Wild Passion
24 Os desejos
Notas iniciais

Pov Karina
– Pode ir na frente.– Pedro disse, todo educado.
– Por que eu? Vai você.
– Eu não faço questão, Alan! Sério mesmo, pode ir na frente.
Fazia exatamente 3 minutos que estávamos parados na porta do hospital, os dois decidindo quem iria atrás ou quem iria na frente, e meu saco (se eu tivesse um) tinha se enchido desde a hora que a enfermeira empata foda chegou no banheiro, pegando a mim e a Pedro no clímax do beijo, bem quando meu sutiã já era quase aberto.
– EU VOU NA FRENTE E ACABOU A CONFUSÃO!– gritei, exausta, e fui puxada pelo braço por meu namorado.
– Nada disso, você vai atrás comigo.
– Pois se a Karina for atrás, eu vou também.– Alan retrucou.
– OK SEUS IDIOTAS! Entrem logo nessa merda de táxi porque o mundo gira, o vacilão roda, e pra eu que sou motorista tempo é dinheiro.
Obedecendo ao taxista nervoso, entrei no carro e fui seguida por Pedro, que já colocava a perna pra entrar quando Alan o puxou pelas calças.
– QUE VIADAGEM É ESSA, ALAN?
– Você é muito espertinho não é, Pedro? Ta achando que vai sentar do lado dela e me deixar sobrando?
– AI ALAN! CALA ESSA BOCA E SOLTA ELE!– estourei, e ele me ouviu, parando de puxar a calça.
– PEDRO VAI DORMIR COMIGO HOJE, DOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOR-MIR! OUVIU ISSO? QUAL É A TEIMA EM DEIXAR O MEU NOIVO SENTAR DO MEU LADO?
– JUSTAMENTE KARINA! Ele vai poder dormir com você, fazer tudo com você, será que eu não posso PELO MENOS sentar ao lado da mãe do meu filho durante a viagem de volta?
Revirei os olhos com aquela insinuação nada disfarçada dele, e Pedro resolveu nos surpreender, saindo da entrada do automóvel e dando espaço para que Alan entrasse.
– Ok, vai lá, senta do lado dela.
– Sério?
– Super.– Pê disse segurando uma risadinha, e Alan entrou vitorioso, sentando-se no meio.
Observamos atentos quando meu namorado bateu a porta do carro, e sumiu da nossa vista por alguns segundos.
– Ué, cadê ele?– Alan perguntou, obtendo a resposta logo em seguida.
– Bem aqui.– Pedro respondeu, abrindo a porta do meu lado do carro.
– Karina, levanta que você vai sentada no meu colo.
– O QUÊ? VOCE ME PASSOU A PERNA!– Alan pirava e continuava resmungando, enquanto eu, saltitante e feliz com o fato de viajar SENTADA em cima de Pedro, me levantava um pouquinho e dava um espaço apertado pra ele se enfiar.
– Eu não te passei a perna, você vai continuar sentado do lado da Ka.
– QUE TIPO DE DROGAS OS JOVENS DE HOJE ANDAM CHEIRANDO, PRA SEREM TÃO RETARDADOS? BOSTA DE VACA?– o motorista se pronunciou revoltado, dando partida e nos tirando daquela rua escura.
– Ta gostoso aí?
Pedro perguntou com a voz rouca e o hálito quente, bem baixinho para que só eu escutasse, próximo demais do meu ouvido.
– Uma delicia.– respondi, o provocando e me esfregando bem na protuberância ainda apagada da sua calça.
– Cachorra... espera só a gente passar por uma lombada e o carro sacudir.
Aquela frase dita quase num gemido, foi o que bastou para a seca de mais de dois meses sem sexo vir com tudo, e eu sentir o molhado entre as pernas.
– Tem como vocês serem mais discretos? Eu não nasci pra isso.– Alan cortou o clima, mas Pedro não desistiu de provocar e colocou as mãos na minha coxa desnuda, fazendo-me eriçar os pelos da nuca com a aproximação repentina ao meu sexo.
– Ain...– gemi agoniada, quando, um minuto depois, passamos por uma lombada e o carro sacudiu, me jogando pra cima e me fazendo cair sentada nele de vez. Pedro também já estava excitado, e duro.
– VOCÊS DOIS!– o motorista nos olhou pelo retrovisor com as bolotas arregaladas, e eu logo corei envergonhada de ter sido descoberta.
– O QUE ACONTECEU COM O SEU CABELO?– ele me perguntou.
– An?
– Voce ta usando peruca, né? Ontem mesmo te busquei no aeroporto e te levei até seu apartamento enquanto chorava por ter terminado um namoro... seu cabelo era curtinho. E você rapaz? Te levei no Projac e te contei da garota, ficou um pouco doido e falou ...
– Espera. Um pouco doido? Tenho certeza que quem é COMPLETAMENTE doido aqui é o senhor. ALAN! QUE ESPÉCIE DE TAXISTA TU FOI ARRANJAR? TINHA QUE SER DOENTE IGUAL VOCÊ? – Pedro estourou, e eu precisava intervir antes de mais uma briga entre os dois.
– Calma amor... shhh... vai saber se ele não viu alguma garota muito parecida comigo?
– Vai ver minha mãe pulou a cerca, e a sua também!– completei dando umas risadinhas da brincadeira, sentindo em seguida todos os músculos de Pedro ficarem tensos e rígidos.
– O que foi, Pê? Falei alguma coisa errada?
– Não. Não é nada.– ele respondeu, grosso e seco, tirando as mãos de mim, e Alan gargalhou alto, me fazendo pensar como toda aquela situação era muito estranha.
– Hm, tudo bem.
Interrompemos a conversa e a partir dali todos ficaram em silêncio. Alan sorrindo como se soubesse de algo que eu não sabia, o taxista nos olhando assombrado, Pedro bravo e rígido, e eu... com a testa e o nariz grudados na janela, totalmente encantada com algo que há quase um ano não conseguia ver: o sol nascendo entre as nuvens.
A maioria das pessoas, dão valor às roupas caras, carros luxuosos, cargos em trabalhos perfeitos com um salário altíssimo, o casamento ideal, filhos comportados e inteligentes e milhares de outras coisas superficiais. Eu também era assim, dava muito valor a isso, dai fiquei trancafiada numa casa sem poder sair nenhum instante, fui morar num porão sem poder ver se quer uma fresta de luz do sol, engravidei e não fazia ideia de quem era o pai, estava afundada no fundo do poço de um poço sem fundo, mas pelo menos, após tudo isso, havia mudado minha concepção do que seria a coisa mais valiosa do mundo. A liberdade.
