Notas iniciais
Olha o ultimo capitulo aí gente o/
Espero que gostem ^^

Depois do sucesso do nosso primeiro roubo, nós continuamos a prática como uma diversão. Roubamos todas as casas dos riquinhos que estudavam em nossa escola e o melhor, nunca nos descobriram.


Com os anos, esse nosso hobby foi se transformando em algo sério. Na luz do dia, éramos pessoas comuns, com suas vidas comuns. Na escuridão da noite, éramos hábeis ladrões. Limpávamos os cofres, deixando apenas as joias para trás e nenhum rastro nosso, a não ser a exposição da nossa marca. Graças a ela, ficamos conhecidos como Arashi, pois sempre que agíamos, não sobrava quase nada.


A única coisa que todos estranhavam era que toda vez que algum riquinho era roubado, no dia seguinte, havia reportagens de orfanatos, asilos, canis, entre outros centros de caridade, ganhando quantias altas de dinheiro, mas sempre anônimos. Os donos desses lugares, não demoraram para deduzir que a doação partia dos ladrões do Arashi.


O melhor de tudo isso, era ver que meu namoro com Nino era perfeito. Claro que de vez em quando, tínhamos nossos altos e baixos e rolava alguma briguinha, mas sempre valia a pena quando nos reconciliávamos. Sho e Masaki também tinham seus momentos, mas nunca conseguiam ficar longe um do outro por muito tempo.


Quem nos surpreendeu mesmo foi Jun, nosso caçula, que dizia que nunca iria namorar, só ficar, começando um namoro sério com Ikuta Toma.


No começo, ficamos preocupados, claro. Pois com essa vida que levávamos, seria perigoso para Ikuta, mas Jun nos garantiu que não contara nada para o namorado e se um dia o fizesse, iria conversar primeiro conosco sobre isso.


E foi o que ele fez, ficou em silêncio sobre os roubos e quando achou que já era hora, nos pediu permissão para revelar a verdade ao companheiro. Mesmo relutantes, aceitamos, mas não deixamos de enchê-lo de conselho, pois era a felicidade dele em jogo no momento. Para nossa surpresa, no dia seguinte ele apareceu com o namorado, no apartamento que eu dividia com Kazu, e Toma não resistiu em saciar sua curiosidade:


– Vocês são mesmo os famosos Arashi?


Nós cinco nos entreolhamos e concordamos com um aceno, vendo Ikuta abrir um sorriso enorme, como se estivesse cara a cara com seus ídolos.


Foi assim, que passamos nossas vidas com Toma sempre por perto e guardando nosso segredo, mesmo sabendo que não o deixaríamos entrar para aquela vida.


Apesar da vida perigosa que levávamos, tenho que admitir, não era só pelo escudo de justiceiros que mergulhávamos cada vez mais no mundo do crime. Era divertido, ao final das contas e fazia bem a nossos egos cada vez que saíamos ilesos de uma invasão, a adrenalina em alta e a satisfação plena de termos conseguido, mais uma vez, desafiado a lei e saído vitoriosos. Por tudo aquilo, era difícil parar.

No entanto, como todo momento na vida, chegou à hora de uma decisão definitiva. Dez anos depois, decidimos nos aposentar. Não éramos mais garotos e havia outras formas de ajudar as pessoas. Decidimos – faríamos, apenas, mais uma vez.


Fizemos como sempre, desativamos os alarmes e câmeras, entramos na casa, fomos até o local onde poderia estar toda a grana, pegamo-la e começamos a sair, mas quando estávamos quase alcançando o portão, demos de cara com dois dobermans e um rotwalier, que começaram a rosnar para nós e soltar alguns latidos.


Aiba, por ter mais jeito com animais, tentou acalmá-los, falando mansamente com eles. Estava conseguindo seu êxito, mas já era tarde demais, pois os seguranças já tinham escutado os poucos latinos que os cães soltaram.


– Zeus, Laika, Kuroko! O que houve, garotos? – perguntou um dos seguranças, já se aproximando.


