Will Not Be Easy

13 Falho plano


Notas iniciais
Meu Deus, sei nem com que cara eu estou postando o capítulo agora, me desculpeeeem. Disse duas semanas e passei mais de quatro, gomenasai. Primeiramente digo que as duas primeiras semanas foram de fato bem aproveitadas, só tive notinha boa (exceto em biologia, mas não se pode ter tudo né?) Quanto as duas outras semanas de puro nada, culpo completamente meu grande tempo livre e os livros da Cassandra Clare. Espero que me perdoem pela falta de palavra mesmo T.T A maior parte da história já tava pronta em dois dias, mas fiquei enrolando, enrolando, enrolando, enrolando aí já viram né. Desculpem novamente e aqui está um capítulo fresquinho para vocês.

Stiles, desde que entrou nesse mundo doido sobrenatural, já vira coisas bem esquisitas e nojentas. Pior, já tinha visto gente se machucar por causa dessas coisas esquisitas e nojentas. Então, quando Scott chegou todo arrebentado, não sabia exatamente o porquê de ter ficado surpreso.

Scott entrou e mal dando dois passos se encostou na parede e escorregou até o chão. Nos termos dele, ele estava bem, mas bem cansado.

— Esses demônios são bons, nunca vi uma garota da nossa idade ser tão forte — comentou Allison enquanto entrava junto de Sandra Carter.

— Venham — disse Stiles — se sentem e digam exatamente o que aconteceu.

Pobre Sandra Carter. Estava toda apavorada, com os olhos bem abertos e bem pálida. Ela quase não entrou na casa do menino, parecia achar que eles a fariam mal.

— Hey Sandra, não se preocupe — disse Stiles — É só a gente, Stiles, Claire, Isaac. Do colégio. Está segura.

A menina loira fitou cada uma das pessoas ali como se esperasse sair um monstro de dentro deles, mas, pareceu ter se lembrado deles, pois decidiu confiar neles.

Allison puxou Sandra para dentro e a conduziu para o sofá. Allison também parecia mais cansada que nunca.

Depois que todos estavam acomodados e Sandra parecia mais calma, a curiosidade de Stiles voltou.

— Então, como foi que isso aconteceu?

Claire e Isaac então ficaram atentos, esperando Scott falar.

— Eu estive de olho nela o dia todo, eu garanto, mas no final da última aula, eu a perdi de vista. Não conseguia nem mesmo sentir o cheiro dela. Corri por toda a escola para tentar acha-la. Quando eu encontrei, ela estava junto da Allison contra um demônio.

— No pátio atrás da escola – informou a caçadora – Eu estava estudando um pouco quando eu vi Sandra correndo de uma garota. O demônio. Nem imagino o que teria acontecido se eu não tivesse levado meu arco.

— Nós escapamos por um triz.

— Esses demônios são tão fortes assim? Que algumas flechadas e um lobisomem não deem conta? – perguntou Claire amedrontada.

— Eles são tão fortes e rápidos quanto um lobisomem, mas o que nos fez afastarmo-nos foi a Sandra, tínhamos que mantê-la segura e ainda estávamos na escola. Podíamos ter revelado o sobrenatural.

— Olha, Scott, admiro muito esse seu heroísmo, mas é melhor deixar algumas pessoas saberem sobre isso do que vocês morrerem – disse Claire.

— Está tudo bem, Claire. Sério.

— E você? – perguntou Isaac olhando para Sandra.

— E-e-eu o quê? – perguntou Sandra assustada que alguém tivesse lhe dirigido uma pergunta.

— Você está bem? – perguntou Stiles.

— E-e-e-eu tô. Eu estou bem.

Ela ainda parecia morta de medo, mas o grupo a deixou em paz.

— Sabe, eu só estou com uma coisa na cabeça, Stiles. Como você sabia que a Sandra seria a próxima vítima?

E assim como as outras tantas vezes que Scott havia perguntado antes, ele também não sabia responder.

— Você já sabe minha resposta, Scott. Eu apenas sabia, eu não tenho fatos nem provas científicas. Eu só... sabia.

