Will you find me?
5 Capítulo 5
Notas iniciais
Pela terceira vez seguida naquela semana Henry havia encontrado a mãe ajoelhada em frente ao vaso sanitário. E pela terceira vez seguida o menino ajudara a mãe, segurando os seus cabelos e lhe oferecendo um copo de água para que a loira lavasse a boca.
— Eu acho que você deveria ir ao médico.
— Kid, eu acho que você tem razão. – Respondeu Emma de olhos fechados e com a cabeça encostada na parede. – Isso não pode ser aquele caranguejo que comemos no domingo.
— O caranguejo é o menor dos seus problemas, mãe. Você tem comido muita coisa estranha desde que nos mudamos para Nova Iorque.
— Nisso nós temos que concordar. — Os dois, então, caíram na gargalhada. – Vou marcar uma consulta para mais tarde.
— Ótimo. Agora levanta. – Henry então se levantou e estendeu a mão para que Emma também levantasse. – Afinal, você ainda tem dois chocolates-quentes para preparar.
***
Mary Margaret sempre fora uma pessoa observadora, então era de se esperar que ela notasse a ausência de Regina. E quando a mesma saiu à procura da rainha, a cena que encontrou partiu seu coração.
— Regina? – Chamou Mary Margaret. – O que está fazendo?
Regina estava agachada em frente a um monte de pedras. Suas bochechas tinham marcam de lágrimas, porém o olhar da rainha era vago. Como se não sentisse nada. Foi então que Mary Margaret notou que por de baixo das pedras e galhos, estava o coração da outra.
— Se eu não tiver meu coração, talvez um dia pare de doer. – Respondeu a morena mais velha. – Talvez eu deixe de sentir.
Mary Margaret se aproximou de Regina, colocando uma de suas mãos sobre o ombro da morena e o apertando. Sabia que estava sendo difícil para todos, especialmente para Regina.
— Eu sei como você se senti. Eu também os perdi. – Disse Snow White. – Eu perdi minha filha duas vezes e não acho que um dia irei superar isso. Mas posso lhe garantir que não adiantará de nada o seu coração fora do peito, a dor apenas aumentará.
— Mas...
— Eu sempre pensei que nossa casa fosse aqui, na Floresta Encantada, mas na verdade nossa casa é em Storybrooke e um dia, você... Nós... Vamos achar o caminho para casa.
Regina então sorriu. Um pequeno, triste e tímido sorriso. Snow estava certa, sentir algo era melhor do que não sentir nada. Com isso, a morena pegou seu coração e o enfiou novamente em seu peito. Pode sentir a enxurrada de emoções a invadindo. Emoções boas e ruins.
E então as duas então caminharam em silêncio para perto do grupo e Regina chegou a conclusão que se sua vida não era difícil o suficiente, havia acabado de se tornar. Voltar para a Floresta Encantada? Foi horrível. Voltar sem seu filho e sua esposa? Pior ainda. Mas voltar e descobrir que seu castelo havia sido tomado por outra pessoa? Isso vez o sangue de Regina borbulhar dentro de suas veias.
— Como se minha vida já não fosse ruim o bastante. – Murmurou a Rainha. – Alguém pode me dizer por quem diabos meu castelo foi dominado?
— Já mandamos nossos homens pela floresta e aparentemente as pessoas têm medo de falar ou não sabem de nada. – Respondeu David.
— Traga-me uma dessas pessoas e eu farei com que ela fale. – Disse Regina, com um sorriso perverso.
— Regina... – Disse Snow. – Lembre-se da promessa que fez a Henry.
Regina então fechou os olhos e respirou fundo. Ela andava fazendo um bom trabalho em manter as lembranças de Henry e Emma trancadas no fundo de sua mente e Mary Margaret havia acabado de trazê-las a tona. Respirou fundo mais uma vez para que não conjurasse uma bola de fogo e lançasse contra a outra mulher.
— Se seus métodos são mais eficazes que os meus, por favor, seja minha convidada e descubra o que tomou conta do meu castelo e lançou esse campo de proteção ao redor.
Snow White estava prestes a responder quando todos escutaram um som estridente vindo de cima deles. Parecia um macaco gritando, porém macacos não voavam. Ou voavam?
— Mas o que? – Perguntou Regina para si mesma. – Macacos voadores? O mundo só pode estar conspirando contra mim.
Após sorrir perversamente, a morena acerta o macaco com uma de suas bolas de fogo. Se sentido um pouco melhor após extravasar um pouco de sua raiva.
