Wild

1 Happy Birthday!


Notas iniciais
Hello! Só quero pedir que tenham paciência comigo. Eu não sou lá essas coisas. Tá uma bostinha (escritor sempre pensa isso ashuashuas) mas consegui fazer um poquinho do que queria. Espero que gostem T.T

12/07/2000 20:43 — 15 anos atrás

— Ele não tinha mais por onde ir, estava encurralado. Então eu disse "se você se ajoelhar perante a mim, talvez eu o deixe ir com vida". O cara foi corajoso, mas burro. Disse que nunca se ajoelharia para mim. Então eu parti pra cima dele e tivemos uma briga épica. Foi aí quando consegui essa cicatriz — O diretor tocava na cicatriz por cima de seu olho, cortando parte da sobrancelha — Por pouco não fiquei cego. Claro que eu venci a luta e provei do sangue dele.

— É azedo como dizem? — perguntou o zelador.

— Um pouco mais que o normal. Até hoje sua matilha procura vingança, só acho que eles têm medo de virem me encarar. Fez 19 anos mês passado.

Ele toma mais um gole do vinho e o porteiro chega na sala da diretoria, que estava aberta.

— Senhor, tem algo que precisa ver lá fora.
O diretor, sempre educado, pediu licença e levantou de sua cadeira, deixando os funcionários sozinhos conversando.

— O que houve?

— Tem o que parece ser um bebê no portão do colégio. Alguém encapuzado deixou aqui.

O diretor foi em direção aos portões do internato. Realmente, havia um recém nascido chorando debaixo da chuva.

— Você conseguiu identificar o sujeito? — perguntou o diretor de dentro do colégio.

— Não, senhor.

Então ele saiu na chuva para pegar a criança. Foi um pouco desconfiado, olhando sempre para os lados. O diretor Jackson pegou o bebê e logo olhou em seus olhos. Cor âmbar.

Então ele entrou, levando a criança com ele.

— Ele é um de nós — anunciou o diretor para o porteiro.

Dias atuais — 2015 8:20

— Feliz aniversário!

Acordei com um sobressalto. Diana estava sentada em minha cama enquanto Tyson segurava um bolo de morango com uma vela em cima. Abri a boca para falar alguma coisa, mas nada saiu.

— Não precisa dizer nada. Apenas faça um pedido — ele colocou o bolo mais perto de mim para que eu pudesse assoprar a vela.

— Er eu quero que

— Não diga em voz alta, idiota — brigou Diana — Dá azar!

Então eu me calei e fiz o pedido em minha cabeça. "Quero fazer parte de uma das melhores missões que essa escola já teve". Realmente, um grande desejo meu. Vivia ouvindo histórias das missões que o diretor fez quando tinha minha idade ou ainda mais novo. Eu sou só um otário que resgatou um filhote de dragão. Não que isso não seja importante, eu salvei a vida dele e hoje é um símbolo daqui, mas não se compara à derrota de um rival ou coisa parecida. Eu quero ser lembrado. Lembrado como um herói. Essa é minha meta.

— Obrigado pessoal, não precisava de tudo isso

— Precisava sim. — disse Tyson — Agora vamos, chegaram novatos hoje.

Após tomar banho, eu desci com os dois do terceiro para o térreo. O colégio é todo fechado, para gente como eu, que não sabem voar. A cada 100 metros têm placas como "proibido usar magia nos corredores" e "proibido se transformar nos corredores".

— Briga, briga, briga — ouvi no andar de cima.

Essa escola é para adolescentes sobrenaturais, que nasceram com alguma anomalia, não super poderes. Bruxos, lobisomens e vampiros são os mais comuns. Mas existem outros bem bizarros, como por exemplo o menino que consegue encolher de tamanho. Lembrei dele pois acabou de passar por mim com o tamanho normal.

— Hey, Edward — falei.

— Oi, Daniel.

Bem, por existirem tantas "espécies", muitas têm uma certa rivalidade com outra, ou com outro grupo da mesma espécie. Um exemplo somos nós, lobos, que temos matilhas diversas. São 13 no total aqui na escola. São muitas tretas, isso sim. No VH tem isso de todos serem super amiguinhos e tal. Mas quer saber? Eu prefiro do jeito que é no meu colégio.