Stiles tinha consciência que não estava ajudando muito, mas não sabia explicar aquilo nem para si mesmo. Nunca falou muito com Sandra, mesmo que se conhecessem desde a infância, não tinha aquela preocupação usual com os amigos com ela, então sabia que aquele pressentimento que havia sentido não era normal. Carter ficou apavorada com tudo o que estava acontecendo, mas pareceu fazer um esforço para se acalmar. Scott tinha decidido passar a noite na casa de Claire, junto de Sandra, para o caso de ocorrer algum ataque dos demônios. Mesmo assim, Sandra ainda tinha seus olhos assustados.

— Está tudo bem, Sandra – disse Claire sentada ao lado da loira – Eu mesma ainda estou assustada com tudo isso.

— Você é assustada com tudo – alfinetou Stiles.

— Não está ajudando!

Stiles revirou seus olhos.

— Enfim, já que você já chegou, Scott, eu vou para casa. Meu pai realmente está preocupado com tudo isso.

Scott assentiu.

— Eu vou ficar aqui um pouco mais.

— Boa sorte com tudo e não se preocupe Sandra, está bem boas mãos.

Ele se despediu dos adolescentes e seguiu para fora. Seu pai andava aos nervos com todos os assassinatos e queria que seu filho respeitasse o toque de recolher.

Normalmente Stiles não obedeceria, aliás, não daria a mínima para aquilo, mas desde que viu de perto aqueles demônios, vem tendo cada vez menos vontade de se encontrar com eles novamente. Principalmente quando ele estava com um demônio dentro de si.

Uau. Pensar nisso ainda era tão bizarro como fora na primeira vez.

Quando chegou em casa, Stiles logo percebeu que seu pai não estava em casa, provavelmente na delegacia, tentando resolver esse caso e lidando com a insatisfação das pessoas.

Suspirou cansado e seguiu para o seu quarto. Queria fazer algumas tarefas antes que caísse no sono como ocorreu na casa de Claire. Quase não acreditava que não tinha nada pintado na sua cara.

Mais tarde naquela noite, quando uma dor de cabeça chata atrapalhava sua concentração no estudo, ele finalmente resolveu ir dormir. Pôs seu pijama e logo sentiu o peso do cansaço o puxar. A inconsciência ia chegando e tomando conta do seu corpo.

Então sua mente foi levada para bem longe de seu quarto, de sua cama confortável, para um lugar mais escuro e frio, rodeado por árvores.

Ali estavam cerca de dez pessoas, misturados entre si e mesmo assim pareciam curiosamente distantes um do outro, como se não quisessem se juntar aos outros. Prestavam atenção somente à discussão entre dois deles. Um deles era uma mulher loira alta e o outro, um homem já por volta de seus cinquentas.

— Como puderam saber sobre o ataque daquela garota? – disse a mulher raivosamente – A marca apenas mostra as visões ao Tenko, não mostra ao hospedeiro.

— De fato, um caso curioso – o homem, ao contrário da parceira, mostrava-se calmo, quase indiferente – Mas não incomum. Algumas vezes, hospedeiros costumam ver acidentalmente visões nossas, isso até ajuda para conseguir tomar o corpo totalmente. Deixa-os fracos.

— Mas isso não ocorre em druidas. Principalmente os que não tiveram treinamento.

— Exatamente, essa proteção que daria maior segurança à realização do nosso plano. E é por isso que sabemos que algo deu errado.

— Como assim?

— Sabemos que o demônio que hospedava o humano... Como era o nome mesmo?

— Josh Brown – falou um dos expectadores da conversa.

— Isso. O responsável por marcar a garota, teve seu hospedeiro humano mordido pelo alfa Scott McCall. Morreu antes de confirmar sua tarefa então não pudemos afirmar exatamente se ele marcou a druidisa Claire Roberts.

— Mas nossas marcas se conectaram com a nova.

— Ele pode ter marcado outra pessoa. Talvez um humano.

— Mas isso também pode ser apenas uma coincidência não? – perguntou outro dos ali reunidos.

— É exatamente isso que iremos ver – ele virou-se para a mulher ao seu lado — Vá até a escola daqueles adolescentes e descubra quem de fato está com a marca.

E tão rápido como veio essa visão se foi, voltando para o sono sem sonhos que Stiles estava tendo anteriormente.

***

Quando Stiles abriu os olhos novamente, já era de manhã, sentindo-se com se tivesse dormido apenas alguns segundos. A dor de cabeça ainda persistia e refletia no resto do seu corpo.