– Pedro! Pedro! Veja isso!– dei uns pulinhos animados no seu colo e o vi encostar o rosto na janela, perto do meu.
– Lindo, não é?– perguntou, se referindo a coisa grande e laranja que surgia entre as nuvens, dando um tom rosado ao céu. O sol parecia uma abóbora... uma grande abóbora que serviria para uma deliciosa e grande pratada de abocolatetatinha. Parei de salivar e pensar em comida só quando percebi que meu noivo ainda estava me olhando e esperando que eu fosse respondê-lo.
– Lindo como você. Você é o meu sol, Pedro.– falei, apaixonada, olhando nos seus olhos e aproveitando o momento. Imaginando como ele era minha abóbora também, e o quanto o desejava.
– E você é a lua. Chegou pra me iluminar da noite.– Pedro disse fazendo referência a Wild Passion como noite, dando-me um beijo no braço, justamente quando o carro parou no fundo da Mansão e Alan abriu a porta.
– Temos que entrar pelo fundo, já observei que Heideguer vem botando homens pra vigiarem nossa saída e entrada. Ontem corremos um risco enorme saindo pela frente.
– Vamos, Ka.– Pedro suspirou e depositou mais um beijo no meu ombro, dando a deixa para que eu saísse.
Descemos os três do carro e pagamos o motorista que ainda estava com a boca escancarada de susto.
– Venham.– Alan ordenou, indo na frente e abrindo espaço pelo grande matagal que preenchia o terreno baldio, até entrarmos em casa e descermos as escadarias para o porão. Pra minha felicidade, Beth nos esperava ansiosa na minúscula sala.
– KARINA!– ela gritou, já com os braços estendidos pra me abraçar, e eu corri louca envolvendo meus braços em volta dela também.
– BETH!
– Meu Deus. Em que universo paralelo eu vim brotar?– Pedro comentou, assustado.
– Veja só Pedro, como as coisas mudaram desde que você foi embora, e mudaram pra melhor!– Alan respondeu, sinicamente, sentando-se na mesa de jantar.
– Não ligue para os meninos, Karina. Me diga, o que houve com você? Foi só uma das pressões baixas que vinha tendo?
– Na verdade Beth...– comecei a contar, com o sorriso já se formando no meu rosto. Tinha certeza que ela morreria de felicidade, assim como eu estava quase morrendo mesmo com todos os problemas.
– Na verdade...– Alan me interrompeu, falando a sua verdade.
Pov Alan
– A Karina está grávida de um filho meu!– falei, todo orgulhoso, e sai correndo pra abraçar Beth que me acolheu. Só ela me entenderia, só ela entenderia a alegria que me completava como homem.
Um filho! Da mulher que eu amava...
– OOOOOOOOOOH! Alan! Meu menino! Eu sempre sonhei com esse dia...
– CONTA A VERDADE PRA ELA! EU TAMBÉM POSSO SER O PAI!
Pedro me cortou, como sempre fazia... Cortando e tirando tudo o que eu tinha de bom.
– Já contei, seu palhaço.
– Olha aqui Karina, você me segura, me segura, se não vou enfiar a mão na cara desse viado.
– Digamos que eu já provei não ser um viado, né, irmãozinho.
Observei, me deliciando, enquanto Pedro ficava estacado. Eu nunca descumpriria o contrato e a trégua que fizemos para aliviar o fardo de Karina, mas não poderia dizer que não gostava do fato de o atormentar sempre. A voz na minha cabeça mandava, me conduzia, e eu a obedecia porque aquilo era o certo, porque foi a voz que me fez transar com Katrina, ter o amor de Katrina...
– Ta vendo Beth? Ta vendo o que eu tenho que passar? Não aguento mais.– Ka falou tristonha, se jogando na cadeira da mesa, deixando passar o “apelidinho” de Pedro, e o deixando mais aliviado.
– Se a menina ta grávida, vocês não acham que devemos discutir coisas mais importantes?
– Ok, eu concordo com a Beth.– Pedro disse, se sentando na cadeira do lado da de Karina, e eu fui sentar do outro lado.
– E eu também.
– Vamos falar de finanças?– meu irmão indicou por onde devíamos começar.
– Vamos falar de comida?– Karina sugeriu, com um sorriso de comilona.
– Iiiiiiii to vendo que vou precisar a aprontar comida pra uma onça! Melhor eu ir logo pra cozinha e começar a cozinhar pra umas 10 pessoas.
– BETH! EU QUERO ABOCOLATETATINHA!– Ka gritou.
– Era aquele negócio que você vomitou no chão da escada?– perguntei fazendo cara de nojo, lembrando do fedor daquela gosma.
– Sim, aquela delicia mesmo! Vaaaaaaaaaaaaaai Beth! Por favorzinhoooooooo faz pra mim!
– Karina, o médico disse pra não comer porcaria.– Pedro falou sério e mandão, recebendo um olhar repreensor de Katrina. EU ESTAVA ADORANDO AQUILO!
– Não é porcaria. São nutrientes!
– Mas nem vai ter como fazer de qualquer forma, não temos abóbora, a senhorita acabou com o estoque.
– NÃO PODE SER! –
Ka levou as mãos a boca, como se o mundo estivesse acabando, e começou a chorar pela falta de abóbora. A situação seria engraçada se eu não tivesse que engolir o ciúmes, vendo Pedro a acalmar e a abraçar cochichando algo no seu ouvido.
– E então? O que eu preparo?
– Pode trazer o que tiver Beth.
– EU JÁ TO COM DESEJO DE OUTRA COISA!– Karina gritou, e Pedro voltou a sentar-se direito na sua própria cadeira.
– Lá vem...– Beth disse, revirando os olhos.
– Quero pão.
– Ufa, a Princesa do Porão agora escolheu uma coisa fácil.– a empregada fez uma careta, e Katrina revirou os olhos pra ela. Mesmo que agora se amassem, como Beth havia me confidenciado, nunca deixariam a mania de se implicarem para trás.
– Pão com calda de morango. É o que o neném quer, não é neném?– Karina mudou a voz pra conversar com a barriga, e olhei admirado para ela, observando como ficava mais linda e radiante ainda grávida. Pedro a encarava também, tão admirado quanto eu.
– A gente não tem calda de morango, isso aqui não é uma sorveteria.– Beth já estava estressada, e vi que era hora de entrar no assunto inicial: “finanças”.
