Wish List

9 Capítulo 9: Wish One


Notas iniciais
Yo Minna
Sim, estou viva =^.^=
Bom, apenas um aviso sobre os desejos:
A maioria deles serão desejados baseando-se na situação que se encontram na história
mesmo assim, espero que gostem *-*

Capitulo 9: WishList: Wish One

Notei que Erza começou a gargalhar, ficando sem fôlego, parei e a encarei confuso.

O que deu nela?

–“Desculpa...foi engraçado...”-Disse enquanto recuperava o fôlego.

–“O que exatamente?”-Perguntei soltando sua mão um tanto corado passando a mão no cabelo.

–“Você fugindo da garçonete peituda.”

–“A...”-Disse ficando vermelho.

Erza gargalhou mais ainda.

–“Ok, Ok, pode rir o quanto quiser... mas onde quer ir agora?”-Perguntei tentando fazê-la parar de rir.

–“Onde você quer ir? Afinal por 24 horas tenho que te acompanhar onde quiser...”-Respondeu encarando-me curiosa.

–“Bom... eu não sei onde podemos ir... qu-que tipo de lugar gostaria de ir?”-Perguntei sem graça.

Poderia conhecer Erza desde que era pequena, mas ela é uma mulher adulta praticamente, gosto e vontades mudam bastante.

Pensei que ela fosse insistir, mas apenas suspirou e se deu por vencida.

–“Se não se importa... poderíamos ir no Ferreiro? Tenho duas Armaduras em reparo e gostaria de saber como estão...”-Pediu Erza um tanto sem graça brincando com os fios escarlates de seus lindos cabelos.

–“Tem varias outras armaduras la?”-Perguntei empolgado.

Admito que de certa forma, sempre achei interessante armaduras, e pessoalmente...

Não sabia que tinha Ferreiros nessa cidade...

E pra fazer Armaduras pra Erza... sem duvidas é um Ferreiro Mágico, afinal Armaduras normais são bem fracas.

–“Milhares, então vamos?”-Disse Erza em tom dominante.

–“Vamos.”-Respondi empolgado seguindo-a.

Durante todo o caminho Erza falava de armaduras.

Os materiais, texturas, utilidades... de tudo!

Adorava ouvi-la falar, ou melhor... o som da voz dela, vê-la sorrir e seus olhos chocolates brilhavam de empolgação.

–“Chegamos.”-Disse parando em frente a uma loja com varias armaduras a exposição.

–“Sua cara.”-Comentei sorrindo.

Erza encarou-me feio e deu-me uma cotovela.

Segundos depois a porta fora aberta e um moreno de olhos azuis sorriu ao ver Erza.

–“Bela como Sempre Titânia.”-Disse o moreno.-“Por favor, entre.”

–“Poupe-me dos comentários, então, conseguiu terminar?”-Perguntou Erza grosseiramente passando pela porta arrastando-me.

Afinal assim que a porta abriu, segurou minha mão e puxou-me junto consigo.

–“Já lhe disse varias vezes Erza, por você faço qualquer coisa, claro que terminei, por favor acompanhe-me.”-Disse o moreno gentilmente fazendo sinal com a mão para que Erza o seguisse.

–“Mas...”-Começou ela.

–“Seu namorado também pode vim.”

Nesse momento notei que Erza ficou vermelha igualmente seu cabelo e evitou olhar pra trás.

–“E-E-ELE N-N-NÃ-NÃO É MEU NAMORADO!”-Gritou soltando minhas mãos e batendo o pé no chão.

–“Ainda...”-Respondeu o moreno.-“Mas se não o quer, posso ser seu se quiser Erza Scarlet.”

De certa forma sentia-me triste por esse fato...

Querer tocar mas não poder.

Amar e ter de negar isso...

Mas pelo bem dela, não iria me tornar seu namorado... afinal que tipo de problemas maiores causaria a ela?

Porem admito, sinto uma vontade de matar esse moreno.

Quem pensa que é para dar em cima de minha Erza?

Ok, contenha-se Jellal Fernandes, contenha-se.

Erza reequipou a Armadura The Knight e varias espadas começaram a rodea-la.

–“Repita isso e morra Derik.”-Disse séria fazendo as espadas pararem a centímetros do corpo dele.

–“Ok,Ok.”-Disse Derik com as mãos pra cima.-“Vamos, por aqui.”

Seguimos o rapaz adentro da Loja, olhando de fora parecia ser pequena, mas depois de passar pela segunda porta...

Era enorme...

As paredes tinham a altura de prédios de no mínimo quatro andares, e presos nela centenas de armaduras.

Os segui admirando aquelas armaduras.

Brilhantes, outras foscas, de ouro, prata, bronze e centenas de outros tipos de metais.

Algumas enferrujadas, trincadas e quebradas...

–“Estão na fila para serem concertadas.”-Disse Derik ao perceber que as observava.

–“Hum...”-Respondi não gostando do fato dele estar com uma mão na cintura de Erza.

–“Por aqui.”-Pediu mostrando uma porta.

Todos entramos e a porta se fechou logo em seguida.

