Wide Awake
3 Capítulo 3 - Reabilitação.
Subi as escadas de vagar, segurando os sapatos nas mãos, joguei os no canto do quarto e sentei na cama pegando o porta-retrato que continha uma foto minha com o Justin.
Sorri olhando a foto.
Ah se ele soubesse, se ele soubesse que meus sentimentos por ele não são só amizade, que tudo o que quero é ele aqui comigo, quando peço ele para dormir aqui é só porque quero te-lo mais proximo, só porque quero reviver os dias em que ele ia me visitar na reabilitação.
P.O.V Justin...
Quando cheguei em casa me deparei com a minha mãe olhando o cordão que a Demi me deu.
-Justin? Pode me explicar?
-Se você ta pensando que é de alguma vadia... esquece! É da Demi!
Disse rindo e tirando da mão dela.
-E o que ele fazia no seu quarto.
Abaixei a cabeça, nunca contei a ninguém, isso era segredo da Demi, mas ela é minha mãe, ela tem que saber.
2 anos atrás...
Demi estava encharcada, dei uma toalaha a ela, mas ela tremia demais, seu olhar estava vago, ela só olhava para a parede, parecia pertubada, parecia em choque.
Deitei a cabeça dela sobre meu colo e fiquei fazendo carinho na sua cabeça, até que ela finalmente adormeceu, aconcheguei-a na cama e me deitei no sofá para dormir também, dormi a té tarde, quando acordei Demi não estava na cama, a porta do meu banheiro estava fechada e a água caia, andei até lá e bati na porta.
-Demi? É você?
Ela não me respondeu.
-Está tudo bem?
Nada de ela falar, tentei abrir a porta mais estava trancada, então dei empulso e pulei na mesma a fechadura da porta arrebentou e ela se abriu, entrei no benheiro e Demi estava no chão, nua e com os pulsos cortados, estava desacorada e não parava de sair sangue dos pulsos.
Comecei a ficar desesperado, fui até o quarto dela e peguei seu roupão voltei e vesti nela, peguei-a no colo e desci correndo até o quarto do Scooter aonde faríamos uma reunião em poucas horas, todos ficaram preocupados, começaram a falar, tentar a ajudar mas só estava pirorando tudo.
-Cala a boca todo mundo!
Gritei e todos se assustaram, geralmente sou calmo, mas é a Demi, é a minha princesa que está em jogo.
-Scooter, pega a chave do meu carro, rápido.
Scooter pegou a chave e corremos até o estacionamento, fui no banco de trás, Demi estava ainda no meu colo, tirei o cabelo do rosto dela e beijei o alto de sua testa.
-Vai ficar tudo bem D-Lo, vai ficar tudo bem!
-Toma Justin! — Scooter me deu uma toalha — tenta estancar o sangue dos pulsos!
Eu ficava colocando a toalha no pulso dela mas não parava, parecia que todo o sangue existente no corpo dela ia sair ali, comecei a sentir seu corpo gelar.
-Não, Demi, não, eu não posso te perder! Por favor fica comigo! — eu sussurrava e Scooter me olhava — Demi, eu sei que você nunca foi minha, mas só de te ter do meu lado já muda tudo, não me deixa viver sem você. Por favor.
Scooter parou em frente ao hospital, tiramos ela do carro e entramos no hospital gritandopor ajuda.
Um médico a atendeu. Ficamos na recepção horas. Depois de 3 horas disseram que ela estava acordada, estava lucida, porém havia perdido muito sangue, eles teriam de fazr algumas perguntas.
Depois nos deixaram entrar, ela estava bem, mas o médico disse a mãe dela que ela tem marcas de cortes por todo o corpo, que ela já deve fazer isso a muito tempo, que ela presisaria se internar em um clínica de Reabilitação. Todos nós choramos muito.
Só podímos visitar a Demi depois de 4 meses, esperei loucamente por esses dois meses, era horrível não ter ela do meu lado para conversar.
Quando finalmente podemos visita-la, o médico nos disse que demoraria bastante para ela sair de lá, que o estado dela era tão avançado que quando tentavam impedi-la de se cortar ela se debatia, começava a gritar, disse também que por várias vezes tentou se matar, porém depois nunca lembrava, mas que essa noite ela passou tranquila.
Depois que a mãe dela saiu do quarto eu fui lá, ela estava palida, estava sentada numa cadeira e olhava a janela.
-Demi.
Chamei e ela me olhou, quando me viu sorriu e me abraçou.
-Ah Justin você não sabe como é bom te ver, não sabe como eu esperei pra te ver.
-Eu também. Cara a vida ta horrível sem você.
-Pelo menos não ta trancado num quarto onde geralmente te dam remédio pra dormir.
Quando ela disse isso me senti mal, como eu pude dizer que minha vida é horrivel, a vida dela está horrível, e por minha causa, porque eu deixei trazerem ela pra ca porque?
-Hey que foi? — Ela perguntou — Quem ta doente aqui sou eu!
-Ce nunca perde o bom humor nhé?
Eu disse sorrindo e ela sorriu também.
-Nunca.
-Justin! — me chamaram e eu olhei para a porta, era Scooter. — Temo de ir e a Demi tem que descançar.
-Okay!
Eu disse e a abracei.
-Fica bem ta?
Eu disse no ouvido dela e ela balançou a cabeça.
-Espera, quero te dar algo.
Ela tirou o cordão que ganhou quando era pequena e colocou na minha mão.
-Fica com ele, ele significa tudo para mim, é praticamente a minha vida, quando precisar falar comigo segure nele e diga que eu ouvirei daqui.
Dei um beijo na bochecha dela e fui embora.
Alguns dias depois ela começou a melhorar, os médicos diziam que estava mais alegre, que se lembrava melhor das coisas e que os cortes haviam reduzido, no natal ela veio para casa e nunca mais precisou por os pés naquele lugar.
Quando a vejo de pulseiras fico com medo de que tenha se cortado novamente e que esteja escondendo ela percebia meus olhares e tirva as pulseiras e eu me sentia bem mais aliviado.
Quando fui devolver o cordão ela disse:
-Fica, é como um presente por tudo o que fez por mim.
Abaixei a cabeça, me lembrar disso me deixava triste.
-Como eu nunca soube de nada disso.
-Juramos segredo.
Disee erguendo a cabeça e olhando para a minha mãe.
-Justin... Você gosta da Demi?
Ela perguntou se aproximando.
-Claro nhé mãe? Ela é minha melhor amiga.
-Estou falando mais que uma amiga Justin. Filho, o que você ente pela Demi?
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