– E não vamos ter nada do tipo tão cedo, não com o dinheiro que eu tenho guardado.
– Até que enfim começou um assunto que preste. Quanto temos pra nos manter?– Pedro mostrou-se interessado.
– Com a criança o dinheiro só vai embora mais rápido, porque temos que comprar todos esses negócios sabe... de criança.– falei meio confuso, não entendia nada sobre “ser pai”.
– Tem as ultrassons, o enxoval, a documentação do bebê, o berço, fraldas que gastam horrores, remédios pra cuidar do umbigo, e várias outras coisas. Eu cuidei do Alan e sei muito bem o quanto custa uma criança.
– Pelo menos eu e Karina não vamos mais gastar com camisinhas.– o idiota falou, fazendo boca de riso, e Ka corou.
– PEDRO!– repreendeu ele.
– Mas em números, Alan, quanto realmente temos de dinheiro?– meu irmão perguntou, olhando diretamente pra mim, e tremi um pouco antes de contar nossa situação de calamidade.
– Tenho 500 pra comprar de comida, e um carro velho que se vendermos para a concessionária deve valer uns 8.000.
– MEU DEUS!– Karina exclamou.
– Ka... fica calma, por favor, eu vou continuar trabalhando e vai dar tudo certo, não se assusta, não passe raiva...– Pedro disse tudo o que eu queria dizer pra ela, mas não tive a OPORTUNIDADE porque como sempre, ele chegou antes.
– Ok. Deixa eu só... respirar um pouco.– Karina respondeu, respirando e inspirando altíssimo. Ela tinha ficado muito manhosa desde que descobriu a gravidez.
– O que eu sei é que devemos terminar este avião o mais rápido possível pra conseguir esse dinheiro, e se for preciso, eu mesmo vou começar a estudar e ajudar Karina a construir isto, já que você ela não quer nem pintado de ouro.
– OLHA AQUI...– me levantei e arrastei a cadeira fazendo barulho, sendo segurado por Beth, e desviado a atenção por Karina que também havia se levantado, quase cuspindo fogo.
– NÃO É HORA DE BRIGAR! A GENTE PRECISA TRABALHAR EM CONJUNTO! ESTAMOS NO DIABO DO MESMO BARCO.– gritou raivosa, fazendo todos prestarem atenção na sua palavra.
– EU NÃO QUERO MINHA FILHA ELIANA NASCENDO NUMAS CONDIÇÕES DESSAS. E EU NÃO QUERO TER QUE FICAR ESTRESSADA COM VOCÊS ME DISPUTANDO, SENDO QUE EU JÁAAAAAAAAAAA ESCOLHI COM QUEM VOU ME CASAR!
Nesta hora olhei pra Pedro, que me devolvia o sorriso sínico e vitorioso de mais cedo.
– E tem mais.– Ka falou, mais calma, lacrimejando um pouco de emoção.
– Tem algo no contrato que ainda não contei pra vocês, mas como os pais da criança, precisam saber.
– Lá vem bomba.– Beth disse, colocando a mão no coração, e representando tanto a mim quanto a Pedro no quesito “nervoso”.
– Antes de assinar o contrato, eu li uma coisa, no mínimo interessante... que havia na clausura, mas Heideguer me convenceu de que não era nada demais, nada com o que me preocupar.
– Que coisa, Ka? Pode mandar o tiro.– Pedro implorou, e eu me sentei na cadeira, ela estava séria demais e aquilo me dava um certo medo.
– Na clausura... estava escrito que os meus descendentes, seriam propriedade da Wild Passion também.
– NÃO!– Pedro foi o primeiro a se pronunciar, batendo forte na mesa, e fazendo Karina se encolher.
– VOCE NÃO FEZ UMA POHA DESSAS, KARINA! JÁ NÃO BASTAVA TER SE VENDIDO?
– Que merda.– coloquei a mão na cabeça, sentindo o peso da consciência, sem me importar com os gritos e acusações que os dois trocavam.
Eu teria que ajudar Karina a construir aquele avião, teria que fazer os cálculos certos e finalmente colocá-lo pra voar, agora a situação fugia do meu controle... agora tinha um pedaço de mim envolvido naquilo, precisando de minha ajuda e de todo meu conhecimento em matemática.
“Mas e se não for um pedaço de você?” a voz invadiu meus pensamentos, depositando uma dúvida amarga e destruidora.
Mas e se a criança fosse de Pedro? Karina teria o dinheiro, o livramento do contrato, e viveria feliz com o pai do seu filho, bem longe de mim, bem longe da pessoa que realmente a amava de corpo, alma e ser.
A única certeza da qual tinha agora, era que só os ajudaria de verdade depois que aqueles testes estivessem prontinhos dentro do envelope, e que não bastava apenas isso. Os testes teriam que dizer que eu era o pai. E assim, eu seria o homem de Karina.
– Certo Pedro, já fui xingada e esculhambada o suficiente pela burrice que fiz, será que agora tem como a Beth me trazer alguma coisa que PELO MENOS seja parecido com calda de morango?
– Tipo o que?– Beth perguntou cansada, com a mão na cintura.
– JÁ SEI O QUE EU QUERO DE COBERTURA!– Karina falou animada, diferente de Pedro que ainda parecia não ter engolido o que ela havia dito.
– Se tivermos...
– Quero detergente de maçã.
– Detergente de maçã em cima do pão?– a empregada fez careta.
– SIM! Você não sabe a vontade que me deu de comer... to sentindo até o bebê se mexendo aqui dentro.
– Ok que você pode estar com vontade, mas não precisa mentir que o bebê ta se mexendo, o bebê nem se formou ainda.
– PARA DE IMPLICÂNCIA, BETH! TRAZ LOGO O DETERGENTE!
– Não, Beth. Você não vai trazer porcaria nenhuma.– Pedro falou seco, passando a mão pelo cabelo.
– Traga Beth, se é o que a Katrina quer comer, traz.
Eu a ganharia assim, permitindo que ela fizesse o que quisesse fazer, enquanto Pedro era chato e implicante.
– NÃO VAI TRAZER, BETH! SE ELA COMER DETERGENTE VAI MORRER!
– Ah bom! Eu trago ou não trago?
– TRAGA!– eu e Katrina gritamos juntos.
– OK KARINA, COMA ESSA PORCARIA E MORRA DE VOMITAR! SÓ DÁ UM JEITO DE NÃO MATAR O MEU FILHO TAMBÉM.
