Will Still Love You In The Distant Tomorrow

13 Capítulo XIII - A declaração de um lorde


Notas iniciais
Boa Leitura.

Esticou os braços acima da cabeça e logo esticou o corpo sobre a cama, deixando que seus músculos relaxassem. Depois de um tempo, abriu os olhos, resmungando baixinho sobre a claridade do dia bater-lhe no rosto. Sentou-se na cama e ajeitou os brevemente os cabelos com os seus dedos finos e longos, roçando brevemente as unhas no couro cabeludo. Bocejou levemente e logo voltou seu olhar pelo quarto, se recordando do dia anterior. Ao se lembrar do rosto daquela youkai sentiu uma imensa raiva e vontade de bater-lhe, bater-lhe tanto que está até se arrependeria de ter nascido. Hoje iria embora dali, voltaria ao vilarejo de Inuyasha, sabia que ele se simpatizava com ela e as meninas não a deixariam de fora.

Suaves batidas na porte se fizeram presente e logo a humana falou ao tom que a criada poderia ouvir, dizendo que poderia entrar. A mesma adentrou o recinto de forma lenta e preocupada. Não era a hanyou do dia do anterior, era uma youkai que parecia ter medo até de se aproximar de si, soltou uma leve risada e então sussurrou para a youkai.

– Não precisa ter medo, eu ficarei bem.

A youkai a olhou de forma feroz, com a sobrancelha levemente erguida, mas nada disse. Rin havia notado que a youkai não gostava de humanos e aquilo lhe incomodou. Não se sentia confortável com aquela youkai que a desprezava ali, não por não confiar nela, mas sim porque a mesma não servia como criada.

– Chame a hanyou e não volte aqui.

A youkai tinha os olhos castanhos, marcas sobre seu rosto pálido e orelhas pontudas, diferente de seu lorde. A youkai a fuzilava com o olhar.

– Eu estou fazendo meu trabalho.

– Eu não a quero aqui.

– Você não manda aqui, humana!

– Eu sou a Lady Rin das Terras do Oeste, sou uma visita e exijo outra criada. — Aumentou o seu tom de voz num tom autoritário, fazendo a youkai se alarmar e se encolher. — Agora faça o que eu mandei.

Estava visivelmente cansada de ser tratada como uma raça fraca, que não tinha direito a nada, usaria toda a sua força para mostrar que tinham o direito de viver na igualdade, não era porque eles possuíam poderes que eles poderiam pisar em cima dos outros.

– Sim, Lady Rin.

A criada então afastou-se de modo apressado e foi chamar a hanyou. Ergueu-se da cama e jogou os cabelos por sobre o ombro, ouviu leves batidas na porta e ordenou que entrasse, logo então a hanyou estava atrás de si, lhe penteando os cabelos.

– Perdoe e Miriin, ela odeia humanos.

– Isso deveria ser novidade para mim? — Falou em um tom amargo e a hanyou negou brevemente com a cabeça.

– Não, minha senhora.

As duas permaneceram em silêncio, Rin estava irritando e a hanyou não se ofendeu perante a resposta amarga que recebeu da humana. Sabia que a vida dos humanos era mais difícil que a vida dos youkais e até mesmo dos hanyous.

A criada a ajudou a vestir o kimono sem bagunçar o cabelo e lhe prendeu o laço de forma firme e forte. Rin já estava acostumada com aquilo. Olhou-se no espelho e viu os traços perfeitos de seu rosto, a pele clara, o rosto redondo, a franja cortada de forma perfeita, cobrindo-lhe a testa, os lábios carnudos e rosados, os olhos castanhos. Sim, era uma humana perfeita e não se importava com isso. Virou-se para a hanyou que a reverenciou.

– Este vestido combina com a senhora.

– Muito obrigada. — Olhou por cima do ombro em direção ao espelho e sorriu. Sim, aquele vestido lilás combinava perfeitamente consigo, logo voltou seu olhar a hanyou. — Qual o seu nome?

