Wild Passion
16 Desesperados.
Notas iniciais

Pov Heideguer
– Meu filho. Meu próprio filho. –
Me sentei no sofá do lado do rapaz, passando a mão pelo suor que escorria com o esforço de quebrar todos os vasos da sala, não podia ser, não queria acreditar.
– Nossa ein Dr... O filhinho amado que distribuía patadas na gente, então foi por isso que ele sumiu da Wild. -
Haviam milhares de motivos pra acreditar que aquele homem ridículo estava certo, Alan realmente desapareceu nos últimos tempos, exigia quantidades maiores de mesada no mês, citou que Pedro morava em sua casa E AGORA EU ENTENDIA POR QUE, ELE SABIA QUE EU NÃO PISARIA LA SE PEDRO ESTIVESSE, MALDITO, TANTOS MESES BANCANDO O MEU TRAIDOR!
– Eu vou destruir a vida de Alan, destruir. – falei, tremendo de ódio.
– Mas e a de Pedro Dr.? Acho injusto voc.. –
– CALE-SE! –
Lírio se encolheu de medo. Quem era ele pra achar que mandaria no que eu viesse a fazer?
– Também vou acabar com a vida de Pedro. – o moço sorriu, feliz e aliviado com minha afirmação.
– E principalmente a de Karina. –
– Como??? – Lírio mostrou-se interessado.
– Adoraria vê-lo entrar naquela casa, matando todo mundo e... –
– Idiota. Acha mesmo que vou agir assim? – gargalhei da ingenuidade do rapaz.
– E o que vai fazer? – perguntou, completamente interessado.
– Primeiro vou cortar as vias de dinheiro, vamos ver se conseguem sobreviver muito tempo sem isso. Karina vai implorar pra ser minha puta. –
– Você tá brincando né? – o garoto ficou vermelho de raiva, se levantando e gesticulando bravo.
– PRECISA MATAR O PEDRO! PRECISA TORTURA-LO, PRECISA –
– JÁ MANDEI CALAR A BOCA! Pedro vai ser meu outro método. Eles são muito orgulhosos para entrega-la, disso eu tenho certeza, morariam embaixo da ponte mas não me entregariam Karina, conheço bem o meu fi... o traidor, portanto, se algo acontecer ao namorado... como você me disse, talvez a namorada veja que é melhor se entregar. –
– PRECISO QUE O MATE HEIDEGUER, DEIXE EU MESMO FAZER ISSO! – Lírio pediu, começando a encher minha paciência.
– Inútil, pare de se exaltar, vai ser do meu jeito e sob as minhas ordens. –
– Mas é um velho muito babaca... Por isso não conseguiu a encontrar durante 4 MESES! – o idiota sorria de mim, na minha sala, embaixo do meu nariz.
– E O PIOR, TRAÍDO PELO PRÓPRIO FILHINHO,VELHO BABACAAAAAA! –
Saquei minha arma rapidamente e com destreza de dentro do bolso. Em um segundo a engatilhei, enquanto me deliciava com o ultimo lampejo de medo nos olhos do rapaz. Tao jovem e tão burro, um péssimo fim.
– Muito obrigado Lírio, por ter servido a Wild Passion. –
E puxei o gatilho.
O tiro foi certeiro e alguns miolos do que antes era sua cabeça se espalharam pelo tapete.
– SECRETAAAAAAAAAAAAAAARIA! – gritei e a mulher segundos depois apareceu, correndo afobada.
– Meu Deus! – ela gritou, em choque, vendo a sujeira.
– Limpe isto, por favor? – dei uma piscadela e a garota desmaiou.
– Não se fazem mais secretarias como antigamente... –
– LOBAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAO! –
Assim como a mulher, o homem foi rápido e ligeiro, mas soltou um leve sorriso quando viu o corpo desfigurado.
– Olha, olha o que temos aqui... –
– Limpe isto Lobão. E depois vá avisar aos chefes de narcotráfico que não voltarei para a reunião, tenho muito a planejar.–
Obediente, o meu segurança particular começou o serviço e aproveitei para dar algumas ordens de urgência extrema.
– Achei a Karina. – falei, orgulhoso.
