Wild Passion
13 Maldita decisão.
Notas iniciais

Pov Wallace
– Agora já fazem dois meses que eles conseguiram fugir. Pela graça de Deus Heideguer ainda não os encontrou, vocês não fazem noção de quantos seguranças armados haviam na casa daquele homem quando fui lá! – Priscila dizia roendo as unhas, sentada na mesa da pequena sala de descanso da Wild Passion.
– Pedro se meteu numa enrascada cara... – Duca lamentava, assim como eu.
– Vocês fazem alguma ideia de onde eles poderiam estar? – perguntei, com esperanças de ir visitar meu amigo e saber como ele estava, ou se precisava de alguma ajuda.
– Acho que eles fugiram do Brasil, só assim pro Heideguer não ter encontrado a Karina ainda. Tem homens de preto pra todo lado procurando por eles! – Pri gesticulava com os braços, expondo sua teoria.
– E com que dinheiro? – Lírio debochou. E eu quase fui lhe dar um murro.
– Não tem como saber né Lírio. – Duca respondeu.
Comecei a andar de um lado pro outro sem parar. Até o homem com cueca box interromper meus pensamentos me deixando com mais ódio ainda.
– Sinceramente, eu não sei o que a Karina viu no Pedro. Pobre, burro, e nunca chegaria aos meus pés. Ela já devia ter feito a escolha certa depois que se sentou aquele dia no meu colo... –
Aguarrei Lírio pela camisa o colando contra a parede. Duca veio apartar logo em seguida, me puxando de volta pra uma cadeira.
– ACALMEM-SE VOCES DOIS PELO AMOR DE DEUS! E LIRIO CALA ESSA BOCA QUE VOCE SO FALA MERDA, PUTA QUE PARIU. ISSO AINDA é INVEJA POR ELA NÃO TER TE ESCOLHIDO E DADO AQUELES 2.000 REAIS PRA VOCE? – se Lírio fosse um cachorro, agora estaria saindo espuma pela boca, Duca tinha tocado no ponto certo sem precisar bater. Ele tinha inveja.
– Vocês são tão infantis. E concordo com Duca. – Pri bocejou, morrendo de tédio da confusão. E Lírio se virou pra ela ainda soltando veneno.
– O que foi Priscila? Por que ainda tenta esconder? Todo mundo aqui sabe que quem morre de inveja é você, e da Karina, por ter roubado o Pedro de ti. – ele falava devagar enquanto Priscila ia corando.
– Acha que não sabemos que você é apaixonada por ele? Ou pelo menos nutre algo bem bem grande... –
– CALA A BOCA! –
Só consegui enxergar o lampejo de Pri dando um belo tapa na cara do gogoboy, e sorri. Lírio saiu furioso com a cara ardida da sala de espera. Enquanto eu tentava imaginar, aonde Pedro e Karina estariam metidos.
Pov Pedro
As notas musicais iam tomando forma enquanto meus dedos dedilhavam pelo piano de cauda longa. Comecei tocando a normalidade da vida, as notas com espaçamento vagaroso e calmo, logo a vida foi se animando, meus dedos percorriam mais livremente, com mais ardor e vontade de viver, alguns minutos de felicidade e o vilão chegou, o monstro, a magoa e a traição, e toquei a decepção sofrida, a vida se esvaindo, a dor, o corte profundo na minha alma, e por fim a normalidade novamente, só que agora de uma pessoa sofrida e que sabia como viver, havia acabado de tocar Fur Elise, e foi isto que passei a alguma quantidade de publico que chorava.
Algumas mulheres me aplaudiam de pé, e outros homens aplaudiam sentados fumando seus charutos. Há mais de um mês e 2 semanas eu trabalhava naquele bar, já havia aprendido qual repertorio tocar para agradar o publico rico ou de classe média alta que frequentava, e isso me gerava bastante dinheiro no final do mês. Metade do dinheiro que ganhava, enviava para Esther comprar coisas pra casa e mimos pra Jade, e a outra metade guardava para meu plano particular.
Aquela noite mais do que todas eu sai ansioso do trabalho, correndo pelas ruas porque achava que minhas pernas conseguiam ser mais rápidas do que a lerda condução. Karina e Alan finalmente haviam terminado o mini protótipo de avião de guerra, e hoje fariam os primeiros testes, só estavam me esperando chegar.
FlashBack ON
– Hmmmmmmmm – consegui dizer tentando me soltar da louca feliz que me beijava sem parar.
– QUE FOI PEDRO? – se sentou fingindo bravez e arrumando os cabelos que grudavam no corpo suado.
– Que foi digo eu, que fogo é esse? A gente já fez 5 vezes hoje e... –
Karina abriu o maior sorriso do mundo e se jogou por cima do meu corpo me abraçando apertado e agora dando gargalhada.
– Karina, acho que você tá ficando louca, no mínimo. – sorri junto com ela, nos envolvendo com o lençol.
