With You
7 Drunks
Notas iniciais
Elena Gilbert
Abri meus olhos e fechei na mesma hora, o sol invadindo o quarto estava sendo muito incômodo. Abri os olhos e pisquei algumas vezes para me acostumar com a claridade. Olhei as horas no relógio e marcavam exatas onze da manhã. Dei um pulo da cama e senti uma tontura horrível tomar meu corpo, obrigando-me a deitar novamente.
Levantei-me ainda com muito custo e segui para o banheiro. Tirei minhas roupas e olhei-me no espelho. Assustei-me com minha imagem horrível. Meus olhos estavam inchados por conta do sono e meus cabelos todos assanhados. Parecia um zumbi. Fui para o chuveiro e deixei que a água gelada levasse toda a minha preguiça embora.
Fechei os olhos e lembrei que ainda estava brigada com Stefan. Eu não iria para Nova York com ele, não daquele jeito. Ele não havia confiado em mim, eu confio nele, porque ele não pode fazer o mesmo comigo? As imagens de Damon e eu no hall tomaram minha cabeça, fazendo com que eu me esquecesse completamente de Stefan e na culpa que parecia começar a dar sinal de vida.
Aquilo foi uma loucura e eu estava ciente do quanto era errado, mas o pior é que eu quis, muito para falar a verdade. Mas foi tão bom, tão perfeito que me obrigo a não me arrepender. Nem Stefan havia conseguido fazer-me sentir daquele jeito em quase dois anos de namoro, o que Damon me fez sentir em um simples beijo. Bom, simples não. Aquele foi o beijo. Como aquele homem conseguia beijar daquele jeito?
Continuei pensando em Damon enquanto tomava banho. Terminei aquele banho, enxuguei-me e saí enrolada na toalha. Penteei os cabelos em frente ao espelho e depois fui escolher o que vestiria.
Vesti minhas peças íntimas, coloquei um short jeans, uma t-shirt dos Beatles – que eu amava – e calcei um par de chinelos. Prendi o cabelo num rabo-de-cavalo e desci.
Cheguei à cozinha e havia um bilhete pregado na geladeira.
“Crianças a Maggie, eu e seu pai fomos à casa da tia Jenna, vocês ainda estavam dormindo e resolvemos não incomodá-los. Se estiverem com fome peçam comida.
Beijos
Mamãe “
Terminei de ler e fui em busca de algo para comer. Peguei uma maçã e subi para acordar meus irmãos. Resolvi ir primeiro no quarto de Katherine.
Abri a porta bem devagar. O quarto estava escuro e com as cortinas fechadas. Katherine ainda dormia tranquilamente. Fui até as janelas e abri as cortinas, deixando a luz entrar. Katherine gemeu e automaticamente puxou as cobertas para cabeça.
Puxei seus lençóis e joguei no chão. Sentei-me ao seu lado e ela ainda cobria os olhos com as mãos.
– Anda Katherine, se levante. – Falei, sacudindo-a.
– Não. – Ela choramingou. – Hoje é sábado e estamos de férias... Seja uma pessoa razoável e me deixe dormir em paz!
– Não. – Falei. – A senhorita vai me contar tudo que aconteceu entre você e o Senhor professor gostoso.
Ela deu um pulo e sentou-se na cama com os olhos arregalados. Sua aparência não estava muito diferente de mim quando acordei. Seus olhos inchados e vermelhos, seus cabelos assanhados e um beicinho se formava em seus lábios, parecia à perfeita criança birrenta, tive que rir com isso.
– Conta logo, vadia. — Brinquei.
– Do que você sabe exatamente? – Ela perguntou.
– Nada demais. – Respondi enquanto enrolava uma madeixa que havia se soltado no dedo. – Só vi você aos beijos com ele no quarto.
– Alguém mais viu? – Ela perguntou, preocupada.
– Acho que não, a maioria das pessoas estavam lá embaixo. – Respondi e ela pareceu ficar mais aliviada. – Agora me conta, como foi?
–Perfeito. – Ela respondeu, abobada e seus olhos brilhavam. – Ele é o cara mais maravilhoso do mundo.
