Will Still Love You In The Distant Tomorrow
15 Capítulo XV - Eu preciso de você
Notas iniciais
Boa leitura.
Com a mente vazia e sua vontade de tomar providencia, deu uma desculpa, alegando não se sentir bem, logo então retirou-se do salão e fora em direção ao seu quarto temporário, adentrou o mesmo e viu que suas coisas estavam arrumadas como havia pedido. Fechou os olhos e andou em direção a janela, abrindo a mesma e deixou que a brisa da noite tocasse o seu rosto. Até o momento não havia pensando que a vida de Sesshoumaru estava em risco no momento em que lhe marcou, todos os outros lordes poderiam se voltar a ele, por mais poderoso que ele fosse... Ele não conseguiria suportar tudo sozinho. Daisuki havia dito que não poderia ir contra os outros lordes e de fato, concordava com ele.
Deixou que seu corpo tombasse em direção ao chão, suas coxas tocaram o solo frio e então, num movimento infantil, alevantou ambas as pernas e as abraçou. Sempre fizera aquilo quando tinha medo, quando estava sozinha, quando não sabia resolver as coisas, porém, naquele momento sabia exatamente o que fazer. Precisava ir embora, sumir... Ir em algum lugar distante, onde ele não a encontraria. Onde seus sentimentos que latejavam dentro dele pudessem encontrá-la. Nada mais fazia sentido, não havia outra escolha, um momento melhor. Se esperasse que alguma coisa mudasse, que fosse diferente daquela vez, que não se repetiria o caso ocorrido no passado, com certeza não teria pensando em partir. Seus olhos se voltaram as suas coisas que estavam depositadas em cima da cama e num movimento novamente infantil, escondeu o rosto entre os joelhos.
∾
Estava cedo e sabia que a humana sempre acordava naquele horário, o lorde havia comentado algo consigo na noite passada. Acompanhada da criada que era uma mestiça, Sawa se dirigia ao quarto onde Rin estava, afim de acorda-la. Havia se dado bem com a humana no final das contas, não soubera dizer qual fora o motivo por ter odiado tanto ela naquele momento, quando deveria estar grata por a ter libertado de um casamento ao qual não estava contente. Poderia então, ficar com seu amado.
Aproximou-se da porta da humana e deixou que a criada batesse com o punho levemente sobre a mesma, porém não teve resposta. Sawa olhou para a serva e pediu silenciosamente que tentasse outra vez e assim a criada o fez. A youkai ficou preocupada e então tentou usar a fechadura e notou que a mesma estava aberta, adentrou o local e levou as mãos em frente aos lábios. O quarto estava vazio. A criada olhou ao redor afim de confirmar, ela não estava ali. Ambas desceram correndo em busca dos lordes e adentraram o salão como um furacão, a criada levou a mão ao peito contendo a respiração e Sawa falou em tom desesperado.
- Rin não está no seu aposento.
- Co-como?
Daisuki ficou mais pálido do que já era e Sesshoumaru ergueu-se, correndo em direção onde Jaken e Ah-Un estavam, porém, os mesmos continuavam ali.
Rin, onde você está?
Fechou os olhos de forma irritada e gravou as garras na palma de sua própria mão, a culpa era sua. Ela estava com medo de que algo lhe acontecesse e por isso fora embora, para onde ela poderia ter ido? Primeiro iria ao vilarejo de Inuyasha saber se ela havia aparecido por lá.
- Sesshoumaru nenhum criado sabe onde ela está e se saiu a noite. — Sawa estava pálida e tremendo.
- Sesshoumaru... — Daisuki havia se juntado aos dois e sua cara estava péssima. — Os guardas não a viram.
- Irei ao vilarejo de Inuyasha, ela pode ter ido para lá. Peçam para Ah-Un e Jaken procurarem por Rin.
Ao terminar de dizer, virou as costas e fora em direção aos portões. Precisava encontra-la, precisava vê-la... Ver-lhe o sorriso gentil, a forma desafiadora, o jeito sensual e tímido de lhe provocar. Precisava tê-la ali. Se sentia vazio, se sentia solitário, não tinha aquela presença infantil e embaraçosa que sempre falava algo desnecessário, porém, se tornava necessário naquelas longas caminhadas. Precisava encontra-la ou não teria paz. Os sentimentos dela não o alcançavam mais e isso o estava matando. Ela havia descoberto um jeito de bloquear tais sentimentos, como?
Rin, eu quero vê-la.
∾
Por Deus, estava cansada. Nunca havia caminhado tanto e sem descanso como estava fazendo, sentia um vazio dentro de si e sabia que aquilo não era somente seu. Levou ambas as mãos ao peito e chorou internamente.
Desculpe Sesshoumaru, não pude cumprir com minha promessa.
Parou perto de um lago e então escorou-se numa árvore, precisava descansar ou acabara se matando de tanto cansaço. Fechou os olhos e relaxou, seu corpo foi sendo tomado por uma exaustão sem limites e uma sonolência.
Seus olhos se encontraram com os ambares e sentiu seu corpo inteiro se aquecer, ele estava ali e a olhava de forma sedutora, como se a quisesse naquele momento, naquele local. Ele não usava a veste de cima e todo o seu peitoral estava de fora, fazendo com que percorresse os olhos pelo corpo finalmente esculpido. Ele era perfeito. Logo a imagem ficou desfoque e o sentiu se distanciando, não conseguiu ouvir o que ele dizia devido ao chiado.
- Sesshoumaru!
Sentou-se de forma assustada e olhou a sua volta, fora apenas um sonho. Levou ambas as mãos ao rosto e desatou a chorar. Porque sentia falta dele? Ela deveria odiá-lo, ele era um youkai. Ele era um monstro. Porque de todos os humanos, de todos os demônios, ela teve que se apaixonar por um lorde?
∾
Havia passado pelo vilarejo de Inuyasha e ela não estava lá e nem havia chegado perto. Inuyasha se ofereceu para ajudar, porém, seu orgulho o obrigou a recusar. Não sabia por onde a procurar, iria até o inferno somente para acha-la, se fosse preciso. Mas precisava acha-la.
- Sesshoumaru!
Era como se pudesse ouvir a voz dela, porém não sentia o cheiro dela. Estava longe e duvidava que ela havia caminhado até ali e então resolveu ir ao lago que tinha por perto e tomar um pouco de água antes de ir para outro local. Estava cansado, não cansado de caminhar, mas cansado do vazio e a solidão que o perseguiam naquele momento. Fechou os olhos e soltou um leve suspiro, ela havia se tornado tudo para ele.
Um cheiro familiar atacou o seu nariz e então abriu os olhos, com o rosto escondido entre as mãos, ela chorava. Por um tempo indeterminado, ficou parado, surpreso, estava preso naquele lugar, justamente quando havia desistido de procura-la por aquelas áreas. Ela havia caminhado tanto.
- Rin.
A observou voltar seus olhos castanhos para si e controlou a imensa vontade de tocar-lhe levemente os cabelos, roçar-lhe os dedos naquela pele alva. Ela parecia surpresa.
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