Wish List
19 Capítulo 19: Wish Nine
Notas iniciais
Consegui um tempo pra revisar!
Bom, dedico esse capitulo pra LaddySophie que joga Legend comigo, como presente de aniversario *-*
Espero que goste sua linda!
Enfim, boa leitura x)
Capitulo 19: Wish Nine
Prefiro nem comentar que enquanto andávamos pelo parque a procura da saída, nenhuma palavra foi dita.
Sentia-me a pior pessoa da face da Terra, deveria ter ficado quieto quanto ao beijo... não me desculpado...
Mesmo que tenha sido por um impulso estranho e sem sentido...
Sempre desejei provar aqueles lábios.
Realmente... imprestável é um termo que me define...
Não, nem isso!
Sou pior que isso!
ARG COMO POSSO SER TÃO IDIOTA?!
Com esses pensamentos borbulhando em mente, acabei bagunçando meus cabelos e rosnando, o que de fato chamou atenção de Erza.
-“Você esta bem?”
-“Estou”
Deu de ombros e continuou a andar.
-“Realmente... sou pior que idiota.”
-“Sem duvidas.”-Sussurrou de volta abrindo um pequeno sorriso.
Apenas a observei, fingindo estar irritado.
Como resposta ela sorriu ainda mais.
-“Então, deveria ganhar uma coroa dos Reis dos Idiotas?”-Comentei com um sorriso.
Seria uma boa oportunidade de quebrar o clima tenso.
Afinal depois de quarenta minutos procurando pela saída... rir um pouco faria bem.
-“Concordo que seja pior que um idiota... mas tem vezes que Natsu e Gray o superam em lesades.”
-“Esta querendo dizer que eles são melhores que eu em idiotes?”
-“Pensando bem... não, você consegue ser pior... mas não supera a lesalidade leseoenica deles.”
-“Então quer dizer que a capacidade de serem lesados é maior que a minha?”
-“Sem duvidas... basta observar Gray e Juvia... Natsu e sua compulsão por comer fogo...”
-“Erza e sua mania com bolo de morango.”-Comentei na intenção de provocá-la.
-“Jellal e sua mania de sair por ai beijando todas e culpar a pobre e inocente comida que devorou!”
Ai esta a reação!
-“Ora, então é assim?”
-“Sim, tenho de desenhar pra você entender?”
-“Por favor.”
No mesmo instante, Erza fez aparecer uma grande lança atrás de si, a segurou, fingiu que lançaria em minha direção, abaixei por reflexo.
Por sorte estávamos passando próximo ao muro e a lança fincou ali.
-“Vou desenhar pra você entender, é bom que preste atenção.”
Assenti não sei bem o por que, mesmo sabendo que era apenas brincadeira.
Ou não...
-“Tudo começou com... Teoria das cordas!”
E então começou a passar a ponta da lamina pelo muro, marcando-o enquanto tentava me explicar o que seria aquilo.
O que de fato nada fazia sentido... o que a complexa Teoria das Cordas teria a ver com o que acontecera minutos atrás?
No fim serviu para dar um enorme nó em minha cabeça, preferi intervir.
-“Erza... não precisa exagerar, estamos perto da saída... melhor irmos não acha?”
-“Ora, mas agora que estava ficando interessante...”
-“Erza...”-Comentei fechando a cara fingindo ficar sério.
Porem aquela carinha de filhote pidão, fazia qualquer um rir.
-“Por favor Erza, vamos sair deste parque, esta de noite já...”
-“Tudo bem, mas só por que foi educado.”-Respondeu fazendo a lança desaparecer mostrando a língua.
Apenas sorri com seu ato, quem imaginaria Titânia agindo de forma infantil?
Nossa sorte é que estávamos num corredor com pouca iluminação e sem movimento, afinal aquela área já estava fechada, mesmo assim a saída estava aberta.
Esperei Erza passar a minha frente, e a acompanhei em direção a saída.
Saímos do parque acenando apenas com a cabeça, despedindo dos guardas, que em resposta sorriam.
Erza agarrou meu braço e guiou-me pelas ruas, olhando para o céu, quase tropeçando em pequenos pedregulhos vez ou outra, cada vez mais aumentando o sorriso.
-“Ficou feliz em provar o quanto sou idiota?”
-“Sim, mas não apenas isso... olhe este céu Jellal...”
Obedecendo seu pedido, elevei meus olhos ao céu.