Pedro se levantou transbordando raiva e ódio, empurrando a cadeira longe.
– Não seja dramático.– Karina pediu.
– NÃO SER DRAMÁTICO? EU ESTOU CANSADO. OUVIU BEM? CAN-SA-DO DESSA INCONSEQUÊNCIA DE VOCÊS DOIS! Vai comer o seu detergente por pirraça, denguinho, e se mata logo, porque eu estou indo pro quarto.
Foi a última coisa que disse, antes de sair batendo os pés pro quarto, que ficava menos de um metro longe dali.
– ESPERA, PEDRO!– Karina saiu correndo atrás dele, derrubando tudo o que tinha pela frente, e deixando a mim e a Beth parados olhando pro nada.
– No que ta pensando?– ela perguntou depois de alguns minutos em silêncio.
– Que não queria estar aqui pra escutar os gritos deles transando.
– Hm.– Beth comentou.
– E você? No que ta pensando?
– Eu? Nada demais.– ela disse dando de ombros, e completando:
– Só que meu menino deveria arranjar uma namorada ruiva do jeito que ele gosta. E esquecer a Karina, urgente.
Pov Lobão
– Heideguer, está desocupado?– perguntei pra secretária morena, a terceira contratada daquele mês, já que meu chefe resolveu matar suas empregadas mulheres por puro prazer e alivio de stress.
– Sim... mas não acha que é muito cedo pra conversar com ele?
– Não acho.
Falei rude, passando na frente dela e abrindo a maçaneta da porta sem nem mesmo bater.
– O que veio fazer aqui?– Heideguer perguntou, se virando, com um olhar sínico.
– Que pergunta, chefe. Hoje é dia de pagamento e eu vim buscar o meu, tenho uma família grande pra sustentar.
– Incrível!– o homem de terno gargalhou, andando pela sala e batendo palmas, como se eu fosse algum palhaço que havia acabado de contar uma piada.
Naquele momento senti um tremor de raiva passar pelo meu corpo, mas me controlei pra não voar na garganta dele, afinal, ainda queria receber o meu dinheiro, e ele ainda era o meu superior.
– Não entendi. O que é incrível?
– VOCÊ QUERER RECEBER O SEU PAGAMENTO! NÃO TENDO FEITO PORCARIA DE TRABALHO NENHUM.– ele estourou, revelando sua verdadeira face de ódio.
– Eu vigiei a casa, eu fiz o meu serviço. Se eles são 20 vezes mais espertos que o senhor ou eu, não tenho culpa nenhuma, só quero receber pela droga do meu trabalho, plantado 24 horas na frente daquela mansão embaixo de sol quente ou de chuva.
Na verdade, eles não eram nem mesmo 3 vezes mais espertos, mas menti. O garoto tinha chegado com uma bicicleta e logo depois carregado a menina juntamente com Alan pra outro canto, porém, essa era uma informação que por nada neste mundo eu daria a Heideguer. Não até ele... resolver ser decente comigo.
– Tudo bem, Lobão! Assinarei seu cheque.– ele disse, indo pegar a caneta, sem deixar o sorrisinho perturbador sair do rosto.
Respirei aliviado e abri a mão, percebendo que meu punho estava fechado de ódio. Talvez se Heideguer fosse bondoso e me desse uma quantia a mais dos honorários, eu poderia o fornecer as informações.
– Pronto, tome.– Heideguer me entregou o papel, e peguei feliz. Finalmente minha mulher pararia de xingar por não termos mais nenhum quilo de arroz.
Só que toda a felicidade foi embora, tão de repente quanto chegou.
– 300 REAIS?
– Ainda é muito.
– 300 REAIS POR UM MÊS? NEM SE EU TRABALHASSE VENDENDO ÁGUA NA PRAIA!
– Bem, pra mim isto foi quanto o seu serviço me valeu. – Heideguer deu de ombros, como se aquilo pouco importasse pra ele.
Mas isto não ficaria assim... eu não trabalharia horas pra ganhar somente trezentos reais, não ficaria dias longe dos meus filhos pra ser humilhado de tal forma. Eu me vingaria.
– Então Dr. já que o dinheiro foi pouco este mês, será que eu poderia dobrar meus honorários e trabalhar no lugar do outro agente?– falei despreocupado, sorrindo por dentro com o que tinha em mente.
– Isto é sério? Achei que você fosse pedir as contas.– Heideguer disse carrancudo. Era isso que ele queria, que eu fosse embora.
– Sério! Só me dê mais esta oportunidade, eu te peço.– fiz um falso imploro, e o vi ficar satisfeito com minha humilhação.
– Tudo bem, só mais uma chance.
Uma chance era tudo o que eu precisava, pra destruir o maior traficante de drogas e pessoas do Brasil.
Pov Pedro
– Não me toque.– disse seco, quando Karina entrou correndo atrás de mim, querendo me abraçar pela cintura.
Eu não queria abraços, não queria beijos, eu só queria que aquilo da clausura do contrato fosse mentira, e que ela parasse de ser inconsequente e aprendesse com seus erros passados.
– PARA PEDRO! VOCÊ VOLTOU AGORA E JÁ TA BRIGANDO?
– Eu, Karina? Tem certeza que sou eu? Pelo amor de Deus você queria comer detergente! Não é porque ta grávida que pode querer tudo, ou achar que pode tudo.– fui direto, e me arrependi quando seus olhos se encheram de água e dor.
– Fala a verdade.– ela pediu, virando-se pra parede. Preferia olhar pra parede do que pra mim.
Mas eu não deixei, a puxei pelo braço e obriguei-a a me encarar, mesmo com a boca tremendo e vendo que estava prestes a chorar.
– Que verdade?
– Que você ta com raiva porque fiz aquela besteira com o Alan, que tá chato desse jeito por causa disso, porque não sei quem é o pai.
Dessa vez, eu a puxei pela cintura, e a abracei forte como nunca.
– Entenda de uma vez por todas Ka, não é isso, é que eu me preocupo contigo, me preocupo com ele...– passei a mão carinhosamente na sua barriga e ela suspirou, voltando a me olhar diretamente, e mordendo a boca, mal sabendo o que apenas aquele gesto dos dentes apertando o lábio inferior me provocou.
– Então vem comigo... vem tomar um banho gostoso e quentinho.– pediu pausadamente e sexy, arranhando de leve o meu braço e quase me matando de tesão.
