With You
9 O dia seguinte
Notas iniciais
Segundo, desculpem mesmo a demora ):, é que tava numa semana de prova, ai sabem como é, mas já estou de volta haha (:, espero que gostem >
Boa-leitura
Elena Gilbert
Abri os olhos lentamente, minha cabeça girava. Sentei-me na cama e senti uma tontura enorme, oque esta acontecendo comigo?! Olhei em volta, estava num quarto, pera aí, oque estou fazendo aqui?
Olhei para o meu corpo e assustei-me, estava nua. Olhei para o meu lado e quase caí da cama ao ver de quem se tratava, Damon. Oque eu fiz?! Fechei os olhos e lembrei-me da noite passada, sorri abobadamente, a melhor noite da minha vida.
Meu sorriso desapareceu ao lembrar do quão era errado, sou uma vadia.
Eu transei com o irmão do meu namorado, sou uma completa vadia, mas, não posso fazer isso com Damon, ele me deu a melhor noite da minha vida, se tem algum culpado nessa história, sou eu. Suspirei e olhei para o chão, tinha uma camisa de abotoar preta, peguei-a e vesti rapidamente.
Arrisquei uma olhada para Damon, sorri, ele ainda dormia tranquilamente, tão lindo. Não vou deixar a culpa me consumir, pelo o menos, não agora.
Aproximei-me melhor dele e distribui beijos por seu rosto, desci os beijos para seu pescoço e nada dele acordar. Bufei.
- Eu mandei você parar? – Damon perguntou abrindo os olhos, safado, estava acordado.
- Você estava acordado? – Perguntei fingindo uma falsa indignação.
- Claro. – Ele respondeu sorrindo safadamente. – Quem ficaria acordado com você fazendo aquilo?
Sorri maliciosamente e beijei-o. O beijo começou leve e carinhoso, mas logo foi ficando quente. Damon rapidamente colocou-me por cima dele, uma de suas mãos apertava minha cintura, fazendo-me ter deliciosos arrepios. Sua mão livre foi para baixo da minha blusa, acariciando e apertando todas as partes possíveis.
Uma de minhas mãos estava em sua nuca, desci com a mão que estava em seu pescoço e espalmei a mesma em seu abdômen, arranhei de leve. Gemi durante o beijo quando ele apertou de leve um de meus seios, meu sexo deu uma fisgada.
Quebramos o beijo e Damon sorriu maliciosamente. Rocei nossas intimidades e gememos juntos. Era realmente muito satisfatório vê-lo reagir as minhas carícias, ver que eu também tinha efeito sobre ele assim como ele tinha sobre mim. Beijei-o novamente e deixei uma de minhas mãos passear livremente em seu abdômen. Arranhei de leve e ele gemeu, mas não quebramos o beijo.
Minha mão desceu e cheguei até seu membro, estava duro feito uma rocha. Alisei-o levemente e acabamos o beijo, ele olhou-me, seu olhar estava cheio de desejo.
- Você me deixa louco. — Ele sussurrou rouco no meu ouvido.
Meu sexo deu mais uma fisgada, gemi. Enquanto eu fazia movimentos de vai e vem em seu membro, uma de suas mãos desceu para meu sexo e senti-o dar um pequeno beliscão em meu clitóris. Quase grite e ele sorriu.
Ele então passou a estimular meu clitóris enquanto eu masturbava-o.
- Damon. — Gemi pendendo a cabeça para trás.
Damon desabotoou rapidamente a camisa que eu vestia e jogou-a em um lugar qualquer. Sua mão livre foi para meu seio e apertou-o, meus mamilos estavam duros de tesão. Aumentei os movimentos em seu membro.
Gemi em protesto quando ele parou com as investidas em meu sexo. Ele tirou minha mão de seu membro e olhei-o sem entender.
- Quero ficar dentro de você. — Ele sorriu maliciosamente.
Rapidamente Damon pegou uma camisinha da gaveta da mesa de cabeceira. Abriu e colocou-a em seu membro. Posicionei-me melhor em cima dele, não sabia se sabia fazer aquilo direito, resolvi apenas deixarmeus instintos me guiarem.
Ele massageou meus seios de leve e depois suas mãos foram para a minha cintura. Gememos uníssemos quando me encaixei nele. Estávamos mais uma vez unidos, nossos corpos pedindo um pelo o outro.
Comecei a me movimentar, Damon ajudava-me com uma de suas mãos em minha cintura. O som dos nossos corpos se chocando e ele afundando-se em mim, era fodamente excitante.