– A gente já terminou praticamente TUDO Pedro, amanha mesmo vamos testar! Isso não é maravilhoso? O Alan é quase um gênio, resolveu todos os cálculos! –
Puxei seu rosto e dei vários selinhos, a libertando depois de alguns segundos.
– E essa felicidade se deve a ter ficado amiga do Alan também? – arqueei a sobrancelha, Ka agora passava sua mão pelo meu peito enquanto respondia.
– Também amor, foi tão bom ter podido resolver , an, resolver nada não. Quer dizer, foi bom ter sei lá, confiado nele. A gente conseguiu se comunicar mais fácil, se divertir trabalhando, tudo fluiu e VEJA! TERMINAMOOOOOOOOOOOOOS! – ela gritou.
– Vamos aproveitar que você tá feliz então... – peguei uma mecha do seu cabelo loiro e fiquei brincando usando os meus dedos, falando o mais manhoso possível.
– E que hoje é domingo... –
Ka beijou meu nariz e disse para minha surpresa animada:
– Agora! –
Se ajeitou de quatro enquanto eu dava graças, por toda aquela alegria da minha namorada.
FlashBack OFF
– CHEGUEEEEEEEEEEEEEEEI! – não me aguentei e fiz o maior escândalo assim que pisei na mansão.
Beth veio correndo alegre, parece que todos já sabiam que faríamos o teste.
– PEDRO! FINALMENTE! –
Eu estava pingando suor por causa da corrida, mas só queria saber agora de ver aquela coisa voando.
– Cadê eles Beth? – perguntei sem me conter de ansiedade.
– Ta todo mundo no grande salão de recepção! Eles chamaram todas as empregadas e empregados pra assistirem, estão muito animados! Ai seu Pedro, eu também to tãaaaaaaaao feliz. – Beth sorria, ela sabia o quanto de trabalho duro aqueles dois tiveram.
– VEM! – puxei ela pela mão e corremos casa a dentro.
Desviando de alguns corredores, e depois de subirmos algumas escadas, encontramos a porta que dava para o enorme salão completamente escancarada. De fora já se podia ouvir as risadas altas e gostosas de Karina, risadas essas que eu estava tão acostumado a ver todos os dias de um tempo pra cá.
– Paraaaaaaaaaaaa Alan! – ela gritava antes de eu entrar.
A cena que vi em seguida foi linda. Todos os empregados sorrindo e olhando pra Alan e Karina na frente da mesinha com um avião minúsculo, Alan fazia cocegas nela enquanto Ka esperneava, era tão fraca pra cosquinha! Inclusive quando eu beijava alguns pontos certos... mas isto não vem ao caso.
– ME SOLTAAAAAAAA! PEDRO MANDA ELE ME SOLTAR! – ela tentou dizer enquanto engasgava e eu só conseguia gargalhar daqueles dois bobos brincando num momento tão importante, principalmente Alan que quase nunca brincava. Meu amigo devia estar muito feliz e orgulhoso MESMO!
– Ela não parece o furacão Katrina, Pedro? – Alan não parava de fazer cosquinhas na barriga de Ka, olhando pra ela, enquanto eu me aproximava.
– Furacão Katrina? – perguntei curioso.
– Ele... ai kkkkkkkkkkkk... ele me chama assim agora! -
– Destruição por onde passa. – explicou rápido e intensificou as cocegas. Minha namorada já estava quase caída no chão de tanto que sorria.
– OK OK, SOLTE A MINHA KATRINA! – puxei Ka das mãos de Alan e envolvi sua cintura com um braço apenas. Ela ainda se recuperava ofegante enquanto eu fazia um nó no seu cabelo, e em seguida dava beijinhos por todo o seu pescoço.
– Acho melhor a gente começar logo este voo. – meu amigo disse um pouco corado, e assenti sorrindo, libertando Ka do meu abraço, para que fosse ajuda-lo.
Eles começaram a se movimentar pela bancada, ágeis. Sabiam exatamente o que devia ser feito. Alan terminou os últimos retoques enquanto Karina pegava o controle remoto em sintonia, ouvi uns gritinhos abafados de algumas empregadas esperando pelo o show e comecei a viajar... Meu deus! Se aquele negocio voasse mesmo, teríamos bilhões... uma casa enorme, Jade e Esther morariam comigo, eu e Karina poderíamos lotar aquilo de filhos sem nenhuma outra preocupação na vida. Aquilo ia muito além de pagar um contrato, aquilo seria tudo o que eu nunca pensaria em proporcionar pra minha namorada, seria a vida perfeita ( se é que já não tínhamos a vida perfeita morando aqui).
O motor começou a zunir, e a sala lotou de palminhas esperançosas. Ka sorria movimentando o controle. O avião subiu, e estava em pleno voo.