Por um lado estava feliz e realizado, finalmente depois de tantos meses trabalhando duro pra achar aquela vaca que desafiou-me fugindo do contrato, a resposta entrou na minha casa... gritando e de calças. Pelo outro lado, me encontrava extremamente triste e traído, pois o único filho que assumi, o filho da mulher que amei, tão, tão parecida fisicamente daquela que me fugia, havia me trocado pelo inimigo.
– SERIO HEIDEGUER!?? Aonde devemos ir pega-la? –
– Acalme-se caro amigo, agora o que quero de você é que encontre informações sobre Pedro Ramos. Quero saber tudo, horários, fetiches... absolutamente tudo da sua ficha até amanha de manha. –
– Isto não vai ser problema. – Lobão respondeu, terminando de amarrar o saco.
– E depois preciso que dê um corretivo no meu filho, não é pra matar. Fui claro? –
– Claríssimo doutor. – os olhos de Lobão brilharam.
– Mas... Por que quer que batamos no Alan? – indagou, um pouco confuso.
– Quem disse que é pra bater no Alan? –
– Não entendi... você mesmo, disse agora. –
– Não disse este filho. Disse o outro filho, Pedro Ramos. –
FlashBack On
– O que vocês estão fazendo aqui? -
– Você sabe exatamente o que viemos fazer aqui, Heideguer. – Delma respondeu, segura.
Lobão que na época tinha apenas 25 anos e era novato no emprego ficou me olhando, sem saber como agir.
– Se for novamente sobre aquele assunto, esqueçam. – fui direto para ela e seu marido.
– Heideguer, Pedro já vai fazer 13 anos, e não tenho condições nem de o por numa escola boa... Você é o pai dele, tem o dever de dar no mínimo uma pensão... –
– NÃO SOU O PAI! – me exaltei.
– Fizemos o teste de dna assim que ele nasceu, e não foi isso que afirmou. –
Delma estava tão acabada... Se não tivesse abandonado a Wild depois que conheceu aquele Marcelo, talvez, ainda houvesse alguma chance de me extorquir. Só que agora não, agora ela tinha marido, e podia muito bem sustentar aquela criança inútil.
– Saiam da minha casa, e não voltem mais. – fui rude. Marcelo passou o braço pela cintura de Delma e um leve enjoo me tomou conta.
– Tudo bem Heideguer, viemos aqui pedir por bem, mas isto é um direito de Pedro. Se não for por bem, vai ser por mal. -
– Ousa me ameaçar Delma? –
– Não é uma ameaça, é uma afirmação, vou até a justiça e lhe arranco até as meias se disso depender o futuro do nosso filho. –
Abri a porta da casa, e estendi as mãos, com um gesto para que saíssem. Os dois foram ligeiros e fizeram o ordenado não muito satisfeitos.
Bati a porta forte, tremendo de ódio e me voltei para Lobão que observou toda a cena calado:
– Chame mais alguns homens, e mate Marcelo e Delma a pedradas. Quero os corpos totalmente desfigurados. –
– Chefe, mas e as crianças? –
– Estas não durarão muito ao relento, logo morrerão também. – sorri imaginando como os próprios pais destruíram a vida dos filhos, se tivessem ficado calados...
– Vai ser divertido. – Lobão disse por ultimo saindo, e me deixando satisfeito.
FlashBack Off
Só que as crianças duraram, e uma delas me causava muitos problemas ultimamente.
A que era o meu filho.
Pov Karina
– Pedroooo! Pedro volta aqui. –
O gritei mas meu namorado não olhou pra trás, saindo bravo e com o abdômen a mostra da sala de piscina. Me sentia extremamente mal, Pedro nunca tinha saído e me deixado daquela forma, nem nunca tinha me olhado raivoso daquele jeito, normalmente eu que fazia a birra.
– Idiota. – xinguei, terminando de por a calcinha e saindo da agua correndo.
Estava quase conseguindo o acompanhar , andando igual uma pata, pelo atrito e ardor da minha intimidade após o sexo, quando gritei de novo:
– PEDRO RAMOS, PARADO! –
Ele virou-se, sorrindo como um anjo com o cabelo molhado.
– Você se acha senhora do mundo não é? – percebi que o sorriso era de sarcasmo, e logo fechei a cara.