Pendi a cabeça para trás e gritei sentindo-o estocar forte e fundo.
- Delícia. — Gemi e espalmei minha mão em seu peitoral.
Aumentei os movimentos, logo chegaríamos ao ápice. O cheiro de sexo inundava o quarto, assim como nossos gemidos e gritos alucinados. Damon me preenchia num encaixe perfeito.
Chegamos juntos a um orgasmo alucinante e intenso, gritamos o nome um do outro. Nossas respirações estavam descontroladas, ficamos com as testas grudadas e com os olhos vidrados um no outro. Mesmo já conhecendo bem aqueles olhos azuis, parecia que eles sempre me hipnotizavam.
Saí de dentro e rapidamente Damon livrou-se da camisinha e jogou-a no lixo. Aninhei-me melhor em seu peito e fechei os olhos. Sorri ao senti-lo brincar com uma mecha do meu cabelo. Abri os olhos e encontrei-o olhando-me carinhosamente.
- Quando você parar para pensar no que fizemos, vai me odiar. — Ele suspirou e fez carinho no meu rosto.
- Não posso odiar você, nem se eu quisesse. Foi a melhor noite da minha vida. — Fui sincera.
- Logo logo seu príncipe encantado vai chegar e você vai se esquecer de tudo que aconteceu ou vai se sentir culpada pelo o resto da vida. — Ele murmurou e eu bufei.
- Não quero me esquecer ou ter que me sentir culpada, eu sei que foi muito errado mas mesmo assim, não me arrependo. — Suspirei e beijei-lhe levemente.
Uma de minhas mãos foi para o seu cabelo, entrelaçando os fios em meus dedos e a outra para a sua nuca. Damon ficou por cima de mim, uma de suas mãos estava em minha cintura e a outra trabalhava em fazer carícias que me causavam deliciosos arrepios.
O som irritante e estridente do meu celular tocando fez com que eu quebrasse o beijo e olhar para a mesa de cabeceira.
- Deixa tocar. — Ele falou com uma voz sexy.
Suas mãos acariciavam várias partes do meu corpo, isso é tortura, assim eu não conseguia me concentrar direito. Sua boca foi para o meu pescoço e começou a mordiscar e beijar.
- Damon. — Choraminguei. — Isso é tortura.
Precisava atender, poderia ser meus pais ou Katherine, deveriam estar muito preocupados, afinal, não havia dado notícias de onde estava.
Peguei o celular e atendi sem ao menos ver quem era.
- Elena Gilbert, onde é que você está? — Katherine gritou do outro lado da linha. Seu tom preocupado me fez sentir-me culpada, deviam estar muito preocupados.
- Calma, Katherine. — Suspirei.
- Calma?Como você quer que eu tenha calma? — Ela gritou, sua voz era indignada. — Você sumiu a noite toda, não dormiu em casa e nem avisou onde estava, nossos pais estão quase chamando a polícia!
- Eu... Eu... Estou na Caroline. — Menti. — Acabamos bebendo demais e estava tarde, resolvi dormi aqui e esqueci de ligar.
- Eu espero para o seu bem que seja verdade, mas não estou muito convencida com essa sua história, o circo já está armado aqui e esteja aqui em cinco minutos. – E desligou.
Suspirei, estava perdida. Olhei rapidamente meu celular e vi que tinha umas mil chamadas perdidas da Kath, meus pais e do Jer.
- Oque houve? – Damon perguntou, seus olhos demonstravam preocupação.
- Meus pais estão armando um circo. – Falei. – Tenho que ir.
Damon puxou-me para um beijo carinhoso. Ficamos nos beijando por um tempo e depois paramos, ficando apenas olhando um para o outro. Levantei-me antes que desistisse de ir embora e ficar o resto do dia com ele. Ao levantar-me, senti minha cabeça girar e um enjoo, ressaca. Não demonstrei nada, não queria que Damon se preocupasse.
Comecei a procurar minhas roupas, vesti-me lentamente, querendo aproveitar ao máximo com ele, pois mesmo dizendo que não queria me arrepender ou sentir culpa, eu sabia o quão havia sido errado o que fizemos, afinal, Stefan é meu namorado e Damon é irmão dele, só de pensar nisso a culpa já começa a martelar na minha cabeça.
Enquanto vestia-me pensativa, Damon apenas me observava com um olhar aparentemente triste. Terminei de me vestir e ele levantou-se, suspirei com aquela visão divina. Ele aproximou-se de mim.