Soltei uma risada baixa e Katherine continuou a contar mais e mais detalhes sobre o acontecimento. Ela estava mesmo apaixonada. Fiquei feliz e ao mesmo tempo apreensiva. Afinal, ele era nosso professor e se alguém descobrisse, ambos estariam em uma bela enrascada.
– Se alguém descobrir vocês estão... — Ela me interrompeu.
– Ninguém vai descobrir, vamos ser cuidadosos o bastante para que isso não aconteça. – Ela respondeu rapidamente e seguiu para o banheiro. – E você? Aconteceu algo de interessante ontem? – Ela falou do banheiro.
Uma pontada de culpa me atingiu em cheio. Como se não bastasse ter traído meu namorado perfeito com meu próprio cunhado, eu ainda tenho que mentir para minha irmã, ótimo!
Mordi o lábio interior para reprimir a vontade de gritar aos quatro ventos que que sou uma vadia que traiu o namorado com o próprio cunhado e melhor, havia gostado. Por mais que eu quisesse me arrepender agora, eu não conseguia. Como ele conseguiu me deixar desse jeito em apenas um beijo? Imagine em cima de uma cama! O que eu estou pensando? Mesmo a distância, Damon ainda conseguia ter efeito sobre mim.
Lembrei que Katherine ainda esperava uma resposta.
– Eu e Stefan brigamos. – Tentei controlar minha voz o máximo para não sair trémula ou carregada de culpa. E acho que consegui. Mas pelo menos essa parte eu falei a verdade.
– Foi por causa do Damon? – Ela colocou a cabeça para fora do banheiro e olhou-me séria.
– Sim. – Encolhi-me sobre a cama e ela revirou os olhos.
– Eu disse para ficar longe dele.
Então pude ouvir o barulho do chuveiro. Suspirei fundo. Se ela soubesse o que eu fiz, ela com certeza me acharia uma vagabunda, não que Kath fosse me julgar, ela é minha irmã e nunca faria isso, eu sabia. Mas eu realmente sou uma vagabunda, trai meu namorado com o próprio irmão dele.
– Vou acordar o Jeremy. – Gritei para que ela pudesse ouvir e escutei um ok de volta.
Segui para o quarto do Jeremy e ainda pensava no assunto Damon. Abri a porta e me surpreendi com o que vi. Jeremy já estava acordado e falando ao telefone. Jeremy Gilbert acordado em dia que não tem aula antes das doze, suspeito.
Ele viu-me parada na porta e sorriu, fez sinal com a cabeça para mim entrar e eu entrei. Jer deu tchau para a pessoa do outro lado da linha. Ele virou-se para mim com um sorriso de orelha á orelha e correu até mim, abraçou-me, tirando-me do chão.
– Porque toda essa animação? – Perguntei desconfiada quando ele colocou-me no chão.
– Não posso mais ficar alegre? – Ele perguntou, ainda sorrindo.
– Pode. – Respondi. – Só que não é muito comum Jeremy Gilbert acordado a essa hora depois de uma festa.
– Eu e Anna combinamos de almoçar no Grill e depois ir no cinema.
– Explicado.
Ele foi até seu guarda roupas, pegou uma roupa e seguiu para o banheiro. Fiquei sentada na cama mexendo no meu celular e logo Jeremy apareceu com outra roupa. Ele trajava uma calça jeans escura, uma camisa preta e um tênis da mesma cor. Seus cabelos estavam molhados.
– Está bonito.
– Obrigado maninha. – Ele respondeu. – Não quer chamar o Stefan? Assim poderemos ir todos juntos.
– Não, eu e ele... Brigamos. – Respondi, triste.
– Sinto muito. – Ele estava sendo sincero. – Espero que se entendam logo.
– Eu também, mesmo assim, obrigada pelo o convite. – Dei um sorriso fraco. – Divirtam-se.
– Obrigado. – Ele deu-me um estalado beijo na bochecha. – Tchau.
Ele já estava na porta e saindo do quarto.
– Jeremy. – Chamei-o e ele olhou-me. – Só não a decepcione, ela gosta de você.