Sem outra alternativa, disparamos a correr, sendo seguidos pelos cachorros, que começaram a latir mais forte daquela vez. Ao olhar de relance para trás, vi os seguranças correrem em nossas direções e um deles, já estava com um celular ao ouvido. Pelo jeito, chamando a polícia.


Para atrasá-los, Masaki, jogou três de suas bombinhas caseiras. Como não tínhamos mais tempo para usar nosso antigo esquema de pular muros, optamos para o grande portão de grades.


Após pularmos, quase ao mesmo tempo, corremos o mais longe possível da mansão. Em poucos minutos, escutamos as sirenes da polícia. Aumentamos – se é que isso ainda era possível – nossa corrida. Conforme os carros se aproximavam, as luzes das casas por onde passávamos, iam se acendendo.


Nossa preocupação, de que alguém poderia nos ver, era até palpável. Então, começamos a correr o máximo que conseguíamos e o cansaço já começava a nos dominar. Exaustos,

acabamos por entrar em uma rua sem saída onde nos cercaram.


Estávamos todos encostados na parede à espera do pior. Eu e Nino demos nossas mãos, pois achávamos que houvesse o que houvesse, ficaríamos sempre juntos. Olhei de relance para os lados, vendo Aiba e Sakurai, darem suas mãos também e percebi, pelos olhos de Jun, que ele estava planejando algo.


Dei um sorriso imperceptível, apertando levemente a mão do meu amado. Em meu íntimo, sabia que Jun faria algo para nos livrar daquela enrascada.


Voltei a olhar para frente, vendo os policiais se aproximando vagarosamente, em nossas direções. Como estávamos em uma parte mais escura, eles não podiam enxergar nossos rostos, mas quando estavam quase conseguindo, uma luz forte acertou os olhos de todos, cegando-os.


Não pensamos duas vezes, e com a ajuda das caçambas de lixos, pulamos o muro, sumindo das vistas de todos.


–-----XXX------


Quatro meses e meio depois...


Nunca pensei que iria curtir uma vida calma, com direito a toda rotina do dia a dia, mas tenho que admitir, essa vida é boa demais para ser verdade.


Se não fosse por Toma ter chegado de repente e nos salvado dos policiais, iluminando os rostos deles com os refletores do estúdio em que, por acaso, havíamos ficado encurralados, nós não estaríamos aqui e sim, atrás das grades, por tempo indeterminado.


Agora, eu sou um simples pintor, tendo meus quadros em exposições e acabara de ficar noivo do melhor cantor do Japão.


Sim, vocês entenderam bem. Ninomiya Kazunari, meu Kazu, acabou entrando no ramo da música, mas ao contrário de muitos cantores por aí, ele conseguiu um contrato em que possa fazer seus horários, tanto de shows, como de gravações.


Meus amigos Aiba e Sho, já estão casados e tem planos de adotarem uma criança. Sakurai, graças a seus estudos, agora é um grande empresário e Masaki, bem, esse não conseguiu ficar longe de seus estimados animais e resolveu trabalhar em um centro de recuperação para animais.


Jun se aproveitou de sua beleza e virou modelo, para raiva de Toma. O que ninguém esperava, era que Ikuta, aquele garoto bolsista tímido, também virasse modelo. Isso aconteceu, pois em uma de suas visitas a Jun-chan no trabalho, os produtores, fotógrafos e todos que estavam por lá, o viram e o convidaram para entrar no ramo.


Agora os dois trabalham juntos e já saíram em várias capas, para revistas sensuais lado a lado.


Em fim, não temos mais aquela nossa vida de aventuras, mas encontramos outros jeitos de ajudar as pessoas. Claro que tem alguns que ainda perguntam por nós, só que nossa querida facção, ficará para a história. Como se fosse uma lenda.


A lenda Arashi!


OWARI

Notas finais
Agora fui rápida, né?! E então, gostaram? *-*
Espero que sim, viu, mas pra eu poder saber é só fazerem uma coisinha...
DEIXEM REVIEWS E FAÇAM UMA AUTORA BAKA FELIZ!!!!!!!
Você chegou ao fim do livro. Parabéns!