Estou falando tanto do meu colégio e de outro que acabei não me apresentando. Meu nome é Daniel, vou fazer 15 anos hoje. Quem me deu esse nome foi o diretor já que sou órfão. Ele me encontrou na frente da escola logo quando nasci. Meus amigos me chamam de Danny, ou até mesmo Wolfs. Não sei de onde tiraram isso, apenas começaram a me chamar assim aos 12 anos. Tenho pele branca, os olhos cor âmbar de um lobisomem tradicional, cabelo castanho claro, se bem que já me chamaram de loiro. Gosto de usar regatas e de ficar descalço, e é um alívio pois a escola não tem regras contra isso. Eu morei aqui toda a minha vida, assim como outras pessoas, como o Tyson. Diana tem pais, uma irmã e um cachorrinho chamado Scooby. Todo verão ela vai para casa.

Tyson (Ty ou McTy) tem 14 anos, porém é adiantado e estuda na mesma sala que Diana e eu. No meio termo de branco e negro, cabelo preto, cacheado e bom, usa casacos, calças e tênis que cubram seu corpo. Seu pai é um bêbado drogado que vive nas ruas e a sua mãe, que era das nossas, foi morta por uma matilha inimiga em 2006.

Diana tem 15 anos, fez dia 13 do mês passado. Ela é tão branca que às vezes eu penso na possibilidade dela ser vampira, mas sem dúvidas é uma das nossas, uma meio-lobo. Olhos âmbar como quase todos de nós, cabelos negros curtos com algumas mechas azuis. De vez em quando eu a vejo com lápis de olho e batom bem vermelho. Uma coisa bem comum de vê-la usando são as roupas de bandas de rock que ela tem. Agora mesmo ela tava com uma camiseta de Nirvana e um short jeans. Assim como eu, ela ama ficar descalça, mas agora está de chinelos. Vale ressaltar que eu já tive uma queda por ela dos 11 aos 13 anos. Juro que não mais.

Esse colégio fica em Londres. Mas também temos outros dois: um no Brasil e outro na Austrália.

— Terra chamando Wolfs — Diana bateu palmas na frente de meus olhos, o que me fez prestar atenção nela — estava falando com você!

— Ah, desculpa. Fala.

— Fiquei sabendo que os novatos são brasileiros.

— Por que não ficaram por lá, então?

— Eles já eram de lá, vieram fazer o que parece um intercâmbio aqui.

— Uau. Até o McCartney tá fazendo intercâmbio.

McCartney é o nome do colégio, e também meu sobrenome. Colégio Natural McCartney (Natural McCartney High School). Esse "natural" é pura ironia, pois não tem nada de natural aqui. E não, não tem nada a ver com o Paul McCartney dos Beatles.

Finalmente, depois de andar umas mil léguas pelo colégio, chegamos à diretoria.

— Jackson — chamei o diretor.

— Entre, Daniel. — Nós três entramos na sala, onde estavam duas garotas e um garoto — Pessoal, esses são Daniel, Diana e Tyson. Eles vão acompanhar vocês. Podem escolher seu guia — o diretor piscou para eles, pediu licença e se retirou da sala.

— Bem — falei os olhando — se apresentem.

— Eu sou Carol. — disse uma delas, que tinha olhos azuis e um longo cabelo preto. — Essa é minha amiga Júlia.

— Oi — disse Júlia. Loira de olhos âmbar — Podem me chamar de Ju.

— Viemos do Brasil — disse Carol.

— Você também, cara? — Tyson perguntou ao garoto.

— Sim e não. Sou do México mas estava estudando no McCartney do Brasil. Meu nome é Alejandro.

Foi nessa hora que ouvi Diana e Tyson cantarem a música da Lady Gaga.

— Desculpa, eu não consegui me segurar — disse ela.

Tyson riu.

— Em que série vocês estão?

— Primeiro ano — disseram todos em uníssono.

— São todos lobos? — perguntei. Os 3 assentiram — OK. Vamos dar uma volta pelo colégio.

Então todos nós saímos da sala e começamos a caminhar no corredor.

— Acredito que não seja muito diferente de lá — diz Diana.

— E não é — disse Alejandro — a estrutura é idêntica.

— Mas também tem o pessoal. Tipo, nós mesmos temos várias matilhas. Nós três somos os Dragons.

— Sim — falei — Somos uma matilha de três. Mas não é tão estúpido quanto parece, só precisamos de mais pessoas.

— Se vocês pudessem ajudar seria maravilhoso — disse Tyson com seu sorriso amigável.

Passamos pelo refeitório, banheiro público dos vampiros — é, nós somos separados por raça — e também dos lobisomens, onde até entramos. Depois foi a quadra de baseball, futebol, futebol americano e de basquete, onde tinham umas pessoas jogando.
No primeiro e segundo andar foram das salas de aula.