– Não vou decepcioná-la. – Ele sorriu e saiu do cômodo.
[...]
Nossos pais ainda não haviam chegado e estava só eu e Katherine em casa. Não estávamos a fim de cozinhar, então pedimos comida.
Eu mal havia falado com a Katherine. Ela era minha irmã gêmea, conhecia-me melhor do que ninguém e estava sendo difícil esconder dela o que eu fiz. Eu também odiava esconder qualquer coisa que fosse dela, nunca tivemos segredos uma com a outra e agora estou fazendo isso. Sei que ela nunca me julgaria, mas o que eu fiz é vergonhoso demais até para falar com ela.
Mas que espécie de irmã eu sou? O caso dela chega á ser até mais complicado que o meu, ela está com o professor e se alguém descobrir vai ser uma grande complicação na vida dos dois. E ela contou-me, porém o problema não é confiar, pois posso confiar nela até de olhos fechados, mas o que será que ela iria achar de mim?
A comida já havia chegado e eu mal havia tocado nela, estava me sentindo culpada demais para comer.
– Elena.
– Sim?
– O que você tem? – Ela parou de comer e olhou-me séria. – Mal tocou na comida, está acontecendo alguma coisa?
– Não, Katherine. – Respondi e ela respirou fundo, ela com certeza não acreditou em mim.
– Está bem. – Ela falou.
Continuamos a comer e o silêncio havia predominado no local.
[...]
Haviam se passado três dias desde aquele beijo. Stefan nem me ligou ou mandou mensagem, nem eu tive coragem de ligar. Tudo bem que ele deveria ter confiado em mim, se bem que nessa altura nem eu confio mais em mim mesma. Como e o que eu iria falar com ele? A culpa já martelava demais em minha cabeça.
Além de culpa, eu estava mais confusa do que nunca. E como se não bastasse, Damon atormentava meus sonhos e pensamentos. Soube que Stefan já havia ido para Nova York.
Já eram cinco horas da tarde e eu estava trancada no meu quarto com um pote de sorvete.
Vi meu celular vibrar na cabeceira e estiquei-me para pegar. Sorri ao ver o nome que brilhava na tela, Caroline.
– Ainda bem que você atendeu, achei que estava morta. – Ela falou dramática e eu revirei os olhos.
– Oi para você também, Caroline.
– Estamos de férias e você não sai de casa a três dias, vai ter uma festa no Grill hoje.
– Stefan está em Nova York, eu não quero sair de casa. – Falei e ouvi ela suspirar do outro lado da linha.
– Você não pode ficar em casa para sempre.
– Na verdade... Eu posso.
– Elena... Vamos, você precisa sair de casa.
– Quem vai? – Dei-me por vencida ou se não Caroline não iria me deixar em paz tão cedo, ouvi ela dá um gritinho de felicidade.
– Eu e Tyler. – Ela respondeu, animada. – Jer e Anna marcaram de ir ao shopping, Kol e Rebekah estão viajando com a família e com Matt e Hayley, Ben e Bonn vão ficar em casa e Kath deve estar com Elijah.
– Vou segurar vela. – Choraminguei.
– Cala a boca e vai se arrumar, agora. – Ela respondeu, mandona. – Daqui á pouco passamos aí, beijos.
– Beijos.
Desliguei o celular e segui para o banheiro.
Eu já havia feito a burrada mesmo, ficar me martirizando não iria adiantar nada. Queria contar ao Stefan, mas ele nunca iria me perdoar e terminaria comigo na certa, estou mais que ciente que estou sendo muito egoísta em esconder isso dele, ele me contaria se me traísse, mas não posso suportar perdê-lo. A melhor coisa á fazer é esquecer e fingir que nada aconteceu.
Estava mesmo precisando sair e me divertir. Tomei um banho demorado e relaxante. Saí do banheiro enrolada na toalha e fui escolher o que vestir. Hoje teria que ficar linda. Queria me divertir e beber muito para esquecer das frustrações.
Cantarolava a música give me everything enquanto jogava as roupas que usaria sob a cama. Optei por uma calça jeans branca, uma blusa de lantejoulas pretas, botas de cano curto preta e peguei uma bolsa de carteirinha prata. Vesti as roupas e fui arrumar meu cabelo. Como estava molhado, eu apenas sequei e ele ficou em seu estado natural, liso.
