Wild, Young and Fail.
1 Capítulo 1
Notas iniciais
*Comentem o que acharam, se gostaram ou não, o que pode ser acrescentado, mudado, deem a opinião de vocês!!!
*Espero ter uma frequência para postar, sério, eu já fiz uma fic há muito tempo atrás e ganhei 0 de frequência.
*Foi mal pela descrição, eu criei essa fic mais como uma forma de desabafo do que outra coisa, e então nem pensei em um título ou em uma descrição.
*Os POV de outras personagens será um pouco raro por enquanto porque quero focar um pouco na Arya.
*Pretendo fazer cenas de sexo sim.
*Pretendo fazer cenas chorosas sim.
*Se tiver algo muito louco que pensei eu aviso.
*Beijos no core e boa leitura.
Era um típico dia de verão nova-iorquino. Famílias, amigos, casais todos os tipos de pessoas estavam curtindo o dia em que a temperatura havia subido consideravelmente. O céu estava lindo, variando de azul celeste a azul turquesa. Eu, naturalmente, não fazia diferente. Estava no meio do Central Park sentada em cima de uma toalha de piquenique xadrez com uma cestinha que continha uma maçã, um pedaço de cheesecake de blueberry, uma garrafa de pinklemonade e meia duzia de chicletes e balas. Além da comida, com o focinho na minha coxa estava o meu fiel amigo canino: Budd. Um tanto quanto desengonçado, Budd era um pastor belga de dar inveja. Entrou para a família quando eu tinha uns 10 anos de idade e desde então nunca mais se separou de mim. Com uma boa companhia e comida, o que nunca podia faltar, estava lendo um livro que acabara de comprar em uma livraria a qual sempre ia, pois ficava perto de meu apartamento. Estava concentrada no livro quando ouvi um barulhinho vindo da minha bolsa. Acabei me despertando da leitura um pouco irritada pelo toque de celular, então, segui o som até encontrá-lo. Antes de atender a chamada, quando olhei para ver quem era, dei um suspiro e pensei comigo "Lá vamos nós de novo...."
LIGAÇÃO ON
_ A-Alô?! Arya?! _ Podia ouvir uma voz feminina com um tom de cautela no outro lado da linha.
_ Sim... É ela... O que você quer dessa vez?! _ Falei exausta me lembrando de todas as vezes que tive essa mesma conversa com a mesma pessoa.
_ Eu...Eu só queria ouvir a sua voz...de novo. Saber que está tudo bem com você..._A garota ainda insistia nos assuntos das chamadas anteriores.
_Então...Tudo estava tão bem até você me ligar! Dominic, nós já conversamos sobre isso tantas e tantas vezes... O que você fez não tem volta! Eu já falei! Agora se me der licença, tentarei aproveitar o que me resta do meu dia de sol. E por favor, para de me procurar! Se você se sente culpada agora, que não fizesse o que fez!_ Desliguei a chamada antes que ela pudesse argumentar.
LIGAÇÃO OFF
Senti meus olhos se encherem de lágrimas, sequei-as rapidamente. Dominic era um assunto antigo e delicado pra mim. Bem, na verdade, é ai que começa a minha história.
Uma jovem de 18 anos, pateta, imprevisível, e algumas vezes (sempre) com um parafuso a menos e outro a mais. Morava em um apartamento no Greenwich Village, em Nova Iorque, com duas de minhas três irmãs ; Bessy, a do meio que tinha 20 anos, era louca e colorida (pois mudava a cada semana a cor de seu cabelo dependendo de seu estado emocional) e Rose, a filha por parte de pai que era a mais nova por questões de meses, sonhadora e romântica. Minha terceira irmã, Melody, era a mais velha do quarteto com 22 anos. Morava em Cupertino, Califórnia, e seguia a sua vida de uma forma relax por mais que trabalhasse como engenheira na Apple. Apesar da distância, Melody era muito preocupada com a gente, de forma que ás vezes parecia até nossa mãe. Vivíamos sem nossos pais há 3 anos. Meu pai Roy, pessoa que não falava desde os meus 10 anos, morava com mais uma de suas tantas mulheres de sucessivos casamentos em Nova Orleans, Luisiana. Já minha mãe Ellie, morava com seu novo marido, Harvey, em Watchung, Nova Jérsia.