– VOCÊ CONSEGUIU KARINA! VOCÊ CONSEGUIU! – eu gritava a ponto de chorar emocionado enquanto o avião fazia a curva em volta da minha cabeça, ela estava tão completamente feliz e radiante que parecia brincar com isso, fazendo o protótipo dar viravoltas pelo meu corpo.
– Karina, precisamos testar os misseis. – Alan cutucou um pouco estressado. Porque ele estava com aquela cara? TINHA FUNCIONADO! IAMOS FICAR MUITO RICOS!
– Ok. –
Ka fez o avião ir na direção onde não havia ninguém para se machucar, um local vago do salão a não ser por alguns quadros e jarros. Todos olhávamos arregalados esperando o que estava por vir, ela soltaria os mini-misseis a qualquer momento! Observei um sorrisinho sapeca de Karina quando apertou o botão, e tudo aconteceu rápido demais.
Ao invés dos misseis saírem do avião e atingirem qualquer alvo, eles haviam explodido dentro, fazendo com que pedaços de metal voassem para todo canto numa pequena explosão generalizada, e nossos sonhos voassem para o chão junto com ele.
Eu não conseguia olhar para a bagunça, não conseguia prestar atenção nas caras chocadas e nos gritos de decepção, não conseguia entender o que o rosto complacente de Alan significava, não conseguia raciocinar sobre o assunto ou sobre como aquela coisa surreal aconteceu, só conseguia olhar para o rosto de Karina, completamente paralisada, e na forma como sua boca tremia, prestes a ser escancarada em um choro escandaloso.
Corri até ela a abraçando e escondendo todo o seu rosto no meu peito. Ka fungava baixinho, não havia o que eu pudesse falar para acalenta-la, mais do que ninguém, era pra mim que ela contava tudo o que aconteceu, todas as suas frustrações e medos,todo o seu trabalho, sempre um relatório completo a noite quando estávamos deitados na nossa cama. Só eu e Alan sabíamos o quanto ela tinha lutado para aquilo dar certo.
– SAIAM TODOS, POR FAVOR! – gritei e apertei minha pequena mais ainda contra mim, a protegendo. Todos os empregados obedeceram ainda lamentosos e chocados.
Karina se soltou do meu abraço, tentando limpar as lagrimas dos olhos, num ato de coragem.
– Não entendo Alan. – ela se virou pro meu amigo.
– TODAS AS PEçAS MONTADAS CERTO, AS ASAS CONSTRUÍDAS NO ÂNGULO E TAMANHO PERFEITOS, OS CÁLCULOS DOS MISSEIS QUE VOCÊ FEZ, NÃO HAVIA UM ERRO! – ela já passava do estado “lamento” para o “raivosa” em pouquíssimos segundos.
– Também não consigo entender Karina.. – Alan falava num tom de desculpa, mas ele não merecia a culpa de nada! Nenhum dos dois mereciam.
– QUE INFERNO, QUE CARALHO, EU QUERO BATER EM ALGUÉM! – Karina surtava indo até um jarro.
– Ka... não faz isso, pelo amor de Deus. –
– CALA A BOCA PEDRO! VOCE FICA AI SO TOCANDO SEU PIANINHO A NOITE, ENQUANTO EU E ALAN PASSAMOS A PORCARIA DO DIA INTEIRO TENTANDO ME LIVRAR DESTE INFERNO, VOCE NÃO SABE DE NADA DO QUE EU TO PASSANDO, NÃO SABE! NÃO é NINGUEM PRA ME PEDIR PRA NÃO FAZER NADA !– Karina terminou como efeito, jogando o vaso longe e o estilhaçando, do outro lado da parede.
Aquela frase, um tiro doeria menos que aquilo. Nem percebi quando as gotas de agua caiam dos meus olhos, Alan percebeu pra mim.
– Cala a boca você Karina, sua garota mimada e inconsequente. – Alan a puxou pelo braço, a apertando e Ka olhou pra ele assustada como um bichinho, sua raiva parecia estar passando, e seu rosto já estava começando a transparecer remorso.
– O Pedro te ajuda muito mais do que eu poderia te ajudar com qualquer merdinha de avião, ele te renova todos os dias. Acha que eu não vejo? Você acha que eu não sei que não consegue dormir longe dele toda a noite? Mesmo com minha proibição restrita para o seu bem? No mínimo, aja como uma pessoa de 20 anos e reconheça o que meu amigo faz por ti. –
Eu me sentia tão constrangido com toda aquela situação, principalmente com as palavras de Alan. Ele a soltou ainda olhando em seus olhos, e ela veio cabisbaixa até mim, enquanto ele saia da sala sem olhar pra trás, parecendo bravo.
– Me.. me perdoa Pedro, eu fiquei louca. –
– Tudo bem. – eu disse olhando pro telhado, para as lagrimas pararem de cair. Ela passou os braços pela minha cintura suspirando, e eu terminei de falar.
