Notas iniciais
Bellatrix desceu do trem e ficou paralisada ao ver o castelo totalmente reconstruido. As luzes acesas, e os portões mais uma vez... Abertos. Deixem Reviews. Abraço...

Dezenove anos após a derrota de Voldemort a noite estava estrelada no pequeno vilarejo de Hogsmeade. Todos seguindo suas vidinhas inúteis e desprezíveis. Um pouco mais ao norte do vilarejo, uma mancha negra aparecia no céu e como tinta na agua se desfizera até tocar ao chão.
Seus olhos eram cinza e frios, seus cabelos loiros prateados. Não havia como confundir aqueles traços. Lucius Malfoy. Malfoy estava usando uma capa preta e botas de couro preto também. Seus olhos se movimentavam rapidamente, investigando o local. Procurando por algo. Ou talvez estivesse se escondendo de algo.
Em sua mão esquerda havia algo como um pacote, embrulhado em um pano negro com fitas verdes e com o brasão de Sonserina impresso no mesmo. Malfoy tirou sua varinha de sua capa, colocou o pacote no chão a sua frente. Olhou mais uma vez para os lados, constatou novamente que não havia ninguém por perto e continuou. Apontou sua varinha para o pacote negro e convocou:

–Accio Horcrux.

Alguns segundos depois de suas palavras serem conduzidas pela varinha até o pacote. Seus olhos se fixaram no mesmo. Até que alguns segundos depois o pacote lentamente se abriu, sua fitas foram caindo ao chão conforme o pacote ia pairando no ar, uma caixa de madeira envolta novamente do brasão de Sonserina apareceu, a caixa se abriu e se dividiu em quatro partes, e no centro apareceu um diamante, um diamante que reluzia uma luz branca, que ofuscava a visão de qualquer um que tentasse manter um contato visual maior que alguns segundos. Uma mancha negra foi tomando o interior da peça até que a caixa caiu ao chão deixando somente o diamante no ar, o diamante que agora estava negro como se uma sombra maligna estivesse se apossado de seu interior. Lucius o encarava e olhava ao redor para cuidar de que ninguém mais compartilhasse dessa visão.

Mais uma vez uma luz tomava conta do diamante que continuava pairando no ar, a luz logo foi tomado por uma sombra que dessa vez ao preencher a peça com uma negra e obscura, fez com que o diamante explodisse fazendo cair ao chão cinzas, as cinzas iam tocando ao chão coordenadamente como se estivessem sendo controladas por uma fora maior. Conforme ia se juntando uma acima as outras iam formando uma silhueta escura, uma mulher ia sendo denunciada aos poucos, o corpo estava formado, os cabelos cacheados caiam sobre os ombros, até que a silhueta negra vibrou e uma fresta de luz altamente nociva para os olhos saiu de suas fendas. Agora quando Lucius a admirava, seus traços já lhe eram familiares.

–Lucius. Eu sabia que viria. Eu sabia que atenderia ao meu pedido.

–Um pedido vindo de alguém tão intima do Lord, não pode ser negado. Não acha Bellatrix?

A morena fez que sim com a cabeça.

–Foram 19 longos anos. 19 Longos anos vivendo como um verme. Habitando somente com a ajuda dos outros. Mas agora estou de volta. Estou disposta a vingar meu Lord.

–Aqui está. Como havia pedido. Uma casa. Em uma localidade trouxa como descreveu na carta. E sua varinha.

Lucius tirou um envelope do bolso que dentro havia uma chave, um pergaminho com o endereço e a varinha.

–Agora eu vou. Seus serviços ainda me serão úteis Malfoy, então fique atento.

Em uma questão de segundos Lucius não tinha mais a presença de Bellatrix, a mesma havia acabado de aparatar, talvez para a casa no bairro trouxa, ou para outro lugar que não era de seu interesse naquele momento. Lucius colocou sua varinha no bolso interno de sua capa e mais uma vez correu os olhos pelo local, certificando-se de que não havia mais ninguém. Uma mancha negra apontou para o céu indicando sua partida.

Um mês e duas semanas depois.

–Trouxe tudo o que mandei?

Bellatrix olhou para o “entregador” investigando-o e analisando as caixas que o mesmo havia colocado no chão de sua sala de estar. Um lugar pequeno, mas bem civil. Era impecável sua atuação como trouxa, tirando o seu nojo de todos os “muggles” que para ela eram apenas abortos. Apenas sangue-ruins.