Em relação a vida amorosa, eu era a única das quatro irmãs que estava saindo de um relacionamento. Dominic, que tinha 19 anos, era o nome da minha mágoa. Uma garota única, capaz de fazer você se apaixonar por ela em apenas 2 segundos. E te magoar em 1. O motivo da separação era o mais clichê de todos: traição. Isso veio da pior maneira possível, pois presenciei o momento em que Dominic estava aos amassos com um garoto em uma cafeteria. Não foi a primeira vez que ela fez isso comigo, mas prefiro não pensar nisso. Muitos diriam que eu não deveria me importar já que era um garoto e não uma outra garota. Mas sinceramente, quando o erro se repete pela segunda vez, não tem perdão. Até porque a nossa relação era quase perfeita, sempre quando tínhamos alguma problema, conversávamos. Após esse episódio, ela tem corrido atrás de mim o tempo todo, falando que foi um erro, que não deveria ter feito aquilo comigo. Só que fazer papel de trouxa pela terceira vez não é nada legal.
Após a ligação acabei perdendo o interesse pela leitura e fiquei mais algumas horas ali, acariciando os pelos macios e brancos de Budd, comendo a torta e refletindo sobre tudo que acontecera. O sol se punha, os tons de azul eram substituídos por tons de crepúsculo e, assim que o Central Park acendeu suas luzes, decidi que era a hora de voltar pra casa. Recolhi tudo ali e chamei Budd (ele estava correndo atrás de esquilos). Pedi um táxi e em poucos minutos já estava em frente a porta do prédio em que morava. Subi o lance de escadas da frente para abrir a porta. Quando entrei em casa, tudo parecia normal; Bessy estava trancada em seu quarto com seu namorado, Vincent. E Rose tocava seu violão de uma forma mágica na sala. Anunciei minha presença e sentei ao lado de Rose para a ouvir tocar. A melodia era familiar e prestando um pouco mais de atenção, me dei conta que minha irmã estava tocando Habits, da Tove Lo. Nesse momento era impossível não lembrar de Dominic, recuei minhas pernas e as abracei, pousando minha cabeça sob meus joelhos e encarando o chão enquanto começava a sofrer mentalmente. A música para e a moça larga o violão para sentar-se ao meu lado tentando me consolar de alguma forma. Rose já sabia o que estava acontecendo. Ela começa a acariciar meus cabelos.
_Ary...Tá tudo bem, eu tô aqui. Não é justo ela ficar te ligando e não sair do seu pé! Assim você não tem a oportunidade de sequer tentar esquece-la!_ Rose começa a falar, preocupada.
_Sim, Ro, sim...Mas o que mais me deixa chateada é o fato de eu ter aturado isso mais de uma vez com a mesma pessoa. E ela nem se quer teve a consideração de falar comigo, antes de tudo. Somente agora que eu tomei uma decisão ela resolve correr atrás de mim._ Desabafei.
_As pessoas só dão valor e se arrependem quando perdem por completo. _ Rose comentou.
Suspirei e antes que eu pudesse responder alguma coisa, Bessy sai do seu quarto com seu namorado, fazendo o maior escândalo. Eu e Rose não estávamos entendendo nada daquela gritaria, mas por já sermos acostumadas com o temperamento de nossa irmã com Vincent, nem ligamos tanto, aquela cena já era comum. Bessy apontava para a porta, dando a ideia de expulsar seu namorado dali. Ele compreendeu o sinal e irritado, caminhou até a porta com passos rápidos e marcados, batendo-a ao sair. Houve um momento de silêncio absoluto no apartamento. No instante em que tudo parecia estar calmo, Bessy desencosta da porta e anda até a cozinha, abre a geladeira na procura de alguma cerveja e nada encontra. Ela fecha o refrigerador e agora diante de nós, propõe:
_Não temos cerveja aqui. Preciso sair para tomar um ar. O que vocês acham de irmos ao Irish?
Rose soltou uma risada. Eu ainda me sentia indiferente em relação aonde iria, na verdade, eu iria aonde quisessem que eu fosse.
_Pelo visto terei que cuidar de duas bad vibes hoje... Vamos logo, acho que a bebida e pessoas podem animar vocês...Principalmente você, Ary!_ Rose comenta com um ar de graça
_Vincent me irrita. Eu só preciso acalmar meus nervos._Bessy fala
_Hey, relaxa. Se eu não me engano hoje tem a Partirish*. (* festa no pub com temática irlandesa) E Arya! Interagir é bom! Porque você não vai tomar um banho e daqui a 15 minutos saimos? _Rose chama a minha atenção
_Ah, sim, desculpa. Na verdade eu gosto do Irish, por mim tudo bem... E sim, ok, vou me arrumar..._Respondo me despertando da lerdeza e me dirigindo para a minha suíte
_Eu já vou pedindo um táxi. Quanto mais cedo chegarmos, melhor. Ary, não demora ou então vamos sem você._ Bessy fala séria
_Be, se você quiser ir na frente, tudo bem. Eu também vou me arrumar. Aproveita e você pega uma mesa grande para nós..._Rose sugere
_Pra quê mesa grande se só vai nós três?!_ Bessy pergunta, confusa
_Ah, eu acabei de pensar que seria uma boa ideia chamar algumas pessoas, não acha?_ Rose ri
_Tanto faz, na verdade. Eu só quero ir logo. Já está pronta?_Bessy fala, irônica
_Aff! Tá bom, já estou indo!_ Rose fala, irritada, e sai para a sua suite.