– Tenha paciência, não deu certo agora, mas estamos juntos nesta, eu, você e Alan. E vamos conseguir fazer dar certo. – puxei seu rosto com o dedo para que me encarasse, e analisei profundamente a dilatação dos seus olhos, eles estavam azuis cor de anil. Aquilo significava que Karina não ia desistir, mesmo que parecesse cansada e desanimada.
– Me renova Pedro? -
Sorri de como ela usou todo aquele sermão para fazer uma pergunta linda, mesmo que tivéssemos tantas preocupações no momento, Karina precisava de mim.
– Sim, te renovo. Vamos pro quarto. – a puxei pra fora dali, enquanto ela vinha atrás sendo arrastada, sem animo algum.
Chegamos rápido a ala dos quartos e Karina deu de parar na frente da porta de Alan.
– Acho melhor vermos se ele ta be..-
– NÃO! – gritei antes que ela terminasse a frase, a dando um choque sem querer.
– Por que não? –
– Porque... oras, porque Alan deve estar dormindo agora. E também... porque ele odeia ser incomodado. Me promete que nunca vai entrar no quarto dele... por favor ?– eu transparecia medo e Ka me olhava como se eu fosse suspeito, não era boba, mas assentiu.
– Prometo. –
Sorri aliviado, e a tomei num beijo ali mesmo. Comecei feroz e selvagem, a dominando com minha língua, já tocando a sua num misto de salivas e numa dança erótica que só nossas línguas sabiam fazer. Aproveitando-me enquanto minha mão percorria seu corpo avantajado por inteiro, a prendendo por todo o caminho do corredor até a porta do meu quarto (e quase não chegamos vivos neste meio tempo, com a ferocidade dos nossos movimentos).
No fundo com aquele beijo, eu só queria que a Karina esquecesse completamente de um dia entrar no quarto de Alan, e ela pareceu esquecer por completo quando deu o gemido mais gostoso que ouvi na minha vida.
Pov Alan
Talvez o seu sorriso fosse o que havia me feito feliz nos últimos dois meses. Ou talvez a forma como jogava o cabelo pro lado sem nem pensar o efeito sexy que aquilo lhe causava. Talvez os olhos, talvez o corpo sensual, ou talvez nada físico. Talvez, espiritual. Talvez o jeito educado como me tratava e levava a sério minhas ideias, talvez a sua inteligência. Eu não sabia, mas há dois meses não tomava remédios de controle, há dois meses não tinha pesadelos com vadias gemendo e me chamando pelo nome, há dois meses eu sabia o que era dormir tranquilamente sem precisar tomar o que me taxava um doente traumatizado, porque eu dormia na esperança de acordar e a encontrar tomando café, me esperando para mais um dia de trabalho. E foram exatamente dois meses o tempo que levei pra conhecer a mulher que mudou a minha vida.
Karina. Furacão Katrina.
A mulher do meu melhor amigo. Meu irmao de alma. A única garota deste mundo pela qual eu era proibido de me apaixonar, mas me apaixonei, gradativamente.
FlashBack ON
– ISTO TA UMA MERDA CARA! SERIO! – eu sorria da cara de bravo que Pedro fazia, mas o que podia falar? Ele só havia tido duas aulas de piano até agora e o som tava uma porcaria.
– Eu estou achando lindo. – Pedro fez bico e eu fingi colocar o dedo na garganta mostrando nojo.
Meu amigo veio sorrindo e sentou-se ao meu lado no sofá, ainda um pouco abatido por conta da intensidade de coisas que o seu organismo estava passando por conta da abstinência da droga. Resolvi portanto anima-lo.
– Então me conta ai como eram as mulheres da reabilitação. Pegou alguma ex drogadinha? – Pedro gargalhava da pergunta, e até eu acabei sorrindo da bobagem que disse.
– Tocou no ponto certo Alan, NÃO TO PEGANDO NINGUÉM! Nem resfriado... –
– Mas isso não é problema, você sabe. – ele assentiu, entendendo.
– Já teve namorada? – perguntei curioso, eu gostava dessas conversas que surgiam assim do nada, acabávamos contando mais coisa do que deveríamos e isso fortalecia nossa amizade.
– TA LOUCO? Só se for pra ter dor de cabeça, isso tá fora de cogitação, sério. Pra que ter namorada se eu posso pegar 5 diferentes em uma noite só? – Pedro pensava exatamente do mesmo jeito que eu! Menino esperto.
– Mas se fosse pra ter, qual seria a namorada perfeita? –
– Fisicamente? – assenti.
– Hmmmm... – ele pensava, e eu decidi dar uma forcinha.
– Cor do cabelo, por exemplo? –
– Loiras, com certeza. – sorriu com os olhos brilhando.
– Eu tenho tara por ruivas. – admiti e levei um tapa do meu amigo que sorria descontroladamente.
