Winds of Fortune
21 Capítulo 20
Notas iniciais
Conforme eu imaginava, Sam e Ruby foram atrás de outro caso. Tínhamos a casa só para nós e eu queria colocar meu plano em ação para ganhar meu presente.
Dean, obviamente, estava na cozinha de novo, com as mãos ocupadas fazendo bolo para comermos juntos aquela noite. Castiel havia saído para uma ronda e para receber revelações depois, o que me dava tempo de tirar algumas respostas a limpo.
— Oi, benzinho – Dean mordeu o lábio inferior quando entrei na cozinha usando nada além de uma de suas camisas de botão, uma vermelha, minha favorita. – O que tá aprontando?
— Eu? – me fiz de boba, me aproximando dele pelas costas, enfiando minhas mãos em baixo de sua camisa, percorrendo seu peito. – Nada. Não estou aprontando nada... Mas tenho a intenção.
— É? – me olhou de forma maliciosa.
— É. Sabe, notei que você e o Cass... – deslizei minha mão até sua virilha, no que ele estremeceu. – Estão se olhando muito ultimamente. Queria saber se você acha ele interessante – sussurrei enquanto afagava seu membro sob o jeans.
— Se eu acho... – ele pigarreou, tentando manter a compostura enquanto segurava a bacia com a massa e a colher de pau. – Se eu acho ele interessante? Em que sentido, amor?
— Em todos os sentidos – minha outra mão percorreu seu peito. – Porque, sabe, eu também acho ele muito interessante, e pensei que talvez a gente possa... Sabe? Convidá-lo... Pra se divertir com a gente hoje.
Dean parecia se esforçar para não parar o que estava fazendo, mas eu estava determinada a conseguir sua atenção ali, sentindo-o ficar cada vez mais duro.
— Tem certeza, amor? – perguntou baixinho, sua respiração começando a se descompassar.
— Absoluta.
— Beleza, a gente... – ele engoliu a seco. – A gente pode fazer isso, sim.
— Ótimo – minhas mãos lentamente se afastaram de onde estavam. – Vou deixar tudo preparado, então.
Me afastei, dando um sonoro tapa em sua bunda antes de sair da cozinha, percebendo, no rápido momento em que o olhei de novo, que ele estava vermelho.
Definitivamente ele não esperava aquilo de mim. Quero dizer, nem eu esperava aquilo de mim, mas estávamos a tanto tempo sem transar, com tanta coisa acontecendo e tomando o nosso tempo, que eu estava quase subindo pelas paredes.
Voltei para o quarto, trocando toda a roupa de cama para deixá-la mais aconchegante. Fechei as janelas e as cortinas, deixando tudo no lugar, só a nossa espera.
Tomei um banho demorado, tomando tempo para lixar minhas unhas, hidratar minha pele e deixar meu cabelo bem penteado e macio. Escolhi um conjunto de lingerie francesa de renda, uma das que Alice havia comprado pra mim e que eu quase nunca tinha a oportunidade de usar.
Um vestido preto curto de alcinhas e bolinhas brancas e uma sapatilha baixa da mesma cor e pronto, eu quase podia me passar por inocente com aquele look.
Quando saí do quarto, vi que Dean estava à todo vapor na cozinha. Nunca o vi trabalhando tão rápido, e nem tão concentrado. Me escorei na parede da cozinha, o observando enquanto terminava de cobrir o bolo de chocolate com chantilly, adicionando cerejas.
— Parece incrível – chamei sua atenção. Ele nem mesmo tinha me visto chegar. – Você tá cada dia mais se superando, amor.
— Obrigado, benzinho – ele sorriu.
— Banho – o encarei, apontando na direção do quarto.
Dean abriu a boca, prestes a protestar, e eu insisti:
— Banho. Fique impecável, como sempre – pisquei para ele.
Ele riu sem jeito, fazendo um gesto de rendição. Tirou o avental da cintura, deixando-o na bancada, conferindo o bolo uma última vez antes de colocar a tampa da bandeja sobre ele.
— O que deu em você? – ele sorriu se aproximando.
— Muito tesão acumulado por você e tensão sexual não resolvida com o Cass.
— É, isso é verdade – ele admitiu sem graça. – Cê tá mandona. Eu gosto. Muito.