Não havia nada que eu quisesse mais naquele mundo, do que fazer amor com Karina. Eu não aguentava mais nenhum segundo ficar em outro lugar que não fosse dentro dela, mas também não podia dar o braço a torcer após uma briga, se não nunca seria levado a sério.
– Pode ir indo, eu vou me ajeitar pra dormir.
Vi as bochechas agora gordinhas de Ka inflarem de raiva, e estava me preparando pra levar uns dois tapas na cara, quando ela resolveu surpreender e ir para a frente da porta da suíte do quarto, parando, e descendo o short até em baixo enquanto rebolava o bumbum.
Ela era a mestra em me seduzir, porque sabia exatamente meu ponto fraco: a sua bunda.
– Tem certeza mesmoooooooooo de que não quer me dar banho?– Karina perguntou, alisando as próprias pernas e subindo o tronco pra sua posição normal.
– Absoluta, eu tenho...– fui interrompido no meio da frase, com ela retirando a blusa devagar, me olhando com as sobrancelhas arqueadas, e revelando o sutiã apertado pelos seios enormes.
– Ai Jesus.– eles realmente estavam gigantes, e não era coisa da minha cabeça.
Parei alguns minutos para avaliar o corpo da minha namorada inteiro, e estava exatamente do jeito ideal. Muita carne, muita carne, MUITA CARNEEEEEEEEEEEEEEE!!! ERA HOJE PEDRÃO!
– O que foi? Deus resolveu sussurrar no seu ouvido pra que viesse me dar banho? Como nos velhos tempos?– ela insinuou, se referindo a vez que a dei banho e a que ela me deu.
– Não Ka, pode ir tomar seu banho, sozinha... sem eu pegando, tocando, esfregando ou ensaboando os seus p-e-e-itos...– tentei falar firme, mas saiu fraquinho fraquinho...
– Runf, ok, não vou insistir.
Ka pegou as roupas do chão decidida, e entrou pro banheiro trancando a porta. Preferia ver ela toda brava agora e surpresa depois que tivesse visto o que eu faria, do que feliz agora sem nem refletir um pouco o que havia lhe dito sobre ser mais madura.
Agi depressa, puxando a calça e a jogando longe.
– Ai que delicia.– falei, fechando os olhos e sentindo o Mick livre.
Logo depois tirei a blusa, pegando a tesoura em cima da cômoda e a rasgando em duas, formando tiras de pano com tamanhos iguais. Deitei-me na cama ansioso, apenas de cueca, escutando o barulho da água caindo do chuveiro e esperando que ela fosse sair dali logo, mas como sempre só me fodi.
Karina demorou, e demorou, e demorou, e para sua tristeza ou alegria, aquela enrolação só me deixava mais louco, e com mais vontade de fazer o que tinha certeza de que ela queria também.
– KARINA! VOCÊ NÃO VAI SAIR DAÍ HOJE NÃO?
– UÉ PEDROOOO! ACHEI QUE VOCÊ JÁ ESTIVESSE DORMINDO!– ela respondeu provocando e dando risadinhas, e eu me remexi agoniado na cama. Será que Karina tinha desistido de... Ah não, não podia pensar isso. Foram dois meses longe! Ela deveria querer tanto quanto a mim.
Mas e se a gravidez estivesse interferindo na excitação dela?????
Estava no meio desse dilema quando a Princesa do Porão resolveu que era hora de sair, e fui pego imaginando porque diabos ela não quis sair só de toalha.
– Vestiu a mesma blusa e a mesma calcinha?– perguntei decepcionado.
– Claro amor, não queria correr o risco de sair nua e você ter que tampar os olhos pra não ver essa monstruosidade aqui.– Ka disse magoada, apontando pra si mesma.
SERÁ QUE ELA TINHA FICADO DOIDA? Karina realmente estava achando que eu não gostava mais do corpo dela? MEU DEUS!
– Karina, venha aqui agora.– ordenei.
– Pra quê?
– Venha aqui.– sentei-me direito e bati nas minhas pernas, para que ela sentasse no meu colo, e assim o fez.
– Eu te amo, garota.– falei, ajeitando sua franja e lhe dando um beijo na testa.
– Eu também te amo, mas tenho medo Pedro.
– Do quê?– perguntei, me aproveitando pra passar a mão na sua cintura, e a empurrar pra baixo, até encostar o pano da sua calcinha no da minha cueca.
– De que quando minha barriga crescer, você não vai querer mais ficar comigo, transar comigo, ou simplesmente me dar banho.– ela disse, e eu logo tratei de calar sua boca antes que pronunciasse mais alguma bobagem.
Puxei Karina pra ainda mais perto, e delicadamente encostei minha boca na sua, já aberta me esperando.
O beijo começou calmo e com carinho, mas foi só ela dar umas boas e demoradas esfregadas em cima de mim, que já comecei a aprofundar minha língua e brincar com a sua, descendo minha mão até a calcinha, pronto pra arrancar a qualquer instante.
– Calma...– Ka deu uma risadinha, parando pra respirar e tirando meus dedos do elástico.
– Por que não começa por cima?
Antes que eu pudesse respirar, a blusa estava do outro lado do quarto, e um par de seios inchados sendo apontados bem na frente do meu rosto.
– Meu senhor.– foi a última coisa que disse antes de pirar.
Arremessei Karina pra debaixo na cama e não pude deixar de admirar em como ela arfava, e eles subiam e desciam.
– Posso mamar o leite do bebê?– pedi, sem tirar os olhos dali.
Karina abriu as pernas e encaixou-me nela direitinho, respondendo:
– Sugue até a última gota.– e ela não falou apenas, ela gemeu aquilo apertando os peitos fortemente, fazendo eles saltarem, e eu cai dentro.
Coloquei a língua pra fora e comecei eu mesmo a apertá-los. Lambi tudo em volta do bico depois suguei-os devagar, sem tirar os olhos pra cara de tesão que Ka fazia, se empurrando louca contra mim.
Minha língua lambia tudo e inclusive desceu várias vezes bem aonde os peitos dela faziam a curva, enfiei no meio deles, embaixo, voltando de novo pra cima, e sugando outras milhares de vezes alternadamente com os dois bicos.
– Pedro... pelo amor de Deus, me come logo.– Ka implorou, quando eu chupei tão forte que fez barulho de “stak”.
– Então vira...– mandei, com a boca inchada e provavelmente vermelha de tanto usá-la.
– Vira e chega pra perto da cabeceira da cama. Anda.– ordenei, tirando minha cueca, enquanto Karina ficava estática me olhando assustada.