– Era pra eu ser a senhora do seu mundo, Pedro. –
Pedro retornou rumando ao quarto, fingindo que eu não disse nada por alguns segundos.
– E você é Karina, mas isso não significa que eu deva concordar com as suas burrices. –
AAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAA! Quando considerava voar no pescoço de Pedro e dar uns bons tapas nele, a porta do quarto foi aberta e o homem entrou rodopiando a blusa. Claro, fui atrás igual uma louca.
Como se para provocar, Pê deitou-se na cama, e ficou parado me olhando mortalmente sexy, esperando o próximo xingamento.
Fechei a porta, e cruzei os braços, batendo o pé raivosa.
– Adoraria que parasse de dizer que sou burra. –
– Adoraria que parasse de agir como uma, de vez em quando. –
Um tapa doeria menos, nunca, NUNCA havia passado pela minha cabeça a possibilidade que depois de 4 meses, o relacionamento perfeito que eu havia tendo com Pedro, cairia em uma DR daquelas.
Pê começou a gargalhar do nada, sacudindo um pouco a cama e me deixando sem reação alguma. Aquela era hora pra rir? EU ESTAVA QUASE CHORANDO NA SUA FRENTE!
– O que foi? – perguntei magoada, deixando escorrer a primeira lagrima.
– Você. – ele agora gargalhava até quase engasgar.
– Por que tá rindo de mim seu cretino? – falei, limpando as outras lagrimas que desciam.
– Com essas perninhas abertas. –
Fiquei vermelha na hora, e Pedro só alargou o sorriso quando me viu corar.
– Não da pra discutir com você lindinha desse jeito Karina. – DISSE o homem SO de calça na cama, me seduzindo até enquanto me humilhava.
– Então não discuta amor! – aproveitei a deixa, e fui devagar até a cama com o seu olhar acompanhando cada movimento meu.
– Eu só tenho medo Pedro. –
Com o corpo enxarcado me deitei por cima de Pê, ele fechou os olhos quando sentiu nosso contato, e coloquei meu rosto no seu peito largo, fechando os meus também.
– Do que você tem medo? –
– Tenho medo de morrer logo. –
Meu namorado suspirou, mas não brigou comigo.
– Eu também tenho medo de morrer cedo Ka. Até achei que fosse morrer quando era adolescente, na verdade, eu queria morrer, mas isso não é motivo pra por filho no mundo logo. –
– Mas porque não? – indaguei, manhosa, abrindo os olhos e me deparando com as suas bolotas castanhas que já observavam meu rosto.
– Quer que eu enumere os motivos? Ok vamos lá. – fiz careta, esperando a bronca e me aconchegando melhor sobre ele.
– Precisamos pagar uma quebra de contrato que custa 500.000 reais, não temos uma casa própria e moramos de favor, somos perseguidos por um dos homens mais poderosos do Brasil, e o futuro pai, NO CASO EU, não estou preparado pra ter filhos. – an? Aquilo era desculpa? Pra mim ele estava preparadíssimo.
– Eu quero tudo do jeito certo, quero comprar uma casinha pra gente, mesmo que pequena, com o meu próprio dinheiro, quero me casar com você... -
Nervosa sai de cima dele, sentando-me do seu lado na cama. Pedro começou a passar a mão na minha barriga nua, fazendo carinho. ERA ESSE O PROBLEMA! Não tinha como ter raiva dele, não tinha como discordar dele, e era isso que me deixava doida.
– Você é sempre o certinho. – disse acida e recebi um sorriso gostoso em troca.
– Karina... Karina... acha que não sei como está sendo difícil pra você? Acha que não vejo a cada dia seu sorrisinho se diminuindo? Tenho medo que se canse de mim... Você tá se cansando de tudo amor, tá com tanto tédio daqui que arranja barraco com a empregada, coitada, e agora vem com isso de filhos pra arranjar briguinha e movimentar sua vida.-
As palavras dele me chocaram de uma forma, que não tive oportunidade de retorica.
– Ka, você é uma alma livre, e vai acabar arranjando uma bicicleta e sumindo qualquer noite dessas.– Pedro desabafou de vez. Ele achava aquilo??? ELE NÃO PODIA ACHAR AQUILO!
– TU FICOU DOIDO? QUE IDEIA é ESSA?? – Pê parou o carinho e se sentou do meu lado esfregando os cabelos.