- Só não me odeie. – Ele acariciou meu rosto. – Foi apenas uma noite, como você mesma disse, mas eu não vou aguentar ver você me odiando. – Continuou. – Acredite ou não, você é muito importante para mim, Elena. Se você quiser deixar as coisas como estão, tudo bem, não vou contar nada ao Stefan ou qualquer outra pessoa. – Falou. – Ele é meu irmão, eu o amo e faria qualquer coisa por ele, não sou de ferro, também vou acabar me sentindo culpado. Dormi com a minha cunhada e estou sentindo algo muito forte por ela.
Aquelas palavras me tocaram mais do que deveriam. Ele sentia algo por mim, ao mesmo tempo a culpa estava começando a dar sinal de vida quando ele me lembrou do Stefan, ele não merecia isso. Sem que ao menos eu percebesse, uma lágrima escorreu. Por um lado estava feliz, pois percebi que também sinto algo muito forte por ele, mas por outro lado, foi apenas uma noite, provavelmente nunca mais haverá outra igual, nunca mais.
- Não chore. – Ele pediu e limpou a lágrima. – Não torne mais doloroso do que já é.
Não disse nada, apenas abracei-o com força, ele retribuiu o abraço. Queria que aquele momento precioso nunca acabasse, queria ficar apenas ali, para em seus braços, como se ele pudesse me proteger de tudo e todos.
Ficamos um bom tempo abraçados, nem um de nós quebrou o silencia que pairava, talvez se fosse quebrado, acabaria com o momento.
Separei-me dele e olhei em seus olhos azuis, parecia que eu estava vendo o mar refletido neles.
- Tenho que ir. – Falei. – Obrigada, Damon, foi a melhor noite da minha vida e ela vai ficar guardada para sempre.
Ele não disse nada, puxou-me e beijou-me. Um beijo doce e apaixonado, provavelmente seria o último. Queria aproveitar, sentir o gosto dos seus lábios, o gosto do seu beijo. Nossas línguas travavam uma batalha, sem perdedores ou vencedores.
Depois de um tempo, parei o beijo. Como ele mesmo disse, não tornaria mais doloroso do que já era. Peguei meu celular e minha bolsa de carteirinha. Quando já estava na porta do quarto, virei-me para ele e sorri.
Ele veio até mim e deu-me um rápido beijo. Quando acabou, continuamos de testas coladas.
- A melhor noite da minha vida. – Murmurei. – Vou pensar nela sempre.
E antes que eu desistisse de ir embora, saí de lá o mais de pressa que pude. Não queria ter que dizer adeus, ter que afirmar que tudo o que tivemos em apenas uma noite, morreria ali. Mas, a quem eu estava querendo enganar?
Por mais que eu quisesse, por mais que fosse doloroso demais, tudo o que tivemos, morreria ali, não havia restado nada além do sentimento que crescia a cada segundo dentro de mim. A melhor noite da minha vida ficará apenas na lembrança, nada mais.
[...]
O táxi estava bem perto de chegar a minha casa. A vontade de chorar, de sumir, a culpa, a dor. Tudo estava martelando cada vez mais dentro de mim, e não passaria, tudo isso por culpa minha, sou uma vadia sem coração.
Logo o táxi parou em frente a minha casa, paguei a corrida e saí. Em passos lentos cheguei ao hall, minha mão tremeu ao pegar na maçaneta, abri a porta e entrei.
Meu pai andava para um lado e para o outro, Katherine estava sentada no sofá com uma cara de preocupação que eu nunca havia visto, Jeremy também. Mamãe estava muito nervosa.
- Ai meu Deus, Elena. – Mamãe disse quando me avistou, ela correu até mim e abraçou-me, retribui o abraço.
Desfizemos o abraço.
- Porque não avisou que iria para a Caroline? Quase morremos de preocupação. – Papai disse vindo até mim, ele parecia aliviado.
- Nunca mais faça isso! – Falou mamãe, agora parecia mais aliviada ao ver que eu estava bem. – Quase morremos de susto.
- Desculpe, é que me esqueci de avisar, não queria que ficassem tão preocupados. – Disse. – Não vai mais se repetir, desculpem por deixá-los preocupados, não era a minha intenção.
- Claro que não, filha. – Meu pai falou. – Mas somos seus pais e sempre vamos nos preocupar, só não faça isso de novo.
Fiz que sim com a cabeça. Falei rapidamente com meus irmãos e subi, estava realmente muito cansada. Troquei de roupa e caí na cama. O sono e o efeito da ressaca falavam mais alto.
[...]
Acordei e sentei-me na cama, me arrependi na mesma hora, senti uma dor de cabeça horrível e uma ânsia de vomito. Maldita ressaca.