— É mesmo? – sorri para ele, começando a desabotoar sua camisa. – Bom saber – disse segurando seu traseiro com força, puxando-o para perto. – Agora já pro banho, senhor Winchester. Não me faça repetir.
— Sim, senhora – ele assentiu, mordendo o lábio e se afastando.
Eu mal havia me sentado no sofá da sala quando ouvi o bater de asas dele.
— Tudo certo na cidade? – me virei para ele.
— Sim. Chequei tudo – ele se aproximou de mim, se sentando ao meu lado. Franziu o cenho, confuso. – Há alguma ocasião especial em andamento?
— Na verdade, sim. Dean e eu conversamos sobre umas coisas... – me inclinei para trás, me apoiando no braço do sofá. – Umas coisas mal resolvidas entre a gente.
— Que coisas?
— Ah, cê sabe... – tirei minhas sapatilhas, colocando minhas pernas no sofá, meus pés escorregando até lentamente chegarem às pernas dele. – Nós gostamos de você, Cass.
— Também gosto de vocês – ele segurou meus pés, colocando-os em seu colo.
— A gente gosta demais de você. Gostamos além de amizade, entende? A gente quer você, Castiel. Queremos você, na cama, com a gente.
— Vocês me querem...? – ele franziu o cenho, desviando o olhar por um momento. – Essa é uma forma de dizerem que querem coito comigo?
— Exatamente – sorri.
— Os dois? – arqueou as sobrancelhas.
— Sim. Ao mesmo tempo.
Ele assentiu, pensativo, olhando para os meus pés, começando a massageá-los.
— Tenho que confessar uma coisa.
— Vá em frente.
— Eu tenho ansiado por isso há muito tempo – me encarou, e dessa vez estava mais sério. – E preciso confessar que observei vocês na cama mais vezes do que deveria. Eu achei... Intrigante – franziu o cenho. – E intenso. A forma como vocês dois se olham faz eu sentir uma coisa no meu peito.
— Ciúmes? – arrisquei.
— Não – negou com a cabeça. – Acho que seria... Desejo? Eu sempre me contive, pois esse corpo não me pertencia, mas agora que sou o único aqui dentro...
— Nada te impede – completei. Eu ainda rezava diariamente, pedindo perdão a Jimmy, mas, naquele momento, ele era a última coisa com a qual eu me preocuparia. – Então, tá a fim? – ele assentiu com um sorriso tímido. – Bem, o Dean tá no banho. O que acha de o surpreendermos e esperarmos ele na cama?
— É um conceito interessante.
Castiel tirou minhas pernas de seu colo, se levantando e me pegando em seus braços, para a minha surpresa. Me levou para o quarto em silêncio, para não chamar a atenção de Dean. Enquanto eu permanecia deitada de lado, de frente para o banheiro, esperando-o sair, Castiel estava de braços cruzados, de pé contra a porta. O frasco de lubrificante e as duas cartelas de camisinha estavam a postos.
Quando ele enfim saiu do banheiro, com uma jeans preta e uma de suas camisas vermelhas de botões, ainda descalço e dando de cara com a gente à espera, ele levou um baita susto. Nos entreolhou com um sorrisinho descrente.
— Isso quer dizer que estamos todos de acordo?
Eu assenti, no que ele começou a rir de nervoso. Me levantei da cama, me aproximando dele, assim como Castiel.
— Caramba, nunca fiz à três antes com outro cara.
— Eu nunca fiz com ninguém – Castiel chamou nossa atenção.
— Nunca? – Dean perguntou perplexo, no que Castiel confirmou. – Uau. Mas você nunca sentiu vontade?
— Não até conhecer vocês dois. O que posso dizer? – Castiel deu de ombros. – Deus fez Adão e Eva, e eu quero os dois pra mim.
— Eu gosto dessa ideia – Dean sorriu nervoso.
Castiel começou a desabotoar a camisa de Dean e nós dois nos olhamos com malícia, pensando na mesma coisa. Jogamos ele na cama, cada um se deitando de um lado. Dean engoliu a seco.
— Cass, é a sua primeira vez. Não quer... Ir devagar pra aprender?
— Não. Eu vi vocês vezes o suficiente pra entender o conceito. Eu dou conta. Não se preocupe, eu serei gentil.
Dean corou na mesma hora, engolindo a seco de novo.