De fato estava lindo, sem nuvens, repleto de estrelas e a Lua parecia brilhar ainda mais, não apenas pelo fato de estar cheia.
Agarrou meu braço com força, começou a guiar-me pela rua novamente, desta vez até alcançarmos uma área com poucas pessoas na rua, andamos até uma grande ponte, apoiamos no corrimão, observando o reflexo da Lua na água do rio que passava embaixo.
Uma brisa leve começou a soprar, fazendo as pétalas de arvores próximas voarem e caírem aos poucos na água, deixando ainda mais bela a visão.
Admito que minha mente voou longe, imaginando como seria nossos dias se tudo tivesse sido diferente...
Estaríamos casados? Com filhos? Estaríamos vivos? Seriamos felizes?
Observamos por algum tempo, até que nossos estômagos resolveram rugir unânimes, olhamos um para o outro e gargalhamos.
-“Esta um tanto tarde... mas que tal comermos alguma coisa?Tem um ótimo restaurante que fica aberto 24h, não é longe daqui.”
-“E se ao invés de irmos a outro restaurante... simplesmente não comemos algo em casa?”
-“Esta convidando uma garota a sua casa? Que tipo de coisas pervertidas tem em mente?”
Admito que varias coisas passaram em minha mente, coisas bem coisadas de cosias quentes, mas coisas que é melhor não descrever.
Sem duvidas fiquei completamente vermelho, ameacei falar algumas vezes, mas nada saia.
O que conseqüentemente fez Erza cair na gargalhada.
-“Desculpe, não resisti.”-Comentou Erza passando seus dedos nos olhos, limpando lagrimas.
-“Sem graça.”
-“Então, pelo menos tem comida em sua casa?”-Perguntou com um sorriso.
Literalmente um balde de água fria... não me lembro de ter verificado isso agora.
-“Er... bem... não lembro.”
Erza suspirou, fechando os olhos, sorrindo em seguida.
-“Então que tal comprarmos Pizza e Refrigerante?”
Assenti com a idéia, seria uma ótima, poderia passar mais tempo com ela... em casa... sozinhos...
-“Tem Lacrima?”
-“Sim...”
-“Ótimo, então vamos!”
Empolgada segurou meu pulso, puxando, ou melhor arrastando-me pelas ruas.
Cerca de dez minutos mais tarde, chegamos a uma pizzaria simples, mas o cheiro que emanava era perfeito.
Fizemos o pedido e Erza ficava observando o preparo, estava tão entretida que nem percebia suas expressões fofas e meigas, mesmo que as vezes mudasse para assassina.
Finalmente ficara pronta, o pizzaiolo desejou Bom Apettite.
Sorrimos em resposta, Erza exigiu que carregaria a pizza e no caminho, passamos numa padaria comprando um bolo de três quilos de chocolate, coco e morango, obviamente escolheu carregá-lo, sobrando para mim apenas os refrigerantes, portanto só restava começar nossa caminhada a ‘minha casa’.
Depois de cerca de uns dez minutos, aproximamos da área onde morava, no entanto Erza parou bruscamente.
-“O que foi?”-Perguntei, mesmo sabendo do motivo.
-“Você mora próximo de Lucy...”
-“S...Sim...”
-“A quanto tempo?”
-“Acho que desde hoje de manhã... por que?”
-“Posso vir te visitar?”-Perguntou de forma inocente, ficando corada em seguida.-“I-Is-Isso é... se sua no-noiva não se importar claro...”
A fofura que ela emanava era tanta, mas tanta, que tive de me contorcer para não jogar os refrigerantes longe e apertar aquelas bochechas.
-“Pode sim, seria um prazer recebê-la.”
Voltamos a andar, em poucos minutos alcançamos o local, Senhor Murdukas estava na entrada, braços cruzados e um olhar nada agradável.
-“Boa noite Senhor Murdukas.”-Comentei sorrindo.
Por sua vez, encarou-me de cima abaixo, em seguida fez o mesmo com Erza.
-“Boa noite Jellal e...”-Começou, num movimento rápido parou em frente a Erza, curvando-se a sua frente.-“Boa noite Senhorta Erza Scarlet”
-“Hum... Boa noite.”-Respondeu Erza apenas assentindo em seguida.
-“Vamos Erza.”
Meu intuito era fazer Erza entrar logo, antes que algo estranho ocorresse.