Ficou então preocupado se aquilo não significava a morte de outra vítima. Não estava doendo tanto, era mais como aquele mal estar que sentia nos primeiros dias em que recebera a marca, mas ainda assim podia se algo sério.

Levantou-se rapidamente da cama e foi até o espelho, conferindo se a marca estava destacada em suas costas. Para seu alívio, não estava colorida em preto. Estava visível, mas discretamente.

— Stiles – a voz de seu pai tirou sua atenção da marca. O Xerife abriu a porta do quarto do filho e entrou – Que bom, já está acordado. Se arrume logo, o café já está feito.

Demônios malucos estavam tentando matar pessoas e ele tinha que ir para a aula. Claro.

Tentando esquecer um pouco toda a história de possessão e marca, foi tomar um banho para esfriar a cabeça. Vestiu suas roupas usuais, jeans e camiseta e pôs seu moletom vermelho por cima, e pensando unicamente no café que lhe esperava, tentou arranjar coragem para ir para a escola e não ficar o dia todo dormindo.

Desceu as escadas e sentou-se na cadeira com uma xícara de café quente. Pôs seu braço na mesa e apoiou seu rosto na mão, ainda se sentindo grogue de sono.

— Você está bem? – perguntou seu pai – Parece cansado.

— Eu estou – ele resmungou. Abriu seus olhos e viu seu pai preocupado – Eu estou bem, pai, só fui dormir tarde ontem. Não é como se eu fosse o xerife da cidade.

Seu pai olhou duro para ele, mas pareceu mais relaxado.

— Eu já estou indo, Stiles, delegacia anda as loucuras com esses assassinatos. Venha no toque de recolher.

— Sim, senhor.

Ele pegou seu chapéu e saiu para mais um dia de investigações. Stiles sentia pena de seu pai por não saber metade de tudo o que estava acontecendo, mas ele não podia contar nada. Era melhor que ele não soubesse e continuasse na ignorância.

Terminou seu café da manhã e rumou para a escola, já pensando na primeira aula que teria. Matemática junto da Claire. Argh.

Parou seu carro no estacionamento e foi à procura de Scott, mas ele não estava em lugar algum. Desistindo de procurar, foi para sua classe querendo saber se estaria tudo bem com Sandra Carter.

Stiles entrou na sala e sentou-se ainda sentindo dores incômodas.

Claire, segundos depois, sentou-se ao seu lado e o garoto ficou se perguntando se Scott não teria mandado a menina fazer isso. Nunca ela tinha se sentado perto dele se pudesse evitar.

Ele fez uma cara bem desconfiada e Claire entendeu na hora.

— Sim – ela disse revirando os olhos – Scott me mandou ficar perto de você.

— Para sua proteção ou para a minha?

Claire deu de ombros e abriu seu caderno vermelho.

— Você falou com Scott hoje? – perguntou o menino.

— Claro que sim, ele dormiu lá em casa, esqueceu? Por quê?

— Não o encontrei quando cheguei. Está tudo bem com a Carter?

— Sim. Assustada, certo, mas da última vez que olhei estava intacta. Eles vão ter aulas separadas agora, mas ele garantiu que ficaria atento a qualquer som.

Enquanto Claire falava, Stiles percebeu com uma leve surpresa que ela estava usando brincos naquele dia. Eram pequenos, mas ainda assim eram objetos que Claire usava muito raramente. Quando eram pequenos, ele já chegara a duvidar que ela tivesse furos na orelha. Só se convencera que ela de fato os tinha aos sete anos, quando ela foi ser daminha de honra no casamento da prima dele e teve que se ajeitar toda. Se lembrava de que ele e Scott não paravam de rir do vestido fofo que ela usava.

Ele deixou de lado seus pensamentos e passou a prestar atenção vagamente nos alunos que entravam, Claire ao seu lado rabiscava alguma coisa no caderno. Torcia para que os planos de Scott dessem certo, quando chamou a sua completa atenção. Uma garota loira e alta entrava na sala. Era bonita e andava com confiança, mas nada disso ajudou Stiles a parar o pânico crescente em seu peito quando a reconheceu.

Sentiu sua respiração ficar descompassada e agarrou o braço de Claire imediatamente, em choque.