– Sempre foi assim na minha vida de garoto de programa, as pessoas querem sexo, e quando elas cansam... –
– Pedro. – puxei seu rosto até encosta-lo no meu nariz e o encarei.
– Eu não sou uma cliente sua, sou sua namorada. -
– Namoradas também cansam. –
– Pelo amor de Deus, essa briga começou porque eu queria ter filhos contigo! Quer prova maior? –
– Quero – Pedro soltou a respiração quente, e eu já sabia exatamente como provar.
Devagar, passei meu nariz no dele, arrancando uma risadinha ansiosa.
– Prova logo Karina. –
E provei.
Passando minhas mãos pela sua nuca, sentei no colo do meu namorado, enquanto ele usava seus braços fortes para me ajeitar melhor. Demorei um pouco até encostar nossos lábios, olhando-o profundamente na espera que pudesse me ler, que pudesse destruir toda aquela insegurança que os anos sendo usado fisicamente implantou nele.
Pedro aprofundou o beijo mordiscando vez ou outra meu lábio inferior, sua língua louca entrou em contato com a minha me provocando arrepios, ele não se saciou por ai, começou a fazer movimentos de entra e sai com a língua entre meus lábios, insinuando sexo.
Mas não era só insinuação, ele precisava que eu provasse mais. Sem parar a safadeza com a boca, Pê desamarrou rapidamente meu sutiã.
– O que você quer tentar hoje? – perguntei assim que a peça caiu na cama, não tirando a atenção da sua cara cheia de tesão olhando descaradamente pros meus peitos.
– Só penso em peitos, com biquinhos rosas e enrijecidos.. – falou babão.
– Então eu escolho, deita. – joguei-o no colchão e Pê caiu estirado, com a ereção já evidente na calça.
– E o que você escolhe, gostosa? – levei um tapa fortíssimo no bumbum e soltei um gritinho. Tinha doído!
– Me paga Pedro Ramos. –
Somente de calcinha, passei a rebolar deliciosamente sobre a ereção dele. Pedro agarrou no lençol fechando os olhos e abrindo a boca, prestes a gemer.
– Geme vai. –
O vi morder os lábios em pirraça, e abaixei meu corpo até encostar os seios no seu peito, assim que houve contato ele agarrou minhas pernas, passando cada uma pra um lado da sua cintura e me pressionando pra baixo, até nossos sexos ficarem colados.
– Calma... ain – gemi, ainda dando uma boa rebolada, que acabou esfregando meu clitóris endurecido na protuberância gigante dele.
Agoniada, puxei sua calça até os joelhos e Pedro fez uma careta de alivio. Quem fez uma careta de fome lambendo a boca fui eu, quando vi como seu pau estava imenso, grosso, e latejante embaixo de mim. Tentando me acalmar um pouco, voltei a beija-lo sedutoramente enquanto Pê trabalhava com as mãos tirando o pedaço de pano que faltava ,chamado calcinha.
Assim que minha calcinha voou longe, ele esticou o braço até a cômoda próxima a cama e me entregou uma camisinha, com a sobrancelha erguida.
Peguei a camisinha e abri. Não tinha desistido da ideia de ter filhos, mesmo com tudo o que ele disse, não tinha, mas também não queria pressiona-lo a isso, tudo teria que ser natural...
– O que você tá fazendo Karina? – perguntou prestes a ter um ataque cardíaco quando coloquei a camisinha entre meus dentes.
Para responder aquela pergunta... Levei minha boca até o membro de Pedro, colocando a borracha na cabecinha dele, e com a ajuda da língua, descendo por toda sua glande até o meio.
– AI CARALHO! – Pê gritou e eu sorri a com a boca lá.
– Você gosta dos meus peitos Pedrinho? – fiz minha melhor cara de safada e ele só conseguiu balançar a cabeça que sim.
– Então que tal... –
Segurei os dois peitos próximos a seu pênis, Pedro suava.
– Karina... Você não vai fazer isso. – ele dizia, mas sua cara me informava outra coisa bem diferente: “ VAI LOGOOOOOOOO”
– Observe. –
Estalei a língua, e sem pudor algum enfiei a pica de Pedro entre meus seios, ela escapulia por conta do pré-gozo, então foi difícil mantê-la quietinha.
