Winter Days
19 I'll Make You Happy
Notas iniciais
-Como ele está!?
O médico ainda me encarava, eu deveria estar com a pior cara o possivel, eu não conseguia parar de chorar e soluçar, eu não aguentaria escutar uma das possiveis respostas da minha pergunta. O médico olhou para a senhora Iero, que também chorava muito, e a chamou com um sinal de mão, ela chegou perto de mim e pegou na minha mão, me puxando para um abraço logo após. Tudo o que eu vivi com Frank passou pela minha cabeça, os melhores dias da minha vida, os sorrisos mais verdadeiros, um amor tão verdadeiro, mas tão verdadeiro que fazia até meus ossos doerem em só pensar em perde-lo. Respirei fundo e esperei pela pior resposta. As lagrimas não paravam de sair dos meus olhos, eu soluçava desesperadamente. Então o médico olhou pra mim e abriu um sorriso, eu levantei minha cabeça e limpei as lagrimas e olhei nos olhos do médico que sorria.
-A parada cardiaca, não sei como, ajudou muito... Ele está bem, melhor do que nunca! E bem, isso vocês vão ter que ver com os proprios olhos — Então ele abriu a porta.
-Pode ir Gee, eu sei o quanto você que o ver...
Respirei fundo mais um vez e tomei coragem de entrar na sala, me surpreendi. Eu não sabia que sentimentos se passaram por minha cabeça. Abri o sorriso mais verdadeiro que eu conseguiria, eu não estava acreditando de tão bom que era...
-Gee? O que aconteceu? A quanto tempo estou aqui? Aquele médico não me falou nada...
-Frank! Frank, Frank, Frank, Frank! Meu baixinho, você tá bem! — Eu corri e o abraçei, evitando qualquer fio dos aparelhos que estavam ligados nele — Meu amor, você tá bem, isso que importa, você tá aqui comigo. Graças a Deus você saiu vivo disso tudo.
-Gee, meu amor, desse jeito você me sufoca... — Então ele riu um pouco e depois deu uma pequena reclamação — Que merda eu não consigo rir direito... O que aconteceu depois que eu apaguei Gee, me expica?
-Você é insistente eim meu pequeno? — Ele sorriu da mais bela maneira o possivel e eu retribui com o mesmo ato — Depois que você apagou seu pai entrou no quarto e eu enfiei o punhal na barriga dele e vocês dois foram pro hospital. Seu pai foi preso a umas duas semanas atrás e você ficou em coma por quase 4 semanas...
-Eu fiquei em coma por todo esse tempo??
-Ficou meu amor... Agora descanse, fique de repouso, não faça nenhum movimento brusco, você ainda está machucado.
-Foda-se eu quero ficar contigo Gee.
-
Frankie, você tem que descansar... Mas eu tenho uma pergunta bem idiota, o que foi que aconteceu pro seu pai ter descoberto sobre nós dois?
-Eu não sei direito, na verdade eu me lembro de pouca coisa sobre isso...
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"Eu lembro de estar na sala colocando algumas coisas no lugar, enquanto meu pai fazia o jantar, já que minha mãe iria chegar cansada do trabalho. Então ele me chamou na cozinha, achei que fosse somente pra ajudar com o jantar, já que ele nunca decorou nenhum tipo de receita. Quando cheguei lá ele estava de costas, segurando o celular e tremendo, eu não entendi o que estava acontecendo, então ele me mostrou o celular, mas eu não me lembro direito o que tinha na tela, pois ele jogou o celular no chão e pisou e só deu tempo de dar uma olhada rapida. Ele me chamou de viado desgraçado e mais um monte de coisas e então pegou a faca e foi pra cima de mim, eu tentei fugir mas não deu, ele pegou no meu braço e me jogou no chão, antes de começar a me esfaquear ele gritou algo como: 'prefiro um filho morto do que um filho gay'... Então tudo aquilo começou, todo aquele pesadelo..."
-Algo no celular dele?
-Isso Gee, era uma mensagem seguida de uma foto. Mas eu não consegui ver direito, já que ele jogou o celular no chão e pisou em cima...
-Isso é bem estranho — Já haviam se passado alguns dias desde que ele havia acordado e a memoria dele já estava bem melhor. — Estranho até demais... Pra ele ter feito isso contigo era alguma coisa sobre nós dois. Isso me lembra aquele dia que fomos andar juntos e eu senti que tinha alguém nos seguindo...
-A gente não tem pistas Gee. Não podemos tirar conclusões... Pode não ter sido isso, alguém da escola pode ter desconfiado e contado...
-Não, você disse que tinha uma foto. Na escola nós somos discretos demais...
-Verdade, verdade.
-Eu ainda acho que alguém nos seguiu e tirou alguma foto ou coisa do tipo... Será que eu consigo a memoria do celular do seu pai?
-Eu não sei meu amor...
-Eu vou tentar Frank, hoje quando sua mãe chegar eu vou na sua casa tentar achar a memoria, assim vamos saber o que era.
-Só não demora muito não, eu vou sentir sua falta — Ele fez o biquinho mais lindo que eu vi na minha vida inteira, e eu ri.
-Prometo que não vou demorar, mas precisamos saber o que aconteceu... — A porta se abriu e a senhora Iero entrou com um sorriso amigavel — Eu vou indo agora Frankie, até mais tarde. Senhora Iero, eu vou sair rapidinho, já volto.
-Volte logo Gee... — Ele me olhou com um jeito infantil e fofo e a senhora Iero acenou com a cabeça para mim.
Eu sai da sala e logo estava fora do hospital, respirei fundo e fui para a casa de Frank. Que devia estar fechada, não sei como iria entrar, mas eu ia tentar. Tudo pelo meu baixinho...
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