– Cara, eu tenho tara por ruivas e morenas também, só to dizendo que prefiro as loiras! Eu não entendo que tipo de atração é essa, mas me chama tanto a atenção... –
– Ela teria que ter olhos azuis também. Ruiva de olhos azuis são uma perdição na Terra. –
– VERDADE! Olhos azuis. –
– Até que enfim concordamos em algo. –
– E corpo Alan? Eu sei que você é tarado e vai querer falar tudo, maaaaaaaaas, tenta dizer pelo menos uma coisa . – ele me olhava ansioso, e eu já sabia a resposta.
– O bumbum. – corei, e Pedro não parava de gargalhar MESMO.
– Eu gosto do pescoço, mas bumbum também é minha primeira opção! – ele conseguiu falar enquanto parava pra dar gofadas de ar. Era bom o distrair, deixar seus pensamentos longe do crack. Não podia permitir que a conversa acabasse.
– E o que te atrai que não seja fisicamente? –
– Que conversa gay é esta agora Alan? –
– Você não está entendendo pô! Tipo, o que me atrai não-fisicamente, são mulheres inteligentes e fortes, não fortes fortes marombeiras, mas fortes emocionalmente e que tomem rédea das coisas. Gosto de barraqueiras pra falar a verdade. –
– Uma mistura de barraqueira inteligente? – Pedro arqueava a sobrancelha enquanto perguntava.
– Tipo isso. –
– AAAAAAA NÃO! NUNCA VOU NAMORAR COM UMA BARRAQUEIRA! Odeio isso. Meu negocio é princesinha, as filhinhas de papai me atraem sabe. Aquelas riquinhas, com um quarto rosa, inocentes, prontinhas pra perderem toda a inocência comigo... – ele sorria malicioso.
– É até bom a gente discordar , já pensou se nos apaixonássemos pela mesma pessoa?-
– Aaaa Alan não se preocupe que isto não vai acontecer, porque eu NUNCA vou me apaixonar. E se acontecesse, a gente daria um jeito de dividir a garota, ou eu mesmo abriria mão para o meu melhor amigo que tá numa seca desgraçada, pior do que a minha. – o garoto jurou sorridente, levando na brincadeira.
– Esquece essa besteira que eu viajei agora, o importante é que em uma coisa concordamos , Pedro... –
– BUNDAAAAAAAAAAAAAAAAA! – gritamos em uníssono como duas crianças loucas e Beth entrou na sala com a bacia de pipoca bem na hora.
– MEU PAI ETERNO! VOCÊS NÃO TOMAM JEITO EIN! – deu uma bronca e Pedro a puxou.
– Também gosto de negras com idade avançada viu Beth. – disse pirraçando ela.
– Me solta seu vagabundinho. Toma logo essa pipoca. – ela entregou a pipoca pra Pedro enquanto eu ligava o filme para vermos pela 138404 vez durante a semana.
– Ou vocês não tem mesmo o que fazer, ou são doidos. Sherlock Holmes de novo????? –
– Não temos o que fazer! –
– Isto por enquanto que não arranjaram namoradas, e problemas com as namoradas! –
Beth piscou, saiu, e me sentei no sofá enchendo a mão de pipoca.
FlashBack OFF
Eu sorria e chorava descontrolado sentado na cadeira da escrivania. Olhando pela janela.
Tinha como a vida ser mais sádica? Há alguns anos eu e Pedro brincávamos com a possibilidade, ele dizia que nunca ia se apaixonar, que nunca iria namorar, principalmente por uma garota barraqueira. Mas como saberíamos? Como saberíamos que existia uma garota perfeita pra nós dois? Uma garota que seria inteligente, forte, barraqueira, princesinha, mimada, e inocente de certa forma, tudo ao mesmo tempo! Como saberíamos que isto era possível de acontecer?
Duvidava que Pedro se lembraria da promessa de dividir, ou de entregar ela pra mim, e mesmo que se lembrasse não seria capaz. Pedro morreria por aquela garota assim como eu e nunca a entregaria de mão beijada, estava fora de cogitação.
Me levantei enxugando as lagrimas e fungando. Eu não sabia como agir dali pra frente, nem como aguentar tudo aquilo quieto, saber que os dois estariam neste momento trocando caricias um quarto depois do meu, se amando. Que ele estaria a tocando como eu nunca poderia toca-la. Aquilo me rasgava. Mas era melhor tê-la ali amando outro, amando alguém que eu amava também, do que tê-la longe.
Não conseguia imaginar mais um dia sem Karina na minha vida, sorrindo pra mim sonolenta de manha cedo pronta pra trabalhar, almoçando comigo na mesa de jantar enquanto contava piadas, andando de um lado pro outro quando ficava nervosa, ou simplesmente me olhando manhosa com os olhos que me alegravam. E é por isso, exatamente pela incapacidade de sobreviver numa vida aonde ela não esteja, que eu boicotei e boicotarei todos os aviões que tentemos decolar. Errar uma variável no calculo dos misseis sem ela notar era a coisa mais fácil do mundo, e a minha única salvação.
