Will Still Love You In The Distant Tomorrow

2 Capítulo II - Lembranças Parte 2


Notas iniciais
Boa leitura.

A noite caia pesada sobre a copa das árvores onde o lorde das terras do oeste e seu fiel servo youkai sapo se encontravam, ambos estavam vagando, Ah-Un não havia ido desta vez, pois ficará em suas terras caso algo acontecesse com Rin.

Parou de se movimentar pela floresta um pouco perto de seus domínios e então analisou o local, seu servo estava exausto. Que tolice.

- Acampe aqui, Jaken.

- Sim, meu lorde. — A voz irritante do seu servo se vez presente, mesmo estando um pouco longe.

Ele mal havia notado que já sairá daquele ambiente a algum tempo. Encontrou um lago ao qual escolheu para se banhar-se, tirando seu haori de forma lenta, sentindo a brisa da noite tocar seu corpo nu em frente ao lago, em passos lentos e com bastante calma, adentrou o mesmo, fazendo com que as pontas prateadas de seus cabelos flutuassem de forma suave sob o mesmo. Alguns peixes agitavam-se sob seus pés e isto fez com que seu pensamento voassem até a dama que a está hora estaria dormindo em uma aconchegante cama. Lembrou-se de quando ela jogará Jaken de um penhasco para dentro de um lago, ele a repreenderá por tal ato. Por vezes, ela tentava colocar o pequeno sapo dentro de sua sopa, o motivo aparente era porque o mesmo colocava legumes que não a agradavam. Escondeu um pingo de divertimento que sentiu ao se lembrar de tais momentos.

A pequena humana nutria uma força que nem ele mesmo conhecia, apenas passou a conhecer quando a mesma teve um pequeno ataque de raiva com sua serva, que aparentemente andava muito próxima de si. Um leve sorriso brincou em seus lábios, tentado a solta-lo, mas não o fez. A serva youkai gato apenas levava cartas para os soldados e lhe contava sobre a humana que se encontrava no mesmo local, nunca pensou que ela teria pego porcelanas de luxo e os arremessado contra a serva, fazendo com que está escondesse atrás de si. Lembrou-se de tais momentos como se tivessem feito pouco dias de acontecimento, e não anos.

– Sua cretina, afaste-se dele! — Gritou contra a youkai gato e lhe jogara pratos que se encontrava sobre a mesa.

Rin. — A voz firme que usará fora incapaz de faze-la se acalmar

A serva por sua vez, assustada com o tratamento rebelde da humana, escondeu-se atrás do si e encolheu-se, seus olhos amarelos demonstravam o medo que sentia. A humana por sua vez, pulou em cima da jovem youkai e lhe puxou os cabelos e logo fora pega por si, que confessou que teve bastante trabalho ao conte-la, pois esta estava completamente descontrolada. Nunca a vira tão rebelde e forte como naquele momento, não queria usar sua forma de Youkai contra ela, para não lhe machucar o corpo, o que conteve em usar ambos os braços para segurar o corpo esguio contra o seu, ela agitava-se e debatia-se como se quisesse matar a serva, esta por sua vez escondeu-se na cozinha.

- Sesshoumaru-sama, me solta. — Seu rosto demonstrava a surpresa que sentia em tal momento. — Eu vou mata-la!

– Rin, controle-se.

Levou cerca de minutos para que o filhote entre seus braços se controla-se, somente controlou-se quando o cansaço atingiu o seu corpo. Depois daquele dia, a serva ficava a quase cinco metros longe de si.

Retirando-se do lago, as gotas dançavam pelo seu corpo esculpido de músculos. Não soubera dizer o motivo por ter pensado em tal dama, pois esta estava em seus domínios e muito bem segura. Poderia ser devido a falta da companhia agradável, a voz doce e seu cheiro inebriante. Para um filhote de humano, esta era completamente diferente, seu cheiro era atraente e seu físico igualmente atraente. Pelos vilarejos onde esta ficava nos cinco dias de seu ciclo mensal, ficava pela redondeza dos vilarejos, cuidando para que nenhum youkai atacasse o mesmo, para não tocar em Rin com suas patas imundas. Sentia imensa raiva quando um humano a cortejava de forma inapropriada, a mesma esquivava-se com um tom frio, que por certo aprenderá consigo.

Aprovava o tom frio de Rin com os outros humanos e qualquer ser que falava com a mesma sem ser alguém que ela conhecia. Até mesmo Inuyasha era tratado rudemente pela humana, ela alegava não gostar do mesmo por ter lhe tirado em um passado um tanto quanto distante para os humanos, mas isto havia passado e ele havia recuperado seu braço, ganhando uma espada que era sua, não herdada de seu pai.

Um leve rosnado prendeu-se em sua garganta quando lembrou do irmão daquela exterminadora de youkais, Kohaku. Aquele garoto a visitava todo mês, logo que saiu do vilarejo onde agora, a mulher que o seu 'irmão' marcou como esposa, era a sacerdotisa. O garoto alegava que ela sentia-se sozinha e isolada, onde havia apenas youkais, o que lhe irritava. A companhia de seu lorde era substituída pela companhia miserável de um mero humano? Não tinha como aquilo ser possível, porém Rin ficava horas e horas sentada nos bancos do jardim conversando com aquele humano. Tinha vezes que o mesmo quase passava a noite sentado com ela ali, conversando. Não tinha interesse em prestar atenção na conversa de ambos, até aquele momento.