– Cachorra! – Pedro gritou, gemendo altíssimo quando em seguida comecei os movimentos.
Apertando bem seu membro entre eles, eu subia e descia meus peitos, esfregando por toda a extensão, até chegar no seu saco escrotal cheíssimo de esperma de tão inchado, e tudo isso fazendo uma cara de matar, sem perder se quer um lampejo do seu rostinho contorcido de tesão.
Dei alguns gemidinhos para incentiva-lo, e alguns segundos depois tive o prazer de ver Pedro gozando. Seus olhos revirando, os músculos relaxando, a boca presa pelos dentes para os gemidos não se transformarem em gritos...
– Aonde aprendeu isso? -
– Com o melhor gogoboy da cidade. –
Pedro veio pra cima de mim, lambendo carinhosamente meus peitos melados, me fazendo soltar faíscas em baixo. Cada parte do meu ser queria gozar pra ele.
– Pena que o melhor, ainda não te ensinou tudo. –
Soltei um grito de susto quando fui jogada pra baixo e Pedro montou em cima de mim já roçando o membro pela minha vagina encharcada. Ele agarrou minhas mãos, as mantendo suspensas, me olhando completamente desejoso. Pedro queria me foder.
Outro grito foi arrancado da minha garganta quando finalmente Pê enfiou a ponta do seu pau, me penetrando.
– Observe. – disse, sorrindo, enquanto eu sofria.
No instante seguinte, minhas pernas foram agarradas e levantadas, deixando toda a vagina aberta para a felicidade de Pedro, que agora entrava sem parar e fácil. Ele me comia na velocidade da luz, enquanto tudo era balançado, inclusive a cama.
– Pe-pedro, aaaaaaaaaaaaai! – levei uma toscada incrivelmente profunda e senti uma coisinha gostosa escorrer... estava quase gozando.
– Da outra, DA OUTRA! – implorei.
Meio avulso a tudo, chupando meu pescoço, Pê obedeceu, se inclinando pra trás e outra vez estocando até o fundo.
Só que desta vez, minhas pernas tremeram, o jatinho veio quente e delicioso junto com a moleza boa que se instalou por todo o corpo. Pedro parou de me comer assim que sentiu, tirando o pênis e deitando sobre mim, deixando seu membro imprensado entre nossas barrigas.
– Uau, preciso que prove mais vezes. – ele sorriu, nos sacudindo um pouco.
– Não sei se tu ta esquecido, mas já te provo todas as noites mocinho, e as vezes a tarde também. – corei, lembrando do dia que fugi da sala de protótipo e encontrei ele em um dos corredores, SEM CAMISA.
– Preciso que corte esse cabelo Ka, ta muito grande e não consigo te chupar direito... – pediu, fazendo charme.
PEDRO TINHA FICADO DOIDO???? MEU CABELO NÃO!
– Eu preciso de muitas coisas, nem por isso fico te enchendo o saco. – retruquei.
– Tem certeza que não fica me enchendo o saco? – dei um pescotapa nervosa e Pe gargalhou.
– Preciso por exemplo, te fazer uma pergunta que me atormenta sempre. – soltei.
– Iiiii... essas conversas pós-sexo só trazem problema. –
– Mas não é nada demais! –
– Sobre o que é? –
– Seu passado. –
Pedro fez uma cara estranha, saindo de cima de mim e puxando o lençol para se encobrir. O que eu tinha dito de errado? Toda vez que tocava neste assunto ele se esquivava!
– Acho injusto você saber exatamente TUDO sobre mim, até qual o tema do meu aniversario de 2 anos, mas eu não poder saber como foi nem sua primeira vez! – reclamei, inchando a cara, era injusto mesmo. Quem foi a puta?
– Quer saber isso Karina? Tudo bem eu digo! – Pedro falou tão nervoso que quase sai correndo do quarto.
– Vendi meu corpo pra comprar cocaína, a mulher era velha e nem sei o nome, foi horrível, eu tinha 16 anos. –
Estressada, levantei da cama, vestindo minha roupa.