Pov Karina
Já estava toda chupada quando Pedro me fez deitar de barriga pra baixo na cama.
– Vou dormir se você demorar muito. – falei quase babando no colchão. “Morta de cansada” era a expressão correta pra mim agora que Pedro já havia me feito de boneca, me agarrando, me beijando, e me excitando, tentando tirar todas as frustrações da minha mente do jeito certo ( com a sua boca).
Se não fossem Alan e Pedro me freando, a minha real vontade era quebrar todos os vasos daquele salão. Finalmente, finalmente quando tudo estava pronto... TINHA QUE DAR ERRADO? Eu havia me entregue a aquele projeto, corrido tanto atrás pra que aquilo saísse perfeito... sim, se não fosse o meu amor eu desistiria. Mas ele me dava forças pra seguir em frente e querer começar tudo de novo.
– Karina, me diga por favor , se há alguém neste universo mais exigente e birrenta que você? – eu sorri do seu comentário, abrindo os olhos.
– O que você tá fazendo ai? Por que tá demorando tanto? – acabei me virando e Pedro me olhou, encarando.
– Eu disse pra você não ficar balançando esses peitos na minha frente. Vira agora, do jeitinho te coloquei. – ele disse voltando a procurar alguma coisa no armário, e dei uma ultima olhada pra seu bumbum durinho e suas pernas fortes.
– OOOOOOOK! – virei-me sorrindo.
Era delicioso perceber como mesmo que Pedro me visse nua todos os dias, seu corpo nunca se acostumaria. Ele sempre pegaria fogo, seus olhos sempre arderiam. Seu membro sempre... iria me querer, como parecia me querer agora, totalmente apontado pra cima. Pê também estava nu enquanto procurava algo, por isso minha vontade e inquietação pra virar pra cima a todo momento.
Quando menos esperava, senti sua aproximação e me arrepiei. Pedro subiu na cama se apoiando, e sentou-se sobre o meu bumbum, distribuindo o peso pra não me machucar. Consequentemente seu membro ralou nas minhas costas e ficou ali parado.
– O que é isto? – arfei, a ponto de gemer, imaginando que loucura ele iria aprontar agora.
– Quero te relaxar... você tá tensa. – disse se agaixando para falar no meu ouvido. E eu abri a boca, para conseguir respirar.
– Estou mais tensa ainda. – ele sorriu rouco, se sacudindo por cima de mim e me causando mais excitação.
Pedro voltou a fazer barulho espremendo alguma coisa e passando pelas mãos.
– Para de torturar, fala logo o que vai fazer! – implorei.
– Massagem. – fiquei molhada na hora que ele pronunciou aquilo, mortalmente sexy.
Tentei me contorcer, mas como ele estava sentado não consegui. Então tive que gemer quando Pê começou a esfregar as mãos com o liquido gelado pelas minhas costas. Ele tinha uma habilidade nata, absurda... Suas mãos grandes com dois movimentos rápidos de vai e vem já ocupavam todas minhas costas.
– Aowwwn... Pedro... –
Poderia apostar que ele sorria da forma que eu estava louca. Meus seios se enrijeciam toda vez que ele aproximava a sua mão melada ao final das costas, perto do bumbum.
– Ta gostoso? – perguntou safado, me lambuzando com mais óleo.
– Ann, anrram... ain. –
Pedro ficou alguns minutos focado em acabar com a tensão de cada ossinho da minha coluna. Eu poderia dormir se não estivesse molhada e louca pra ser fodida, com o seu membro tão próximo de mim.
Como se escutasse meus pensamentos, Pedro me levou ao céu. Me levantou com um braço pela barriga, e com a mão ensopada, passou o óleo pela minha vagina. Totalmente gelado.
– AI MEU DEUS! – mordi a boca.
Sem decência alguma ele ia abrindo os grandes lábios, enfiando o liquido lá dentro, que se misturava com um pouco do liquido que já me molhava antes. Pedro esfregava sua mão e dava tapinhas por cima do meu clitóris, parando todo o momento que eu gemia a ponto de gozar, para enfiar os dedos bem lá dentro, me impedindo de sofrer o espasmo. Da ultima vez que ele foi me instigar, esfregando o clitóris, eu não me aguentei. Com as minhas duas mãos prendi a sua, e comecei a fazer o movimento do jeito que queria. Esfregando forte e profundamente, com a boca aberta e os olhos fechados, simplesmente sentindo.
Pedro não resistiu, me deixou abusar da sua mão até o momento que tremi e cheguei ao meu clímax. Me contorcendo e apertando muito os seus dedos contra mim.
Soltei seu pulso e virei de barriga pra cima. Pedro sorria da forma que eu respirava pesado, e eu retribuía o sorriso satisfeitíssima.
