Notas iniciais
Reavisando: Isso é uma repostagem.
Bom... Dói muito saber que na minha antiga conta, essa one-shot tinha 12 reviews. Chateada com isso, viu?
One-shot escrita em 02.03.2012, sem nenhuma revisão. Espero que relevem o português amador. Se bem que... Nada mudou.
E por fim, IchiRuki é vida. YEAH! Aproveitem! Boa leitura.

How do I live without the ones I love?

(Como eu posso viver sem aqueles que eu amo?)

Time still turns the pages of the book it's burned. Place and time always on my mind.

(O tempo ainda vira as páginas do livro queimado, local e tempo sempre na minha mente.)

I have so much to say but you're so far away.

(Eu tenho tanto a dizer, mas você está tão longe.)


Avenged Sevenfold — So Far Away

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With You

Kuchiki Rukia & Kurosaki Ichigo

Era tudo tão complicado. Porque ela insistia em habitar sua mente, roubando-lhe toda sua atenção. Era como se existisse apenas ela no meio de uma multidão de pessoas. E somente aqueles olhos púrpuros curiosos, emanando toda personalidade forte e obstinada que ela possuía fossem necessários para que o seu dia ficasse mais bonito.

– Ichigo? – Berrou Rukia, ruborizada. – Baka! Porque você está olhando para mim?

– Rukia! – Vociferou Ichigo, em uma expressão de puro pânico — Atrás de você!

A Shinigami rapidamente virou-se, deparando-se com um Menos Grande prestes a disparar um Cero. Impulsivamente, o Kurosaki apareceu na sua frente, na tentativa de defendê-la.

– Rukia? Você está bem? – Olhou para trás, quando uma surpresa...

Ela não estava lá.

Mae, Sode no Shirayuki! – Só pode ver a enorme fita branca de relance, ela já se preparava para golpear.

Some no Mae: Tsukishiro!

Mal pode contemplar o fim do Menos, Rukia estava parada na sua frente com aquela expressão de pura raiva que só ela sabia fazer.

– Idiota! O que pensa que está fazendo? Eu sei me defender!

– Eu... Ah... – Tentou balbuciar algo diante daquela cena. Percebera o quanto realmente ela estava mudada. E o quanto ficara forte após 17 meses. O título de Tenente do 13º Bantai não estava preso em seu braço esquerdo sem algum motivo.

– Ichigo, é impressão minha ou você está cada vez mais tapado? Toda hora você fica aí, com essa cara de babaca olhando para mim, qual é o seu problema?

Rukia não queria confessar – tais olhos acastanhados ao encontro dos seus traziam um misto de emoções... Lembrou-se de quando se despediu dele.

– Eu não sei...


Dolorosa. Era a única palavra que caracterizava o mar de emoções que se apossara do peito da jovem Shinigami. Fitava os olhos acastanhados em uma expressão de completa tristeza. Martirizava-se por não conseguir expressar tudo aquilo que estava em seu coração. Orihime, Sado e Ishida, após algum tempo seguiram para suas casas. E só restava Ichigo, ainda contemplando o céu extremamente azul.

Ichigo já não conseguia mais vê-la. E muito menos sentir sua presença.

Impulsivamente, Rukia levou a mão ao rosto do Kurosaki, fazendo uma leve carícia. Capiturou-lhe os lábios em um beijo rápido, e rapidamente dirigiu-se ao Senkaimon já a sua espera.

A última coisa que pode ver foi Ichigo levar a mão aos lábios, esboçando um leve sorriso.

Entrou sorrateiramente pela janela entreaberta. Contemplou a figura masculina adormecida. A Lua iluminava seu rosto, transparecendo a expressão serena do belo rosto do ex-Shinigami. Fazia tanto tempo desde a última vez o que o viu. Embora ele ainda não pudesse vê-la.

Ele remexeu-se, mudando de posição. Murmurou alguma coisa inteligível, voltando a dormir profundamente. Tal gesto arrancou uma gargalhada irônica de seus lábios.

– Idiota!

Andou pelo quarto, observando o recinto onde passara a sua estadia na casa de Ichigo. O armário intacto que servia de esconderijo.