– O que você vai fazer?– perguntou e eu a conduzi até onde queria que ficasse, deitando-a de barriga pra baixo e descendo a sua calcinha com agilidade.
– O que eu vou fazer?– perguntei, rindo da sua carinha de medo e terminando de tirar a calcinha que havia se enganchado em seu pé.
– Sim... aooowwnnn Pedro...– Karina gemeu, quando aproveitei suas pernas abertas pra dar um beijo molhado e gelado no seu sexo já ensopado.
– Eu vou te foder.
Subi em cima dela, esfregando meu membro no seu bumbum, e peguei os dois pedaços de pano, passando a amarrar um braço de cada vez na cabeceira.
– Vou te foder 60 vezes sem parar, pra pagar os 60 dias.
Quando terminei de amarrar forte os braços de Karina, percebi como ela estava arfando de excitação e suando frio de medo embaixo de mim.
– Por que ta assim?
– Hoje é domingo.– ela disse, fechando os olhos e suspirando apavorada, e eu gargalhei, porque nem estava lembrando desse detalhe.
– Que ótimo que lembrou disso...
Esfreguei a glande do meu membro entre a sua bunda e ela gemeu em resposta, me incentivando a agarrar seus seios com uma mão e abrir sua intimidade com a outra.
– Manda o neném se encolher.– sussurrei no seu ouvido, passando meu dedo bem esfregado, e o enfiando um pouquinho, abrindo as paredes.
– Enfia ele em mim...
A obedecendo, dei 4 tapas fortes e estalados no seu bumbum branco, que se arrebitava e levantava toda vez que eu batia.
– AAAAAAAAAAAAAAAAAAAA!– Karina gritou, ficando vermelha com as marcas certas de onde minha mão a havia estapeado, e eu apontei meu membro, preparado pra entrar no seu orifício.
– Só geme, gostosa.
E ela gemeu, altíssimo, quando enfiei devagar e rebolando o meu pênis pulsando de tesão. Foi difícil conseguir enfiar, e mais difícil ainda sair, mas era gostoso empurrar e ser coberto por ela direitinho.
– 1.
– 2.– falei a agarrando pela barriga, e socando até o fundo, saindo novamente e recomeçando a contagem.
Karina gritava, me xingava, chorava e gemia, mas não adiantava nada, ela estava amarrada e sobre o meu controle. Só eu poderia parar, ou continuar.
– 27.
– EMBAIXO PEDRO! POR FAVOR! ME FODE EMBAIXO! FODE MINHA VAGINA GOSTOSOOOOO!– remexeu-se agoniada, e sorrindo depositei uma linha de beijos nas suas costas, dando uma colher de chá e fazendo o que tanto implorava.
– Olha só como o 28 vai ser gostoso.
Abri suas pernas com as mãos, e enfiei meu membro na direção do clitóris de Karina, que gritou assim que sentiu a ponta.
– OH! PEDRO!
Mais uma forte estocada, e tinha o metido até o meio, terminando de o enfiar rodando e a rasgando, sentindo o escroto balançar na entrada de Ka, avisando que dali eu não poderia passar.
– Quer ele paradinho, quer?– gemi, dando um forte chupão no seu pescoço.
– TIRA E METE DE VEZ!
E assim o fiz, metendo rápido e profundamente, enquanto os nossos corpos entravam em choque e a cama inteira se sacodia e rangia com Karina gritando enlouquecida os “mete, mete, mete, mete” até o 58.
– 55.
– Aoooooown! Mete, mete, mete.
– 56.– o suor pingava, e Karina gemia, implorando alto:
– Mete Pedro, mete, mete, mete, METE!– o seu corpo era mais balançado do que a própria cama, tamanha a força que eu colocava e a profundidade com que enfiava.
– Oooh... 57.– arfei, quando as paredes dela fecharam-se em volta de mim.
– Falta enfiar só mais duas vezes... e se você não fechar as perninhas pra eu gozar, vou te comer mais 60 até ficar assada.
– Ain... você já errou a conta 7 vezes. Meus braços estão doendo.– Ka suava do esforço, mas se remexia louca embaixo de mim, empinando o bumbum e esfregando-se aonde podia, na minha coxa, na minha perna, no meu pênis duro, parecendo uma cadelinha no cio.
– 59...– meti rápido e tirei, enfiando em seguida e dessa vez não conseguindo nem falar o “60” pois Karina fechou as pernas de um modo, que eu só poderia ficar com a boca aberta babando, e sentindo a delicia que era gozar dentro dela e melar a nós dois.
– Aiiiinnn...– Karina não tinha pra onde se mover comigo por cima, e nem como me tirar de dentro do quentinho escorregadio, mas, como foi uma verdadeira Princesa, abrindo tudo sem dar chilique, resolvi que era hora de a desamarrar e ver o quanto de raiva minha dominação a havia provocado.
Pov Karina
– CRETINO!– gritei dando dois tapas na cara de Pedro assim que fui desamarrada.
– Quer que eu te amarre de novo?– disse, estampando um sorrisinho safado, sem se abater com meus tapas.
Segurei as bochechas de Pedro com uma mão só, apertando-as e esmagando até ele calar a boca. Não tinha me feito sofrer? Pois eu o faria agora.
– Isto vai ser impossível, você já me mostrou os seus dotes de gogoboy. Agora sou eu vou que te mostrar os meus dotes, de mulher de gogoboy.
– O que planeja, minha mulher?– Pedro perguntou, com os olhos castanhos brilhando de expectativa.
– Isso.
Ansiosa peguei os farrapos de sua blusa, e joguei o Pedro que antes estava sentado, completamente estirado na cama. Mesmo com o pênis ainda mole (pois havia acabado de gozar em mim), Pê continuava todo gostoso. O abdômen definido, os braços fortes, as pernas torneadas, e o membro grande de qualquer forma, completamente melado de esperma...
Subi em cima dele ligeiro, e passei a amarrar seus pulsos juntos, com um pedaço de pano só, deixando-o com os braços pra cima, sem possibilidade nenhuma de me parar fazendo o que eu planejava fazer.
– Era pra isso ser tortura?– falou, dando uma lambida traquina no meu seio esquerdo, que balançava enquanto eu fazia o nó ficar bem apertado.
– Agora sim.
Olhando bem pra cara dele, peguei a xuxinha que já estava no meu braço, e amarrei meu cabelo, num gesto que só nós entendíamos o significado.
– Karina Duarte...– Pedro começou a dizer, sabendo exatamente o que eu faria.