– O que você tá fazendo? –
– INDO PRO MEU QUARTO! DORMIR LA! SE NÃO QUISESSE CONTAR, PELO MENOS NÃO MENTISSE DESCARADAMENTE PRA MIM. –
– Eu não acredito nisso. – Pedro passou a mão pelo rosto, cansado.
– Quem não acredita que você pode mentir desse jeito tão descarado SOU EU! GREVE DE SEXO PEDRO RAMOS, ABAIXO A MENTIRA. –
Terminei de amarrar o sutiã soltando fogo pelas ventas. Por que ele nunca contava do passado? O que tinha demais??
– GREVE DE SEXO? – Pedro deu um pulo da cama que me assustou.
– Is-to mes-mo que vo-ce ouviu. Greve de sexo, até decidir falar a verdade. –
– Pois eu duvido que vá conseguir. – o lençol que enrolava suas partes baixas caiu, e eu não pude deixar de olhar, levando um sorrisinho repreensivo do meu namorado mentiroso.
– Não duvide do poder de uma mulher raivosa. –
Sai batendo fortes os pés, deixando um Pedro pensativo e nu no quarto.
Pov Alan
Karina tinha passado o dia inteiro soltando fogo pelas ventas, tentei pergunta-la de todas as formas o que tinha acontecido mas só levava patada em troca. Vida difícil.
– Quando vai terminar essa droga? – ela perguntou, doce como coice de mula.
– Acho que daqui um mês, com certeza. –
– UM MÊS ALAN? –
– Ka... – me aproximei, abraçando sua cintura fina.
– Eu sei que deve estar acontecendo algo... pode se abrir comigo. –
Queria ganhar sua confiança mais do que tudo, pelo menos amigos éramos, mesmo que eu quisesse ser coisa maior, um amante talvez.
– Ai que grude Alan, vamos parar com sentimentalismo e calcular, CALCULAR! – me soltou frenética, já indo pegar sua chave de fenda.
Suspirei cansando, quando uma adorável ideia surgiu.
– Você tá fedida ein. –
– Que graça de amigo, um dia desses tu disse que meu cabelo estava horrível! Droga Alan, droga. –
Alguns minutos depois, de soslaio, consegui reparar Karina se cheirando pra ver se fedia mesmo. Sorri baixinho quando ela disse:
– Acho que vou tomar um banho. –
ALAN 1 PONTO.
– Vai lá, vou aproveitar e tomar um também. –
Ka assentiu, saindo da sala e não pude deixar de reparar como seu bumbum se encontrava deliciosamente grande hoje. E EU O VERIA!
Corri desesperado e feliz pro meu quarto, tudo já estava instalado, então o máximo que fiz foi me jogar na cama e ligar a tv no canal da câmera.
Tudo parado, so havia uma câmera no banheiro, e pelo visto ela ainda não tinha entrado. Dois minutos depois e consegui ver uma perna, que logo sumiu.
–DROGA KARINA, ENTRA LOGO NESSE BANHEIRO!-
Como se me ouvisse, foi o que aconteceu, Ka entrou amarrando um coque, só de toalha. IA SER AGORA MEU DEUS. Ela entrou devagar no chuveiro e o ligou, começando a desamarrar o no do pano, meu peito quase explodia de ansiedade e...
“ Toc, toc, toc”
MERDAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAA!
– Alan, você ta ai? Quero conversar. – Merda dupla, era Pedro.
– To ocupado! – gritei, Ka estava prestes, prestes a descer a toalha.
– Pois então tira as mulheres do quarto que eu to entrando. – Pedro girou a maçaneta da porta e rapidamente desliguei a tv.
– Vissh porque essa cara? Tava batendo punheta? – ele brincou sorridente, e me enchi de culpa.
– O que houve Pedro? –
Meu amigo desfez a mascara de sorrisos, puxando uma cadeira e se sentando próximo. Ele parecia acabado.
– A Karina... –
– Problemas com ela? – perguntei, sem deixar transparecer todo meu interesse naquele assunto.
– Todos. –
– Isto é um milagre, achei que vocês estivessem ótimos. –
– Eu também Alan ! Mas dai ela veio do nada com um negocio de filhos... –
FILHOS? COM PEDRO?