– Você é um safado, Pedro Ramos. Eu odeio seu passado, mas quanta coisa aprendeu ein... – seu sorriso se alargou, ele sabia que me satisfazia da forma que ninguém conseguiria.
– Minha vez. – sentei na cama e ele se deitou sapeca, virando aquela buzanfa pra mim.
–EPA! Pode ficar deitado direito! –
Tentei virar seu corpo, mas era muito pesado pra mim. Ele me provocava não ajudando em nada, enquanto eu usava toda a minha força para gira-lo, sem querer encostando meus seios no seu braço.
– PEDRO! É sério, se você não virar agora, esqueça domingos, sextas, e feriados. –
Um segundo depois ele já tinha me obedecido.
– Bom menino. – sorri pegando o potinho de óleo e deixando escorrer pelas minhas mãos.
Pedro encarava minha movimentação como se fosse me engolir a qualquer momento, mas eu já estava acostumada com aquela cara e não tremia comia antes. Agora eu fazia o que queria, sem medo. Abaixei meu tronco até o seu pênis, e chupei a glande para animar o que já estava animado. Pê arfou, delicioso.
Virei minha mão pra baixo, e fiquei olhando enquanto o óleo pingava, e escorria por toda a extensão do seu membro rosa.
– POR FAVOR KARINA, PEGA NELE! – sorri vitoriosa e parei com a tortura.
Comecei a passar a mão pelo pênis de Pedro, devagarzinho, espalhando o melaço. Eu via que ele tentava não gemer, e o único barulho do quarto agora em meio ao silencio excitante era o “ flop flop flop” que saia do contato dos meus dedos e seu membro.
– Ai Karina, sua gostosa, assim... isso... – ele me incentivava, e ao escutar aquilo, só sentia mais vontade de ir com mais força e aumentava a velocidade dos meus movimentos.
– Muito bem Pedro... muito bem, goza pra mim vai. – tentei fazer uma cara sensual, e agora Pedro gemia tão alto, que devia se escutar dos outros quartos.
Joguei meu cabelo e inclinei a cabeça pro lado tentando ficar sexy, apertei os braços por debaixo dos meus seios para que eles saltassem e parecessem maiores, ainda fazendo os movimentos rapidíssimos na coisa latejante. Pedro ia a loucura.
– Shhhh... goza na minha boca vai. – coloquei a língua pra fora próxima ao seu pênis e foi o que bastou. Pê não se demorou para expelir tudo na minha cara, gemendo meu nome.
– Ai meu Deus, o que foi isso? – se sentou ligeiro do meu lado depois de alguns minutos respirando. E começou a limpar meu rosto com o dedo, fazendo carinho.
– Ka, vai tomar um banho que você está toda sujinha. Aproveite e vista uma roupa de sair. – disse se espreguiçando feliz.
Pedro foi se levantando indo em direção ao banheiro, sem eu entender nada. Acabei me levantando meia zonza e perguntando:
– Como assim sair? –
Ele parou de andar e voltou-se pra me dar um abraço. Colando nossos corpos nus.
– Você tá trancada aqui ha 2 meses meu amor. Vamos nos divertir um pouquinho e esquecer deste desastre de hoje. Minha constelação merece. –
– Mas não é perigoso? – perguntei receosa. A coisa que eu mais queria nesse mundo era dar uma voltinha, não aguentava mais essa pressão toda e o fato de não poder nem tocar meu pé porta a fora.
– É só hoje. Confia em mim? – ele disse olhando nos meus olhos, e não tinha pra onde fugir.
– Confio. -
Pov Pedro
Depois de 30 minutos no banho me limpando, coloquei uma cueca box preta, uma calça jeans, tênis e blusa branca sem estampa. Passei o perfume, e nada de Karina aparecer, então resolvi ir até seu quarto.
– Posso entrar ou ta pelada? – imaginei ela revirando os olhos, e sorri inconscientemente.
– ENTRAAAAAAA! –
Ka estava absolutamente perfeita. Usava uma blusinha de alsa preta com lantejoulas, uma saia também preta colada, e brincos longos. Ela futucava e passava uma coisa preta nos olhos, reaçando o azul da íris.
– Pra onde a gente vai? – perguntou fazendo careta por passar o negocio dentro do olho sem querer.
– Bem... você ta com a roupa certa. Lembra de ter me dito que gostava de musica eletrônica? – ela virou-se devagar sorrindo amplamente.
– PEDRO! VAMOS PRA BALADA! – minha namorada estava super animada de uma hora pra outra, eu tive realmente tomado a decisão certa em leva-la pra passear.
