Will Still Love You In The Distant Tomorrow
1 Capítulo I - Lembranças Parte 1
Notas iniciais
Uma leve chuva havia começado pela manhã preguiçosa que se estendia nas terras do oeste, a bela jovem de cabelos negros compridos sentou-se em sua cama espaçosa e ergueu os braços ao teto, espreguiçando-se como uma princesa faria. Os cabelos negros não pareciam bagunçados devido ao rico tratamento que a mesma fazia todos os dias antes de cair em profundo sono. Leves batidas a fizeram se erguer da cama e ir em direção a cadeira, pegando seu roupão e o colocando por cima da roupa de dormir, fazendo um laço perfeito na cintura. Lembrou-se quando aquele robe era grande de mais para seu corpo esguio, pois aquela havia sido a primeira vez que 'ele' errará em seu tamanho. Um leve sorriso de canto tomou conta dos lábios rosados da jovem, devido ao pensamento da briga sobre o roupão.
– Este Sesshoumaru garante que irá lhe comprar uma roupa do tamanho certo.
– Esta Rin garante que não irá aceitar outra roupa sem ser esta. — Havia dito no mesmo tom que ele, o imitando somente para provocar-lhe.
– Rin.
Colocou as mãos na cintura em forma desafiadora e este apenas a encarava, esperando um pedido de desculpas, coisa que não chegou aos ouvidos do mesmo. Cansada de encara-lo, virou-lhe as costas e adentrou em seu quarto, deixando um lorde youkai completamente irritado e surpreso pela sua ousadia, à sua porta.
Agitou a cabeça de forma delicada, fazendo com que as madeixas negras se agitassem. Não poderia ficar pensando tolices enquanto alguém a esperava do outro lado daquela enorme porta. Controlou uma risada ao se lembrar o quão difícil fora abrir aquelas portas, por alguns anos ou meses, não recordava a data, tivera que pedir ao seu lorde para lhe abir a porta, ele sempre alegando que deveria pedir a algum dos criados e não correr pelos corredores, abrindo todas as portas a sua procura. Realmente fora uma criança muito agitada quando chegou ali.
Saiu de seus devaneios com outra leve batida na porta e então dirigiu-se a mesma, vendo a criada de cabelos brancos igualmente aos do lorde a sua frente, segurando um pequeno envelope branco, os olhos da criada eram do mesmo tom que sesshoumaru, porém ela não era um youkai cachorro, Sesshoumaru-sama havia lhe dito isto. A criada curvou-se levemente e de forma educada e logo lhe entregou a carta, que a jovem prontamente aceitou, investigando o papel com os olhos, voltou-se para a empregada e disse-lhe.
– Peça a Midori que venha até aqui.
A criada assentiu brevemente e se retirou dali, Rin ficou breves minutos olhando o espaço vazio onde a mulher momentos antes estava. Enquanto fechava as pesadas portas e retornava para seu quarto, lembrou de que sentia raiva daquela serva em especial, pois ela passava tempo de mais com o lorde e parecia não gostar de sua presença ali. Lembrou que fora repreendida pelo seu lorde quando tacou-lhe pratos sobre a serva que apenas se aproximará de seu lorde.
– Sua cretina, afaste-se dele! — Gritou contra a youkai gato e lhe jogara pratos que se encontrava sobre a mesa.
Aparentemente aquele comportamento com a serva fora devido a conversa que ele trocava com a serva e não consigo, logo que havia chegado ao castelo se sentia sozinha e isolada e ele pouco falava com si, preferindo a conversa de criados.
– Rin. — A voz firme do seu lorde fora incapaz de lhe fazer parar.
A serva por sua vez, assustada com o tratamento rebelde da humana, escondeu-se atrás do seu lorde e encolheu-se, seus olhos amarelos demonstravam o medo que sentia. A humana por sua vez, pulou em cima da jovem youkai e lhe puxou os cabelos e logo fora pega por Sesshoumaru, que teve um pouco de trabalho com apenas um filhote humano chamado Rin. Esta por sua vez se debatia com força afim dele lhe soltar.
– Sesshoumaru-sama, me solta. — Ela por sua sua vez gritava contra ele, enquanto a serva correu em direção a cozinha. — Eu vou mata-la!