–Trouxe sim, madame Lestrange.

–Shiii! Já disse para que não me chame de Lestrange. Quero que eu continue como morta para todos. Se isso não acontecer, as consequências seriam terríveis. Principalmente para você seu imundo. Você sabe disso.

Os olhos do “entregador” caíram, com um olhar para o chão, acabara de ser humilhado, mas aquilo era seu dia-a-dia. Fazer entregas a bruxos estúpidos.
Algumas horas após abrir as entregas, se encontrava sozinha sentada em sua sala de estar. Arrumando suas malas. Arrumando suas malas para ir para Hogwarts, dar inicio a sua vingança.
Seus olhos brilhavam e um sorriso repentino aparecia em seu rosto quando pensava no seu plano. Quando pensava que o nome Bellatrix Lestrange seria temido uma vez mais. A hipótese de extinguir os sangue-ruins a deixava alegre, mas a hipótese de acabar com a alegria de Potter a deixava ainda mais alegre. Não só com Potter, mas sim com a Granger e o Weasley. O Trio que um dia acabara com a pessoa que mais venerou nessa vida.

Após tudo arrumado, Bellatrix tomou a primeira dose de sua poção polissuco. Havia utilizado para fazer sua poção fios de cabelo de uma vizinha trouxa. Uma garota branca de cabelos negros e olhos azuis. Seus olhos eram penetrantes, como um oceano a ser desvendado, Bellatrix não simpatizava muito em usar a aparência de uma trouxa. Mas não tinha outra opção.

Depois de aparatar, apareceu no banheiro da estação de trem de Londres, saiu do banheiro com as malas, com um pouco de dificuldade pelo peso, alguns minutos depois já estava acomodada e uniformizada em uma das cabines do trem. Sozinha olhando para a janela, até que uma voz, interrompeu seus pensamentos.

–Posso me sentar? Os outros vagões estão lotados. Só encontrei essa cabine vaga.

Bellatrix pensou por alguns instantes, seu instinto diria não, porém as feições daquele menino eram semelhantes. Tinha a impressão de que o conhecia. Mas não tinha a certeza. A morena soltou um sorriso, olhou diretamente para o garoto apoiado na lateral da porta e disse:

–Claro que sim. Não vejo problemas em dividir a cabine.

Ambos sorriram. Bellatrix forçou o sorriso e a mente um pouco mais para assimilar as feições do garoto á algum lugar ou época.

–Sou James Potter. Sirius Potter.

O menino soltou um sorriso, seus olhos eram de um verde-escuro quase castanho, seus cabelos negros, algumas sardas apontavam em seu rosto. O sorriso era bem familiar e seu sobrenome não muito amigável.

–Prazer James... Sou... Sou Jessica Bloomsburry. Mas você pode me chamar de Jessie.

Deram uma pausa entre a conversa mas a curiosidade de Bellatrix estava a deixando quase sem ar, estava começando a ficar eufórica e a sensação de estar ao lado de um legitimo Potter a excitava, a ideia de ter um Potter em suas mãos tão rapidamente a instigava cada vez mais a perguntar.

–Você não é filho de Harry Potter, é? O que sobreviveu?

Ambos sorriram novamente, Bellatrix sentia sua garganta seca, apanhou seu copo com agua e satisfez sua vontade.

–Sim sou. Sou filho “do que sobreviveu”.

–Bom saber.

–Bom saber? Não entendi.

Disse o menino com um olhar confuso a encarando.

–Não..! Quero dizer, q-que bom te conhecer.

–Ah, sim verdade. Também gostei de te conhecer Jessie.

A viagem até Hogwarts foi tranquila, o trem parou algumas vezes no caminho. Para apanhar alguns bruxos nômades. A noticia de que um Potter estava a seu lado na viagem a entusiasmou, seus pensamentos voavam em “ que rápido...”, “mundo pequeno esse...” , “Como sou sortuda...”.
Chegaram a Hogwarts por volta das 18:40, o céu já estava escuro. Bellatrix desceu do trem e ficou paralisada ao ver o castelo totalmente reconstruido. As luzes acesas, e os portões mais uma vez... Abertos.

Notas finais
Gostaram do primeiro capitulo? Deixem Reviews... Abraço..