– É pra ISTO ser tortura.– sorri vitoriosa, pegando no seu pênis e vendo a expressão dele mudar pra mil outras reações excitantes.
Cai de boca, enquanto o masturbava em velocidade eximia, rodando a língua e desrodando, subindo e descendo por toda a carne rosada do seu sexo, que já havia esquentado e pulsava vivo, hora entre meus dedos, hora dentro da minha garganta.
– Me desamarra... me deixa arrastar sua cara nele...– Pedro implorava, prendendo a boca pra não gritar, se debatendo e tentando se soltar da cama a todo custo.
– Eu posso fazer isso sozinha.– e o provei como podia.
Peguei no seu membro com vontade, e esfreguei na minha cara inteira, sorrindo e me divertindo.
– KARINA! ISTO É INJUSTO!
– Hmmmmmmmmmmm.– enfiei a intimidade de Pedro na boca de novo, e passei a gemer com ele lá dentro, provocativa.
– KARINA! EU TE FODI DIREITO NO 28! PELO AMOR DE DEUS TENHA COMPAIXÃO!
Satisfeita com o que havia feito com meu noivo, subi me rastejando até aproximar minha boca suja da sua arfante.
– Agora você vai ver quem é que manda.– dei uma piscadinha, e montei nele, recostando meus braços no seu pescoço.
Arranhei o abdômen e os contorninhos da barriga de Pê até a virilha, observando deliciada ele revirar os olhos de excitação, e agarrei o seu pênis novamente, sem deixar de dar aquela boa esfregada na minha vagina inchada, após tantas estocadas.
– Não venha me dizer que você vai...
– Shhhhhhh.– encostei meu dedo indicador no seu lábio, dando uma mordida sexy e demorada na sua boca.
– Eu vou quicar, sim.
– E quicar muito.
Coloquei o membro de Pedro na entrada certinha, e sentei-me com os olhos fechados, sentindo toda a sua grossura me adentrando, me abrindo, apontado pra cima, endurecido.
– Karina...– ele conseguiu dizer quando me suspendi, e cai sentada violentamente de novo.
– Agora você que ta sendo fodido gogoboy... v-o-c-ê... 1.
Sentei-me mais uma vez, ganhando mais um gemido rasgado e masculino dele.
– 2.
E comecei a contagem, que perdurou muito tempo (mesmo com o seu membro escapolindo vez ou outra, errando o local de entrar e esfregando-se na minha barriga), pois fiz questão de demorar a entrar e sair, fiz questão de escutar cada sacanagem dele, cada xingamento.
– Se você sentar mais uma vez... eu vou...
– 43. Vai o que? AAAAAAAAAAA!– perguntei, gritando quando ele respondeu a minha pergunta, dando-me um chupão fortíssimo no ombro, quase arrancando o lugar.
– Então você quer jogar de verdade?– arqueei a sobrancelha, ele estava brincando com uma mulher tarada.
Sentei em Pedro e desta vez não levantei mais. Comecei a quicar com ele dentro de mim, subindo só até sua glande e descendo rebolando até em baixo.
– GOSTOSA!– gritou, me incentivando a rebolar mais ainda, a cavalgar mais rápido ainda, e enlouqueci.
– 55,56,57,58,59,60,61,62.– a contagem era tão rápida quanto eu pulando em cima do pênis de Pedro, que não conseguia nem fazer mais nenhum ruído, estava ocupado demais gozando e me melando mais uma vez.
Agarrei seu pescoço, encostando meus seios na sua cara, e sentindo o meu próprio gozo sair com ele parado dentro de mim, dando apenas suaves reboladas, nos momentos certos.
Cai morta do outro lado da calma, respirando pesado, sorrindo, segurando minha barriga. Tantas emoções ao mesmo tempo, tantas sensações, mas sem dúvida a maior era ter Pedro da mesma forma que eu, deitado do meu lado.
– Não vai me desamarrar não?– indagou um tempo depois, respirando pesado e recuperando-se do esforço físico que o submeti.
– Acho que vou te deixar amarrado aqui pra sempre. Daí construo o avião e quando estiver molhada e com tédio... volto aqui e créu.
– HÁ-HÁ-HÁ– Pedro riu falsamente, e eu comecei a soltá-lo, saltitando de felicidade.
– Foi a melhor ideia que tive na minha vida, pena que você me convenceu com sua fofura.
Assim que terminei de dizer aquilo e o desamarrei, fui abraçada, e me surpreendi com o carinho, aproveitando pra fechar os olhos e inspirar o seu cheiro, me atracando mais ainda a ele num embolado de pernas.
– Não quero que isto acabe nunca.– Pedro disse, fazendo carinho e chamego na minha cabeça, enquanto eu brincava passeando com os dedos pelo seu peito.
– Se a Eliana tiver que dormir no quarto com a gente, nossa felicidade acaba em 7 meses.
– A gente pode fazer na frente dele até uns 3 anos eu acho.– Pedro comentou brincalhão.
– DELA, você quis dizer.
– Na verdade eu quis dizer DELE mesmo, vai ser um meninão e eu tenho certeza.
– Runf.– Bufei raivosa, não iria discutir isso com ele agora, até porque nasceria uma menininha, e eu compraria vestidinhos lindos pra ela.
Por isso deveria me focar, construir aquele avião o mais rápido possível, não apenas pelas roupas e todo o resto, mas pra ter um quarto só pra mim e pro meu gogoboy fazermos esses sadomasoquismos de vez em quando.
– Que tal se a gente...– Pedro ia sugerir algo, mas bocejou antes de terminar.
– Dormisse abraçadinho?– afundei mais ainda meu rosto no seu peito, ganhando mais cafuné.
– Sim, dormisse abraçadinho.
Pov Pedro
3 horas depois.
– Amor... Pedro... acorda...
Fingi que nem escutei, e continuei parado com os olhos fechados, a abraçando.
– EU SEI QUE VOCÊ TA ACORDADO!
Merda.
– ACORDAAAAAAAAAAAAAAAAAAA!– Karina saiu dos meus braços e começou a me sacudir louca, enquanto eu pegava o travesseiro e colocava na cara, pra não ter que ouvir.
– Para Karina... ta tão gostoso...– implorei dengoso, porque estava mesmo!
Aquela sensação boa no corpo moído do esforço e do prazer, aquela sensação boa na mente, de que fiz o meu trabalho e paguei pelos 2 meses sem ser homem de verdade pra ela. A sensação de que tudo estava certo com ela nos meus braços, quietinha... até a monstra Karina vir a tona.
