Winter Love
43 Truths are spoken
Notas iniciais
Não sei quanto tempo fiquei no meio da floresta, extravasando tudo o que eu sentia.
Quando, já cansada notei, que estava escurecendo. Não queria voltar tão cedo para o chalé,mas Jack tinha razão. Ficar aqui fora, no escuro, em meio à tanta neve causaria estranheza de alguém que passasse por ali.
Por fim, voltei à casa. Entrei e o cheiro do jantar invadiu minhas narinas, lembrando-me que não comia há um bom tempo. Jack estava olhando o fogo crepitar em uma lareira. Me aproximei.
– Como um guardião da neve sente frio? — indaguei, sentando-me ao seu lado.
Ele sorriu ao me ver.
– Eu não sinto, mas Anna e Kristoff sentem.
– Entendi
– Conseguiu pensar? — ele perguntou, me olhando.
Balancei a cabeça, afirmando que sim.
– Preciso contar uma coisa — comentei — Para todos.
– Sinta-se a vontade para falar durante o jantar ou após. — ele murmurou.
Longos minutos se passaram, até que Anna nos convidou para jantarmos.
Kristoff também estava ali o que me fez, diversas vezes, contar até vinte. Por fim, depois do jantar, pedi para que fossem até a sala.
– Adoraria agradecer a hospitalidade de vocês. Mas não posso ficar se continuar mentindo. — Jack pareceu ficou reto no sofá, tenso. Suspirei — Eu sou Elsa, rainha de Arendelle. Fugi de meu reino depois que houve um...acidente.
– Que tipo de acidente? — Kristoff perguntou.
Como resposta, criei alguns flocos de neve.
Kristoff deu um pulo do sofá, Anna estava assustada embora seus olhos mostrassem animação. Jack parecia tão alegre de não caber em si.
– Então, foi você que fez nevar lá em Arendelle? — Kristoff perguntou.
– Sim, fui eu. Mas eu não queria. Juro que não. — respondi.
Todos pareceram pensar.
– Vou ficar só por essa noite. — prometi.
– Não Elsa. Arendelle inteira esta atrás de você. — Anna comentou.
– Fique — Jack propôs. — Seremos um quarteto interessante.
Assenti.
Kristoff cedeu seu quarto, já que, aparentemente, ele dormiria com Anna. Claro que fiquei desconfiada, mas ele parecia uma boa pessoa afinal.
Desejei boa noite à todos, mas Jack insistiu me acompanhar. Já na porta do "meu" quarto, ele me explicou onde era cada cômodo da casa e pediu para que eu ficasse à vontade. Agradeci e logo entrei.
Então, comecei a me preparar pela longa noite que viria pela frente.
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