Corri para o banheiro e despejei tudo o que podia e que não podia. Estava demorando mas eu sabia que viria. Levantei-me e me olhei no espelho. Estava horrível. Escovei os dentes e segui para o Box. Nada melhor como um banho frio para me livrar da ressaca.
Fechei os olhos e comecei a pensar na noite passadas, sorri, a melhor noite da minha vida. Nunca achei que teria uma noite tão perfeita, Damon foi perfeito. Mas tudo que é bom dura pouco.
Senti uma pontada enorme de culpa, oque eu fiz?! Traí meu namorado perfeito com o irmão dele, e ainda por cima não me arrependo, sou uma vadia.
Stefan é tão bom para mim e eu o traí, para que? Troquei uma noite por tempos de namoro. Não presto. Sem que eu ao menos notasse, as lágrimas já tinham tomado conta. Apenas deixei ser levada pelo o sentimento momentâneo. Culpa. Eu precisava chorar, precisava botar para fora.
Depois de um bom tempo dentro daquele chuveiro, enxuguei-me e vesti a roupa que havia escolhido, um short jeans preto, umas blusa cinza larga de mangas longas e frouxas, amarrei meu cabelo em um rabo de cavalo. Conferi se não havia nem um resquício de lágrimas e saí do banheiro.
Katherine estava deitada na minha cama de barriga para cima, mexia em seu celular. Joguei-me ao lado dela e ela parou o que estava fazendo, olhou-me e depois sentou-se.
- Bom Elena, sinto lhe dizer mas você pode ter enganado os nossos pais, mas a mim você não engana. – Ela falou. – Agora pode falando a verdade, onde você passou a noite?
Suspirei, seria difícil mentir para ela. Katherine era minha irmã gêmea e me conheci melhor do que ninguém, não tínhamos segredos uma com a outra e agora eu estava tentando enganá-la descaradamente. Sentei-me na cama.
- Não estou mentindo, dormi mesmo na casa da Caroline, acabei bebendo demais e estava tarde. – Disse tentando ser o mais convencível possível, mas parece não ter funcionado. Katherine cruzou os braços e ergueu uma sobrancelha.
- Eu sou sua irmã, Elena. – Ela falou. – Pode me contar qualquer coisa.
- É a verdade.
- Esta bem. – Ela suspirou e levantou-se. – Eu confio em você, se não fez nada demais, não vou mais te encher.
Ela sorriu de leve e saiu do quarto, fechando a porta em seguida. Deitei-me novamente e fechei os olhos. Agora até para a minha irmã estou mentindo, que ótimo. O barulho do meu celular tocando tirou minha atenção. Peguei-o e atendi sem ao menos ver quem era.
- Alô. – Falei.
- Elena. – A voz melodiosa falou, parecendo aliviado, do outro lado da linha.
Gelei. Engoli a seco. Era Stefan, e agora? Como é que eu vou falar com ele? Oque vou dizer? Senti uma pontada enorme de culpa. Droga.
- Elena? – Stefan chamou-me.
- Si-m? – Gaguejei.
- Desculpe. – Ele pediu. – Desculpe ter surtado, é que eu fiquei louco de ciúmes quando vi você e Damon, mas estava errado, confio em você e sei que nunca me trairia. Você me perdoa?
Fiquei estática. Minha garganta secou e senti uma vontade enorme de chorar e sumir. Oque eu fiz?! Stefan confia em mim, me ama e é um namorado perfeito. Eu sou uma vadia, traí-o com o seu irmão e não mereço sua confiança.
- Não precisa pedir desculpas. – Falei ainda trêmula.
- Eu te amo, Elena. Sinto sua falta.
- Também te amo. – Respondi, nem eu sabia mais se o amava, não era mais como antes, nunca seria. – Quando você volta?
- Depois do ano-novo eu acho, vou tentar voltar o mais rápido possível. – Ele disse.
Continuamos a conversar por um bom tempo. A todo o momento eu tentava disfarçar a culpa presente em minha voz. Estava decidida a fazer dar certo, não ia acabar um namoro tão bom e perfeito por causa de uma noite, por mais que essa noite tenha marcado a minha vida, por mais eu não sinta mais o mesmo por Stefan, por mais que eu tenha sentimentos fortes por Damon.
Stefan não merecia isso, ele me ama e faria tudo por mim, não vou acabar tudo por causa de uma noite. Me arrependendo ou não, aquela noite foi um erro e erros podem ser corrigidos, assim vou fazer, mesmo que isso custe até mesmo a minha felicidade.
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