Notas iniciais
Muito obrigada a todas as leitoras que comentaram no capítulo anterior, estou muito feliz com o feedback! ♥ Esse capítulo estava quase pronto, tanto que era pra ser postado junto com o anterior, mas acabou que eu demorei um ano pra escrever a parte dos ~finalmentes~ e enfim... Espero que gostem :3

Sesshomaru a beijou avidamente por mais um momento, antes de finalmente ceder espaço para que a humana pudesse respirar, mas só o suficiente para que ele a olhasse brevemente nos olhos, antes de enterrar seu nariz nos fios negros do cabelo dela, aspirando seu cheiro inebriante, ao mesmo tempo em que seus lábios percorriam a extensão do pescoço dela, deixando uma trilha molhada de beijos pela pele quente, que descia sinuosamente até o ponto onde seu ombro começava. Ele suspirou, deixando o seu hálito acariciar a frágil pele exposta, pensando se seria desnecessariamente trabalhoso remover todas aquelas camadas de tecido uma por uma. Decidindo, ele moveu mãos habilidosas pelas costas dela, acariciando os músculos escondidos por baixo da seda, seguindo a trilha formada pela coluna vertebral dela.

Rin lutou para suprimir um calafrio, mas falhou miseravelmente, tremendo sob o toque delicado, deixando suas mãos se enterrarem nos cabelos prateados dele. As mãos de Sesshomaru finalmente atingiram seu objetivo, alcançando o grande e elaborado laço do obi que prendia seus quimonos no lugar. Sem dar a ela qualquer aviso, e sem lamentar nem um pouco a ruína da peça valiosa, ele usou a garra de seu dedo indicador para partir a delicada faixa. Rin arfou em surpresa, instintivamente movendo suas mãos em um quase desespero para manter seus quimonos no lugar enquanto as peças se afrouxavam ao redor de seu corpo.

– Senhor Sesshomaru... – Ela sussurrou, completamente constrangida.

Ele cedeu espaço para a humana, se afastando e permitindo que ela abraçasse suas roupas contra seu corpo.

– Você prefere que eu comece? – Ele perguntou, e podia quase rir ao ver o tamanho dos olhos dela quando ela observou as mãos dele se moverem para o seu próprio obi, puxando uma ponta do longo laço preso na parte da frente de suas roupas, facilmente desfazendo-o. Ele começou removendo o longo haori de inverno que pendia livre de seus ombros, deixando-o cair ao redor dele.

Rin engoliu em seco, abaixando suas mãos sem sequer perceber, permitindo que suas roupas voltassem a se afrouxar, mas ainda não o bastante para expor as partes de seu corpo que apenas as servas que lhe auxiliavam durante os banhos já haviam visto.

Sesshomaru manteve os olhos sobre ela durante todo o tempo, agora removendo o haori interno, se perguntando porque trajes cerimoniais tinham que ser tão complexos. Rin permanecia paralisada, os olhos arregalados, a boca aberta, o rosto completamente corado, enquanto ela observava o peito de seu senhor ser exposto para sua vista maravilhada. As linhas formadas por músculos rígidos, mas elegantes. A trilha de finos pelos prateados que seguia pelo umbigo dele até se perder por trás da hakama que ainda era mantida no lugar. Rin podia sentir sua boca salivar enquanto ela imaginava aonde aquela trilha levaria, ao mesmo tempo em que seu coração acelerava ainda mais ao pensar que tudo indicava que ela descobriria em breve.

Percebendo que ela havia relaxado em sua postura defensiva, Sesshomaru decidiu retornar aos seus avanços sobre a desnorteada e confusa humana, percorrendo garras suaves sobre a pele do pescoço dela novamente, subindo pelos cabelos negros, até alcançar os pentes ornamentais que prendiam a parte de cima do seu penteado elegante. Com um simples movimento, os pentes foram removidos, e os fios de obsidiana caíram em ondas sobre os ombros dela. Lentamente, ele a puxou para mais um beijo, aproveitando a posição de suas garras em seus cabelos para guiar o rosto dela para a inclinação que ele desejava, ao mesmo tempo que sua mão livre finalmente encontrava permissão para deslizar seus quimonos pelo seu ombro, deixando que as peças caíssem lindamente pelos seus braços, se acumulando nas dobras dos cotovelos flexionados.