-“Sim, com licença senhor.”-Disse Erza desviando-se dele, passando minha frente, entrando no local.
-“Jellal!Venha aqui um instante!”-Chamou Murdukas antes que entrasse.
Erza parou, encarando-me curiosa.
-“Não se preocupe, será rápido, apartamento 204, te encontro la ok?”
Erza apenas assentiu e voltou a andar.
Virei e andei em direção a Murdukas, o mesmo havia entrado, estava atrás do balcão, em poucos segundos colocou a uma caixa um tanto grande sobre ele.
-“Isso chegou agora a noite, uma Bela Mulher de Cabelos Negros, acompanhada de uma Garota Gostosa de Cabelos Rosas pediram para lhe entregar isso.”
Aproximei-me da caixa, observando, havia um bilhete sobre ela.
O peguei, um tanto receoso... afinal coisas de Ultear e Meredy não eram boas.
“SEU FRACASSADO IDIOTA! COMO PODE FAZER UMA COISAS DESSAS? FOI TRABALHOSO DEMAIS CRIAR AQUELA POÇÃO TEMPORARIA... A BEIJOU E PEDIU DESCULPAS! COMO PODE SER TÃO INCOMPETENTE COMO HOMEM?!
Como sou uma mulher piedosa e bondosa, dentro da caixa esta sua segunda chance, desta vez sem encantamentos ocultos, é puro... se com magia não foi, espero que puro vá.
Boa sorte Geleca e vê se vira homem logo!
Obs. Se falhar de novo, matamos você!
Ass. Ultear and Meredy”
-“Com amigos assim… quem precisa de inimigos…”-Comentei guardando o papel.
Murdukas gargalhou debochadamente, quando percebeu que iria subir, fez sinal para esperar.
Vasculhou o balcão, notei que pegara uma caixa estranha, de onde retirou uma pequena embalagem de cor escura quadrada, com algo circular em relevo no meio.
-“Tome, você vai precisar... creio que checam tudo o que você carrega certo? Isso não estava incluso na lista, boa sorte rapaz.”-Disse entregando-me aquela embalagem.
Ao entender o que era, sem duvidas fiquei completamente vermelho e nervoso.
-“M-ma-mas não tenho intenção disso...”
-“Você é um homem ou um frango?”
Iria responder um frango, pois era como me sentia nesse momento, mas antes que pudesse falar alguma coisa, impediu-me.
-“Não faça uma mulher esperar, ela pode mudar de idéia.”-Comentou pulando o balcão.
Tocou em meu ombro, forçando-me a ficar de costas, ficando de frente as escadas, deu um empurrão e gargalhava feliz.
-“Deixe de se culpar um pouco e seja feliz moleque.”
Olhei uma ultima vez para Murdukas, realmente não consigo compreendê-lo, sorri como resposta e comecei a subir as escadas.
Em poucos minutos alcancei meu andar, Erza estava entretida olhando os números que parou no exato instante que apareci no corredor.
-“Esse aqui?”-Perguntou fazendo sinal a porta a sua frente.
Apenas assenti sorrindo, com a caixa grande em mãos.
Coloquei a caixa e os refrigerantes no chão, procurando pela roupa onde poderia estar a chave, minutos depois encontrei, havia deixado-a presa no interior da carteira.
Abri a porta, Erza foi direto a cozinha depositando as coisas sobre a mesa, abriu os armários, encontrando rapidamente pratos, talheres e copos.
Literalmente parecia sentir-se em casa... diferente de mim.
Sorri de canto, peguei os refrigerantes e caixa, adentrei o local, deixei os itens sobre a mesa.
Erza andava de um lado ao outro, liberando espaço em frente a Lacrima, usou sua magia, fazendo aparecer uma lacrima menor de vídeos.
Eram bem populares, bastava colocá-la sobre a Lacrima principal e escolher o vídeo a ser exibido.
Guardei o bolo na geladeira, abri a caixa e notei que era dois vinhos BEM antigos, os coloquei no congelador, afinal estavam bem quentes e tinha a intenção de bebê-los... preparei os copos, coloquei um pedaço de pizza para cada, andei até Erza, entregando-lhe um prato e copo, em seguida peguei os meus e sentei-me ao seu lado no chão, encostados no sofá, obviamente colocando o resto da pizza ao meu lado.
-“Então já tinha os filmes em mente?”-Perguntei com um sorriso.