Era uma sala, assim que a porta se fechou, tudo ficou escuro por alguns segundos, mas algumas velas foram acesas em seguida.

–“Perdoe-me por fechar a porta assim, mas quando se trata de armaduras da Titânia, todo segredo é pouco.”-Disse Derik empolgado.

Essa sala era bem diferente, possuía uma grande mesa ao fundo e era toda cercada por estantes cheias de livros, candelabros, escadas e enfeites de biblioteca, por alguma razão tinha duas lareiras ali dentro, uma de cada lado.

De fato, essa sala lembrava uma biblioteca.

–“Então, cadê as armaduras?”-Perguntou Erza impaciente colocando as mãos na cintura encarando Derik que estava atrás da grande mesa recheada de papeis.

–“Sim, claro, olhe.”-Disse Derik apertando algum botão em sua mesa.

No meio da sala, entre as lareiras, um compartimento fora aberto e duas armaduras iam subindo dentro de cápsulas de vidro.

Assim que ambas estavam totalmente fora da abertura, foram abrindo aos poucos e uma fumaça esbranquiçada quente saiu dali.

–“Armadura de Adamantium restaurada completamente, devo admitir Erza, esta realmente me deu trabalho...”-Comentou Derik mostrando a armadura a Erza.

–“Hum... bom trabalho.”-Respondeu Erza analisando a armadura.

Derik começou a falar dos processos de restauração e os materiais usados.

Erza olhava atenta a tudo o que dizia e balançava a cabeça confirmando.

Estava tão bonitinha concentrada, que nem percebi que sorria feito idiota pra ela.

–“Então Erza, a ultima armadura que lhe fiz, já a usou?”-Perguntou Derik sorrindo pervertidamente.

–“Que armadura?”-Perguntou Erza parando para pensar.

–“Aquela armadura.”

Erza tocou seu queixo e se pôs a pensar, até que do nada ela fica com a face toda vermelha e a abaixa, começa a bufar como se fosse um touro, levanta a cabeça com os olhos flamejando de raiva e acerta um soco em Derik.

–“N-NÃO! C-CL-CLA-R-RO Q-QU-QUE N-N-NA-NÃO!”-Gaguejou Erza socando sem parar a cabeça de Derik.

Não estava usando sua força, apenas o acertava pois ficou envergonhada...

Espera, envergonhada?

–“Que tipo de armadura deu a ela?”-Perguntei com receio, mas realmente fiquei curioso.

–“-N-NÃO FA-FA-LE!”-Gritou Erza acertando um soco no estomago de Derik.

–“Ok...Ok...”-Respondeu Derik tentando recuperar o fôlego.

–“É tão ruim falar dessa armadura?”

Erza ficou mais vermelha que seus cabelos escarlates, e senti que ela me mataria.

–“Então... qual é a outra armadura que veio buscar?”-Perguntei tentando salvar minha pele.

–“A sim, Armadura das Asas Negras... essa deu trabalho encontrar o material pra restaurar as Asas... não é fácil encontrar escamas de dragão verdadeiras... são itens raros e apenas os ferreiros que vivem nas montanhas gélidas que possuem.”

–“Quanto isso vai me custar?”-Perguntou Erza em seu tom normal.

–“O dobro do preço de sempre...”-Começou Derik.

–“Um milhão de jewels? Só isso?”-Perguntou arqueando a sobrancelha.

–“Sim, apenas isso.”

–“Você realmente não valoriza seu trabalho Derik.”-Disse Erza calmamente entregando-lhe uma pequena sacola marrom cheia de jewels.

Derik a segurou com um sorriso, chacoalhou e sorriu mais ainda.

–“Tem 200.000 jewels a mais Erza.”

–“Fique com você, vou pegar as armaduras.”-Disse Erza tocando na Armadura de Adamantium.

Usou sua magia e a Armadura começou a brilhar, um circulo de magia vermelho formou-se sob a mão dela e a armadura desapareceu, fez o mesmo com a Asas Negras.

–“Precisa de algo mais?”-Perguntou Derik prestativo.

–“Não, somente isso, obrigada.”-Respondeu Erza num tom autoritário virando-se de costas e saindo dali.-“Venha Jellal.”

–“H-Hai...”-Respondi incerto começando a andar.

Mas antes que a alcançasse, Derik agarrou meu braço e sussurrou em meu ouvido:

–“Quando estiver saindo, segunda fileira a esquerda, foi uma armadura daquele tipo que dei a ela.”

Iria me virar para perguntar mais detalhes, mas Derik havia desaparecido.

Voltei a andar, Erza andava de forma imponente, dominante como sempre, era como se fosse um soldado o tempo todo.

Passei em frente da segunda fileira e notei que ‘armaduras’ eram, isso se deveriam ser chamadas de armaduras.

E Erza tinha uma delas...

Será que um dia usaria pra mim?

Senti meu rosto esquentar e outra coisa também.

Ok, Ok, Jellal deixe de pensar nisso.

Você não merece ela... não merece...

Provavelmente estava com minha cara triste ou distante de volta, mas era o melhor por agora.