POV Bessy
Detesto ter que desabafar pra qualquer pessoa. Não sei, não me sinto confortável o suficiente para expor os meus problemas pessoais, seja para quem for. Vincent é o meu namorado faz 1 ano e, ao mesmo tempo, nós parecemos duas crianças no jardim de infância, brigando o tempo todo por qualquer discussão. Eu o amava, na verdade, o amo muito! Porém fico estressada muito rápido com certas atitudes dele. Hoje mesmo, por exemplo, estávamos no meu quarto jogando Dark Souls quando entramos no assunto em relação a criação de nossos futuros filhos. Eu era a favor de educar sem bater e ele defende a teoria de que uma palmadinha não dói. Não aprofundando muito nos argumentos, o resultado dessa discussão foi o mesmo do que muitas outras discussões que tivemos: ficamos estressados, eu mandava ele ir embora, sentia vontade de beber alguma coisa e algumas vezes minhas irmãs me acompanhavam para relaxar um pouco. Nos dias seguintes a esses acontecimentos ele me liga ou eu ligo pra ele e acabamos nos amando de novo. Pode parecer estranho, pode parecer engraçado. Mas de uma coisa eu tenho certeza; eu sou loucamente apaixonada por esse jovem que vive me tirando do sério. Em relação a minhas irmãs, eu sou unha e carne. Posso parecer distante ás vezes porém elas sabem que eu sempre estarei ao lado delas. Assim como pelo Vincent, eu sou loucamente apaixonada por minhas irmãs. Eu sou a mais velha das irmãs que moram juntas, isso me faz sentir uma grande falta de Melody. Porém, apesar dela morar do outro lado dos Estados Unidos, eu sei que ela sempre estará do meu lado. Do nosso lado.
POV Arya
Era a noite do Partirish, ou seja, todos tinham que ir com alguma peça verde. Estava tomando banho ouvindo a minha playlist de músicas para se cantar debaixo do chuveiro, por que afinal, não tem bad que evite um show particular debaixo da ducha. Terminei de me banhar e fui para meu closet selecionar uma roupa para sair. Acabei optando por um coturno marrom, uma calça preta, uma blusa cropped cinza claro e peguei meu lenço verde cromo para amarrar na cabeça. Coloquei uns acessórios, maquiagem e é claro, um perfume. Quando sai do meu quarto, minhas irmãs já estavam arrumadas (Rose estava com um All Star de cano alto verde, uma legging preta rasgada, uma blusa branca e uma jaqueta jeans; Bessy estava com um sapatinho nude e um vestido soltinho verde) e me esperando para ir embora.
_Como você é lenta!_ As duas falaram
_Nossa, gente, o pub não vai sair de lá não, relaxa... E uau, que gatas! Não sabia que a Bessy iria se arrumar já que estava apressando todo mundo..._Respondi, rindo
_Que engraçada você é, hein, Arya! Fui a última a ir me arrumar e a primeira a ficar pronta, ao contrário de você..._Bessy falou, irônica
Ouvimos o celular de Bessy tocar a marcha imperial, que era o toque dela, e a mesma anunciou que o táxi havia chegado. As três desceram e entraram no carro. O taxista era indiano e isso fez com que durante uma boa parte do percurso tivéssemos uma pequena discussão sobre como os indianos eram parecidos. Tive a ligeira impressão de que o motorista ficou um pouco irritando com essa falação. Ao chegar no Irish, Rose pagou a corrida e saímos do veículo. O pub, tanto externamente quanto internamente, era bonito. Por fora era vermelho e os vidros eram pretos e espelhados. E dentro, podemos encontrar um grande balcão de madeira que de um lado tem muitas e muitas bebidas, taças e copos de diversos tipos e, do outro, vários bancos. Algumas mesas com cadeiras são distribuídas pelo local. Suas paredes eram uma parte tipo tijolo e a outra madeira, com vários posters, estantes e quadros. Tinha uma iluminação amena porém agradável. Na porta do pub, retiramos os nossos ID falsos, como o de costume. Quando adentramos no local, percebemos que está mais movimentado do que o de costume. Parecia uma maré verde graças ao Partirish. Minhas irmãs foram procurar uma mesa para nós, enquanto eu me sentei a um banco de frente ao balcão para pedir ao barman a minha primeira dose de gin com tônica. Por alguns momentos tive a leve sensação de estar sendo observada e quando eu olho para o lado mais atentamente, ganho uma boa surpresa […]
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