Esperei ela terminar a maquiagem, uns 10 minutos reclamando da sua demora. Karina resolveu que estava pronta e saímos de fininho da casa para Alan não nos ver e reclamar. Na mesma rua, descendo, existia uma boate que eu e meu amigo sempre íamos no fim de semana, era tranquilo pra chegar lá e voltar pra mansão depois caso alguém conhecido nos reconhecesse. Ka passou todo o caminho conversando animada sobre o seu passado festeiro, íamos de braço dados pela calçada como qualquer casal normal. Quando chegamos no lugar, eu paguei nossos ingressos feliz por ter sido com meu dinheiro, e ela olhava curiosa para todo canto, como se não tivesse visto o mundo por anos ao invés de ter ficado trancada 2 meses.
Assim que adentramos a boate o cheiro de maconha invadiu minhas narinas. Por isso demorei tanto a conseguir frequentar aquilo. A musica alta invadiu meu ouvido, e meu coração batia no ritmo da musica Bad – David Guetta que tocava agitando os corpos pulsantes.
– Ai, ta difícil de andar. – comentei durante o empurra empurra que eu e Karina passávamos para chegar num lugar mais espaçoso.
– QUEM LIGA? É FESTAAAAAAAAAAAAAAAAA! – Ka gritou e eu sorri do seu jeitinho de criança no natal.
Após algum trabalho, consegui levar minha namorada bem pra frente, perto das caixas de som maiores. Karina não parava de fazer uma dança esquisita, mas mesmo assim ficava bonita parecendo uma doida, vai entender.
– VEM PEDRO! VEM DANçAR! – Karina me puxava pela camisa colando nossos corpos, e me fazendo pular no refrão junto com ela.
Ka passou a dançar sensualmente me provocando, balançando o corpo e sacudindo os braços, olhando pra mim e mordendo o cantinho da boca.
Não resisti e a puxei pra mais perto. Ka sorriu e mesmo comigo tentando a abraçar, ela descia até o chão no ritmo da musica enquanto sua saia subia DEMAIS!
– Karina, comporte-se. – fechei a cara e ela subiu passando as mãos das minhas pernas até o meu peito, bem devagar.
– Só se você for comprar bebida pra gente. POR FAVOOOOOOOOR! ISSO AQUI TA TAOOOOOO DEMAIS! –
– Ok, eu vou. Mas nem ouse dançar desse jeito enquanto eu não voltar ein. – avisei ciumento, e ela fez um biquinho fofo, concordando com a cabeça.
Sai de volta pra aquele montim de gente do inferno , em direção ao bar. La chegando, tratei de pedir uma vodca bem fraca pra Karina e um wiskhy mais forte pra mim. Agradeci ao barman e estava tentando me equilibrar enquanto passava no meio do povo pra voltar.
Estaquei, e quase derrubei tudo no chão quando de longe vi um homem agarrando com brutalidade a minha namorada que gritava e se debatia, mas por causa do som alto era abafado. Soltei tudo o que segurava e comecei a correr. Há quanto tempo aquele filho da puta estaria beijando ela a força?
– DESGRAçADO! – falei já arremessando o maldito no chão.
E para o meu choque. Era o meu colega de trabalho de 3 anos. Lírio.
– LIRIO? – consegui falar completamente chocado e traído. Ka que há minutos era a mulher mais feliz do mundo, choramingava com as mãos na boca, assustada.
– Pedro? Então foi você que fugiu com essa vadia mesm... –
–CALA ESSA BOCA, VOCE ESTAVA AGARRANDO A MINHA NAMORADA LIRIO! AGARRANDO. –
Consegui olhar pra Ka, e percebi seu pescoço vermelho com marcas de unhada e uma das alsas da blusa completamente rasgada. Neste momento, senti uma fúria tão grande, uma fúria que transpassaria qualquer tipo de ódio que já senti na vida, até mesmo o ódio de saber que meus pais estavam mortos.
Parti pra cima de Lírio que já estava no chão e fechei meu punho, dando socos fortes no seu estomago e rosto, me aproveitando da minha posição superior. Eu socava sua cara tanto, despejava tudo o que ele tinha machucado a minha namorada que já escorria sangue do corte que havia feito na sua bochecha, mas eu não conseguia parar, tinha que mata-lo.
– PEDRO PELO AMOR DE DEUS! PEDROOOOOOOOO! – Karina gritava, mas não ousava se aproximar.
– Você não devia ter mexido com ela. – falei e Lírio grunhiu. Seu rosto estava muito deformado para que pudesse dizer algo.
Olhei para o caco de vidro dos copos que havia jogado no chão, e peguei rapidamente um bem afiado.
– PEDRO! – Karina gritou desesperada entendo o que eu planejava fazer, tentando me puxar pelo braço, enquanto Lírio tentava se mexer e engatinhar para sair dali. Ele nem teria tempo de se arrepender do que havia feito a minha mulher.
– ME SOLTA KARINA, OLHA O QUE ELE FEZ COM VOCE! ESSE CRETINO TERIA IDO MUITO MAIS LONGE SE EU NÃO TIVESSE CHEGADO A TEMPO! – me desvincilhei do seu puxão.
E avancei com o objeto cortante, para aquele que por anos fingiu ser meu amigo.
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