Will You Wait For Me?
12 A New Life For Blaine
Notas iniciais
Já havia se passado três dias desde que o médico anunciara que Blaine estava bem, mas Kurt ainda estava agoniado. Precisava muito ver o noivo. Se sentia bem melhor, porém. Não parava de sorrir, estava sempre se lembrando que Blaine estava saudável, e que ia ficar tudo bem.
Sua família e amigos tentaram o convencer a ir para casa pelo menos um pouco, mas ao perceberem que não conseguiriam, resolveram revezar para não deixá-lo sozinho.
Era de noite quando a enfermeira avisou que Blaine estava acordado e que Kurt poderia vê-lo. Burt incentivou o filho, que correu o quarto onde o moreno estava.
Quando se viram, começaram a chorar como pequenas crianças. Não só de saudade, mas de felicidade também.
– Meu Deus, Blaine... — Kurt disse, enquanto espalhava beijos no rosto do moreno. — Eu senti tanto sua falta! — O castanho finalizou com um selinho nos lábios de Blaine.
– Eu também senti sua falta, Kurtie. — Blaine sorriu fraco. — Eu já estou cansado de novo. — Lamentou-se. -
Está tudo bem, amor. Pode dormir. — Disse antes de beijar os lábios do noivo novamente.
– Mas fique aqui cuidando de mim. Não saia, por favor. — Implorou, segurando a mão de Kurt o mais forte possível.
– Calma, querido. Eu vou ficar. Se algum médico pedir para eu sair eu vou te acordar, tudo bem? — Beijou a bochecha de Blaine antes de se sentar em uma poltrona do outro lado do quarto.
– Eu te amo.
– Eu também.
E foi assim eles passaram a noite inteira. Kurt finalmente conseguiu dormir em paz depois de todo o sufoco, mesmo não estando em sua cama, estava com seu amor.
De manhã Kurt foi acordado por uma enfermeira avisando que precisava dar banho em Blaine. O castanho voltou para a recepção emburrado, ele que sempre dava banho nele, não essas... Enfermeiras idiotas.
Passou o resto do dia no hospital, dessa vez sozinho. Seu pai e Carole já estavam esgotados, e Kurt entendia, não podia esperar que seus pais ficassem tanto tempo lá.
1 semana depois:
Kurt estava em uma lancheria quando seu celular tocou.
– Kurt Hummel.
"Oi filho. Acabaram de me ligar do hospital."
Kurt gelou. Não podia ser o que ele estava pensando.
– E...? Blaine está bem?
"Blaine está pronto para voltar pra casa, Kurt. E pensei que você quisesse o acompanhar no carro."
– Sim... Sim, oh meu Deus!
"Me encontre no hospital."
O castanho dirigiu para o hospital o mais rápido possível, queria logo ter seu pequeno de volta. Quando chegou lá, Burt e Blaine estavam o esperando na porta do hospital. Kurt correu até o moreno, que estava em uma cadeira de rodas.
– Oi, meu amor! — O casal deu um longo beijo, fazendo Burt sorrir. — Pronto para voltar?
– Mais do que pronto! Estava quase apodrecendo lá! — Brincou.
Burt foi dirigindo o carro de Kurt, que ficou no banco de trás com Blaine. Já no início do trajeto o moreno caiu no sono, com a cabeça apoiada no ombro do outro.
Foram recebidos com muitos abraços. Carole abraçou Blaine até o mesmo reclamar, falando que precisava sentar. A mulher apenas sorriu sem graça e o levou até o sofá.
Kurt passou a tarde inteira no sofá, com Blaine em seus braços. Estavam assistindo o 4º filme da saga "Harry Potter" quando Carole apareceu na sala.
– Meninos, eu e Burt vamos sair para fazer as compras do jantar. Querem convidar alguém para comemorar?
– Quinn e Puck. — Kurt disse rapidamente.
– Não esqueça de Elliot! — Blaine completou.
– Obrigado, querido. — O castanho beijou a bochecha do mais novo, que sorriu. — Estava quase esquecendo dele.
– Tudo bem. Ah, abram a porta para Finn e Rachel quando eles chegarem. — Carole acenou para os dois antes de sair.
Kurt levantou-se assim que a porta fechou.
– O que aconteceu, Kurtie? — Blaine bocejou.
– Harry Potter é um cara muito legal, mas cansei de assistir filmes. — Os dois riram. — Vamos para o quarto?
– Kurt, eu ainda não posso-
– Eu sei. Vamos lá, eu quero apenas matar a saudade. — Kurt insistiu.
– Ainda não matou a saudade de mim?
– Claro, agora eu preciso matar a saudade da minha cama.
– Seu idiota. — Blaine disse entre gargalhadas.
– Eu também te amo, amor.
O moreno subiu as escadas lentamente com a ajuda de Kurt, que não parava de perguntar "você está bem?" ou dizer "estamos quase lá".
– O que você quer fazer? — Blaine sentou na cama, enquanto Kurt continuou em pé.
– Você consegue cantar?
– E-Eu... Acho que sim. Faz tempo que não canto. — Declarou, brincando com seus dedos.
– Eu quero cantar com você.
...
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