Notas iniciais
Estou de volta com WAN. Por favor, tenham paciência. Em breve eles viajaram (antes do 120 XD).

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Gostou do som que essas duas palavras faziam. Tanto que as pronunciou mentalmente apreciando cada letra: M-E-S-T-R-E F-A-L-L. Sorriu, mas logo voltou ao normal. Tinha, antes de qualquer coisa, explicar a situação para a menina que continuava a olhá-lo. Começou: — É o seguinte: vou sair em uma jornada com minha mestra e os amigos dela e, pelo visto, terei que levar você, por isso, deve ser uma boa menina e fazer tudo o que eu disser. Quanto à minha mestra... não abuse porque do contrário eu terei que...

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Não precisou terminar a frase. Sabia que era obrigação dos servos cuidarem e defenderem seus mestres, apesar de não ter um. Para se ter um mestre era preciso fazer um pacto com um humano que terminava quando este morresse ou desfizesse o acordo. Porém quando uma dessas hipóteses ocorre o vampiro que o servia tem vinte e quatro horas para procurar um caixão aonde irá “hibernar” até que seja despertado novamente. Os vampiros que não fazem esse pacto não precisavam “hibernar” ou dormir em caixões.

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Claro que o pacto com humanos não traz apenas desvantagens. Apesar de dever obediência a seu mestre, dependendo do humano que o desperta, o vampiro pode participar mais ativamente de guerras e outros momentos históricos, desfrutar do bom e do melhor, ter um “estoque” de sangue a seu dispor e, o mais importante, uma maior chance de ficar mais forte e desenvolver poderes novo. Além disso, é bem comum desenvolver imunidade contra algumas fraquezas decorrentes da espécie.

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- Então o mestre vai me deixar acompanhá-lo?

- Vou, mas se atrapalhar eu te tranco em um caixão. Aliás, o que você sabe fazer?

- Meu irmão e eu somos... quero dizer, éramos caçadores de recompensa, mas quando descobri o seu paradeiro vim procurá-lo. Meu irmão, Edwin, ficou com um grupo de lobisomens, já que se tornou um no mesmo dia em que o mestre me transformou em vampira.

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Achou aquilo bem interessante. Não pensou que a menina conseguisse sobreviver e muito menos ter poder e habilidades necessários para ser um caçador de recompensas. Primeiro, era preciso fazer um teste onde era sorteado um procurado para capturar. Caso conseguisse, com base no tempo da entrega, nos métodos usados e na saúde do procurado – vivo, morto, sem algum membro... – o caçador — ou Dark Hunters como são chamados — recebe uma classificação de uma a dezenove black stars.

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Os Dark Hunters podem aumentar sua classificação capturando procurados mais perigosos, ou seja, com recompensas maiores. Há ainda duas classificações especiais: os sem estrelas, que são os que trabalham para a organização que paga as recompensas, e os Classe S que são os que possuem vinte ou mais estrelas. Não é raro que procurados com altas recompensas se tornem Dark Hunters o que apenas dificulta sua captura, mas aumenta o prestígio de quem o faz.

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- Qual a sua classificação? – perguntou Levi.

- Sete estrelas, mas faz um bom tempo que não mudo minha classificação. Isso me frustra. Ah! Aliás, a recompensa do mestre é considerável. O que fez para merecê-la?

- É. Já apareceram alguns D. Hunters atrás de mim, mas nenhum que valesse a pena deixar vivo – dá de ombros — e eu não fiz nada de mais. Digamos que eu tenho a capacidade de aparecer no lugar e na hora errados.