– Mei.

– Mei, eu me lembrarei de sua amizade.

A hanyou pareceu ficar sem jeito e então acompanhou a lady para fora do quarto, embora ambas tomasse rumo diferente, havia um laço entre as duas.

Desceu as escadas segurando levemente o corrimão, os cabelos estavam presos, porém algumas madeixas caiam-lhe por sobre o ombro. Adentrou o salão e viu Sesshoumaru sozinho, não estava na companhia de Sawa ou do lorde.

– Bom dia. — O cumprimentou.

Ele apenas assentiu em cumprimento. Rin se aproximou dele e se sentou ao seu lado, deveria ao menos ficar até depois do almoço e precisava agir com tranquilidade.

O youkai a observava e chamou uma criada apenas com um movimento de cabeça, a mesma se aproximou e se curvou.

– Traga um chá para a lady.

– Sim senhor.

A criada virou-lhe as costas e foi em direção a cozinha, o youkai logo voltou seu olhar para a sua companheira.

– Este Sesshoumaru quer saber o que lhe aborrece.

– Sawa.

O youkai não conseguiu conter a surpresa por Rin ter sido sincera e direto logo naquela simples palavra. Antigamente ela teria tentado fugir do assunto.

– Aborrece-lhe que eu odeio a sua amante? — Voltou os olhos castanhos para o youkai ao seu lado.

– Não me ofenda Rin.

– Não lhe ofender? Que irônico. — Voltou seu rosto para a criada que agora depositava a xícara de chá sobre a mesa e se retirava. — Você vem me ofendendo ao ficar flertando com ela quando eu estou aqui. Não tem vergonha? — Havia voltado o olhar para ele.

– Este Sesshoumaru não estava flertando com nenhuma fêmea.

– Eu vi. — Nesse momento, já estava de pé e gritava, jogando toda sua raiva contra o youkai. — Eu não sou idiota Sesshoumaru, eu vi...

– O que você viu foi apenas conversa.

– Tanta conversa que é capaz de deixar sua companheira de lado?! — Observou o rosto dele ficar um tanto quanto surpreso, logo voltando a ficar impassível como sempre. — Se você não se importa, eu me importo.

– Você está imaginando coisas Rin.

– Por Deus, Sesshoumaru. Desisto. — Então assim que disse, virou-lhe as costas, mas seu punho fora segurado pela mão dele, a irritando mais ainda, virou-se para ele e começou a estapear-lhe o peito. — Seu idiota, cretino... Você não presta.

– Rin.

– Me deixa ir embora, eu não quero ficar aqui, eu não quero ver isso. — Estava chorando e ele estava vendo, isso era humilhando.

– Rin. — Sesshoumaru sentiu que vários criados queriam ir lá vez o que estava acontecendo, mas ninguém se atreveu.

Cansada da irritação dela, segurou-lhe ambos os punhos e a virou de costa para o corpo dele, apoiou o queixo sobre a cabeça dela e suspirou suavemente.

– Eu não preciso de outra fêmea, Rin.

– Mentira. — Ela falou em tom baixo, contento a raiva e contento o choro.

– Acreditar ou não, cabe a você. — Fechou os olhos ao ouvir as palavras dele.

– Não quero acreditar...

– Eu a salvei Rin, duas vezes.

Aquelas palavras a deixaram surpresa, fazendo com que seu corpo ficasse tenso, logo sentiu seus punhos serem soltos, porém o abraço ainda continuava.

– A primeira vez eu não sei qual foi o motivo. — Ele fez uma leve pausa. — A segunda vez foi porque eu não queria perde-la.

Quando ia responder, a porta é aberta e Sawa e o lorde Daisuki adentraram o local, mal percebendo os dois. Sesshoumaru se afastou e retornou ao assento, com o rosto impassível enquanto ela se dirigia ao lado dele, que ele havia indicado com a cabeça.

Notas finais
Comentários? Eu espero que sim. Até a próxima.