Rin tinha os olhos fechados, apreciando o beijo lento, delicado, as carícias suaves. Abruptamente, ela sentiu o chão ser removido, enquanto Sesshomaru a levantava em seu colo, fazendo-a soltar um leve ruído de surpresa, ao mesmo tempo em que automaticamente envolvia o pescoço dele para se estabilizar. Apesar da mudança súbita de posição, ele não permitiu que os lábios dela escapassem, mantendo-os conectados aos dele, mantendo a língua dela na dele, enquanto ele se guiava, pela memória, para o destino dele. Sua cama.

Ainda sem romper o beijo, ele a deitou sobre o macio colchão, seu corpo encobrindo o dela completamente. Ela parecia tão pequena comparada a ele, apesar de toda a altura e formas curvilíneas que os anos deram a ela.

Se havia qualquer dúvida na mente de Rin sobre até onde ele pretendia ir, agora todas já haviam se extinguido. Ela respirou fundo, se controlando para não surtar. Ele era o que ela queria desde que soube o que era querer alguém, algo que parecia um sonho tão impossível que ela até se permitiu simplesmente desistir dele, sem perceber que esse tempo todo estivera bem ao alcance dela. Ter Sesshomaru, mesmo que apenas por uma noite... Ela não trocaria isso por nada.

Apenas quando Sesshomaru se afastou dela, rompendo o beijo, mantendo o peso de seu corpo apoiando em seus antebraços, o longo cabelo prateado todo derramado sobre ela, é que Rin percebeu que seus quimonos estavam completamente abertos, expondo toda a frente de seu corpo para o olhar penetrante do youkai sobre ela.

Sesshomaru sustentou o olhar dela por apenas um momento, antes de voltar a depositar beijos quentes pelo pescoço dela, ao longo de sua garganta, descendo em uma trilha de fogo até que ela sentiu a língua dele pousar, faminta, sobre seu mamilo esquerdo, provocando um choque de sensações por todo o seu corpo. Deuses, como isso podia ser tão bom?!

Enquanto ele prosseguia com beijos, lambidas, e delicadas mordidas, Rin se viu perdendo totalmente o controle sobre si mesma. Por mais que tentasse manter a discrição, de alguma forma conseguindo se lembrar de que o castelo estava abarrotado de seres com super audição, ela simplesmente não conseguia se manter calada, e seus gemidos de prazer apenas incentivavam ainda mais o seu parceiro, que percorria suas mãos livremente por toda a extensão de seu corpo até então intocado.

Sesshomaru liberou seus seios, que a essa altura estavam completamente marcados com manchas arroxeadas que ele não realmente pretendera deixar, mas também não realmente se arrependia de tê-lo feito. Ele se deitou sobre ela mais uma vez, e enquanto tomava os seus lábios em um beijo mais feroz, Rin se surpreendeu ao sentir algo rígido e linear se pressionando contra a sua coxa. Ela sabia o bastante sobre acasalamento e anatomia para saber o que isso significava, e ao mesmo tempo em que isso a deixava ainda mais inquieta e nervosa, também provocava uma estranha sensação de satisfação e orgulho de si mesma, pois ela nunca se julgara digna de fazer o suposto youkai insensível... sentir. No fundo ela sabia que tal reação era apenas natural para um homem em tal situação, e não era mérito nenhum dela, mas ainda assim...

– Rin. – Ele murmurou contra os lábios dela, ao mesmo tempo em que pressionava ainda mais sua ereção contra ela, fazendo-a gemer em antecipação.

– Sim, senhor Sesshomaru? – Ela respondeu em uma voz quase inaudível, os lábios dele agora apenas pairando sobre os dela, enquanto eles respiravam o ar um do outro, ofegantes.

Sesshomaru considerou perguntar se ela estava de acordo com tudo isso, se ela gostaria que ele prosseguisse, se ela tinha alguma objeção... Considerou, inclusive, dizer a ela o quanto ele a queria, o quanto ela significava para ele, o quão excitado ela o estava deixando; mas tudo parecia extremamente patético para se dizer, e ele nunca falava nada nessas situações, não era necessário. Em vez disso, o que ele disse foi:

– Você é minha.

