Will you be my salvation?
1 Como tudo começou
Notas iniciais
Esse capitulo conta como tudo ocorreu, e como o mundo mudou depois desse dia.
‘’Reclamamos da vida sem saber no que pode ocorrer no dia de amanhã’’.
Foi assim que eu me lembro da última vez que reclamei por nada. Ah, me chamo Rodrigo, e vou falar como tudo começou. ~ Então me abraça forte, e me diz mais uma vez que já estamos distante de tudo, temos nosso próprio tempo... ~– Maldito despertador, maldita vida. Deus me puxa! ~ Não tenho medo do escuro, mas deixe as luzes acessas, agora, o que foi escondido é o que se escondeu...– TA BOM! Acordei porra! Já pode parar de cantar. Nove horas da manhã, em um sábado, me deixava completamente estressado. Nesse dia rolaria um aniversario de um amigo meu, nome dele era Mary. Era uma festa que todos esperavam ansiosamente a muitos meses, e por essa razão, já tinha mensagem no meu celular desde as cinco da manhã. Porém nesse dia, estava com um sono fora do normal, e eu não conseguia sair da cama, minha família morava no Japão a anos, e eu ainda não tinha me acostumado com isso, era estranho ter que fazer tudo, e ao mesmo tempo ser sozinho. Acabei dormindo de novo.– Reclamamos da vida sem saber no que pode ocorrer no dia de amanhã. – Uma mulher de vestido todo vermelho dizia.– Quem é você? E por que diz isso? – Estava atordoado.– Reclamamos da vida sem saber no que pode ocorrer no dia de amanhã. – E deu um leve sorriso gerando um arrepio em todo meu corpo. Acordei assustado, com meu corpo totalmente arrepiado, naquele momento me deu uma tristeza fora do normal, então decidi levantar da cama a força. Tomei um banho, e finalmente estava pronto para ir nessa festa. Dei uma olhada no celular, e vi que a galera ia se encontrar Onze e meia na estação de trem. Porém eu preferi ir direto com meu carro. Acabei me perdendo no meio da estrada, a gasolina já estava no limite, por sorte achei um posto quase abandonado.– Pode colocar vinte por favor? – Entreguei a chave ao homem.– Não gostaria de por mais? – O homem olhava fixo.– Ah não, obrigado. Vou usar pouco o carro.– Falaram em noticiários, que coisas estranhas aconteceram nessa manhã, melhor sempre ter uma gasolina a mais. – O homem deu risada.– HAHA, ok, ok. Seu jogo de Markenting me convenceu, alias é melhor ter mais gasolina, porque estava perdido aqui. Pode por CINQUENTA. – Quando estava indo embora, perguntei. – Estranho, é sempre assim vazio por aqui?– Na realidade aqui costuma encher, por isso estou com medo que esses noticiários sejam verdade. – O homem estava de fato com uma cara de preocupada.– Pelo menos ganhou cinquentinha nessa. Salve- se quem puder! – Fui embora rindo. No convite estava escrito que ia pegar uma estradinha de terra, e graças a Deus cheguei nessa estrada, já era 15:00, estava completamente atrasado. Percorri mais ou menos 10 KM, e cheguei na tão sonhada chácara. Dava pra ouvir o som alto, e gritos de pessoas animadas. Quando fui desligar o carro, o som ligou sozinho, em uma estação de radio.– AREA INVADIDA, PI, PI INVADIDA,PI, SHHH, NÃO DA PRA CON.... PII SHHH ARCHHH, REA AH, SHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHH. – Saiu fora do ar.– Que porra é essa? Pensei. – Hoje em dia é uma musica pior que a outra que inventam. – Dei uma risada, e fui até a galera.– OLHA QUEM CHEGOU, O MAIS ATRASADO DE TODOS. – Lipe veio me abraçar junto com a Giu, os dois completamente bêbados. – Oi gente, acabei me perdendo na estrada... – Quando fui completar a minha frase, os dois começaram a se beijar loucamente, e sai de fininho. Dei oi pra todos, já peguei uma latinha de cerveja e fiquei rindo la com a galera na piscina. Dei meu presente pro Mary e relaxei. ~ Todos os dias quando acordo não tenho mais o tempo que passou, mas tenho muito tempo... ~– Alo? – Era minha mãe. – Filho, onde você esta? Preciso que fique em casa, não saia daí por nada! – Ela estava desesperada.