-“Não exatamente... Lucy emprestou sua coleção... tem filmes de tudo, tenho de devolver junto com Virgo.”
-“Então Virgo esta limpando suas coisas?”
-“Sim... ela estava deixando Lucy louca, então pediu para deixá-la limpar algo pra mim.”
Passamos as próximas horas conversando sobre assuntos aleatórios, em geral Erza contando as atrapalhadas de Gray e Natsu, ou deveria dizer Aventuras?
Dos casais não resolvidos, dos que se resolveram... de Happy causando confusões com sua mania de querer dar uma de Cupido.
Depois de uma longa gargalhada, notei que já estava tarde... bem tarde se for analisar... deveria ser quase três horas da manhã...
Acabamos com refrigerante e a pizza, recuperei de outra longa gargalhada de comentário por parte de Erza, a fitei ofegante.
-“Que tal antes de comermos o bolo, tomar um banho? Já esta tarde, seria ótimo para relaxar e dormir.”
-“Perfeito, se importa de ir primeiro?”-Perguntou levantando-se.
-“Não, pode ir.”
Erza abriu um sorriso doce, levantou-se cambaleando um pouco, trombando com os poucos moveis pelo caminho.
Admito que passou pela minha cabeça espiá-la... mas teria de resistir a mais uma tentação.
Porem existe uma coisa rara... chamada Respeito, é algo que tenho por Erza... mesmo que as vezes exagero...
Acabei ficando absortos em pensamentos de como seria minha vida se estivesse casado com Erza.
Mas era melhor organizar essa bagunça e preparar as coisas.
Peguei os itens que utilizamos e os lavava, com cuidado.
Sai de meus devaneios quando ouvi a porta do banheiro abrir, minutos depois Erza apareceu, vestida apenas com um shorts branco curto, ia até metade da coxa, uma baby look laranja, deixando amostra aquela barriguinha linda, secava seus cabelos quando sentou-se no sofá.
Era claro que estava sonolenta, parecia ter esquecido minha presença completamente.
Terminei de lavar a louça, aproximei-me dela com cautela.
-“Ei... Erza...”-Sussurrei.
-“Hum?”-Perguntou voltando-se a si.
Só então notei que estava concentrada na história de um filme aleatório.
-“Vou tomar banho agora, poderia devolver minhas roupas?”
-“Nossa, verdade, desculpe por esquecer disso...”-Comentou estendendo seu braço para o lado.
Usou sua magia e dali retirou a mala.
-“Esta ai dentro, desculpe pela demora pra devolver.”
-“Tudo bem... com licença.”
Peguei a mala, jogando-a na cama, a abri, guardei a roupa seca e totalmente limpa no armário, peguei apenas uma Box preta e uma bermuda escura, fui direto pro banho.
Demorei um pouco, pois literalmente tomei um banho frio, o sono tendia a querer me fazer cair... pois quer queira ou não, fora cansativo hoje.
Vesti-me e sai, deparei-me com a Lacrima desligada e Erza adormecida toda torta no sofá.
Por mais tentador que fosse pegá-la no colo e colocá-la na cama para dormir ali... queria aproveitar um pouco mais.
Andei até a cozinha, peguei dois pedaços de bolo, a garrafa de vinho e duas taças, em poucos minutos levei tudo para a varanda, afinal aquele céu estava lindo ainda.
Aproximei-me de Erza, toquei levemente seu belo cabelo vermelho, levando um punhado ao meu rosto, aquele cheiro... textura... cor... era estonteante.
Toquei levemente seu rosto, com carinho, gravando em minha mente cada detalhe angelical adormecido, embora não fosse realmente uma anja... creio que estaria mais para uma Arcanja Guerreira.
-“Erza...”-Sussurrei próximo a seu ouvido.
Notei que ficou totalmente arrepiada, abriu os olhos devagar, deparando-se comigo.
-“Jellal...”-Sussurrou de volta, esticando-se.
Provavelmente reparou que quase mostrou os seios com esse ato, ficando completamente vermelha a seguir, puxando a camiseta para baixo sentando-se assustada.
-“Me-Me des-desculpe!Acabei adormecendo e...”
-“Xiu, tudo bem, vamos comer o bolo na varanda?”-Interrompi depositando meu dedo indicador em seus belos lábios.
-“Ta... mas...”
-“Sem mas, vamos aproveitar o resto da noite Erza.”
