Wishes And Nightmares

16 Chapter 109 to 114


Notas iniciais
Hipnos é o deus grego do sono.

C h a p t e r 109

Quando percebeu que sua mestra havia chegado, Levi deitou-se na cama dela e fechou os olhos para tentar disfarçar a mistura de impaciência e preocupação que sentia. Lamentava–se por ainda não ter perdido esses sentimentos que só lhe atrapalhavam. Não demorou muito para Yuuko abrir a porta dizendo: — Partiremos hoje à meia noite e Fall-san...? – vira-se para ele.

- Pode chamar-me só de Levi se assim desejar, mestra.

- Pois bem, Levi, espero que continue cozinhando para mim – sorriu.

C h a p t e r 110

A mãe de Yuuko dormia pontualmente às 11h30min que era quando a menina também devia dormir, mas geralmente Hipnos só lhe vinha perturbar à 1h da manhã. Pro isso, quando sua mãe abriu a porta a menina fingiu colocar o pijama e apagar as luzes o que deixou Noriko satisfeita. Deu um beijo de boa noite na testa da filha e foi dormir. No mesmo instante o quarto to foi tomado por um silêncio carregado de expectativas que só foi quebrado, minutos depois, por Edgar que começou a piar de 5 em 5 minutos.

C h a p t e r 111

Quando a coruja deu finalmente o pio da meia noite eles partiram. Levi levava seu caixão retrátil nas costas como se fosse uma mochila, com algumas coisas dentro; Yuuko levava uma pequena mochila com algumas roupas, alguns objetos pessoais e eletrônicos; Eveline carregava apenas sua sombrinha e os outros não levavam nada. Depois de andarem por uns 20 minutos, Levi percebeu que nesse ritmo não chegariam tão cedo e, por isso, tratou de pegar sua mestra, jogá-la sobre seu ombro e acelerar o passo.

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A menina protestaria caso não compartilhasse da mesma opinião do vampiro e, provavelmente, dos outros também. Pela primeira vez se deu conta de sua inutilidade e, no entanto, todos estavam ali, acompanhando-a naquela viagem sem rumo. Ficou feliz ao pensar nisso, mas mesmo assim desejou com toda a sua força que não fosse completamente humana e que, futuramente, pudesse ser mais do que refresco para vampiro. Mas odiou-se ao pensar que um estranho sabia mais sobre seu pai do que ela própria.

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- Para onde estamos indo? – perguntou Yuuko.

Levi deixou que um sorriso brincasse em seu rosto antes de responder: _ Não devia confiar tão cegamente em estranhos, mestra. Mas respondendo à sua pergunta estamos indo a um cemitério aqui perto. O portal para o nosso mundo só pode ser aberto na intersecção entre dois mundos e o lugar mais fácil... Geralmente, quanto mais antigo for o cemitério maior é o portal. Mas não é só isso que quer me perguntar, não é? – sorriu

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Eveline escutava tudo quieta. Queria participar da conversa, mas estava com receio de ser reprimida por seu mestre. Porém teve de admitir que não era tão ruim ficar apenas escutando a Voz de Levi. Há muito tempo procurara por seu salvador e agora que o havia encontrado queria lhe ser útil no que fosse possível. Sempre imaginou encontrá-lo sozinho e desamparado; esperando por ela. Por isso, não ficou muito contente quando ele falou que tinha uma mestra, mas aprenderia a lidar com isso.