— Aqui tem salas para cada turma, com três para cada série. Pegam todos os alunos dessas séries, distribuem para a turma A, B ou C e os professores que mudam de sala em cada toque. Porém há salas únicas como a de música, artes, bruxaria, tudo que você imaginar. Do mesmo jeito que deve ser lá de onde vieram. — subimos o segundo andar — Esse andar são das salas únicas. Essas são para nós, lobisomens, e abre todo dia de tarde. É legal vir, você aprende muita coisa. Já essas são para bruxos. Nós chamamos essa área de Hogwarts, assim como o dormitório deles. É bem legal você falar "fui pra Hogwarts hoje". Essas são para os vampiros. Já assisti uma aula deles, é muito gótico. Essas são de línguas, tanto inglesa quanto estrangeiras. Eu aprendo espanhol com o professor Gustav, ele é muito bom.

Terceiro andar, os dormitórios.
Tyson quem falou dessa vez.
— Quatro pessoas dormem em um quarto, porém têm o quarto das meninas e dos meninos. Mas não muda por idade. Vocês podem ter colegas de quarto de onze anos até dezessete. A hora de dormir é as dez horas, não importa em que horário você estude. Se for pego andando pelo colégio depois dessa hora, vai lavar os banheiros por uma semana. E, por experiência própria, aconselho vocês a não fazer isso.

— Vocês têm que falar com o diretor pra saber em que quarto vão ficar — disse Diana.

— Exato — falei — gostaram do colégio?

Fizeram que sim com a cabeça.

— É bem parecido com lá — disse Ju — só espero que eu não tenha uma colega de quarto chata dessa vez.

— Nossa, alguém que me entende — falou Diana — odeio minha colega de quarto. Duas delas pra piorar. É uma pirralha de péssimo gosto musical e uma patricinha idiota.

— A minha fazia questão de infernizar minha vida. Tudo que ela fazia dava um jeito de colocar a culpa em mim.

Ficamos conversando por um tempo lá até começarem a aparecer mais pessoas. Hoje como é sábado, só haveria aula à noite, então estavam começando a acordar só agora.

— McCartney, Wilson e Guzman — o diretor apareceu de uma escada — apresentaram o colégio para os novatos?

— Sim, senhor — disse Tyson.

— Bom trabalho, jovens — ele tirou algo do bolso e deu aos novatos. As chaves dos quartos.

— Obrigado — falou Alejandro.

O diretor sorriu e foi embora pelo mesmo lugar em que apareceu.

— Quarto A-23 — leu Carol — onde fica?

— Vamos procurar com vocês — falei.

Acabou que Júlia ficou no mesmo quarto da Diana. Uma pena que ficou com duas pessoas desagradáveis, mas pelo menos as duas vão enfrentar isso juntas agora. Alejandro ficou no quarto ao lado do meu e Tyson, o B-33. Carol não teve tanta sorte, ficou um pouco longe da amiga.
Depois de todos terem organizado suas coisas no quarto, saímos com eles para o refeitório.

— Os quartos têm ar condicionado e aquecedor! — disse Júlia para Carol em uma língua que eu não entendi muito bem. Português, é provável.

— Lá é Brasil, aqui é Londres — Carol — vai comparar?

Eu e Diana trocamos olhares com cara de interrogação.

— O tem hoje pra comer? — Tyson estava faminto, assim como eu.

— Ovos com bacon — disse uma bruxa que passou por nós.

— Que americano! — falei — mas tá quase na hora do almoço, caso apareça algo melhor e já estiver pronto eu como.

— Algo melhor que bacon? — diz Tyson — Acho difícil.

O refeitório estava cheio, todos comendo o delicioso bacon com ovos. Me aproximo da chefe de cozinha do colégio para perguntar o que teria no almoço.

— Salada com lingüiça na brasa.

— Detesto salada! — falou Tyson

— Eu vou comer. Acho que não quero bacon com ovos.

Estávamos esperando Carol, Alejandro e Ju voltarem com sua bandeja de comida. Diana estava sem fome, já eu estava com o estômago roncando, mas mesmo assim decidi esperar a salada. Não é surpresa ela estar sem fome. Essa menina nunca toma café da manhã e de vez em quando nem janta também! Fico me perguntando se ela não tem alguma doença.

— Vou pegar meu café da manhã — Tyson.

Enquanto Tyson saiu, os três voltaram.
Falamos com eles sobre as distrações que se têm pra fazer por aqui nas horas vagas.

— A escola tem conexão WiFi, porém é desligada durante as aulas. As pessoas jogam na quadra a hora que elas quiserem, desde que não esteja havendo aula. É só você juntar um grupinho pra jogar seu esporte favorito. Tava pensando em a gente ir fazer alguma coisa mais tarde. E aqui também tem sala de informática, ioga, jogos e música.