– Como assim mãe? O que está acontecendo? – Fui indo mais pra parte da estrada, pois o sinal estava péssimo – Você esta bem?– Aqui está mais organizado, mas assim mesmo estamos todos presos em casa. Aconteceu algo horrível, parece que um vírus atacou... – A ligação começou piorar– Mãe! Eu estou bem, a ligação está péssima. Eu... Eu estou em casa. – Acabei mentindo para minha mãe, pois não queria deixar ela mais preocupada.– Rodrigo, você vai ter que ser forte, eu sei que consegue. segue – A ligação começou ficar cada vez pior, e eu já estava bem longe do local da festa. – Não saia por nada daí. – Começou dar eco, nesse mesmo momento ouvi um rugido de dor perto do matagal — Filho? Fil.. – A Ligação caiu.– Mãe? – Estava fora de cobertura. – O que esta acontecendo. – Fiquei pensando comigo. Nesse exato momento aquele rugido de dor, só ficou mais próximo. – Hey, ta tudo bem ai? – pensava que era alguém da festa passando mal. – O Som começo a mudar, como se tivesse comendo algo, e com esse rugido de dor misturado com raiva, fui entrando no meio do mato, e o som ficava cada vez mais próximo. – Meu Deus. Era um homem todo com o rosto toda em carne viva, com as costelas pra fora, perna toda sangrando. Ele tinha por volta de 1, 70 de altura, era moreno e usava um casaco de couro todo rasgado comendo um outro corpo, foi a pior imagem que tinha visto na minha vida até ai. Entrei em estado de choque quando vi aquilo, era um Zombie.
– Meu Deus, o que é isso? Meu Deus. Meu Deus. – estava paralisado, e tremendo. ~ Todos os dias quando acordo, não tenho mais o tempo que passou mais tenho muito tempo... ~O celular começou a tocar, e a figura logo parou de comer a pobre pessoa que já estava irreconhecível, impossível de saber quem era. Eu ainda estava paralisado, e não conseguia me mexer, o zombie,começou a me olhar, a boca dele estava cheia de carne humana, e aquilo era muito nojento.– Ca.. Calma, podemos conversar... – O Zombie logo começou a andar devagar, e começou a gritar como se tivesse com muita raiva da minha pessoa, veio mordendo o ar até chegar em mim, me derrubando. – Socorro! Alguem me ajuda! Socorro! – Comecei a gritar, enquanto o bicho tentava me morder. Eu percebi naquele momento que se eu não lutasse com aquele zombie, eu ia acabar que nem aquele ser, COMIDO. Peguei toda a força que me restava, e joguei o Zombie para o lado, nisso comecei a me arrastar e achei uma pedra, consegui me levantar e vi ele se arrastando em minha direção, não pensei mais duas vezes, dei três vezes uma pedrada na cabeça dele. Foi horrível aquela cena, os olhos esbugalhados saíram para fora, e aquele cadáver de fato morreu, ou sei lá como dizer. Fiquei meio anestesiado ainda, infelizmente aquilo era real, me biliscava, dava três pulinhos, e de fato aquilo não era um sonho. O outro corpo que estava todo comido, não deu para ver o rosto, mas eu achei a carteira do individuo (a).– Camisinha. Cartão de prositibulo. Foto com Renatinho. Aqui, o RG, mas pe... – Paralisei mais uma vez, e começou a encher de água os meus olhos. – Igor Miralha, não pode ser. Não acredito! – Ajoelhei no chão e comecei a chorar muito, e achei um papel na carteira dele. ~ A VIDA É MAIS BONITA QUE MERAS POSTAGENS, ME EXPONHO BASTANTE, MAS SEMPRE VOU TE AMAR. BEATRIZ LOPES. NESSA FESTA, TE PEÇO DE VEZ EM NAMORO ~ – Descanse em paz meu velho amigo – Guardei o bilhete no bolso. — Vamos... vamos vencer essa. Sai daquele mato, e notei que o outro cadáver, não era da nossa turma, mas também desejei luz no caminho dele e segui de volta para a festa.–---- DESCANSE EM PAZ MIRALHA–---------
Notas finais
Depois que presenciei aquela cena horrivel, tinha que ter peito forte para ir até a festa, e contar a todos o que tinha havido.
Este é o último capítulo disponível... por enquanto! A história ainda não acabou.
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