Ambos se encararam por algum tempo e Dean pareceu ficar sem reação ali mesmo, quando Castiel enfim o beijou. Um beijo a princípio lento, curioso, que eu observei ansiosa enquanto eles fechavam os olhos e se entregavam um ao outro.
Dean tentou segurar o rosto de Cass, mas Castiel foi mais rápido e manteve a mão dele presa sob a sua, na cama. Ele queria estar no controle, e Dean não protestou.
Enquanto se ocupavam um com o outro, me sentei para me livrar do meu vestido, ficando apenas de lingerie. Logo fui pega de surpresa quando Dean me puxou para ele, me deitando ao seu lado e começando a me beijar, me fazendo arfar desesperada em meio ao beijo quando sua mão apertou minha bunda, o puxando para cima de si.
Quando nos separamos para respirar e eu me sentei sobre ele, ajudando-o a tirar a maldita jeans, Castiel segurou meu rosto e me beijou. Dean apertou minha bunda, a estapeando, no que eu gemi, e isso, de alguma forma, pareceu ter atiçado Castiel ainda mais. Ele enfiou os dedos entre os meus cabelos, os puxando um pouco enquanto avançava para o meu pescoço.
Eu podia sentir a ereção de Dean sob mim, o que me deixou cada vez mais sedenta enquanto eu me esfregava contra ele.
Castiel e eu então nos curvamos sobre Dean, cada um se ocupando com um lado do pescoço dele. Segurei uma das mãos de Cass e a deslizei pelo peito de Dean até chegar em seu pau, no que ele gemeu.
Fomos pegos de surpresa quando Cass simplesmente rasgou a boxer preta de Dean. Definitivamente ele não estava brincando quando disse que queria aquilo há muito tempo. Ele se afastou, saindo da cama e se livrando de seu paletó, gravata e camisa. Dean e eu mordemos os lábios em expectativa.
— De bruços, Dean – ele ordenou, e Dean, como o bom garoto que era, obedeceu, se deitando de barriga para baixo no meio da cama.
Me deitei ao seu lado, sentindo minha boceta se contrair em expectativa. Castiel se deitou atrás dele, afastando suas pernas e percorrendo suas coxas com beijos até chegar em seu traseiro, afastando suas nádegas para começar a lambê-lo.
— Cass! – Dean gemeu indefeso contra o colchão, me deixando cada vez mais dura.
Eu não aguentei mais e comecei a me tocar. Ver Dean daquela forma, tão submisso, tão obediente... Se eu soubesse, teria o dominado antes. Ele se agarrava com todas as forças ao lençol, estremecendo na boca de Castiel, gemendo cada vez mais alto e sem vergonha.
Cass parou o que estava fazendo, no que Dean voltou a si, indignado.
— Por que parou? – virou-se para encará-lo.
— Se eu continuar assim, ficará muito perto de gozar e eu não quero que acabe agora. Além do mais, há outra coisa que quero provar – ele me encarou, afastando minha mão de seu trabalho manual e levando meus dedos à sua boca, chupando-os sem parar de me encarar em momento algum.
Santa Maria, mãe de Deus, onde foi que a senhora escondeu esse homem esse tempo inteiro?!
Naquele momento, eu fui deitada na cama. Castiel começou beijando meus pés, subindo lentamente até minhas coxas, que ele afastou gentilmente, beijando por dentro, me deixando arrepiada. Dean se deitou ao meu lado, afagando meu rosto e me beijando devagar enquanto Castiel rasgava minha calcinha de renda, colocando minhas coxas em seus ombros para me chupar.
Quase me esqueci de como respirar quando senti sua boca em minha boceta, mas a coisa ficou ainda melhor quando ele inseriu dois dedos, me massageando lentamente em meu ponto sensível com a língua.
Ele havia mesmo aprendido só de nos ver.
Ele parou por um momento, retirando seus dedos, no que eu o olhei sem entender. Me segurou pelas coxas e me puxou para mais perto, e sua língua desceu para o meu rabo, no que eu me arrepiei de novo. Enquanto sua língua se ocupava lá, seus dedos trabalhavam minha boceta.
Ocupei minha boca com o pau de Dean, tentando me controlar para não gozar na boca de Castiel e acabar a diversão mais cedo para mim. Quando minhas pernas começaram a tremer e eu comecei a estremecer, sentindo meu orgasmo perto, ele parou o que estava fazendo.
