Notas iniciais
Esse capitulo sofreu edição. Não é a versão original que tem no word. Eu pensei em colocar mais algumas coisas hoje.
Arrumando capitulo ao som depressivo de Ootani Kou. >
Boa Leitura.

Eu sabia já fazia um tempo, sabia que youkais sangue-puro era difícil de ter sentimentos e eu... Me permiti tais sentimentos. Talvez esse sentimento tenha sido criado no momento em que o vi naquela floresta... No momento que o quis ajudar. Se eu não sofresse nas mãos dos aldeões tudo isso não passaria de um nada, eu não teria me aproximado dele, eu simplesmente teria ficado no vilarejo ajudando no que eu poderia, brincando com as outras crianças, porém o destino resolveu ser cruel comigo, fazendo-me sofrer sempre, me lembrando de quão inútil um humano pode ser.

Neste momento o silêncio era confortável, Jaken e Ah-Un não mencionaram nada sobre a marca em meu corpo e sei que meu cheiro mudou, até o momento, vários youkais tentaram me atacar para ferir Sesshoumaru-sama, mas não foi ele que me defendeu e me protegeu, foi o velho youkai sapo. Meu coração deveria se sentir pesado com tal ato? Ou melhor dizendo, a falta do ato?

- Acampem aqui. — Fora a única palavra que ele havia dito em total percurso, ele logo sumiu para dentro da floresta.

Já havia tomado meu banho, não estava com fome e então subi em cima de alguma árvore que resistisse ao meu peso, um ninho de passarinho estava a cima de minha cabeça, os pais das aves filhotes não pareciam se importar com minha presença e eu não me importava com a presença deles. Meus pensamentos foram direto ao futuro ao qual eu não saberia se existiria, foram levados ao momento em que eu teria um filhote hanyo, como inuyasha, porém com as listras ao lado do rosto de Sesshoumaru, o cabelo escuro como o meu, os olhos amarelos como o do pai, o meu sorriso, a frieza do pai, a autoridade vinda de mim, o respeito vindo do pai. A mistura perfeita de nós dois.

Fechando meus olhos de forma dolorosa, uma lágrima solitária saiu por entre o vão, que logo eu tratei de limpa-la. A lágrima solitária me lembrou a minha vida sempre solitária, a verdade deveria ser dita, eu sempre fui sozinha, Sesshoumaru-sama apenas não queria que minha vida fosse desperdiçada depois que me reviveu. Isso era mais doloroso. Peguei a espada em minha cintura e a levei ao pescoço.

- Rin, o que pensa que está fazendo?

A voz de Jaken parecia minha consciência gritando contra mim mesma.

Eu desejava ficar com Sesshoumaru-sama o tempo todo e porque agora eu dava para trás? Devido ao fato de somente sentir os meus sentimentos e não os dele? A única coisa que ele sentia, estava claro de mais... Era pena.

- Eu não gosto que sintam pena de mim. — Gritei para qualquer pessoa que estivesse por perto, gritei para o vazio das árvores, para os animais que sei que estavam presentes, gritei para Jaken... Gritei para o lorde... Onde quer que ele estivesse.

- Rin?! — A voz de Jaken continuava a me irritar.

- Cala a boca! Vocês acham que pode entender os humanos e seus sentimentos, mas não podem... Isso é doloroso.

Logo eu me vi chorando, chorando por algo que não poderia mudar, por sentimentos que não poderia mudar, por inutilidade, por fraqueza... Eu era fraca por não conseguir cortar minha própria garganta e foi assim que eu deixei que a arma tombasse de minha mão, alcançando o solo onde Jaken estava em pé, visivelmente confuso.

Abraçando os joelhos de forma protetora, escondendo o rosto nos mesmo, deixando que as lágrimas caíssem, caíssem por mais tempo, até o momento que meu corpo estava exausto novamente.

- Se não descer dai, irá cair e se machucar, Rin.

A voz do lorde se fez presente em todo o ambiente, ele estava escorado na árvore onde a humana estava. Ela apertou os joelhos contra o corpo e o ignorou, deixando um youkai completamente irritado lá em baixo.

Depois de um indeterminado tempo, a humana encostou suas costas no tronco protetor da árvore, onde tinha uma pequena rachadura que impedia que caísse ao chão enquanto estava dormindo, ao amanhecer fez tudo o que era necessário e então seguiu ao lado de Ah-Un, atrás dos ambos youkais mais velhos. Ah-Un ora ou outra resmungava, pedindo para os dedos de Rin não pararem com a massagem que fazia o dia todo.

Rin e Ah-Un havia se distanciado do grupo, que não perceberam quando a humana e o youkai de duas cabeças viraram em direção a floresta. O youkai acompanhado da humana foram pegar algo para que se alimentassem e nisso um youkai de raça indefinida tentou atacar Rin, fazendo com que Ah-Un mordesse a parte do kimono da humana e a jogasse em suas largas costas, logo subindo para cima das árvores, onde o youkai não poderia pega-los.

Jaken olhou depois de um tempo para trás, não avistando Rin e nem Ah-Un, o que fez com que o menor entrasse em desespero.

- Meu... Meu lorde!

Sesshoumaru voltou seu olhar para o youkai sapo, com a sobrancelha levemente arqueada em duvida, quando notou que Rin não estava no grupo.

- Cade Rin e Ah-Un?

- Eu não sei, meu lorde.

Jaken se encolheu quando Sesshoumaru dera um passo em sua direção, mas não contou que o lorde o ignorou e seguiu para trás, seguindo o cheiro da companheira.

- Ah-Un cuidado.

Rin gritou quando o youkai pulará em uma árvore e se preparava para pular em cima de ambos, porém Ah-Un fora mais rápido e dera uma rabada no youkai, o arremessando para longe.

- Ah-Un nos tire daqui. — O animal resmungou em concordância, mas algo chamou-lhe a atenção, fazendo com que Rin olhasse também.

Sesshoumaru havia sentido a presença de um youkai e logo ouvirá a voz de Rin, pedindo que Ah-Un tomasse cuidado e então se dirigiu para onde ela estava e onde a presença do youkai também estava. Ela estava com problema e Ah-Un não conseguia lutar com Rin montada sobre si.

Jaken como era lento de mais, demoraria alguns minutos para chegar ali e então resolveu atacar o youkai, usando o chicote que somente em um golpe degolou o animal. Fora fácil de mais.

Ah-Un e Rin desceram ao solo, a mesma pulou e virou-me as costas, dando-me a entender que eu não tinha feito mais do que o meu trabalho. Um leve rosnado ficou preso em minha garganta e a vontade de perguntar o motivo por estar me ignorando me torturava.

Sentiu que Ah-Un a seguia e não se importou, irritada com total situação, pegou sua espada de forma furiosa e a arremessou contra o corpo do coelho que havia encontrado a poucos metros de você, acertando em cheio.

- Coma Ah-Un, estou sem fome. — Novamente. Pensou consigo mesma.

Viu Ah-Un ir em direção ao animal, separando sua espada do coelho e o engoliu o animal em menos de um segundo. Aproximou-se de Ah-Un e sua espada, tirando a espada do chão e colocando a mesma em sua bainha. Sim, estava cansada de tudo aquilo e estava na hora de tomar uma decisão.

Notas finais
1 comentário e outro capitulo. Já sabem disso. Hunf.