A loira percebeu aquele gesto e piscou provocativamente para o humano enquanto ele a seguia com os olhos amedrontados. Ela passou pelas fileiras de carteiras tranquilamente e se sentou atrás deles.

— Ai Stiles – a reclamação de Claire o tirou do terrível transe – O que você...

A menina então se virou para o garoto e percebeu a expressão chocada do humano.

— Stiles. O que foi? Sabe, você está de me deixando um pouquinho assustada.

Stiles largou seus dedos do braço dela, pegou um lápis e escreveu rapidamente uma mensagem para Claire.

“Tem um demônio aqui na sala. A loira de blusa azul sentada no fundo.”

Claire leu as palavras rabiscadas no papel e pareceu sentar mais rígida na cadeira. Escreveu de volta.

“Como você sabe?”

“Ela estava no dia do ataque à escola. Quando queriam te pegar.”

— Bom dia alunos – o professor falou de repente e fez os dois pularem em suas carteiras.

Stiles, de repente, não conseguia mais prestar atenção ao que qualquer pessoa ali estava dizendo. Aquilo era diferente de qualquer outra situação perigosa que ele já tivesse enfrentado. Naquele período, não tinha Scott na aula, nem Isaac ou Allison. Deus, até o cérebro da Lydia serviria naquela hora.

Ele estava sozinho com Claire com um demônio que os tinha reconhecido presos dentro de quatro paredes cheias de alunos inocentes. A mulher poderia ataca-los a qualquer momento e eles não tinha nada para se defender, nem mesmo seu taco de baseball. E pior de tudo, poderiam descobrir que a maldição que queriam marcar Claire agora estava nas costas dele.

Seu cérebro trabalhava rápido, tentando achar um jeito de saírem daquela situação, ilesos, mas ficava difícil quando sua cabeça doía tanto. A pequena dor começava a latejar em sua cabeça e atrapalhava seu pensamento lógico. Logo a dor estava se espalhando pelo corpo em um ritmo assustador, queimando seus ossos e cortando seus músculos.

Agora ele sabia, era mais uma vítima, mais outra pessoa inocente sendo atacada que estava causando aquela dor para um estúpido ritual de invocação de demônio.

Foi como dois dias antes. Uma dor forte e inexplicável, só que em uma intensidade menor. Ele cerrou os punhos e tentou não demonstrar tanto o que estava sentindo. Era crucial que os demônios não descobrissem que a marca estava nele, aquela era a única vantagem deles. Suor escorria da sua testa e Stiles se esforçava ao máximo para continuar a olhar para o professor, não podia entregar sua dor, não assim tão fácil. Simplesmente não podia.

Sentiu seu coração bater forte e a respiração acelerar, sentindo uma pontada forte de dor que o fez grunhir baixinho. Sua visão ficou embaçada e demorou a perceber que alguém o estava cutucando discretamente com um caderno. Na mesma página rabiscada, estava outra mensagem.

“Você está com dor?”

Movendo ligeiramente a cabeça, Stiles olhou a garota ao seu lado. Claire tinha seus olhos castanhos cheios de preocupação e Stiles sentiu quase culpa por não ser tão legal com ela. Ele estava sempre desconfiado e mal humorado com aquela nova atitude mais amigável dela depois de toda a história de possessão e lá estava ela se preocupando com ele. Prometeu a si mesmo que tentaria ser mais simpático com Claire.

Ele piscou afirmativamente para a menina, tentando não atrair atenção e ficou quase surpreso ao ver Claire levantando uma mão trêmula no ar.

— Professor – Claire fez sua melhor atuação de alguém que está passando mal – Não estou me sentindo bem.

Stiles entendeu o plano dela na hora e se sentiu enormemente grato.

— Ah, claro, senhorita Roberts, pode ir – autorizou o professor.

Ainda no seu papel, Claire saiu andando duro da sala, fingindo sentir a dor que estava em Stiles respirando sem fôlego.

Alguns instantes depois, com o maior esforço que conseguiu, Stiles se levantou.

— Professor – ele tentou normalizar sua voz – Eu acho que... sabe... eu devia ir atrás dela.

Sem esperar por uma resposta, o garoto endireitou sua postura e saiu rapidamente da sala.