Erza olhou-me de uma forma tão bonita, seus olhos brilhavam, um sorriso sincero em seu rosto, assentiu a meu pedido, levantando-se calmamente do sofá, dirigindo-se a varanda.
A segui, entrando na frente dela, sentando-me num canto, fiz sinal para que se senta ao meu lado.
A minha frente estava uma pequena toalha de cor escura, com os dois pedaços de bolo em um prato pequeno, as duas taças de vinho e o vinho no meio.
Titânia sentou-se com um sorriso ainda mais belo no rosto.
-“Realmente... o céu esta mesmo lindo...”-Comentou observando-o.
Peguei o prato e entreguei-lhe, tirando-a de possíveis devaneios ou queda no sono.
Ela sorriu de forma gentil, começando a comer, desta vez com calma.
Servi o vinho e comecei a fazer o mesmo.
Aquelas expressões felizes de Erza... era o que mais desejo proteger... ver... tocar... sentir... é como se queimasse em meu peito a mesma sensação.
-“Quer vinho?”-Perguntei mostrando-lhe a taça.
-“Pretende me embriagar para que exatamente Jellal?”
Admito que acabei soltando uma gargalhada fraca e baixa, afinal... tenho vizinhos.
E as coisas que poderia vir a acontecer... er.... bem...
Não pensem besteira ok?
Mas ela provavelmente iria me perseguir usando-me de cavalinho até adormecer.
-“Do jeito que estamos cansados, vamos dormir de qualquer jeito... só acho que não seria justo não dividir este vinho com você.”
-“O que tem de tão especial?”-Perguntou pegando a garrafa, com o canto de sua boca sujo de glacê.
Olhou rapidamente a garrafa e seus olhos arregalaram-se.
-“Je-Jellal! Este vinho tem quase 100 anos!É caríssimo! Não deveria ficar desperdiçando-o assim! Deveria usá-lo com sua noiva!”
-“É o que estou tentando fazer...”-Sussurrei extremamente baixo.
-“Desculpa, não entendi...”-Comentou Erza arqueando a sobrancelha.
De fato, uma parte de mim ficou aliviado por não ter me escutado, mas outra sentia-se em pedaços.
-“Ganhei duas garrafas... não vejo problema em usar uma com amigos, ou melhor, apenas com você Erza.”
-“Tem certeza de que não tem problema?”
-“Tenho... mas se mesmo assim não quiser beber... tudo bem...”
-“Então eu quero.”-Respondeu colocando a garrafa no lugar anterior, pegando a taça em seguida bebendo-a rapidamente.
Ficamos conversando sobre assuntos aleatórios, comendo os pedaços de bolo, que por sinal acabaram rápido, mas não queríamos levantar dali e pegar mais... estava gostoso a conversa.
Conversamos por mais algum tempo, até que o silencio caiu sobre nós, Erza estava um tanto vermelha, e soluçava um pouco, afinal havíamos bebido quase a garrafa inteira.
Apoiei meu corpo em minha mão direita, sem querer nos tocamos, iria recuar, mas agarrou minha mão, entrelaçando nossos dedos, observando-os com um olhar distante.
-“Muita coisa mudou não é Jellal?”
-“Sim...”
-“Lembro que nossas mãos eram do mesmo tamanho... hoje sem comparações...”-Comentou soltando uma pequena risada, deitando sua cabeça em meu ombro.
Não sei bem o porque, mas senti a vontade de acariciar seus cabelos, com cuidado, com a outra mão, obviamente que fiquei desajeitado.
-“Ei Jellal...”
-“Sim?”
-“Falta dois desejos ainda né?”
-“É...”
-“O tempo esta acabando... embora tem até meio-dia para desejá-los...”
-“Sim... eu sei”
-“Posso ficar com um deles?”
-“Como assim?”
-“Posso fazer um desejo em seu lugar?”-Perguntou levantando a cabeça, olhando-me nos olhos.
-“Sim, claro... não vejo por que não...”
-“Então... seu nono desejo será...”-Começou, segurando minha mão, aproximando-se ainda mais.-“Um beijo de verdade, por pura vontade sua, sem ser por impulso... ou por que desejei isso.”
Arregalei meus olhos assustados... não que não quisesse isso... mas caramba... não esperava isso dela, literalmente travei.
-“Não quero te forçar Jellal, se não quiser... tudo bem... continuara tendo os dois desejos a pedir... mas é que...”