— Eles ensinam a tocar instrumentos? — perguntou Alejandro.

— Tyson está aprendendo a tocar violino com a professora esqueci o nome dela. Mas alguma pergunta? — eles ficaram calados — Então como eram as missões que vocês faziam por lá?

Carol sorriu com a lembrança.
— Faz tempo que eu não faço uma missão. Mas nós somos tipo os policiais contra sobrenaturais idiotas por aí. Não temos muitos animais legais por lá como dragões, como já devem saber.

— Vocês não têm dragões? — chegou Ty.

— Temos — disse ela — mas não muitos como aqui. Então essas missões com criaturas ficam um pouco mais raras. Eu só vi um grifo uma vez na vida. Vocês acho que vêem toda semana.

— Verdade — disse Diana — malditos.

Diana tem um ódio por grifos. Tudo começou quando ela tinha 11 anos e um grifo roubou sua comida no estádio bem na nossa frente, e muitas outras coisas que dariam umas belas páginas. Mas eu amo grifos, eles podem ser um pouco ladrões e agressivos mas é a personalidade. Meu sonho desde pequeno é ter um grifo de estimação e voar em cima dele. Imagina que legal! Mas pena que eles não são domesticados. É como ter um tigre em casa, nem todo mundo tem a sorte.

Bem, essas criaturas mitológicas meio que vivem em um mundo paralelo com o nosso, não sei muito bem sobre isso. Mas sei que só as pessoas certas podem ver. 1- nós, pessoas com mutações genéticas ou simplesmente sobrenaturais; 2- o pessoal com super poderes, do estilo fogo, água e várias outras coisas legais; 3- magos, que são um tipo de bruxo ainda mais macabros; 4- pessoas "normais" que não são nada citado a cima e ainda vêem coisas. Normalmente são chamadas de loucas.

Nós comemos tranquilamente no refeitório e ainda ficamos conversando mais uns minutos por lá até o diretor anunciar algo nos alto falantes do colégio.

"Pessoal, hoje o dia vai ser focado em educação física, treino de ataques, lutas e tudo mais. Temos um professor novo, o senhor Bercksmann. Ele vai ensinar luta aos nossos lobos. Depois de comer, vocês podem ir para a quadra que ele já está lá. Tenham uma boa tarde"

— Um professor alemão — Tyson — que legal.

— Vamos, pessoal? — eu me levantei — luta e luta! Vamos.

— Desde quando você se interessa por artes marciais? — perguntou Diana.

— Desde sempre. Só não vou com a cara do professor snake.

Quando chegamos na quadra de futebol americano, já tinha um pessoal por lá. Estavam todos sentados no chão ouvindo um cara em pé. Com certeza era o professor novo. Nos sentamos um pouquinho mais distante, de modo que desse pra ouvir o que ele falava.

— Hoje eu vou dar umas dicas a vocês sobre luta entre dois ou mais lobos — e assim se passaram horas. Treinando e ouvindo o que ele tinha a falar. Eu pessoalmente achei esse cara muito foda, tanto na luta quanto no jeito de ser: super amigável.

Após algumas horas só treinando, algo nos assustou. Uma nuvem negra se aproximava com rapidez em nossa direção, com direito a trovão e tudo mais. Umas pessoas entraram na escola para se protejer de uma possível chuva, mas eu fiquei por lá com o restante que sobrou. Logo eu vi um corvo vindo e fazendo barulho. Logo ele pousou e se tranformou em gente. Era simplesmente o Derek.

— Pessoal! — ele vinha correndo — tem um exército de monstros vindo! Centenas!

— Estamos sendo atacados? — perguntou o diretor que se aproximava.

— Parece que sim!

Olhei em volta e não vi mais o professor, e mais alunos chegavam para ver o que estava acontecendo.

— Todos para dentro! — gritou Jackson.

— O que você acha que são? — perguntei.

— Não sei. Talvez um grupo das trevas. Entre no colégio, Daniel!

Então entrei com meus amigos. A última vez que tivemos companhia de monstros das trevas aqui foi há uns 6 anos. Eles não gostam de nós. Para eles somos impuros, mestiços que merecem morrer para manter a espécie. Isso tudo porque somos meio-humanos e não completamente monstros como eles.

— Vocês tem isso sempre? — Alejandro.

— Não — eu disse — faz anos que não acontece de novo.

— Vamos para o subsolo, galera! — gritou Diana — Querem morrer?

