Notas iniciais
Bom, ates de começar tenho que prevenir você de que esse é o ultimo capitulo da nossa fic. Tem varios motivo pra eu estar terminando ela agora, mas o principal é porque eu vou ficar meio sem tempo dessa proxima semana pra frente, então decidi terminar agora enquanto podia escrever o final com calma. Espero que gostem, pois foi escrito com todo carinho e pensando em vocês.

***

– Ela vai ficar bem... – Ruby disse abraçando Regina. Não tinha certeza alguma pois os médicos ainda não tinham dado noticias, a única coisa que sabiam era que Emma tinha perdido muito sangue.

Zelena chegou apressada na sala de espera e foi em direção a irmã. – Alguma noticia?

– Ainda não. – Fui Belle quem respondeu, Regina ainda não tinha pronunciado uma palavra desde que Emma havia entrado na sala de cirurgia.

George se aproximou de Zelena e a levou para um canto. – O que você fez com ela?

Zelena disse baixando o tom para que Regina não ouvisse. – Nós a internamos em um hospital psiquiátrico. Era isso ou ela seria presa. O medico atestou que ela sofreu um surto psicótico.

– Cora sempre foi tão controlada...

– Ela nunca foi controlada, você nunca conviveu conosco George, minha mãe sempre teve problemas... eu sempre soube disso, só nunca imaginei que chegaríamos a esse ponto. Essa obsessão que ela tem por Regina a fez perder completamente a cabeça.

O medico entrou na sala e imediatamente todos foram em direção a ele. – Emma está bem, conseguimos reparar os danos causados pelo ferimento, ela agora só precisa de muito repouso e o próprio corpo dela vai tratar de curar o resto.

O alivio foi se espalhando pelo rosto de todos. – Podemos entrar para vê-la? — George perguntou.

– Só a família e não mais de duas pessoas por vez.

– Eu vou, sou o pai dela.

– E eu sou a noiva dela. – Regina disse para a surpresa de todos, menos de Zelena pra quem Regina tinha mandando uma mensagem assim que saiu do quarto de Emma.

Os dois entraram no quarto usando mascaras, mas nem mesmo elas mascaravam a felicidade estampada no rosto deles quando viram Emma os encarando com um meio sorriso. Ainda estava meio zonza, mas estava consciente.

– Acho que eu encerrei a festa em grande estilo, não foi? – Emma brincou, mas sua voz era fraca.

Regina sorriu e uma lagrima de gratidão pro Emma estar bem correu o seu rosto. Ela andou a ate a garota e colocou sua mão sobre a dela. – Minha menina... não acredito que eu quase perdi você... – a voz era tremula.

– Não vai se livrar de mim assim tão fácil.

– Tenho certeza que não. – Regina se inclinou e plantou um beijo na testa da garota. – Seu pai também está aqui.

George se aproximou ao ouvir isso. – Oi... – Emma disse se esforçando pra sorrir. – Diga que não ligou pro David e estragou a lua de mel dele.

– Não, eu não liguei pro David, preferi esperar ate que você mesma ligasse e contasse o que aconteceu. Só assim ele não ficaria louco e voltaria correndo pra cá.

– Você fez bem.

– George salvou sua vida, sabia? – Regina interrompeu.

– É mesmo?

– Sim, o medico disse que se ele não tivesse te encontrado logo, talvez não teríamos conseguido salvar você.

– Por que estava lá dentro da casa e não na festa? – Emma disse encarando seu pai.

– Eu vi Regina discutindo com a namorada, logo conclui o que tinha acontecido, Cora também deve ter concluído o mesmo porque logo foi em direção a nossa casa, então eu a segui.

– Você ouviu nossa conversa?

– Sim, eu pensei em interromper, mas você parecia saber se defender muito bem sozinha, só nunca pensei que Cora chegaria a esse ponto. Sinto muito por não ter previsto isso...

– Tudo bem... pai. – Emma surpreendeu ela mesma ao dizer. — O importante é que você estava lá por mim.

George não teve mais como se conter, as lagrimas correram o seu rosto livremente. Tinha tido uma ligação especial com Emma desde o primeiro minuto, nunca duvidou de que ela era realmente filha dele. – Filha... prometo que vou ser um bom pai, pra você e pro seu irmão... prometo...

– Eu sei que vai... todo mundo merece um segunda chance.

– Obrigado por me dar uma.

***

– Ok, o meu irmão é oficialmente um idiota. – Emma sorriu.

– Por que? – Ruby perguntou. Era o primeiro dia que Emma podia receber visitas que não fossem da família.

– Disse que todo mundo é odiado pela sogra, mas só eu consegui a façanha de que ela tentasse me matar.

Ruby também sorriu. – Não deixe Regina ouvir ele falando assim.