– EU TO MORRENDO DE FOME! –
Karina fez drama pegando o outro travesseiro e começando a me espancar com a espuma.
– Eu to cansado amor, só mais meia horinha vai.– pedi, abrindo os olhos um pouco pra conseguir ver ela nua, segurando o travesseiro como se fosse uma espada.
– OK! Se você não for comprar minha abóbora agora, eu vou pedir pro Alan comprar.– Ka chantageou, se levantando, e eu a puxei de volta pra cama.
– Mas você sabe como me convencer ein.– resmunguei me levantando zonzo, procurando minha cueca, um pouco perdido por conta do sono.
– Ta ali!– Karina apontou pra perto do banheiro ansiosa, estava louca pra comer aquilo, e eu me perguntava se toda vez teria que acordar pra satisfazer desejo de mulher grávida.
Vesti a cueca e todo o resto da roupa enquanto Ka se enrolava nos lençóis e voltava a dormir. Além de tudo era preguiçosa!
– Veja se acorda e vai trocar de roupa Karina, não quero Alan tentando arrombar essa porta e você pelada aí.
– CHATO!– mais um travesseiro me foi arremessado e sorri da sua mira, já que ele foi parar totalmente no lado contrário do que eu estava.
– Estou falando sério, quando eu voltar quero você pronta pra ir comer na sala.– dei minhas instruções finais e sai pela porta.
– Pedro?– Beth me chamou quando comecei a subir as escadas pra superfície.
– Sim?
– Vai comprar comida? Ta esquecendo o dinheiro.
– Droga! É mesmo.– falei ainda tonto de sono, descendo os degraus e recebendo 2 reais dos 500 que Beth guardava na bolsinha.
– Cadê o Alan ein?– perguntei curioso, queria saber se aquele ordinário planejava algo.
– Endoidou.
– Novidade.
– Acordou faz pouco tempo e foi pra cozinha fazer café pra Karina, dizendo ele que precisa pelo menos fazer a comida do filho.
Senti meu sangue ferver com a atiração de Alan pra cima da minha mulher, e deixei ordens claras pra Beth:
– Não permita que ele entre no quarto, nem deixe café nenhum, Karina só quer saber de comer esse diabo de aboxoteotasodjfso. Arrrrrrrrg não sei falar isso.
– Tudo bem seu Pedro, pode ir tranquilo.
Balancei a cabeça em afirmativo e subi a escadaria correndo, passando pela sala suja e o piano abandonado, indo em direção ao jardim enquanto pensava mil coisas ao mesmo tempo.
Teria que trabalhar, teria que estudar matemática, teria que cuidar de Karina MUITO, porque Alan com certeza iria investir pesado para brigarmos, teria que ser um bom pai indo comprar esse tipo de coisas ou qualquer outra coisa que ela quisesse, teria que ser um bom amante também, e teria que deixar claro pra Ka que...
– PARADO!
Parei estabanado, quase caindo de medo, com as mãos pra cima, lembrando-me que estava saindo pela frente e como isso foi avisado por Alan que era estreitamente proibido.
– Merda, merda, merda, seu burro.– me xinguei, tomando coragem e levantando a cabeça, olhando pra cara do homem que havia pronunciado aquilo.
E já deveria o ter identificado pela voz... pois foi o mesmo que me deu uma surra aquela noite.
– Se algum dia você a encontrar, diga que eu a amo, e que deixo todos os meus bens, no caso a casa da favela que é a única merda de bem que eu tenho, pro meu filho. Peça pra ela escolher um nome pelo menos descente pro menino e parar de ser doida.– comecei a falar minhas últimas palavras antes de morrer, quando o idiota resolveu gargalhar de mim.
– Então a moça ta grávida? Que informação maravilhosa!
– Pedro seu idiota, cala a boca, morra dignamente.– falei, mordendo a boca pra parar de dizer coisas que poderiam ser usadas contra Karina.
– Que moleque cagão.– o homem só conseguia rir.
– Será que dá pra atirar logo de uma vez? E por favor não erre, não to afim de ficar deformado.
– Não vou atirar não, moleque medroso, vim conversar, é uma missão de paz.– ele disse, ajeitando a arma na calça, e senti 1293842134 quilos de peso sendo retirados das minhas costas.
– AN?
– Vim conversar, dizer que estou do seu lado.
– Pera. Deixa eu raciocinar.– fiz sinal de “tempo” e tive que pensar o mais rápido depressa.
– Por que motivos eu deveria confiar que você REALMENTE não ta do lado de Heideguer? Isso é doido demais.
– Motivo número 1: não atirei na sua cabeça.
– Ok, esse é um bom motivo. Mas você pode estar mentindo, só pra descobrir onde Karina está e depois nos passar a perna.
Terminei a frase o olhando curioso, e observando puxar um papel de dentro do bolso, parecido com um cheque.
– Este foi o salário que recebi esse mês. Tenho cinco filhos.
Fiquei olhando estático para o cheque de 300 reais assinado por Heideguer, aquele sim era um BOM motivo pra querer se vingar.
– Ótimo... mas como você pretende nos ajudar?– fui cauteloso.
– Peguei turnos a mais, vocês vão poder sair daqui com a garota o tempo que quiserem enquanto eu estiver trabalhando na vigia. Somente EU, não confie nos outros agentes.
Sorri abertamente, Karina ficaria enlouquecida de felicidade quando descobrisse aquilo! Poderia visitar sua família... Fabi, a academia e todo mundo que amava.
– COMO EU POSSO TE AGRADECER CARA?– pulei no pescoço do homem mal encarado e lhe dei um forte abraço, quase chorando, pensando em como era tudo tão louco. O mesmo que havia me causado hematomas e me feito sangrar horrores, era o que me trazia mais esperanças agora.
– Fugindo de Heideguer, pra sempre.
E eu fugiria, eu lutaria.
Eu compraria a maior abóbora do mundo, e chegaria em casa com a melhor noticia da galáxia.
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Notas finais: Eu espero muitas coisas gente. Espero que meu PC conserte, espero que isto seja rápido, mas não tenho certeza de quando ele vai estar pronto pra eu conseguir escrever e postar os próximos caps. Não to conseguindo dormir de preocupação por apenas um motivo, apenas uma coisa: por esperar que me esperem.
Espero que me esperem, eu estou esperando isso.
P.S da postadora oficial: Amor da minha vida, sempre te esperaremos. ♥
“Quem ama tudo sofre, tudo crê, tudo espera, tudo suporta.”
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