Rin se surpreendeu por um instante com uma declaração tão escancarada de posse, mas ao mesmo tempo tão óbvia. Sim, ela era dele. Ela pertencera a ele desde aquele fatídico dia, quando eles cruzaram os olhos pela primeira vez. Sorrindo em resposta, ela acariciou suavemente atrás da orelha dele novamente, lembrando de seu truque recém-descoberto, que não falhou em arrancar um suave ruído de aprovação dele, fazendo-o fechar os olhos em resposta.

– Sim, senhor. – Ela sussurrou em concordância, atrevidamente envolvendo uma perna ao redor do quadril dele, em uma tentativa de trazê-lo para mais perto. Ela precisava dele mais perto. Dentro, se possível.

A aceitação dela era tudo que ele precisava para seguir em frente e tornar incontestável o que ele acabara de declarar. Ela era dele, e ele tomaria posse de cada parte dela.

Sesshomaru se afastou dela, mudando para uma posição que lhe desse mais acesso ao apetitoso corpo da humana sob ele, pondo-se sentado entre as pernas dela, mantendo-as convenientemente afastadas para que ele pudesse apreciar em todos os detalhes o alvo de seu desejo.

Rin observou, quieta, Sesshomaru estender uma mão para ela, pousando a palma delicadamente sobre seu abdômen plano, apenas para descer em seguida, percorrendo sua pele com as pontas dos dedos, até que estes encontrassem o seu ponto mais delicado, escondido entre uma camada de pelos pubianos negros como a noite. Ele pressionou delicadamente a pequena pérola de prazer, imediatamente arrancando deliciosos gemidos de aprovação da garota humana. Ele brincou apenas por um momento com a zona erógena, mas o suficiente para fazer com que seus dedos ficassem completamente cobertos com o líquido viscoso e escorregadio que deixava claro que ela estava pronta para ele, ou tão pronta quanto uma virgem podia estar.

Sesshomaru levou seus dedos encharcados aos lábios, lambendo sensualmente todo o conteúdo, para em seguida desatar o último nó que mantinha sua hakama no lugar, e a peça se abriu para revelar seu ansioso pênis, que se erguia orgulhosamente, ereto, quase alcançando seu umbigo. Ele cedeu a Rin um momento para apreciar sua nudez, antes de se deitar sobre ela de novo, dessa vez sem nenhuma barreira restando entre seus corpos.

Ele a beijou calorosamente mais uma vez, e ela correspondeu avidamente, enquanto ele a provocava, movendo seus quadris para se pressionar contra ela, dando a ela uma pequena prévia do que estava por vir.

– Rin. – Ele chamou com um tom sério, rompendo o beijo para encarar os ansiosos olhos castanhos. – Você está pronta?

Rin não sabia se havia alguma forma de realmente estar pronta para isso em uma primeira vez, mas se era equivalente a querer isso, então sim, ela estava pronta. Mas antes...

– Eu posso... – Ela começou a perguntar, mas, ficando completamente ruborizada, desistiu, deixando a pergunta pendendo no ar.

– Você pode...? – Sesshomaru questionou, erguendo uma sobrancelha para ela.

– Nada, senhor. – Ela tentou desviar, se arrependendo de ter começado a tocar no assunto agora. Não era do feitio dela ser indiscreta dessa forma, Rin não sabia o que havia dado nela.

– O que você quer, Rin? – Ele perguntou, um tom de impaciência começando a aparecer na voz dele. Ele estava pulsando para finalmente entrar nela, não tinha tempo para perder com jogos de timidez em tal hora tão crítica.

Ela apenas balançou a cabeça, ainda negando e ficando, de alguma forma, ainda mais vermelha do que antes.

Rin se sobressaltou ao sentir Sesshomaru segurar o seu queixo de forma relativamente bruta, mas sem realmente machucá-la. Ele a forçou a olhar para ele nos olhos, finalmente farto de suas evasões.

– Diga. – Seu tom agora era autoritário, mas, de certa forma, também era sedutor. Era uma mistura da qual Rin ficou surpresa ao perceber que gostava.