Comecei a maquiar-me. Fiz um fiozinho de delineador em cada olho, passei rímel e meus cílios ficaram iguais de boneca, passei um batom vermelho. Coloquei brincos pretos e uma pulseira da mesma cor. Passei perfume e olhei-me no espelho. Sorri com a imagem, eu estava linda.
Katherine entrou no meu quarto e sorriu ao me ver.
– Finalmente saiu da fossa. – Ela falou, sorrindo. – Vai para onde?
– Grill, vai ter uma festa lá hoje. – Respondi. – Quer ir?
– Não, acabei de chegar, estava com o Elijah. – Ela sorriu. – Então aluguei uns filmes, não tem nada melhor para fazer.
Conversamos um pouco e Katherine desceu para ver o filme. Pouco tempo depois já ouvia a buzina do carro de Tyler. Desci rapidamente e deparei-me com meus pais, Maggie e Katherine na sala vendo um filme qualquer e comendo pipoca. Meus pais perguntaram para onde eu ia e respondi que ia ao Grill. Dei tchau a todos e saí.
Quando entrei no carro, Caroline disse que eu estava linda e retribuí o elogio. Caroline trajava um vestido preto de alcinhas finas, saltos da mesma cor e sua maquiagem era composta por uma sombra leve, rímel, delineador e um batom bem clarinho rosa. Seus cabelos estavam lisos. Ela usava uma pulseira prata com vários pingentes, brincos da mesma cor e um colar com um pingente do símbolo da música.
– Parece que está bombando. – Falei enquanto saímos do carro. Observei o movimento, parecia que a festa estava bem animada.
– É. – Tyler disse.
– Calem a boca e vamos entrar. – Caroline falou sorridente e nos puxando.
Quando entramos, pude ouvir a música alta e estridente. Olhei para a direção que vinha a música e vi uma banda tocando. Na mesma hora Caroline arrastou Tyler para a pista de dançar. Vadia, me deixou sozinha. Pelo menos não vou segurar vela.
Fui em direção ao bar, sentei-me em um banco e chamei o barman.
– O que á princesa vai querer? – Ele perguntou e deu uma piscadela. Revirei os olhos.
– Uma cerveja. – Respondi e ele rapidamente foi e voltou com o meu pedido.
Abri a cerveja e dei um gole. Cantarolei a música que tocava alta e estridente. Olhei em direção a banda que se apresentava, é eles são bem bonitos. Quando girei o banco de volta para o bar e dei de cara com quem na minha frente? Damon, a último pessoa que eu queria ver e ao mesmo tempo, a que mais está presente em meus pensamentos.
E para minha sorte ou azar, ele estava muito gostoso. Trajava uma calça preta que marcava perfeitamente bem sua bunda e coxas. Uma blusa também preta de mangas que marcava um pouco seus músculos e estava dobrada até os ombros. Seu perfume delicioso me embriagou. Tive que me segurar para não babar, acho que esse homem foi feito especialmente para a tentação feminina.
– Cunhadinha. – Ele falou sorrindo e bebeu o gole da cerveja que estava em sua mão.
– Oi. – Foi à única coisa que saiu da minha boca. Pelo menos ele estava agindo normal e não falou nada sobre o beijo, pelos menos ainda não.
– Está tudo bem com você? – Ele perguntou sentando-se em um banco do lado do meu.
– Sim. – Respondi, bebericando um pouco da cerveja.
– Era para ser sincera. – Ele deu um sorriso torto. – Vou repetir. Você está bem?
– Não. – Nem sei o motivo, mas eu sentia que não poderia mentir, não para ele. Parecia que eu tinha que ser sincera com ele, que ele faria aquela angústia passar. Também parecia que por mais que eu me esforçasse ele sempre descobriria, como se ele lesse minha alma.
– É por causa do meu irmão? – Ele indagou, bebendo um gole de sua cerveja.
– Também, há dias não nos falamos e por causa daquele. – Corei. – Beijo que nós trocamos, eu me sinto culpada.