– Nem pensar. Bom... na verdade nós não falamos muito sobre isso.

– Como assim?

– Eu sei que Cora tentou me matar e tudo, mas é a mãe dela. Não quero que Regina a odeie.

– Acho que o nome do sentimento agora é pena. – Zelena disse entrando no quarto. – Oi cunhadinha.

– Oi Z! Que milagre você continuar na cidade por tanto tempo.

– Bom, agora eu não tenho mais do que fugir, não é?

Emma assentiu, sabia que Zelena e Cora nunca tinham se dado bem e que talvez ter a mãe fora do caminho pudesse aproximar as duas irmãs. – Então, onde está sua irmã?

– Hum... eu cruzei com ela quando vinha pra cá. Embora ache que ela nem tenha me notado. Estava encantada com os bebezinhos na maternidade. Mas ela deve estar chegando. – Mal Zelena terminou de falar Regina entrou no quarto.

– Oi meu amor. – Foi direto em direção a Emma, sentando na cama ao lado dela e plantando um leve beijo contra seus lábios. – Como está se sentindo hoje?

– Bem melhor agora que todo mundo pode vir me ver. Isso deve querer dizer que logo vou poder ir pra casa.

– É mas mesmo em casa você vai ter que ficar em repouso, sabe disso. – Zelena alertou.

– Z tem razão, Em. Mas eu vou ficar de olho em você. Vai ter que se comportar direitinho.

– Hum... você vai ser minha enfermeira particular é? – Emma disse em um tom malicioso. Ruby e Zelena caíram na gargalhada enquanto Regina desejava que um buraco negro a sugasse dali.

– Emma! – A morena disse corando.

– O que? Só disse que vai cuidar de mim como uma enfermeira.

– Aposto que ela não vai se importar se você usar o uniforme também Regina. – Ruby provocou.

Regina espalmou a mão contra o rosto e sacudiu a cabeça negativamente. – Vocês não prestam, sabia?

***

Três semanas depois.

– Nunca tive tanta gente dentro do meu quarto. – Emma brincou.

– Eu chamei todo mundo. – David explicou. – Já que você ainda não pode sair de casa e eu queria todos reunidos pra dar uma noticia, então a reunião vai ser aqui.

– Que noticia? – Regina disse curiosa.

David e Mary se olharam e encararam seus amigos mais chegados dentro daquele quarto; Ruby, Emma, Regina, Belle e Zelena. – Eu estou grávida! – Mary anunciou com um enorme sorriso.

– Ai meu deus, eu vou ser tia! – Emma exclamou.

– Todas nós vamos! – Ruby completou.

– Parabéns! – Regina puxou o casal de amigos pra um abraço. Logo todos estavam os cumprimentando e tudo parecia um grande final feliz, bem clichê e bem delicioso de se viver.

***

– Bom dia... – Ruby disse em um tom preguiçoso.

– Bom dia. – Belle se virou para encará-la. – É tão bom acordar ao seu lado.

– Eu adoro ficar aqui.

– Então porque não fica pra sempre?

O sorriso de Ruby se estendeu. – Está me convidando pra morar com você?

– Mais que isso, estou te convidando pra ficar comigo pra sempre.

Ruby enlaçou sua mão a de Belle. – Quero ficar com você pra sempre. – sorriu.

– Então fique.

– Simples assim?

– Simples assim. Não entendo a mania que as pessoas tem de complicar o amor. Eu te quero, você me quer, dane-se o resto. Estando juntas podemos lidar com tudo.

– Você encara as coisas de um jeito tão diferente das outras pessoas.

– E isso é bom ou ruim?

– Foi por isso que me apaixonei por você.

– Então é bom.

***

– Pai é serio eu tenho que ir pro trabalho, tenho uma reunião importante. – David protestou.

– Aposto que seu chefe não vai se importar se você se atrasar um pouquinho. – George brincou. Ele era o chefe já que era o dono da empresa.

– Ok, que surpresa é essa?

George andou e parou diante de um dos muitos quartos da mansão. – Entre. – Ele disse e David obedeceu. – Sei que você e Mary querem uma casa só pra vocês, mas agora com o bebê pensei que vocês poderiam ficar... Emma ia adorar ter vocês aqui... eu também...

David entrou no quarto meticulosamente decorado para dar conforto a um casal, logo se deteve quando viu o berço posto próximo a cama, ele andou ate lá e não conteve a reação de surpresa ao ver um certo coelhinho branco no meio de todos os outros bichos de pelúcia. – Como...?

– Eu o guardei. Você lembra como andava com ele pra todo canto?

– Lembro... mas nunca pensei que ele ainda existisse.