– Rin, controle-se.
Sesshoumaru teve que usar ambas as mãos apenas para controlar o filhote humano que parecia estar possuída por algum youkai. Ele nunca a vira tão rebelde.
Uma leve risada escapou dos lábios rosados ao recordar da cena. Lembrou-se dos braços de seu lorde tocando seu corpo de forma calma. Perguntava-se na época como ele conseguia ter tanta paciência com uma criança selvagem como ela. Os olhos castanhos se voltaram para o envelope intocado em suas mãos, então o abriu de forma lenta, embora continha imensa curiosidade sobre o conteúdo. A escrita perfeitamente dedurava que fosse de seu lorde e a assinatura final apenas lhe comprovava tal pensamento. Havia apenas uma frase com palavras frias e sem demonstrar praticamente nada e sua assinatura.
Retornarei hoje as terras do oeste.
Sesshoumaru T.
Ficou minutos ou segundos olhando para a perfeita escrita de seu lorde e então voltou seu olhar para o espelho. Haviam se passado sete anos desde que retornará para o lado de seu lorde e se sentia imensamente feliz por ele não a ter esquecido durante os meses que o ignorou. Um sorriso travessou veio aos lábios ao notar que ele ainda não esquecerá dela.
Suaves batidas na porta foram ouvidas e então um leve entre escapou de seus lábios, pois sabia que era a criada que mandara chamar, mas ela havia demorado mais do que o normal, o que a jovem estranhou.
– Algum problema, Midori?
– Não minha senhora. — A voz doce da criada se fez presente em todo o recinto, fazendo com que a jovem logo se acalmasse.
– Nosso lorde chega hoje, prepare o melhor kimono para mim, sim?
Estava ansiosa para reencontrar seu lorde, pois fazia seis meses que não o via e confessava que estava com saudades dele. A enorme biblioteca não era não era grande atração quando seu lorde não se encontrava em alguma parte do castelo, pois se sentisse entediada poderia ir ao local onde ele estava e conversar brevemente com ele, que por sinal, tinha algum interesse em sua tagarelice sem fim.
– Sim, minha senhora.
Não soubera dizer quando havia mudado com seu lorde, quando o havia afastado de si, deveria ser pelos sentimentos que escondia no mais profundo de seu ser? Ou porque seu corpo começou a revelar para si mesmo, os desejos que sentia pelo seu lorde? Não soubera responder tais perguntas em um passado não tão distante quanto parecia, e não sabia responder agora. Somente sabia que sentia falta dos abraços inesperados que dava a ele, as inúmeras coroas de flores que criava e lhe dava, não sabia o que ele fazia com elas, mas não as usava. Sorriu com o pensamento dele usando uma daquelas coroas sem graça de flores. Quantas flores matou apenas para brincar de fazer ser o rei e ela ser a princesa? Lógico que ele nunca cooperava. Au-Un era o dragão que a protegia, Jaken era o bruxo malvado que a prendia numa torre. Controlou a risada mais uma vez e respirou fundo. Não sabia o motivo por estar se lembrando de tais coisas, mas se sentia feliz.
– Este kimono está bom, Midori. — Sua vez se fez presente quando Midori pegou em seu bau um kimono no tom azul claro, com estampa florais num tom de roxo escuro, o laço que prendia a cintura era um pouco mais escuro que o azul do kimono. — Ajude-me a vesti-lo e arrume meu cabelo no melhor penteado, por favor.
– Sim, minha senhora.
Lembrou-se que havia brevemente discutido com seu lorde pelo jeito que as servas e os guardas lhe chamavam. Senhora. No começo este tratamento não lhe agradou, pois se sentia como uma rameira ou como os humanos dizia, prostituta de um youkai. Não achava certo que a chamava de senhora, pois não era nada de Sesshoumaru-sama a não ser a garota humana que ele salvará e que a mesma grudará no pé do mesmo. Sim, ela havia praticamente grudado aos pés dele quando acordou apoiada pela mão quente dele, quando ele havia lhe dado a vida de volta.
Seu lorde não se importava com sua tagarelice, com sua falta de modos e seu modo rebelde e peralta quando criança, diferente de Jaken que estava sempre irritado e lhe dizendo o quão irritante era, ele corria de um lado para o outro atrás de si, era surrado pelo seu lorde por a ter perdido de vista. Sesshoumaru-sama nunca demonstrou ter afeto com a jovem humana, as vezes pensava que ele apenas não queria que ela se machucasse, por isso a suportava perto de si.
