With Love, Bellatrix.
5 The Scream
Notas iniciais
Bellatrix POV
Mais uma noite fria se aproximava, Hogwarts com uma nova coloração branca e fria, sem corujas no céu, sem o brilho natural do lago. Algumas pessoas transitavam durante o dia no jardim e nos campos aos arredores, Capas, cachecóis e gorros. O frio congelava os dedos de quem não os protegera, rachava os lábios e ressecava a pele.
Bellatrix, havia tomado sua poção diária a umas duas horas, estava debruçada na janela de seu quarto, algumas meninas já deitadas e outras estudando. A brisa gélida tcava sua face com delicadeza como uma pluma fria e leve. Seus olhos brilhavam ao reflexo da lua, suas mãos envoltas de grossas luvas de lã verde. O céu estava negro. Via-se apenas a lua no seu total esplendor iluminando a terra e os olhos de quem a admirava. A poção que havia roubado em uma loja de Hogsmeade apenas servira para cegar por algumas horas. Não lhe era de muita utilidade, mas mesmo assim as guardou com cuidado embaixo de sua cama. A semana se arrastara, a cada hora mais frio, a cada hora mais próxima de sua vingança, a cada hora mais perto de derramar sangue.
Os dias seguintes não mudaram, o mesmo frio, as mesmas aulas insuportáveis, os mesmos professores idiotas, e a mesma matéria que já havia aprendido anos atrás. Todos os dias James fazia questão de lhe acenar quando a via no corredor. Não se falaram desde o beijo na casa dos gritos. Bellatrix Até sentia um pouco falta dele, mas não demonstrara, não tinha o porque. Seu foco era outro, e apesar de estar no corpo de uma adolescente, não era uma a tempos.
Os encontros com Malfoy foram aumentando gradualmente com as semanas, as emboscadas sendo armadas, e tudo feito no sigilo da noite na floresta proibida.
–Pronto.
Disse Bellatrix levantando o capuz e mostrando seu rosto branco e seus cachos negros caindo pelo ombro e com um sorriso amarelo no rosto. Lucius retribuíra o sorriso, e apertava-lhe a mão enquanto as palavras deslizavam por seus lábios rosados e secos.
–Esse é apenas o começo. Apenas o começo...
Harry Potter POV
Hogwarts estava calma. Alegre como sempre, a anos que Harry não via a escola tão calma. Esta calmaria que já durara 19 anos. Agora direcionar alunos para os lugares certos e ensinar-lhes como era um tarefa prazerosa mas difícil.
–Pai?
Harry estava sentando de frente a sua escrivaninha, uma pena branca e longa em mãos, algumas anotações no caderno e alguma a serem escritas. Se virou por um instante e achava-se a sua frente, um menino, alto, parecido com ele, olhos claros e penetrantes, cabelos negros e mãos tremulas.
– Oi James.
–Pai queria te perguntar uma coisa. Posso?
–Na verdade já perguntou filho – Ambos sorriram e James sentia seu rosto corar. –Pode falar garotão.
–Quando você soube que gostava de minha mãe?
–A filho desde quando a vi pela primeira vez na estação de King’s Cross.
“A família que avistara era grande e ruiva, um senhora de cabelos ruivos fogo, direcionava os filhos, um mais sério. “é o mais velho” pensou. Dois gêmeos com os rostos sapecas e levemente recheados de sardas, um menino alto, magro e desengonçado e logo atrás da senhora uma menininha de cabelos curtos e ruivos sorria com o rosto corado, vermelho como um tomate, tentava não olhar em direção a Harry mas não conseguira...”
“Alguns anos depois essa mesma menina que havia corado ao manter um contato visual com Potter, se via de costas para o mesmo, pedindo auxilio para fechar o vestido. Ao se virar seus olhos se encontraram, nem uma sequer palavra foi necessária ser dita, apenas com a troca de olhares os dois se entenderam. Alguns segundos se passaram, o silêncio tomou conta da cozinha, seus olhos se fecharam e em seguida seus lábios se colidiram. O calor corporal que um passara para o outro, fazia com que Gina se arrepiasse e que as mãos de Harry ficassem tremulas, o beijo fora interrompido com o sorriso afastado de um dos gêmeos. Ambos sorriram e coraram juntos, novamente nenhuma palavra foi dita, mas novamente os dois se entenderam. E Assim já estava juntos à 19 anos...”
–Pai, acho que estou apaixonado...
Harry sorriu por um instante, sabia que um dia seu filho lhe faria um confissão como essa. Mas nunca tinha pensando em como responder. Harry se levantou, aproximou de seu filho, tocou o peito do mesmo, olhando em seus olhos, e disse:
–Apenas siga o seu coração.
James sorriu, mas o sorriso fora interrompido ao ouvirem um grito vindo da cozinha. Os dois saíram correndo, ao chegarem na cozinha Gina estava sentada, debruçada na mesa, suas mãos tremiam, suas pernas também. As palavras não saíram, Harry avistou um envelope negro endereçado em prata sobre a mesa, já estava aberto, Gina apontou para o mesmo, Harry o pegou, tirou o papel, e leu em voz alta.
“A câmara secreta jaz aberta. Pela 3° vez. Sangue Ruim está sendo derramado. A porta que antes a abria não abre mais. A entrada apenas uma pessoa sabe. A tortura apenas começou. Uma inocente, filha de uma Sangue Ruim jaz estirado no chão, implorando pela morte. Um preço será cobrado pela vida. O sangue do inimigo. E por não haver um endereço, poderia informar à Rainha Sangue Ruim Hermione Granger, que sua filha jamais voltará para casa? Obrigado. Com amor, Bellatrix Lestrange.”
–Não é possível! Bellatrix morreu tem dezenove anos!
Harry falou, com o rosto sério, irritado por mais uma brincadeirinha de mau gosto de alguns alunos da Sonserina. Um som estrondoso vem da sala, e vozes em seguida, Ron e Hermione aparataram, Hermione com o desespero no rosto, e uma carta em mãos, correu para lhe abraçar, e lagrimas rolaram elo seu rosto.
–Harry!
Harry apenas a abraçou.
–Harry a Rose, saiu hoje as 7 a.m. e ainda não voltou. E já são dez para as onze, ela nunca chega depois das 4 p.m.
Harry sentiu sua cicatriz queimar, apertou as pálpebras e sentia que a paz em Hogwarts acabara de acabar. Será que Voldemort havia voltado? Será que lutaram em vão? As questões corriam em sua mente, seu corpo se enfraquecera. Ao olhar para Gina, confirmou o pensamento de que sua sobrinha estava em perigo, seus olhos correram para Ron e Hermione e lhes entregou a carta.
Alguns segundos depois, um grito de horror reapareceu e para desespero maior, um grito bastante conhecido, um grito que havia sido esquecido á anos.
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