– Não fique, vamos esquecer o que houve, está bem? Não quero te ver triste. – Ele falou e seus olhos demonstravam tristeza, apenas maneei com a cabeça. — Então... O que faz aqui?
– Descontrair, eu estava precisando esquecer tudo que aconteceu. – Dei um sorriso fraco.
– Um brinde? – Ele perguntou.
– A quê? – Arqueei uma sobrancelha.
– As coisas melhores que virão no futuro. – Ele sorriu.
Dei um sorriso e nos aproximamos mais.
– Ao futuro. – Falamos uníssemos enquanto brindávamos com as garrafas de cerveja.
[...]
Depois de bebermos um pouco, resolvemos ir jogar sinuca, traduzindo, Damon arrastou-me. Eu não sei nada sobre sinuca, na verdade, sou um verdadeiro desastre jogando, mas Damon disse que me ensinaria.
Eu estava encostada na mesa de sinuca e logo Damon apareceu com dois tacos.
– Vem, você não pode ser tão ruim. — Ele falou, divertido.
– Você que pensa. — Revirei os olhos e nos voltamos para a mesa.
Damon entregou-me um taco e ficou com outro. Primeiro ele inclinou-se e sorriu para mim. Voltou sua atenção no jogo e deu uma tacada numa bola branca, a mesma bateu nas outras e foram espalhando-se e muitas foram entrando nas caçapas.
– Você é bom. — Sorri.
– Sou bom em tudo que eu faço. — Ele respondeu convencido e pude sentir um toque de malícia em sua voz, deve ter sido só impressão minha. — Vamos, é sua vez.
– Já disse que não sei jogar. — Choraminguei.
– Eu vou te ensinar. — Ele disse.
Fomos até uma lado da mesa.
– Fique inclinada, assim fica melhor para você se concentrar e jogar também. — Ele falou.
Inclinei meu corpo para frente e ele inclinou um pouco o corpo dele sob o meu.
– Agora você vai empurrar o taco contra a bola branca e deixar as outras bolas entrarem nas caçapas. — Ele disse grudado do meu ouvido, droga, com ele assim não dá para pensar direito.
Mirei a bola branca e quando eu ia usar toda a minha força para dar uma tacada, Damon — ainda inclinado sobre mim — segurou meu braço.
– O que foi? — Perguntei, irritada.
– Não use muita força, faça com leveza e ao mesmo tempo sem usar muita força. — Ele respondeu.
Então ele colocou minha mão de volta no taco e colocou a dele sob a minha, senti uma pequena corrente elétrica com aquele contato, o que estava acontecendo comigo? Voltei minha atenção ao jogo, Damon ajeitou melhor nossa posição e nossas mãos no taco.
– Não muito forte. — Ele falou, grudado no meu ouvido.
Respirei fundo e dei uma tacada, para a minha grande surpresa, a bola branca acertou encheio as outras bolas, fazendo as mesmas irem em direção as caçapas e entrarem. Dei um gritinho de felicidade.
– Consegui. — Comemorei com um sorriso de orelha á orelha, eu parecia uma criança que havia conseguido o brinquedo mais legal da loja.
– Conseguiu. — Damon sorriu e deu um estalado beijo na minha bochecha.
Sorri e corei um pouco. Saímos daquela posição e ele e colocou um de seus braços sob meus ombros.
– Vem, vamos beber um pouco para comemorar a sua "grande vitória". — Ele disse e fez aspas no grande vitória.
Sorri e fomos em direção ao bar do Grill.
[...]
Era muito bom passar o tempo com Damon. Ficamos conversando muito, ele era realmente uma companhia agradável. Ele me contava sobre suas aventuras da faculdade.
Já havíamos chegado na metade de uma garrafa de Whisky, que na opinião do Damon, é a melhor bebida do mundo. Estávamos meio bêbados. Pedimos mais uma garrafa de Vodka e enchemos dois copos.
– Não sabia que você era boa para beber, sempre te achei meio... Fraca. – Ele falou.