– ELA FICOU DOIDA??? Vocês não podem ter filhos! –
– FOI O QUE EU DISSE! Só que aposto que entrou por um ouvido e saiu pelo outro, conheço a K. Quando põe algo na cabeça... E tem mais.-
– O que? –
Pedro levantou-se agoniado, andando de um lado pro outro.
– Ontem ela falou uma parada de greve de sexo. – sorri internamente, indagando logo em seguida:
– Impossível, hoje mesmo vi vocês quase se comendo no corredor. –
– Verdade. – Pedro riu, viajando no tempo.
– Então qual o problema disso? –
– O problema é o motivo Alan! Ka está doida querendo saber coisas sobre minha adolescência, e isto seria um desastre! Comecei a contar como foi minha primeira vez e ela nem acreditou, imagina se contasse tudo, desde que meus pais morreram. –
Fui até Pedro e toquei seu ombro.
– Veja pelo lado bom, você tem a Karina e ela te ama. – falei com sinceridade, tentando esconder a inveja.
– Sabia que vir conversar contigo me deixaria melhor. –
Pedro me puxou para um abraço fraternal, e eu suspirei profundamente.
– Pode contar comigo, pra qualquer coisa. – isto era uma verdade inabalável.
– Eu conto Alan. Veja! Já estou melhor, vou até ir trabalhar mais cedo. –
– Vai lá. E veja se não tropeça pelo caminho e se machuca.–
– Palhaço. -
Empurrei meu amigo rapidinho pela porta, e ele saiu pra trabalhar, todo feliz. Assim que vi a sombra de Pedro cruzar o corredor, corri e tranquei tudo, ligando a tv na esperança de que Karina ainda estivesse no chuveiro.
Mas não estava.
Pov Pedro
– Meu Deus, o que é isso? –
Parei no canteiro de tulipas vermelhas pra observar melhor aquele pontinho rosa.
– Uma calcinha! Puta que pariu. – Karina não tinha tido decência de tirar aquilo dali, mas não vou mentir e dizer que não adorei lembrar das coisas que fizemos no local.
Continuei andando sorridente até o fim do jardim, fechando o portão da mansão e saindo pela rua. Quando voltasse pra casa, com certeza faria questão de falar aquilo pra Ka.
– Pedro? Pedro Ramos? –
Uma voz masculina me interrompeu dos devaneios e me fez virar.
– Sim? –
O homem forte que aparentava quase 40 anos, começou a aproximação ligeira enquanto eu o esperava parado. Aquilo estava... no mínimo estranho.
– Diga a sua namorada, que este é um recadinho do seu grande amigo, Dr. Heideguer. – meus olhos se encheram de medo e compreensão.
Comecei a correr desesperado de volta pra casa, mas não consegui alcançar o portão antes de levar um voadora nas costas. Cai no chão tossindo e o homem subiu em mim, me enchendo de murros e pontapés. Tentava me desvencilhar daquele brutamontes de todas as formas, lutei, mas o máximo que acertei foi um murro na sua cara, que logo revidou com um forte pisao nos meus rins.
Tudo ardia, o mundo girava e minha consciência estava a beira do precipício. Karina... Karina, Karina.
Sentia o sangue escorrer pelo meu rosto já desconfigurado e dormente de dor, encharcar a camisa. Mais alguns sorrisos maldosos, mais alguns murros no meus órgãos vitais que queriam parar a todo custo, e o homem desceu a rua, desaparecendo.
Zonzo, me arrastei até o portão, e engatinhei pelo jardim, desfalecendo no canteiro de tulipas.
Eu precisava, precisava, pelo menos ver seus olhos uma ultima vez antes de morrer.
Pov Karina
– Essa comida tá uma gororoba ein Beth. –
A empregada fura olho fez uma careta e eu sorri, por ter conseguido a pirraçar. Alan só revirava os olhos a todo momento, enfiando as garfadas na boca.
– Pedro já foi trabalhar? –
– Anrram. –
– DONAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAA KARINAAAAAAAAAAAAAA!! SEU ALAN!!!! – deixei o garfo cair no chão de susto com aquele grito desesperado.
– Isso é o cozinheiro? – perguntei pra Alan que já estava de pé, pronto pra correr.
– Parece que sim. –
– Vem do jardim... –
– FICA AQUI KARINA! – Alan ordenou. Tinha ficado doido? O homem me gritou, eu devia ir também.
