Will Still Love You In The Distant Tomorrow

12 Capítulo XII - Coração corrompido


Notas iniciais
Sayuriichan sendo boa em prestar atenção nos detalhes que até comenta sobre isso. *-*
Boa Leitura.

Estava noite quando havia chegado, Jaken a aconselhara comer algo antes de chegar ali, a verdade é que não tinha fome naquele momento como não tinha fome agora. A serva ao qual havia pedido para lhe levar ao jardim estava-a fazendo companhia, a criada era uma hanyou e contou-lhe que não odiava sua mãe por ser uma humana e não odiava seu pai por ser um youkai.

- Aparentemente os hanyous odeiam seus genitores, porque um é humano e outro é um youkai, porém eu não. — Ela parecia feliz dizendo aquilo. — Eu não tenho orelhas de gatos porque eu sou mais o sangue da minha mãe do que do meu pai. O lorde Daisuki não se importa com raças, enquanto a sua filha sim.

A hanyou se ergueu e ajeitou o kimono branco com azul que esta usava.

- Para ser feliz, Lady Rin, primeiro tem que ser feliz com sua espécie.

Rin apenas assentiu e observou a serva fazer uma reverência e então voltar para dentro do castelo. A verdade é que a ultima frase da hanyou havia lhe despertado certo interesse. Talvez ela estivesse certo, somente conseguiria ser feliz se fosse feliz com a espécie que era. Não era errado isso, era?

Escorou-se no banco e pendeu a cabeça para trás, estava com uma ótima visão das estrelas. As estrelas eram de fato as únicas coisas puras naquele momento, seu coração estava com raiva e um vazio... Seu coração que por muito tempo fora puro, agora estava corrompido.

Era como a shikon no tama que Naraku por várias vezes a corrompeu, porém ela poderia se tornar pura novamente com os poderes de Kagome-san e Kikyou-san. Porém seu coração não poderia voltar puro quando sentia raiva de alguém.

Essa era a verdade, ela sentia raiva e vontade de matar a youkai, por esnobar-lhe a humanidade, jogar-lhe na cara algo que já sabia. Não havia se tornado companheira do lorde por livre e espontânea vontade, ele havia feito isso porque fora o que ele decidiu. Mordeu seu lábio com devida força ao se lembrar de certos momentos.

– Eu tenho sentimentos pelo meu lorde. — Mordia o lábio devido a vergonha que sentia. — Eu li os pergaminhos e sei que quando um youkai escolhe sua parceira e a marca, é eterno. E sei também que os sentimentos são compartilhados. — O lorde saiu do local onde se encontrava, parando atrás si.

– Porque está me contando isso, Rin?

Encarou o lorde, com os olhos cheios de lágrimas não derramadas.

– Porque? Porque eu prefiro que você saiba por mim do que tenha que descobrir por isso.

Estava cansada, cansada de ser apenas algo que ele julgava um objeto, não era um objeto, tinha sentimentos por ele... E ele sabia disso.

Outras lembranças se fizeram presente e um leve rosnado estava preso na garganta da humana...

– Tape a coxa, pois isto é trapaça.

– Não creio que sua atenção seja desviada por algo tão... Humano?!

– Isso não é algo tão humano quando vem de você.

Ele sentia desejo... Desejo que sentiria se qualquer outra mulher lhe tivesse exposto a coxa. Estava cansada e estava desistindo daquilo.

– O que quer que eu faça? — Sua voz estava cansada.

– Fique.

– Eu estou aqui, não estou?

– Fique... Comigo.

Havia lhe pedido para ficar, então porque diabos ele a tratava como uma criança que não entendia as coisas e ia ficar de 'paquera' com outra fêmea?

– Isso não é justo! — Fechou os olhos de forma lenta e dolorosa. — Você sabe sobre meus sentimentos e eu não sei os seus.

– Apenas tente senti-los. Nem tudo o que sente aqui — Ele apontou para a marca no pescoço dela. — é seu.

Abriu os olhos de forma lenta, o desejo era visível em seus olhos.

– Este Sesshoumaru quer beija-la agora. — Ele aproximou seu rosto do seu. — Isto é suficiente agora?

Seus pensamentos ficaram confusos e uma pontada em seu peito se fez presente. Aquela situação, aquele caso... Era de mais para ela. Ergue-se do banco e se direcionou para dentro do castelo, no dia seguinte iria dizer o que queria.

Adentrou a sala e viu Sesshoumaru na companhia da youkai, virou-se para o lorde Daisuki e disse que queria deitar-se, pois estava cansada. Sentia o olhar de Sesshoumaru sobre si, o que ignorou. Lorde Daisuki, por sua vez, chamou uma serva e pediu para acompanhar Lady Rin até seus aposentos, o que ela prontamente fez. Rin a seguiu e o caminho todo fora em silêncio, assim que adentrou seu quarto, suas coisas estavam arrumadas. Antes da serva sair, pediu que colocasse suas coisas dentro de onde a havia trazido, dizendo que voltaria amanhã para as terras do oeste, a mesma prontamente assentiu e atendeu ao pedido da Lady.

Rin adentrou a ala do banho e pediu para a criada preparar um banho quente para ela, o que a mesma fez. Enquanto a criada cuidava de suas coisas no seu aposente temporário, saiu do aposento e fora em direção a sala, Sawa subia a escada e esbarrou-lhe em seu ombro, o que fez que Rin colocasse o pé na frente da mesma que cairá ao chão.

- Humana medíocre.

- Youkai tola.

A voz de Rin era extremamente ameaçadora, diferente da voz suave que Sesshoumaru estava acostumado, observou Rin parar a sua frente, aproveitando a oportunidade que Daisuki não estava no local.

- Irei parti amanhã para o vilarejo de Inuyasha, levarei Ah-Un e chegarei mais rápido e em segurança, mandarei Inuyasha trazer o animal a ti.

O tempo que ficou pensando sobre o que ela iria falar para ele, não se comparava a isto, estava bastante surpreso que não notou quando a mesma lhe virou as costas e fora para algum lugar.

Entrando em seus aposentos e foi direto a ala do banheiro, onde tirou o seu kimono e adentrou a água quente, precisaria de uma longa noite de sono... Amanhã seria um dia exaustivo.

Saiu da banheira depois de fazer todo o processo e então se direcionou ao seu quarto, onde parte de seu quarto estava uma bagunça. Sesshoumaru esteve ali, estava óbvio. Pegou as coisas no chão e as levou até os devidos lugares, ainda nua. Depois colocou sua roupa de dormir e deitou-se naquela cama macia e espaçosa, o sono por sua vez não demorou a chegar.

Notas finais
Ok, eu deixarei explicado aqui sobre depois do dia 27. Primeiro eu ficarei sem internet para não haver jeito de eu fugir e usar o pc. ~chora~ E eu farei uma cirurgia no braço, onde eu não vou poder meche-lo para nada. Então, espero que não me abandonem e esperem que eu volte ok? E eu não sei quanto tempo vou precisar descansar, vou saber disso somente depois da cirurgia. ~chora~. Espero realmente que não me abandonem.