– Eu... – Ela engoliu em seco, tomando coragem. Ele estivera com a mão no lugar mais íntimo do corpo dela há apenas alguns momentos atrás, não havia motivos para ela ter vergonha agora, havia? – Eu posso tocar...?

– Então. Não foi tão difícil, foi? – Ele provocou, com um tom de humor.

Sesshomaru, sem esperar uma resposta, voltou a sua posição anterior, mas dessa vez puxando Rin com ele, deixando-a sentada desajeitadamente de frente para a figura intimidadora que era um Sesshomaru nu.

– Prossiga. – Ele encorajou.

Apesar de hesitante, Rin estava decidida a cumprir seu objetivo. Ela desceu seu olhar para o objeto de seu desejo, que parecia ansiar pelo toque dela tanto quanto ela ansiava por ele, e ergueu uma mão trêmula, antes que pudesse voltar atrás, envolvendo seus dedos ao redor do membro rígido, que pulsou automaticamente em resposta ao toque. Olhando para Sesshomaru em busca de aprovação, ela viu que ele mantinha a cabeça inclinada levemente para trás, os olhos fechados. Ela tomou isso como um sinal positivo, e decidiu continuar sua exploração, experimentando mover sua mão ao longo do comprimento, fascinada ao observar a camada externa da pele se deslocar sobre o músculo para acompanhar seu movimento.

Sesshomaru, por sua vez, se encontrava completamente surpreso pelo controle que ele estava precisando ter para não empurrá-la de volta sobre o colchão e penetrá-la de uma vez. Os estímulos que ela provocava eram claramente inexperientes, ele consideraria até mesmo tediosos, mas, de alguma forma, a sensação que eles provocavam não podia ser menosprezada. Ele não fazia ideia de como ela estava fazendo isso, mas seus simples e delicados toques o estavam deixando a beira da insanidade.

– Rin. – Ele chamou em uma voz rouca pelo prazer, parando a mão dela com a sua própria. – Eu preciso saber se você está pronta.

Percebendo a urgência no tom dele, ela apenas assentiu com a cabeça, voltando ao seu estado anterior de nervosismo.

De alguma forma, o pequeno interesse que ele sentia por ela no início da noite evoluiu para um desejo avassalador. Ele precisava tê-la. Agora. E talvez uma outra vez depois. Talvez até mais uma...

Sem conseguir esperar mais, ele pressionou seu peito nu contra o dela, inclinando ambos os corpos sobre a cama, tomando os lábios dela mais uma vez para si, deixando que ela voltasse a correr os dedos pelos cabelos dele. Ele tomou fôlego, fechando os olhos para manter o foco. Não permitiria que sua ansiedade e descontrole fossem motivo para causar desconforto desnecessário a ela. Normalmente, ele não se importaria com isso, mas Rin... Ele a protegeria sempre, a todo custo.

Desde que ele havia permitido a presença daquela garotinha em sua vida, quando ele vislumbrava o futuro, este estava sempre acompanhado da presença de curiosos e doces olhos castanhos e um sorriso contagiante, onde antes havia apenas um império, poder, sangue e destruição. O futuro que ele almejava agora era um que incluísse aquela menina humana, e ele faria o que precisasse fazer para assegurar esse objetivo.

No momento em que ele sentiu Rin acariciando a perna dele com a planta de seu pé, ele voltou a se focar nela, olhando dentro daqueles olhos dos quais ele jamais abriria mão.

Não podendo suportar mais hesitação, ele finalmente se posicionou, preparando para entrá-la, delicadamente.

Ele observou o rosto dela se contorcendo em desconforto, a expressão se intensificando a medida que ele avançava, apesar de seus esforços cuidadosos.

Sesshomaru se inclinou sobre ela, pousando os lábios delicadamente na base de sua orelha.

– Feche os olhos e relaxe. – Ele instruiu em um sussurro. – A dor acabará em breve.

Causar dor sempre fora uma segunda natureza para ele, mas agora ele rejeitava completamente a ideia de fazer tal coisa.

Ele percebeu ela assentir com a cabeça, e à medida que ele ouvia os batimentos cardíacos de sua parceira se acalmando, diminuindo, ele sentia a pressão dos músculos dela contra o membro dele se aliviando, mesmo que apenas minimamente.