– Não. –
Joguei o guardanapo na mesa já me levantando pra sair.
– Eu disse pra ficar. – Alan falou de um jeito aterrorizante, que me fez tremer até a espinha, mas não ia me render.
– EU VOU, ELE TAMBÉM ME CHAMOU! –
Sai correndo da sala de jantar antes que Alan pudesse me alcançar. Num impulso abri a porta que dava para a entrada da mansão, e o que vi, quase fez meu coração parar.
– Não. – coloquei as mãos na boca, em completo choque com a imagem de Pedro estropiado no chão, do lado do canteiro.
– Acho que ele veio se arrastando até aqui. – o cozinheiro falou, aumentando mais ainda a dor que eu sentia.
Não, meu Pedro não.
– KARINA, PRA DENTRO AGORA! – Alan me puxou pelo braço e chutei o seu pé, correndo até meu namorado e agaixando próximo a seu corpo.
– PEDROOOOOO! PEDRO PARA DE BRINCADEIRA. LEVANTA DAI! – gritei desesperada, pra aquilo ser só uma brincadeira idiota.
– KARINA, ISSO SÓ PODE TER SIDO O MEU PAI, VAI PRA DENTRO! ELE PODE ESTAR AQUI. –
– CALA A BOCA. –
Peguei a cabeça de Pedro chorando compulsivamente e coloquei no meu colo. Saia sangue dos seus hematomas, mas ele ainda respirava.
– ALGUÉM CHAMA UMA AMBULÂNCIA, AGOOOOOOOOOOOORA! – gritei pra Beth e ela assentiu correndo atordoada.
– Pedro... Pedro abre o olho, fala comigo. –
Envolvi seu corpo com meu braço num ato de proteção, o abraçando apertado, não podia ser verdade. As lagrimas que saiam dos meus olhos escorriam pelo sangue da minha vida, o que tinham feito com ele? O que tinham?
– Ka...rina, fogeee. – Pê murmurou baixinho e sorri um pouco aliviada, passando a mão pelos seus cabelos.
– Descansa e cala essa boca de matraca. – Pedro também sorriu e fechou as íris negras.
– A AMBULÂNCIA JÁ TA CHEGANDO! – Beth gritou.
Alan ficou por perto, avaliando os batimentos de Pedro, enquanto eu o fazia carinho, tentando ser forte e não gritar enlouquecida por tudo o que estava acontecendo. Meu Pedro, como??? Eu tinha feito aquilo pra ele, a culpa era toda minha.
– Karina, solta ele pra poder respirar direito. –
– NÃO! -
As sirenes altas começaram a tocar subindo a rua. Aliviada, vi Alan pegar Pedro com cuidado e o carregar até os paramédicos. Fui correndo atrás e entrei cautelosa, observando aos procedimentos dos enfermeiros dentro mesmo do carro.
– O que houve com ele? – perguntei chorosa ao enfermeiro que aplicava uma injeção.
– Os hematomas são de briga. –
– Ai. – segurei meu peito forte, sentindo uma pontada de dor alucinante, imaginando tudo o que ele tinha sofrido enquanto eu jantava avulsa a tudo o que acontecia.
– Karina... – Alan se aproximou me abraçando, seus olhos tão descontrolados e desesperados quanto meus gritos, ele era amigo de Pedro há muito mais tempo.
– Eu briguei com ele Alan, eu fui uma idiota, e agora Pedro... desse jeito, por minha causa. – o meu pensamento foi cortado por uma nova crise de choro.
– Não foi por sua causa Ka, foi o meu pai. – falou amargo.
– Eu vou me entregar, é isso, vou me entregar. Não aguento o que pode ser feito a ele... – voltei o olhar pra Pedro, entubado, sendo cuidado por aqueles homens.
– Você não vai fazer nada, é exatamente isto o que ele quer. Não vê? Precisamos ser fortes Karina. O que acha que Pedro vai fazer quando acordar e descobrir que você jogou tudo pro alto? Todos esses meses? Que se entregou de bandeja? –
E assim, desabei no peito de Alan, rezando a Deus para que meu amigo, meu namorado, meu amor, ficasse bom logo , e para que, minha vingança contra Heideguer viesse o mais rápido e fria possível.
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