– Vamos fazer uma aposta. – Sugeri. — Temos que secar essa garrafa, quem ficar mais bêbado primeiro, paga uma prenda que o outro escolher.
– Aceito. – Ele sorriu maliciosamente e eu engoli a seco.
Vamos Elena, você propôs você tem que ganhar. Respirei fundo e virei todo o líquido que estava em meu copo. Ele fez o mesmo com o dele. Enchemos nosso copo pela segunda vez e dessa vez fui dando pequenas goladas, se eu bebesse tudo de uma vez, ficaria bêbada muito rápido.
Damon de vez enquanto me lançava um sorriso e eu lançava outro de volta. Fiquei imaginando o que ele me faria fazer se eu perdesse, estranhei ao pegar-me desejando que ele me mandasse fazer algo relacionado a beijos e até mesmo a... Sexo?! O que eu estou pensando? Deve ser a bebida fazendo efeito, é, é isso!
Saí de meus pensamentos indecentes com meu cunhado e concentrei-me no que estava fazendo. Aos poucos fui terminando o copo, sendo seguida por Damon. Fomos tomando a bebida da garrafa azul aos poucos, nenhum de nós queria ficar bêbado ou perder.
Depois de um bom tempo conseguimos secar aquela garrafa. Damon e eu já estávamos bêbados. Mas ele estava bem menos que eu. Já eu, ria até de uma mosca que passasse e não pensava em quase nada coerente.
– Pois é Eleninha, pelo visto alguém aqui não aguentou. – Ele falou perto demais para o meu gosto. Pude sentir sua respiração batendo em meu pescoço, aquilo me fez arrepiar por inteira.
– O que você quer que eu faça? – Perguntei com um pouco de medo da sua resposta.
Ele deu um sorriso malicioso e arrastou-me para a pista de dança.
– O que você quer? – Retornei a perguntar.
– Você é a chefe das líderes de torcida, estou certo? – Ele perguntou e eu assenti com a cabeça, não estava entendendo o rumo daquela conversa. – Pois bem, você deve saber dança muito bem, quero que você dance.
Arqueei uma sobrancelha. Ok, aquilo seria realmente mais fácil do que eu pensei. Levantei-me e quando iria ir para a pista de dança, senti um braço me puxando.
– Eu não tenho que dançar?
– É, mas não de qualquer jeito. – Ele ditou, sorrindo maliciosamente, aproximou-se do meu ouvido e sussurrou com uma voz sexy. – Quero que você faça uma dança sexy, para deixar qualquer um louco, especialmente eu. – Ele afastou-se um pouco. – Pode fazer isso?
Damon é louco, só pode ser! Estou perdida, mas bem, acho que apenas uma dança não vai fazer mal a ninguém e além do mais, eu tinha a oportunidade de mostrar para ele que eu também sei jogar, e muito bem, eu iria arrancar aquele sorriso convencido dos lábios dele e fazê-lo implorar por mais. Se ele estava jogando, eu ia entrar no jogo.
Peguei a mão dele e segui para a pista de dança. Soltei-me dele. Pude perceber que a banda não estava ali presente e tocava uma música muito boa para a ocasião.
Parei no centro da pista. Damon olhava-me e estava com os braços cruzados na frente do peito, ele sorria presunçosamente, eu iria arrancar aquele sorrisinho dele.
(NA: Escutem a música, acreditem, dá bem mais vida ao momento)
http://www.youtube.com/watch?v=zQccRiO_IZI
Tirei coragem não sei de onde. Sorri maliciosamente para ele e soltei um beijo no ar. Fui começando a dançar devagar, comecei a passar as mãos pelas as laterais do meu corpo. Fui até o chão e subi de novo. Isso fez muitos homens voltarem sua atenção para mim, pude perceber o sorriso de Damon vacilar, mas ele logo se recompôs.
Virei-me de costas para ele e comecei a rebolar sensualmente. Virei-me de volta para ele e o mesmo olhava-me com desejo. Um sorriso malicioso ainda fazia-se presente em seus lábios, mas pude perceber que seu olhar havia mudado.