Pode notar um pequeno bilhete sobre a escrivaninha.

E um misto de lágrimas teimosas e uma alegria infinita invadiram seu coração.

"Nossos laços resistirão ao tempo, Kuchiki Rukia."

– Ichigo! ICHIGO! – Vociferou atônita, vendo o Shinigami caído ao chão. Usando um shunpo, aproximou-se – Você está bem?

– Idiota! – Apoiando umas das mãos ao relento, tentando se levantar. Apanhou sua Tensa Zangetsu que havia caído ao seu lado, apontando-a para o inimigo. – É claro que estou bem.

Depois de 17 meses. Ele não havia mudado internamente. Continuava o mesmo bobo apelão de sempre.

E com certeza, aquilo a deixava feliz, fazendo um sorriso formar em seus lábios.

– Ichigo...

Rukia estava inquieta. Sentada na cama de Ichigo, olhava para o vazio como se quisesse decifrar algo ali. Sua mente viajou, ao ponto de trazer o Kurosaki até seu pensamento. Lembrou-se de quando o reencontrou pela última vez, totalmente afundado em angustia. E viu aquele sorriso brotar novamente de seus lábios quando a avistou.

E a partir daquele dia, sua relação com Ichigo chegaria a um novo patamar.

Mal percebeu quando, abruptamente, o Kurosaki entrou no quarto. Dirigiu seu olhara ele, perdendo o ar em questão de segundos.
Havia saído do banho, e trajava apenas uma toalha envolta de sua cintura. Sentiu o rosto arder, corando repentinamente.

BAKA! O QUE PENSA ESTAR FAZENDO? – Tentou esconder o rosto com as mãos, meneava a cabeça negativamente, afastando os inúmeros pensamentos que invadiram sua mente. Deixou um vão entre os dedos, observando a expressão risonha da figura masculina a sua frente. – Saia daqui agora!

– Idiota! – Murmurou indiferente. – Você está no meu quarto! Saia você daqui!

Sem dizer mais nada, levantou-se bruscamente da cama, indo velozmente em direção à porta. Esbarrou no torso musculoso, fazendo a desequilibrar. Impulsivamente, Ichigo tentou segurá-la em vão, fazendo ambos caírem no chão. O corpo minúsculo sobre o seu, os lábios chegam a uma proximidade perigosa, as respirações misturadas fazendo o coração de ambos perderem o ritmo.

E bastou aproximarem-se um pouco mais.

Observava a Shinigami encolhida no sofá. Durante aquela tarde fatídica, Rukia não lhe dirigiu o olhar. E ele sabia muito bem o porquê. O mimoso vestido malmente cobria-lhe as pernas delgadas, e assim, não pode deixar de repará-las. Observou a mão inquieta tocando a barra do vestido rosado, entrelaçando-o entre os dedos. Estava visivelmente nervosa.

– Oe, Rukia? Qual é o problema? – Ela nem fizera questão de olhar para ele.

Problema? Que problema? Deveria ter algum problema? Idiota, não tem nenhum problema! – Berrava desconcertada, mal percebendo que Ichigo havia se aproximado, levando as mãos fortes para o seu rosto.

Sentiu as bochechas esquentarem, atingindo um tom inusitado de vermelho. O calor, o olhar que Ichigo emanava chegava a ser torturante. Seu corpo amoleceu, quando o Kurosaki levou uma das mãos para a cintura fina, puxando o corpo para seu colo.

– Sabe qual é o meu problema, sua tampinha?

Rukia perdeu o ar diante daquela situação.

Como se não bastasse o que passou algumas horas atrás.

Suspirou pesadamente, pronta para atingir a face de Ichigo, sendo interrompida pela mão que antes estava no seu rosto, e que agora segurava possessivamente o seu pulso.

– Meu problema é você, sua idiota. Eu te amo.

Notas finais
Ah, sim! É isso aí! Bom, So Far Away seria uma música que se encaixaria bem nesses 17 meses que eles ficaram sem se vê. Se bem que... Deixa. :(
Enfim, espero que agrade vocês. Qualquer coisa, seja dúvida, crítica, sugestão, enfim... Deixe um review.
Kiss.
Você chegou ao fim do livro. Parabéns!