ? — Ela não conseguiu conter o grito. — Como isso aconteceu?
– Eu estava bêbada. — Respondi com a voz embargada pelas lágrimas.
– Quem é o pai dessa criança?
– Não vou dizer.
– Sabe que pode me contar qualquer coisa.
– Isso não, você vai me achar uma vadia.
Abaixei minha cabeça e continuei chorando, Katherine afagou meus cabelos e abraçou-me. Chorei mais ainda em seu ombro.
– Como pude deixar isso acontecer?! — Falei quase soluçando.
– Essas coisas acontecem Elena. — Ela disse com a voz reconfortante.
Soltei-me de seu abraço e encolhi-me chorando mas ainda.
– Elena. — Ela disse tentando secar minhas lágrimas. — Olhe pra mim. — Ela falou e olhei em seus olhos castanhos que demonstravam preocupação. — Quem é o pai desse bebê? Pode me falar qualquer coisa, somos irmãs, sabe que nunca vou te julgar.
Balancei a cabeça positivamente e sequei as lágrimas que teimavam em continuar caindo. Suspirei fundo tentando raciocinar melhor. Minha mente parecia girar com as recentes informações. A culpa estava me consumindo tanto que pensei em gritar para Mystic Falls inteira ouvir que sou uma vadia grávida do próprio cunhado.
Tentei manter a calma e raciocinar melhor, então suspirei fundo e falei o nome que de uns tempos pra cá se recusava a sair da minha cabeça — chegando até a atormentar-me.
– Damon Salvatore.
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