Tomando o sinal como positivo, ele prosseguiu, se afundando ainda mais nela. Rin mantinha uma mecha do cabelo dele apertada em seu punho, se perguntando porque algo tão natural precisava ser tão doloroso. Quando ela percebeu que todo o comprimento dele estava finalmente dentro dela, deixou escapar um suspiro de alívio por ter suportado até ali, mas assim que ele começava a retroceder lentamente, ela teve que usar toda a sua força de vontade para não implorar para que ele parasse. Ela sentiu as mãos de Sesshomaru se moverem para os seus ombros, a prendendo no lugar, e antes que ela pudesse se perguntar o porquê da restrição, ele investiu novamente contra ela, dessa vez de forma abrupta. Não podendo se conter, ela deixou um grito escapar pela sua garganta, instintivamente tentando se mover para longe da invasão, mas as mãos de Sesshomaru em seus ombros eram firmes.

– Senhor Sesshomaru! – Ela pediu, sem saber exatamente pelo que.

Ela não conseguia decidir se esse último movimento havia sido doloroso ou não. Certamente fora alguma coisa. Algo que ela nunca sentira antes.

Sesshomaru observou cautelosamente sua reação. A experiência dele era limitada ao campo de fêmeas youkais, e ele precisava testar quais seriam os limites entre desconforto, prazer e dor para a humana.

Ele tentou mais uma vez, decidindo que o grito dela era bem próximo do que ele almejava conseguir, mas talvez algo mais forte...

E ela gritou novamente, mais alto, suas unhas arredondadas se enterrando nas costas dele, sabendo que ela não seria capaz de feri-lo mesmo se quisesse. Havia alguma sensação que ele tinha alcançado dentro dela, algo que ela não podia descrever, mas a fazia ter vontade de tê-lo ainda mais perto, mais fundo. Ela sabia que o que quer que fosse a sensação, era algo bom, porque a fazia querer mais, como se ela simplesmente não fosse ter o suficiente. Nunca mais.

– Isso doeu? – Ele perguntou, ao ver lágrimas brotando timidamente dos cantos dos olhos castanhos que ele tanto apreciava.

Ela respondeu olhando para ele em um quase desespero, um anseio em sua expressão, e Sesshomaru não pode suprimir um grunhido quando ela envolveu ambas as pernas ao redor do seu quadril, forçando-o a continuar. Ele ficou sem reação por um momento, pois nenhuma fêmea se atrevia a tentar controlá-lo na cama, sempre sendo ele a decidir como proceder. E ele definitivamente não esperava isso de uma humana tímida e inocente. Uma virgem. Ou antes o fora.

O cheiro dela rapidamente o retirou de seu estado de inércia, entretanto. Ele nunca sentira um desejo tão forte, e o cheiro continha algo a mais misturado, algo doce e encantador... A mistura era irresistível.

Sesshomaru procedeu, e seus movimentos seriam quase violentos, não fosse pela forma como ele a beijava, como acariciava seus cabelos negros. Rin sentia o seu mundo inteiro chacoalhando, como se ela nem mesmo soubesse mais quem ela era, ou quem ele era. Todas os muros foram derrubados, e eles estavam expostos, vulneráveis, nus. Não só de corpo, mas de alma. O sentimento era tão forte que trouxe lágrimas inexplicáveis aos olhos dela, ao mesmo tempo em que ela sorria contra os lábios dele que abafavam seus gemidos quase desesperados. A neve se amontoava no canto do quarto, entrando pela janela aberta sob a força do vento feroz, mas ela estava suando, envolta em um calor que brotava de dentro para fora. Rin não conseguia acreditar que algo que começara tão doloroso podia evoluir para aquela sensação incrível, que a preenchia até que ela estivesse quase transbordando.

– Sessh... – Ela murmurou, quase sem forças para falar algo coerente. — ...Maru...

Ele encarou seu rosto avermelhado com olhos dourados inexpressivos, vergonhosamente sentindo que ele não aguentaria muito mais tempo. Já faziam alguns anos que ele se abstivera de tais atividades, e além disso... Rin era simplesmente... Muito... A combinação de aromas, um que ele reconhecia facilmente como desejo, e o outro... O outro era... Muito.