Fiz um percurso sexy com minhas mãos, passei-as as mesmas pelas laterais do meu corpo e fechei os olhos como se estivesse gostando daquele contato, pude perceber que enquanto fazia aqueles movimentos com as mãos, a minha blusa subiu um pouco, dei um sorriso malicioso e ainda de olhos fechados, mordi meu lábio inferior.
Abri os olhos e olhei novamente para Damon. Seus olhos soltavam faíscas de desejo. Ele mordeu o lábio inferior e eu rebolei até o chão. Quando subi de novo, olhei-o com desejo e chamei-o sensualmente com o dedo. Ele veio até mim e eu virei de costas para ele. Damon postou-se atrás de mim e grudou-se em minhas costas.
– Você me deixa louco. – Ele rosnou grudado ao meu ouvido, soltei um gemido baixo.
Estava tão colado com ele pude sentir sua ereção clara presente ali, então eu deixei-o excitado?! Sorri com essa confirmação. Resolvi provocá-lo. Empinei minha bunda contra a sua ereção e ele gemeu colado no meu ouvido.
Começamos a dançar daquele jeito, suas mãos brincavam e apertavam minha cintura. Senti seus músculos contraídos debaixo da blusa, aquele contato fez com que meu corpo ficar ainda mais arrepiado. Ele roçou sua ereção em minha bunda e eu gemi com o contato. Damon sabia perfeitamente bem como provocar e deixar qualquer mulher de quatro por ele, mas eu também tinha meus truques.
Virei-me de frente para ele e deixei que nossos sexos se tocassem. Gememos juntos e continuamos dançando, aquilo era uma total loucura, mas era extremamente boa a sensação de proibido. Virei-me e encarei aqueles olhos azuis que tanto me hipnotizavam.
Damon tentou beijar-me, com um pouco de custo eu desviei. Eu já estava passando dos limites, já tinha errado feio uma vez e faria tudo para não fazer de novo. Stefan não merecia isso. Com esse pensamento, segui para o banheiro, precisava acalmar-me.
[...]
Estava com as mãos trêmulas apoiadas sob a imensa bancada de mármore do banheiro, olhava-me no espelho com uma cara nada boa. O que eu estava fazendo? Será que não havia aprendido a lição?! Pelo visto não, e o que era pior ainda era que eu o queria. Eu queria Damon Salvatore como nunca quis ninguém, o desejava como nunca desejei ninguém.
Suspirei e liguei a torneira, passei um pouco de água no rosto e senti-me melhor. Os efeitos da bebida estavam começando a acabar. Ficar escondendo-me dentro daquele banheiro não iria mudar nada, uma hora eu teria que sair de lá.
Peguei minha bolsa de carteirinha e saí. Voltei para o bar e pedi uma garrafa de Whisky. Não iria estragar minha noite. Logo a garrafa chegou e eu bebi diretamente da boca. Não estava mais nem aí para nada, só queria me divertir e ponto. Á música ainda tocava e eu resolvi dançar um pouco. Peguei minha garrafa e fui em direção à pista.
Estava dançando e bebendo, os homens olhavam para mim com desejo, mas eu só queria um e ele parecia não estar presente ali. Continuei a dançar e beber, sem preocupar-me com mais nada.
Algum tempo depois minha garrafa já se encontrava quase pela a metade e eu estava muito bêbada. Dançava e às vezes ia até o chão, atraindo muitos olhares masculinos que demonstravam desejo.
Continuei dançando e fechei os olhos bebericando o líquido da garrafa. Senti uma mão segurar o meu braço fortemente, abri os olhos e vi Damon, dei um sorriso.
– Hey cunhadinho. – Joguei meus braços no seu pescoço. – Não está se divertindo? Eu estou.
– Você me deixou sozinho e num estado crítico. – Ele suspirou. – E está muito bêbada, vamos, vou lhe levar para casa.
– Não. – Falei, irritada. – Eu vim para me divertir e é o que vou fazer.
Ele deu de ombros e saiu puxando-me. Eu estava muito bêbada e fraca demais para protestar. Quando já estávamos saindo da pista de dança improvisada, eu percebi que ele iria mesmo levar-me embora e comecei a bater em seu braço.