– Pronto senhora. — A voz da criada a tirou de seus devaneios mais uma vez. — Está ao seu agrado, minha senhora?
Olhou-se no espelho e viu que as madeixas negras estavam presas num coque mal feito no topo de sua cabeça, onde varias madeixas caiam por sobre o ombro e acomodavam-se algumas acima dos seios, outras apenas se espreguiçavam em suas costas. Sua pele pálida combinava com o tom azul claro do kimono e com seu cabelo negro, juntamente com seus olhos.
– Sim, esta perfeito.
– Está muito bonita, minha senhora. — A criada disse por sua vez, os olhos castanhos dela não demonstravam o contrário.
Sim, realmente estava muito bonita, não soube porque quisera se arrumar tanto para seu lorde, mas sentiu imensa vontade de tal coisa. Ordenou a criada que arrumasse a mesa do almoço na mesma hora de sempre e que colocasse o chá favorito do lorde na mesa, pois ele chegaria antes do almoço.
Sim, ela sabia que ele chegaria antes do almoço, pois a carta tinha sido entregue de manhã, não a tarde. Conhecendo seu lorde como conhecia, sabia que faltava poucas horas para sua chegada.
Saiu de frente ao espelho e foi em direção as pesadas portas, passando por elas de forma muito elegante e a criada cujo nome fosse Midori, fechou as mesma. Seguiu em direção a escada principal, enquanto a criada usou a escada dos criados. Levou a mão delicadamente ao corrimão e desceu as ecadas como se fosse uma rainha, perfeitamente bela e elegante, os guardas que passavam pela sala reverenciaram-lhe e fingiram não prestar atenção na beleza humana que se encontrava no mesmo ambiente.
Parou ao lado da assento onde seu lorde costuma sentar-se e sorriu docemente ao se lembrar de quantas vezes setará no braço daquele imóvel e escorou-se no ombro de seu lorde. Ele não a afastava, não a acariciava, apenas deixava que ela ficasse ali, contemplando sua companhia.
– Se está com sono, deveria ir ao seu quarto Rin. — A voz dele continuava no mesmo tom, somente um pouco baixa.
– Meu lorde não quer que eu use seu ombro como travesseiro, por breves momentos de paz? — Continuava de olhos fechados e o corpo escorado contra o dele, cabeça apoiada ao ombro dele.
– Este Sesshoumaru não se recorda de ter dito tal coisa.
– Eu não disse que meu lorde falou tal coisa, mas deu a entender tal ato. — A voz infantil estava completamente embargada pelo sono.
– Durma Rin.
No que ele disse tais palavras, seu sono fora alcançado, levando-a para o mundo dos sonhos, onde encontraria com seu lorde em tal lugar novamente...
– Rin.
Suas lembranças foram interrompidas quando ouviu a voz daquele em quem estivera pensando momentos antes de ser tirada de seus pensamentos. Os olhos castanhos se voltaram para os olhos na cor âmbar, os olhos que ficará meses sem ver. Ele parecia diferente, seu rosto estava do mesmo jeito que se lembrava, sua postura estava igualmente correta, sua vestimenta estava correta, embora estivesse sem a armadura, nada nele parecia diferente, embora soubesse que algo nele estava diferente.
Algum tempo depois, o respondeu de forma educada, da forma que seus instrutores lhe ensinaram -ao mando de seu lorde-.
– Meu lorde. — Reverenciou-o brevemente. — Seja bem vindo.
Ele estava a sua frente, seu rosto inexpressivo como sempre. Ele havia voltado para ela... Para ela?! Virou o rosto para algum local devido ao pensamento. Sabia perfeitamente que não havia voltado por sua causa, e sim por causa de seus domínios.
– Estou de volta.
As palavras dele fizeram com que seu coração batesse mais forte, ele nunca dissera tais palavras antes.
Notas finais
Se tiver algum erro de escrita ou palavra faltando, por favor me avisem em comentário ou pm.
Só irei postar o próximo capitulo se tiver ao menos um comentário. Runf.
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