A frequência da respiração acelerada dela o informou vagamente de que ela estava perto agora, e ele prontamente tomou a oportunidade, ajustando se ângulo de forma a aprofundar sua entrada ainda mais, mantendo uma velocidade cuidadosamente constante, e então...

– Sesshomaru! – Ela gritou, de alguma forma apertando tanto as unhas nas costas dele que ele quase sentiu uma pontada de dor.

Rin o encarava quase em choque, como se não fizesse ideia do que acabara de acontecer, e ele apenas a beijou gentilmente, deixando que ela aproveitasse o remanescente do ápice de seu prazer que ainda fazia o corpo dela estremecer sob o dele.

– Isso... Foi... – Ela tentou falar através dos lábios dele, mas foi interrompida por um súbito movimento forte contra as suas paredes sensibilizadas, fazendo-a arfar de surpresa.

– Eu ainda não terminei com você. – Ele a informou brevemente, fazendo-a corar de novo.

E, assim, ele prosseguiu, rapidamente trazendo o foco dela de volta para ele, construindo novamente o clima anterior, sabendo que não demoraria muito agora.

Rin, se sentindo estranhamente satisfeita como nunca antes em sua vida, percebia que os movimentos dele agora eram mais controlados, mais contidos, o que permitia que ela pudesse ao menos pensar com clareza. Ela tomou a oportunidade para admirar a beleza estonteante que a maravilhara desde a primeira vez que ela olhou para ele. Se perdendo no fundo daqueles indecifráveis olhos dourados, ela ergueu uma mão para o rosto dele, deslizando-a novamente para o local que ela agora sabia ser seu ponto fraco. Sorrindo docemente para ele, ela começou com suas carícias habilidosas atrás da orelha pontuda do youkai, fazendo-o reagir como esperado, inclinando a cabeça na direção do toque e deixando escapar pequenos grunhidos.

Aqueles toques estavam fazendo Sesshomaru perder seu centro, completamente a mercê de seu próprio prazer, ele já não controlava mais o próprio corpo. Em apenas duas oscilações a mais, Sesshomaru liberou um rosnado baixo, inclinando sua cabeça para trás enquanto ele experimentava o mais prazeroso êxtase que ele já imaginara possível. E então ele se permitiu rolar sobre ela, deitando de lado no colchão, mas mantendo-a próxima a si enquanto ele se recuperava.

Eles não disseram nada, pois não sabiam o que dizer, e mesmo que soubessem, não sabiam se realmente diriam. Em vez disso, permitiram que o único som no quarto fosse o crepitar do fogo contra o gélido chiar do vento. E, à medida que as respirações de ambos se acalmavam, Sesshomaru pode sentir o forte cheiro sensual do desejo se dissipar aos poucos do cômodo, mas aquele doce aroma especial, que ele ainda desconhecia, insistia em permanecer.

Ele observou Rin, que apoiava a cabeça sobre seu peito, com um pequeno sorriso no rosto, e enterrou o rosto mais uma vez nos cabelos escuros dela, aspirando mais daquele cheiro. Ela se afastou para olhá-lo, e o que ele viu ali, de alguma forma, fez tudo fazer sentido.

Adoração. Devoção. Amor.

Era esse então o significado do odor que ele estava apreciando tanto. E como era doce.

Sentindo-a tremer brevemente, Sesshomaru atentou-se novamente à janela aberta e ao corpo completamente exposto da frágil humana ao seu lado. Suspirando, pois ele realmente não queria se mover daquela posição, ele se pôs de pé e caminhou graciosamente até a outra extremidade do quarto, fechando as benditas janelas, finalmente. O vento, que antes atirava seus cabelos longos para trás violentamente, cessou. E, a medida que o ar em volta dele começava a se organizar de novo, ele constatou, perplexo.

O cheiro vinha dele também.

Notas finais
Então... Acabou! Espero que tenha sido do agrado de vocês, eu adorei escrever isso pra alguém além de mim mesma hahaha Com certeza estarei postando mais algumas das minhas fics aqui em breve, então aguardem. Quanto a Winter Melts it All, isso é tudo. Me digam o que acharam
Você chegou ao fim do livro. Parabéns!