— Podemos continuar? – Perguntou Regina, olhando para Snow e seguindo caminho. – Precisamos descobrir quem mandou aquilo, por que nos atacou e o mais importante, quem está no meu castelo.
***
Emma estava sentada na sala de espera do hospital. Havia deixado Henry na escola e seguiu para o hospital mais próximo. Ela sabia que não teria nada demais, mas havia prometido ao filho que faria uma visita ao medico, então aqui estava.
— Emma Swan? – Chamou a enfermeira. Emma sorriu para a senhora, que provavelmente já trabalhava a anos naquele mesmo hospital, e seguiu para dentro da sala do doutor.
— Obrigada. – Disse Emma assim que a enfermeira lhe deu passagem, fechando a porta logo em seguida.
— Stra. Swan. – Disse o médico, olhando por cima de uma fina pasta. Meu histórico médico pensou Emma. – Sente-se, por favor.
Na mesma hora que Emma se sentou, ela percebeu que o médico estava prestando mais atenção nos papéis dentro da pasta do que nela. A loira então limpou a garganta, afim de atrair a atenção do médico.
— Desculpe-me. – Disse o médico. – Eu estava apenas verificando o seu histórico, nada de anormal. O que tem sentido?
— Na verdade não é nada de mais.
— E o que seria esse ‘nada de mais’?
— No último domingo, meu filho e eu saímos para jantas, eu estava com esse desejo absurdo de comer caranguejo, e desde então eu tenho vomitado. Principalmente na parte da manha.
— Apenas isso? – Perguntou o médico, anotando algo em seu caderno de anotações.
— Bem, eu tenho comido consideravelmente mais e também me sinto tonta às vezes.
— Srta. Swan, eu não quero que se ofenda com a minha próxima pergunta, mas preciso que me responda com total sinceridade.
— Claro, pode perguntar.
— Quando foi a última vez que você teve relações sexuais?
Emma sentiu um frio em sua barriga. O suor escorrendo pela sua coluna por de baixo da blusa de frio. Quando fora a ultima vez que havia feito sexo? Há um mês? Há dois meses? Ela ponderou por alguns segundos antes de chegar à conclusão que não se lembrava.
— Eu... Eu não me lembro. – Respondeu Emma, por fim.
— Eu gostaria de fazer um exame de sangue. – Disse o médico. Alisando a barba. – Só para termos certeza. Prometo que não levará mais do que vinte minutos.
— Claro. – Respondeu a loira, começando a se preocupar.
***
— Obviamente não conseguiremos entrar no castelo por esse caminho. – Afirmou David, com as mãos na cintura e analisando o perímetro. – A pessoa que tomou nosso castelo quis se certificar que não entraríamos.
— O que faremos? Nosso castelo está destruído e não temos outro. – Disse Snow, andando de um lado para o outro.
— Podemos tentar reconstruir o nosso. – Sugeriu David.
Regina já estava farta daquilo. A morena revirou os olhos e sacudiu a cabeça. Quando Emma estava por perto, aturar os dois era uma tarefa fácil, porém a ausência da loira deixava tudo ainda mais difícil.
— Vocês podem ficar em silêncio? Eu tenho um plano. – Gritou Regina, já sem paciência. David e Snow encararam a morena, assim como todos os outros ao seu redor, esperando que ela continuasse. – Se tem uma coisa que aprendi durante o meu reinado foi que eu era uma pessoa odiada.
Todos concordaram com a Rainha.
— Por isso que existiam várias túneis e saídas secretas para fora do castelo. Caso alguém tentasse invadir o castelo, eu sempre teria uma rota de fuga.
— Podemos colocar um exercito por esses túneis? – Perguntou David.
— Não. Mas eu abrirei o caminho para vocês e assim que eu der o sinal, vocês podem entrar com o exercito.
— Então, Vossa Majestade, lidere o caminho.
***
Vinte minutos. Os vinte minutos mais longos que Emma já havia esperado. E além dos vinte minutos, o médico já estava analisando aquele pedaço de papel há quase cinco e isso estava deixando Emma completamente irritada.
— Então? – Começou a loira.
— Eu tenho boas notícias, Srta. Swan. – Respondeu o médico.
— Que são?
— A senhorita não tem nada de grave. – Assegurou o médico, para o alivio de Emma.
— E qual a outra notícia?
— A senhorita está grávida.
Fale com o autor