Eu precisava de um momento para me recuperar. Dean e eu nos olhamos por um momento, e então avançamos para Cass, o derrubando na cama, terminando de despi-lo. Era estranho para mim enxergá-lo naquele corpo. Seu rosto não era igual ao de Jimmy, mas seu corpo havia assumido a forma dele, ou assim eu presumia.
E a espessura de seu membro me deixou com um pouco de pena de Dean. Eu não sabia se aquilo era de Castiel ou de Jimmy, mas nós faríamos um bom uso do instrumento.
Não perdi tempo em começar a sorvê-lo. Tive alguma dificuldade, pois minha boca não cobria seu pau tanto quanto eu queria, então contei com a ajuda da mão amiga de Dean ali e o incentivei a chupá-lo também. Assim que o fez, me ocupei em mordiscar seu pescoço, meus dedos deslizando em suas costas até alcançarem seu traseiro e o estapear, no que ele gemeu, sua boca ainda ocupada com Castiel.
Cass nos segurava pelos cabelos enquanto nós dois o chupávamos. Acho que nunca tinha me divertido tanto com aquilo.
E quando ele ficou impaciente, nos puxando para si, o beijo triplo foi uma verdadeira bagunça. Eu não sabia quem beijar primeiro, mas nós entramos em um frenesi insano naquela cama, que agora parecia pequena demais para nós três.
Eu me deitei de costas, me posicionando em cima de um travesseiro para que Dean pudesse ficar mais confortável enquanto me chupava. Castiel pegou o lubrificante, preparando Dean para recebê-lo, sua boca vibrando em mim enquanto ele gemia. Ele parou tudo o que estava fazendo comigo quando Castiel se posicionou atrás dele, colocando a camisinha.
— Empine, Dean – ele ordenou, e assim Dean o fez, se curvando ainda mais.
Sua respiração acelerava gradualmente. Ele fechou os olhos, franzindo as sobrancelhas e se agarrando às minhas coxas com força conforme Castiel o penetrava devagar e cuidadosamente, gemendo mais a cada centímetro avançado.
Quando Castiel o penetrou completamente, parando de se mover por algum tempo, Dean estava tremendo, arfando alto entre as minhas pernas, tentando se ajustar ao tamanho de Cass. Afaguei seus cabelos enquanto Cass mantinha suas mãos nos quadris dele, provavelmente ajudando-o a relaxar seus músculos.
E ele relaxou tanto que foi o primeiro a começar a se mexer, empurrando-se contra Castiel. Eu inverti minha posição, deslizando para baixo de Dean para chupá-lo enquanto ele fazia o mesmo comigo. Cada gemido dele era uma vibração em minha boceta e eu estava me divertindo muito com aquilo.
Quando minha mandíbula se cansou, deslizei para sair de baixo de Dean e me levantei um pouco para brincar com Cass, o abraçando por trás, ocupando meus dedos com seu traseiro, cuidadosamente inserindo meu dedo do meio nele, ouvindo sua respiração controlada lentamente se acelerando enquanto ele começava a perder a compostura. De lado, aproveitei para estapear o traseiro de Dean mais uma vez, no que ele gritou.
— Mostre o quanto o quer, Dean – estapeei-o de novo. – Mostre o quanto gosta do Cass. Geme o nome dele como geme o meu.
Isso pareceu ser o incentivo perfeito, pois Castiel fez com que ele se sentasse em seu colo por um momento, segurando seus pulsos e o inclinando para frente mais uma vez, começando a estocar mais rápido. Me ajoelhei na cama, na frente de Dean, lhe masturbando e o beijando enquanto Castiel o fodia com força.
— Por favor...! – Dean gemeu, chamando a nossa atenção.
— ‘‘Por favor’’ o que, Dean? – puxei seus cabelos, fazendo com que se inclinasse para trás, contra o peito de Cass.
— Por favor, me deixem gozar! – ele me encarou, quase chorando. – Eu não...! Eu não vou aguentar...!
Ele fez com que eu me lembrasse da minha primeira vez.
E eu estava em clima de vingança.
— O que acha, amorzinho? – olhei para Castiel. – Acha que Dean merece gozar?
— Ele foi obediente – beijou seu pescoço, no que Dean gemeu ainda mais alto. – Acho que merece ser recompensado.
— Seja um menino educado – encarei Dean. – Peça, meu amor.