Saímos da loja e Erza não olhou nenhum instante para mim.

Mantinha uma certa distancia até... não distancia de amigos, literalmente falando distancia.

Por exemplo... uns três metros a frente... se tentava alcançá-la, ela se distanciava de novo.

–“Erza.”

–“Sim?”-Perguntou concentrada parando.

–“Posso fazer o primeiro desejo?”-Perguntei inocente.

–“Claro, mas tenha em mente: pedidos indecentes e pervertidos não são permitidos.”-Disse Erza cruzando os braços fechando os olhos abrindo-os em seguida.-“O que deseja?”

–“Poderia por favor andar próxima a mim? Esta me irritando essa distancia que esta mantendo... se incomoda minha presença, apenas diga que irei embora.”

Erza fechou a cara, e parecia um tanto triste.

Admito que dizer isso fez meu coração apertar no peito, mas se realmente a incomodava, iria embora.

–“Assim?”-Perguntou de forma tímida e com as bochechas levemente coradas aproximando-se de mim com as mãos a frente do corpo.

–“Assim esta melhor.”-Respondi com um sorriso.

Então ela esta apenas nervosa com minha presença?

Erza ficou em silencio e fitava o chão.

Andamos por alguns minutos em completo silencio.

Admito, estava bem desconfortável isso, e não conseguíamos nos encarar.

–“Etto...”-Dissemos ao mesmo tempo.

–“Sim?”-Perguntei.

–“Onde mais quer ir?Já estamos no horário do almoço, não me importo em ficar vagando por Magnólia, mas você tem ainda nove desejos e se continuar assim, acabara o dia e não terei terminado os desejos.”-Disse Erza com seu tom autoritário parando a minha frente com os braços cruzados.

Suspirei e a olhei nos olhos.

Estava certa... perdemos horas olhando armaduras, quem diria...

–“Vamos comer em algum lugar... onde recomenda?”-Perguntei olhando ao redor.

De fato estávamos em uma área cheia de lojas e um cheiro de comida pairava no ar, o que fez nossos estômagos roncarem.

Não agüentei e comecei a rir, Erza fez o mesmo.

–“Então, onde tem coisas comestíveis?”-Perguntei tentando controlar a risada.

–“Hum...”-Resmungou levando a mão ao queixo.

Pensou por uns dois minutos, abriu um sorriso, agarrou meu pulso e saiu arrastando-me pelas ruas.

–“Ei, sei andar!”

–“Idai? É lento, precisa de alguém pra te puxar.”-Provocou Erza dando risada.

–“Esta me chamando de gordo?”

–“Não, mas se a carapuça serviu, desça até o pé.”

Caímos na gargalhada e quase trombamos com o poste.

Correção, ela desviou, mas não tive a mesma sorte.

–“Ai...”-Resmunguei checando meu nariz ainda sendo puxado por Erza.-“Ei, Erza, fui atropelado! Pare um pouco!”

–“Atropelado pelo que?”-Perguntou preocupada parando e encarando-me confusa.

–“Por um poste! Uma certa pilota Ruiva desviou mas deixou a traseira bater...”-Resmunguei fazendo um bico.

Erza começou a gargalhar, não agüentei e fiz o mesmo.

–“Você esta com a voz engraçada Jellal!”

–“HaHaHa, ria do Azul que trombou com o poste...”-Resmunguei.

De fato minha voz estava bem engraçada, admito.

Notei que Erza parecia mais relaxada com essa brincadeira... o que realmente era bom.

–“Ei... quando acabar de rir, pode nos guiar até um lugar comestível?”-Perguntei cruzando os braços e tentando fazer uma cara de sério, mas por dentro estava chorando de rir.

–“Etto... Jellal... não acho que exista lugares comestível... pelo menos não em Magnólia... acho que somente em contos de fadas... João e Maria se não me engane...”

Admito, fiquei com vontade de acertá-la na cabeça e ao mesmo tempo um desejo de morder aquelas bochechas e fazer cócegas nela... afinal... esta tirando uma comigo.

–“Que pena... então, já que parou de gargalhar a toa, continue a me guiar a um lugar com comida decente e por favor... não me faça trombar com postes...”-Pedi contendo a gargalhada interna.

Erza gargalhou e assentiu.

Segurou meu pulso e saiu arrastando-me pela cidade novamente, mas desta vez, não trombei com postes.

Mas tropecei em dezenas de caixas de frutas, acertei centenas de quinas de bancos, e Erza apenas se divertia em me torturar desse jeito.


Continua . . .

Notas finais
Minna ^.^
Gostaria de pedir a opnião sobre o titulo desse tipo de capitulo...
Mantenho: WishList: Wish (numero)?
Ou vcs tem outras idéias?
Gostaria de agradecer a todas as sugestões de desejos *-*
Acreditem, me deram uma bela de uma luz xD
Obrigada *-*
O proximo chama-se: Almoço
E só pra constar... vai ser engraçado...
Só um Spoiler... quem gosta do Baccus?
sim, ele vai aparecer *-*
Enfim, até a proxima
Kissus =*
Reviews né? *-*