Então corremos até a entrada mais próxima do porão. Metade do colégio já se encontrava lá, com medo. A maioria nunca haviam presenciado isso.

— E o diretor? — perguntou Júlia.

Naquela hora eu me preocupei com ele.
— Ele fica lá em cima, lutando com os guardiões do colégio.

— Isso é injusto! Deveríamos lutar também.

— Vamos? — Edward apareceu — Derek disse que são muitos mesmo, e que treze pessoas não vão dar conta.

— Galera, somos mais de mil — Tyson — não vamos ficar aqui sem ajudar só porque o diretor pediu.

A luz do sol invadiu o porão um pouco escuro. Uma pessoa havia aberto a porta e estavam começando a sair aos montes. No final só sobraram umas 100 pessoas com medo. A maioria de dez e onze anos. Quando saí, vi que eles já tinham nos alcançado. Muitas criaturas andavam por todo o colégio. Lobos enormes (lobisomens não. Lobos. Enormes), magos, monstros mitológicos, cavalos negros montados por ceifador, bruxos de magia negra e o que eu mais temia: demônios, almas perturbadas, psicopatas. Eram uns 200 seres das trevas aproximadamente. Todos eles pararam e fizeram silêncio nos encarando por alguns segundos. Até uma coisa sei lá o que era, começar a falar:

"Ich bin hier im Auftrag meines Herrn der Finsternis"
Não estava entendendo nada.
"Tötet alle. Erstellen Sie eine reine Generation. Tötet alle Mestizen der Finsternis"

— Isso é alemão — observou Tyson.

Muitos de nós estavam transformados, bruxos armados com suas varinhas, o homem gelo do meu lado me fez sentir em uma nevasca, as fadas estavam voando e senti o chão tremer. Com certeza era o poder da natureza que elas têm. Os vampiros ficaram meio excluídos porque, realmente, o que eles iriam fazer em uma situação dessas? Chupar o sangue dos monstros? Eu achei que ia acontecer um banho de sangue naquela hora, mas os monstros permaneceram na deles. Onde estava o diretor?

— O que fazem aqui? — ah. Aí está ele. Mas acho que a pergunta não foi para nós, mas sim para os monstros.

— Estávamos passando por perto e resolvemos fazer uma visitinha — falou alguém no meio da multidão que logo depois apareceu era um cara — não gostou?

— Vocês não são bem vindos.

— Depois nós que somos rudes, não é? O tempo de vocês está contado. Sua espécie não existirá mais.

— Veio aqui só para falar isso?

— Na verdade — ele olhou para um grifo que estava em cima do telhado. Esse grifo abriu a boca e mostrou algo dentro dela. Algo que brilha — vim pegar isso emprestado.

— Mas como?

— Nunca duvide de nós.

E como um piscar de olhos, todos deram o fora pelo mesmo lugar que entraram. Todos ficaram calados, observando o diretor perplexo. Nunca o vi tão preocupado daquela forma. O que era aquilo que eles pegaram?

— Naquela parte em alemão eles disseram que — começou o professor Bercksmann — vieram a mando do mestre A'knah e que iam matar todos e criar uma geração pura e livre dos mestiços das trevas.

— O que era aquela coisa na boca daquele grifo? — perguntou alguma aluna.

— Um ítem mágico. Muito precioso. Aquilo nas mãos erradas pode causar uma catástrofe. Aliás, na mão de qualquer um.

— E o que aquilo faz? — perguntei curioso.

— É o principal e mais raro ingrediente de um feitiço que é capaz de fazer você voltar e mudar a linha do tempo.

— Voltar no tempo?

— Sim, Daniel.

— Então eles não querem nos matar em uma guerra sangrenta de um por um, mas sim voltar no tempo e impedir nossa existência?

— Você é um menino esperto. Isso mesmo.

— O senhor não guardou com cuidado? — perguntou o zelador.

— Sim. O guardei em uma caixa com toda a magia que nosso feiticeiro chefe pôde colocar para proteger.

Nessa hora todos olharam para o professor de feitiços.

— Eu fiz o que eu pude. Coloquei até magia negra naquela caixa.

— E agora, o que a gente faz? — perguntou Alejandro.

— Temos que pegar deles! — falei na frente do diretor — vamos lutar!

— Daniel — começou Jackson.

— Senhor, se não der certo, vamos "morrer" de todo o jeito! O que custa tentar? — eu olhei para a multidão, que concordava comigo — eu me ofereço. Eu vou até eles pegar esse ítem mágico!

Este é o último capítulo disponível... por enquanto! A história ainda não acabou.