– Damon. – Choraminguei. – Eu não quero ir para casa.
Ele apenas revirou os olhos e então me irritei, puxei meu braço bruscamente e senti-me tonta, se ele não tivesse segurado minha cintura eu teria levado uma bela queda.
– Você não tem que protestar. – Ele falou, ainda me segurando pela a cintura. – Não consegue nem ficar em pé.
– Me deixa em paz. – Falei e soltei-me dele.
Virei-me e fui andando em direção ao bar, quase caí umas duas vezes nesse pequeno trajeto, estava trocando as pernas. Sentei-me e beberiquei um pouco da bebida. Não iria deixar Damon estragar essa noite, mas tinha que admitir, eu já havia passado um pouco da conta.
Olhei para o lado e vi Damon olhando-me, ele pegou minha garrafa e virou, bebeu e depois me olhou. Ele também não parecia muito sóbrio, estava meio bêbado, porém estava bem melhor que eu.
– Depois fala que seu irmão que é careta. – Debochei.
– Vou te mostrar quem é careta aqui. – Ele falou com um sorriso malicioso e arrastou-me para a pista de dança.
Começamos á dançar, eu dançava sensualmente e provocando-o.Ele então sorriu e virou-me de costas para ele, grudou nas minhas costas e seu membro parecia começar a dar sinal de vida. Ele começou á mordiscar o nódulo da minha orelha, uma de suas mãos apertava minha cintura e senti uma tapa desferida em minha bunda.
– Gostosa. – Ele rosnou em meu ouvido.
Senti uma pontada de excitação, maldito. Rocei minha bunda em seu membro e levei minha mão ao mesmo e fiz uma leve carícia por cima da calça, ele gemeu de satisfação. Tirei a mão rapidamente dali. Para nossa sorte a maioria das pessoas estavam bêbadas ou distraídas demais para perceber qualquer coisa ali em volta.
Damon virou-me para ele e roçou seus lábios nos meus, não fiz nada para impedi-lo, não impediria mais, eu o queria e muito, não poderia mais esconder o que eu sentia ou se não acabaria ficando louca. Puxei-o pela a mão e segui para um canto escuro, onde não havia ninguém. Assim que chegamos eu prensei-o na parede e beijei-o. Coloquei uma mão em sua nuca e outra debaixo de blusa, ele inverteu as posições sem quebrar o beijo e me prensou na parede.
Uma de suas mãos passeava por debaixo da minha blusa, a outra envolvia meu rosto de leve, aquele beijo continha desejo... Paixão?! Continuamos a nos beijar e deixamos que nossas intimidades clamando por atenção se tocassem. Senti Damon apertar meu seio por debaixo do sutiã. Eu não conseguia pensar direito pelo o efeito da bebida e pelo o efeito Damon, seus toques e carícias não me deixavam pensar direito e eu nem queria pensar. Sabia que se parasse para raciocinar, iria ver o quanto é errado e poderia até desistir, sei que é errado mas eu o quero, pelo menos esta noite.
Apenas esta noite eu quero sentir-me livre, quero ficar nos braços dele e deixar ele me possuir, deixar ele me amar. Quero parar de ser essa Elena certinha e pensar um pouco mais em mim e nos meus sentimentos invés de pensar nos dos outros, eu sei que é muito egoísta da minha parte, mas eu preciso saber como é. Preciso sentir a sensação de fazer algo errado e também preciso senti-lo, preciso sentir Damon Salvatore e que ele precisa de mim o quanto eu preciso dele.
Apenas esta noite quero deixar o lado certinho de lado e quebrar as regras, fazer algo proibido. Quero sentir-me livre, livre nos braços do homem que eu tanto quero.
– Damon. – Quebrei o beijo e olhei dentro de seus olhos. – Vamos sair daqui.
– Para a minha casa, não tem ninguém. – Ele sorriu, não era um sorriso malicioso e eu pude ver a liberdade em seu sorriso, a minha liberdade.
Então ele pegou minha mão e seguimos quase correndo para o seu carro. Eu iria deixar tudo para trás e esquecer tudo e todos, seria apenas eu e ele, Damon e Elena, apenas esta noite.
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