- Rin. — A voz do garoto se fez presente em todo o recinto, mesmo estando no seu escritório, pôde ouvir perfeitamente tais palavras ditas pelo humano. — Quando irá voltar ao vilarejo?

- Co-Como? — A voz doce falhará brevemente, devido a surpresa da pergunta.

- Bem... — Garoto demorou algum tempo, parecendo tomar coragem para dizer tais palavras. — Eu quero construir uma família com você.

Naquele momento, havia se alevantado de sua cadeira no escritório e se aproximado da janela, para observar ambos. Rin estava completamente vermelha devido a ousadia do garoto.

- Eu vejo minha irmã com seus três filhos e grávida de mais um. — A voz do garoto parecia deixar Rin mais constrangida. — Pensei que poderia ser algo que eu apenas sentisse inveja.

Rin negou com a cabeça, não entendeu o motivo de tal gesto da mesma.

Outro rosnado se fez presente em sua garganta, neste momento já estava completamente vestido, com seu haori e sua armadura. Não, não tinha o direito de interferir nas escolhas dela, mas mesmo assim ele havia feito naquele dia.

- Eu posso lhe dar uma boa casa, uma boa vida no vilarejo. Não se sentirá sozinha, terá minha companhia e a companhia de Kagome, Inuyasha, minha irmã e o monge pervertido que ela escolheu como marido. — Ouviu o leve riso doce de Rin ao ouvir o jeito que o mesmo falará sobre o monge. — E os filhos deles.

- Kohaku...

- Rin. — Foi tudo o que dissera, sendo suficiente para esta lhe observar e assentir com a cabeça.

- Kohaku, eu gosto daqui. — Ela disse brevemente, não parecia mentira.

- Isso é mentira, você falou isso porque aquele monstro está ali. — O humano havia se alevantado, o olhando de forma mortal.

- Sesshoumaru-sama não é um monstro. Ele é gentil e foi o único que foi bom comigo o tempo todo. Contigo também, pois ele não lhe matou quando devia.

Sim, aquilo era verdade, não havia matado o humano quando este sequestrará Rin, não o havia matado a pedido dela, pois ela ia mentir para ele, somente para proteger o humano, depois pediu-lhe por sua vida. Rin tinha o coração nobre.

- Certo. Então eu já vou indo. — O humano parecia certamente desanimado com a resposta dela.

Fechou os olhos ao lembrar do rosto preocupado de Rin e a pergunta que fizera a si mesma, perguntado-se se não teria sido melhor ter ido, fazendo com que desse as costas devido a raiva que sentirá do humano. Sim, ele queria mata-lo naquele dia, como queria mata-lo agora por ter preocupado Rin.

Soubera que o humano havia se casado com uma jovem do vilarejo, convidou Rin para ir ao festival, mas esta estava febril e não pode ir, pois havia pegado chuva quando sairá com Ah-Un para sabe-se lá Deus onde. Seus pensamentos se direcionavam para o Youkai sapo que ressonava sobre o tronco de uma árvore, agarrado ao bastão de duas cabeças.

Ele havia passado tempo de mais longe de suas terras, tempo de mais longe da agradável companhia de Rin. Sim, ele sentia falta de quando ela se sentava sobre o braço da acento e escorava-se contra seu corpo, deitando seu pequeno rosto em seu ombro, que por sinal, era aconchegante de mais para ela. Sempre dizia as mesmas coisas e ela sempre respondia do mesmo jeito, até cair num profundo sono.

– Se está com sono, deveria ir ao seu quarto Rin. — A sua voz sairá um pouco suave devido ao momento com a jovem.

– Meu lorde não quer que eu use seu ombro como travesseiro, por breves momentos de paz? — Continuava de olhos fechados e o corpo escorado contra o seu, cabeça mantinha apoiada em seu ombro ainda.

– Este Sesshoumaru não se recorda de ter dito tal coisa.

– Eu não disse que meu lorde falou tal coisa, mas deu a entender tal ato. — A voz infantil estava completamente embargada pelo sono.

– Durma Rin.

No que disse tais palavras, o sono do pequeno filhote de humano foi alcançado, levando-a para outro mundo.

Sim, ele retornaria antes do almoço para vê-la.

- Jaken, leve isto para Rin. — Sua voz se fez presente, fazendo com que o sapo acordasse num pulo, pegando a carta e a levando para o castelo no mais rápido que poderia.

Sim, antes do almoço estaria lá para vê-la comer delicadamente e ouvi-la dizer sobre como fora os seis meses longe de seu lorde. Sim, estava mais do que na hora de retornar.

Notas finais
Postado ainda hoje devido ao comentário de Devill666.
Mesmo esquema do capitulo passado, outro será postado se tiver ao menos um comentário.
Eu não sou muito boa usando o tom de Sesshoumaru, mas acho que ficou bom este capitulo.