-“Erza, você esta embriagada, não quero me aproveitar disso, te respeito demais...”-Disse colocando o dedo indicador em seus lábios.
Afastou-se um pouco, levantou-se, empurrou com o pé os itens para o lado, um pouco mais distante de nós, derrubando a garrafa que por sorte não derramou vinho.
Obrigou-me a esticar minhas pernas, sentando-se sobre meu colo, passou os braços ao redor do meu pescoço e uniu nossas testas.
-“Ninguém me força a nada... faço por que quero, realmente não gosta de mim Jellal?”
Sua respiração descompassada, sentia seu coração saltar, assim como o meu.
Não havia como negar, amava-a demais, e conter isso... doía muito em mim.
-“Erza.. não é isso... é só que...”
-“Olha nos meus olhos e diga que não me ama.”-Ordenou Erza forçando-me a encará-la segurando meu rosto, soltando-o em seguida.-‘Diga”
Ficamos nesse clima estranho por alguns minutos, sem desviar o olhar um do outro.
Poderia estar bêbada... mas creio que isso seja algo que continha em si a muito tempo... pois quer queira ou não, ela parecia realmente viva... sóbria... como se desejasse essa resposta a muito tempo.
Mas assim não a daria, desviei o olhar... eis meu erro.
Senti aqueles dedos precisos, firmes e fortes segurarem meu rosto com certa agressividade, quando a olhei, já era tarde, a pequena distancia que nos separava fora calada por um beijo.
Agressivo, possessivo, dominador, admito que de inicio fiquei receoso em retribuir, mas ao sentir que ela desejava desesperadamente ser correspondida...
Cedi a seu capricho, explorando sua boca completamente, assim como fazia com a minha, nossas línguas pareciam dançar, mesmo que um tanto sem jeito, o sabor do álcool com o doce era presente, o que tornava ainda mais delicioso.
Suas mãos desceram devagar de meu rosto, a minha nuca, onde puxou levemente meu cabelo, deixou uma mão em meu ombro, enquanto a outra segurou uma de minhas mãos, fazendo-me tocar sua cintura.
Com a outra mão livre, toquei em seus cabelos, puxando-a para o mais perto possível de mim naquela posição.
Infelizmente o ar nos traiu, como sempre... porem enquanto nos separávamos, Erza mordeu meu lábio inferior de uma forma... que assim que recuperei o fôlego, tornei a beijá-la com a mesma intensidade.
Trocamos vários beijos, sorriamos sinceros entre um beijo e outro, leves mordidas nos lábios, pequenas caricias, mas nada alem disso.
Alem de estar tarde, estávamos bem cansados.
Depois de um beijo um tanto mais longe, desta vez um calmo, Erza me abraçou, ficou entrelaçando seus dedos em meus cabelos... sentir o toque de sua pele, sua respiração... coração disparado... exatamente como eu estava, realmente estava tão feliz, adoraria que isso durasse para sempre.
Retribui o abraço, dando um leve beijo em seu pescoço, deixando-a toda arrepiada, comecei acariciando seus cabelos, devagar, um cafuné bem calmo e tranqüilo.
Aos poucos sua respiração foi acalmando-se, assim como seu movimento com a mão em meus cabelos foi parando... Erza adormecera em meus braços.
Sentia-me realmente feliz, ter a mulher amada adormecida em meus braços... era uma sensação única.
Com certa dificuldade, levantei com ela, que por sinal agarrou-se em mim como se fosse um filhote.
Desviei dos obstáculos com cuidado, entrei novamente do local, deitei-a na cama, mas a mesma não me soltava, portanto deitei ao seu lado, abraçando-a, só assim me soltara, abraçando meus braços ao redor de sua cintura.
Adormeci naquela posição, sentindo o cheiro de seus cabelos em meu rosto, suas costas em meu peito, sua cintura em meus braços... estava realmente feliz.
Continua...
Notas finais
Enfim galera, eis o tão, tão esperado beijo.
Por favor leitoras, por favor.
Preciso MESMO saber a opnião de vocês quanto a forma que descrevi o beijo, foi cliche? Causou a sensação do beijo em vocês? Deu arrepios? Ou foi algo sem sal e sem açúcar?
Poxa... são 49 leitoras... não é posivel que pelo menos 10 não me diga o que achou do beijo =/
Enfim, fan fic ta chegando ao fim, creio que mais um ou dois capitulos, infelizmente.
Kissus See ya
Reviews onegai? *-*
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