— Me deixem gozar, por favor – implorou. – Por favor...! Cass, por favor!
Castiel segurou seus quadris com mais força, estocando mais intensamente enquanto eu o masturbava, e logo os espasmos vieram, acompanhados de uma completa entrega. Dean se derramou em minha mão e quase caiu na cama, mas Cass o segurou, o mantendo no lugar.
Ele estava completamente suado, trêmulo. Castiel o deixou lentamente, lhe dando tempo para relaxar e se reajustar, e eu o ajudei a se deitar na cama.
Dean estava muito ruborizado, sem forças, mas Castiel estava pleno, ainda. Trocou uma camisinha por outra e me encarou.
— Sua vez.
Algo me dizia que, no que dependesse dele, eu ficaria por baixo, mas eu queria montá-lo, então acabamos disputando a posição no olhar.
Deixei que ele pensasse que me dominou, mantendo meus braços acima da minha cabeça enquanto me beijava, e então, em seu primeiro momento de distração, quando soltou meus braços para posicionar minhas coxas, eu me virei e o derrubei na cama, me sentando em suas pernas.
Castiel riu, me puxando para si, segurando meus cabelos com força. Me posicionei sobre seu pau e gemi talvez alto demais quando ele se enfiou em mim. Era como se competíssemos um com o outro para saber quem estava dominando quem, eu o montando o mais rapidamente que conseguia, assim como ele me fodia o mais profundamente que podia.
Então eu fui lentamente puxada para trás. Dean segurou meu queixo, me beijando e Cass se sentou, segurando meu traseiro para que pudesse manter o ritmo das estocadas. Logo senti os dedos de Dean massageando meu clitóris e foi quando eu desisti de competir e me entreguei a eles.
Era como se eu fosse explodir.
Dean me abraçava firmemente, chupando meu pescoço. Eu estava prestes a gozar e me sentia cada vez menos...?
Eu não iria implorar a Castiel.
Deixei que fizessem o que quisessem comigo, minha mente se distanciando da realidade.
Nada mais importava naquele momento além de nós três, ali, finalmente cedendo ao que tanto desejamos em segredo.
Castiel grunhiu contra o meu pescoço, aumentando seu ritmo dentro de mim, Dean me mordendo do outro lado. Eu estava indefesa, sem ter como escapar dali, meu orgasmo se aproximando, fazendo minhas pernas tremerem.
Um espasmo violento e eu me contorci entre eles, gritando quando finalmente tive alívio depois de meses de tesão acumulado.
Mas Cass, aquele grande safado, não me deixou sair dali. Ele continuou, me fazendo gritar ainda mais, até que ele mesmo gozasse, pulsando dentro de mim.
Eu estava completamente exausta. Minhas pernas não me obedeciam mais, então Dean precisou me ajudar a sair de cima de Cass e me deitar na cama.
Não fazia ideia de quanto tempo havia se passado. Só sabia que nós três havíamos nos deitado na cama, eu no meio deles.
— Esse foi o melhor aniversário que eu já tive – disse com um fio de voz, no que Dean e Castiel riram baixinho. – Melhor presente de todos.
— Eu estou um pouco confuso – Castiel chamou a nossa atenção.
— Com o que? – Dean o olhou.
— Isso faz da gente o que?
— Como assim?
— Você e Bella são casados.
— Tenho certeza de que nós três podemos nos casar em algum lugar do mundo – murmurei meio grogue, sentindo o sono chegando. – Isso é, se você quiser. O que quer que aconteça, só quero que saibam... Amo vocês dois – fechei meus olhos.
Senti os dois me abraçando mais firmemente.
— Bem... – ouvi Castiel suspirar. – Eu também amo vocês dois. Desobedeci por vocês, se vale de alguma coisa.
— É claro que vale – Dean rapidamente retrucou. – Isso importa muito, Cass. Você nos salvou mais de uma vez, arriscou muita coisa. Me tirou do Inferno – ele engoliu a seco. – Se isso não é amor, eu não sei o que é, porque sei que se fosse outro anjo, não seria a mesma coisa. Você é importante pra gente. Você é importante pra mim.
Uma pausa inquietante.
Os dois se mexeram um pouco.
Antes de cair no sono, eu poderia jurar que ouvi Dean dizer à Cass que o amava e fiquei feliz com isso.
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