Ele sabia que os alunos deviam ter olhado para ele como se fosse um alienígena, com Stiles se preocupando com Claire, mas o humano sentia que explodiria se continuasse naquela sala por mais um segundo. Seu corpo inteiro doía e sentia uma sensação de pânico e claustrofobia enorme dentro de si. Ele não conseguiria passar uma aula inteira junto daquela mulher demônio sentindo tanta dor assim e não poder demonstrar.

Quando passou pela porta, Claire imediatamente agarrou seu braço e o puxou depressa pelos corredores. Ele já não raciocinava direito e deixou a menina o direcionar até o que se parecia com o banheiro masculino.

Assim que pôs os pés lá, se arrastou até uma parede e desabou no chão.

Sentindo-se ainda estranhamente preso, ele tirou seu moletom vermelho. Sua respiração agora tinha ido de descompassada para completamente sem fôlego e a dor havia piorado a tal ponto que teve que morder as mangas do moletom. Cerrou sua mandíbula no tecido e ficou de cabeça abaixada enquanto aquela dor o dominava. Era uma dor terrível, a segunda pior dor que sentira na vida e a primeira havia sido apenas dois dias atrás.

Claire, que parecia assustada e perdida, apenas se sentou do seu lado enquanto aquilo acontecia. Não o tocava, não falava nem chorava, apenas estava ali, olhando-o com angústia e preocupação durante todo o tempo. Ela apenas estava ali para ele e Stiles se sentiu grato.

Mordia o moletom com força, tentando não deixar os gritos saírem. Sua cabeça parecia que ia explodir, mal conseguia respirar. Apertava os olhos em agonia querendo que tudo parasse.

Depois do que se pareceu longas horas, a dor finalmente diminui no corpo do humano, apesar de que o sino ainda não havia tocado. Ainda doía, mas, pelo menos, ele conseguia se mexer sem sentir que poderia cair a qualquer instante.

Stiles largou seu moletom no chão e encostou suas costas na parede do banheiro e tentou recuperar o seu fôlego. Sentia como se tivesse levado uma surra. Suas costas estavam úmidas pelo suor frio e ainda não tinha certeza que seus pés o aguentariam, então tentou se acalmar. Seu corpo inteiro tremia violentamente.

— Melhorou? – perguntou Claire timidamente.

— Um pouco – sua voz estava roca e cansada. Estava surpreso que conseguisse pronunciar as palavras.

— Bom. Só acho melhor não ficarmos muito tempo aqui, é melhor sairmos antes de tocar o sinal. Sabe, você e eu, sozinhos, no banheiro masculino.

Stiles olhou de lado para a garota que estava com um sorriso divertido.

— Claire, eu odeio seu senso de humor.

— Eu sei.

Ela se levantou e parou de frente para o garoto.

— Um pequeno esforço – ela pediu enquanto estendia suas duas mãos para ele.

Vendo como ela parecia decidida, Stiles suspirou e segurou as mãos da menina. Ela o puxou para cima e o garoto se sustentou em seus pés. Ainda se sentia fraco, mas ficou satisfeito em ver que podia aguentar seu peso.

— Vamos tentar ir para outro lugar – disse a menina.

Eles saíram do banheiro e andaram pelos corredores a passos lentos, não conseguiria se esforçar mais que aquilo. Estava tão aéreo que nem mesmo tinha percebido que Claire ainda segurava uma de suas mãos, fato que o deixaria bem envergonhado. Estavam indo em direção ao terraço atrás da escola, na esperança que pudesse se sentir melhor longe de olhares maliciosos quando viram quem estavam por trás das portas. Aliás, quando viram o corpo sangrento jogado no chão atrás da porta.

Com vários e profundos cortes por todo o corpo, o sangue manchava as roupas de Sandra Carter.

Ao seu lado, Stiles sentiu Claire perder as forças em suas pernas e cair no chão.

Era isso. Tudo tinha dado errado, o plano falhou, mais um inocente tinha morrido, mais uma tragédia tinha acontecido e mais uma vez estavam em desvantagem com os demônios.

Nesse momento, o sino tocou, trazendo uma multidão de estudantes para fora das salas.

A confusão começou. Alunos gritavam, choravam e vários desmaiaram. Os professores não conseguiam conter a leva de estudantes em pânico que corriam para todos os lados. Parecia que ninguém mais estava seguro.

Quanto a Stiles, ele só queria tudo aquilo fosse apenas um grande, complexo e terrível pesadelo.

Notas finais
E aí??