– Bom, você cresceu e o abandonou então eu o guardei pra mim. Sempre me lembrava o garotinho que corria para mim sempre que tinha um problema. – George tomou o rosto do filho entre as mãos. — Sinto muito por ter deixado de ser seu porto seguro filho...

– Pai, você não precisa...

– Preciso sim. Eu não fui um bom pai pra você, não desde que perdi sua mãe. Foi preciso Emma aparecer em nossas vidas para que eu me desse conta de tudo que fiz de errado. E agora eu só posso pedir a vocês dois mais uma chance. Então, você vai ficar?

David encarou o pai e o abraçou. – Eu vou... vamos ser uma grande família feliz agora.

***

– Z, ela não se arrepende de nada. – Regina disse com as lagrimas correndo o seu rosto. Ela e a irmã tinham acabado de sair do lugar onde cora estava internada.

– Ela está doente Regina. E você sabe... ela nunca foi uma boa pessoa.

– Mas as pessoas mudam, não é? George mudou pelos filhos dele.

– Algumas pessoas mudam, outras não, temos que aprender a aceitar que nem tudo pode ser perfeito. Você tem que aprender a ser feliz com o que tem. E você tem muita coisa Regina, você tem amigos maravilhosos, você tem uma irmã maluca mas que te ama acima de tudo... – As duas sorriram. – e mais importante, você tem Emma, o amor da sua vida. Sabe quantas pessoas matariam pra ter o que vocês tem? Porque não é todo mundo que é agraciado com a sorte de amar e ser amado na mesma medida, irmã. Então... você precisa seguir em frente. Não vamos abandonar nossa mãe, claro, mas temos que aprender a viver nossa vida tendo consciência do que ela é e sempre vai ser, não podemos deixar que isso nos impeça de ser feliz.

– Você tem mesmo que ir embora? – Regina disse abraçando a irmã.

– Alguem tem que cuidar dos negócios da família. E também não é como se eu fosse para outro país, vou estar pertinho. Sempre que precisar de mim é só me ligar e eu estarei de volta pra cuidar da minha irmãzinha.

– Quando precisar de mim também estarei lá por você. – Regina a abraçou mais forte. – Te amo Z.

– Também te amo.

***

– O que você faz fora da cama? Já devia estar dormindo. – Regina disse em tom de repreensão.

– Amor, o medico disse que eu já estou bem.

– É, mas não precisa abusar.

– Eu não vou, prometo. É só que... eu acordei e você não estava do meu lado.

– Como concluiu que eu estaria aqui?

– Você sempre vem pra cá. Já esqueceu que foi aqui que eu te encontrei quando voltei de Londres. Que foi aqui que fizemos as pazes.

– Eu nunca vou esquecer aquela noite... – Regina andou ate Emma e pôs a mão sobre onde a garota havia sido machucada, onde agora uma cicatriz ficava. – eu quase perdi você...

– Quase, mas não perdeu. – Emma encarou a morena, podia ver a aflição clara em seu rosto. – O que está te incomodando? Sei que você está diferente desde que isso aconteceu... pensei em esperar que você decidisse me contar, mas... não consigo te ver aflita assim.

– Emma... minha mãe quase matou você... – Regina disse não contendo mais as lagrimas. – Eu nunca vou me perdoar por isso...

– Se perdoar? Você não fez nada meu amor.

– Mas isso aconteceu por minha causa... você não entende? Se eu não tivesse voltado com você isso nunca teria acontecido.

– Se você não tivesse voltado comigo ia doer muito mais do que isso. – Emma disse indicando para o machucado. – Regina, eu não me arrependo de nada do que fiz pra ficar com você, passaria por tudo de novo se fosse necessário. Ficar com você foi uma escolha minha e só eu posso arcar com as consequências disso. O que aconteceu com sua mãe não foi sua culpa, meu amor, ela não estava bem... e você não podia ter feito nada pra impedir isso.

– Ainda assim eu sinto muito...

– Sei que sente, eu também sinto... não queria que as coisas fossem assim, mas elas são. E... eu perdoo Cora por isso, porque apesar de tudo ela é a mãe da mulher que eu amo... e meu amor por você é maior do que tudo, maior do que qualquer ressentimentos que eu possa ter.

– Em... – Regina a abraçou com cuidado para não machucá-la.

Emma tomou o rosto da morena e a beijou delicadamente. – Agora que deixamos tudo isso pra trás, que tal me deixar te fazer feliz como eu disse que faria?

– Você já me faz feliz meu amor.

– Mas eu quero fazer mais ainda. Sabe... eu estive pensando, David e Mary vão ter uma bebê...

– E?

– E... eu quero um bebê também, com você. Imagina nossa filha crescendo junto com a do meu irmão, ia ser...

– Perfeito. – Regina completou.

Emma sorriu. – Isso quer dizer...

– Que eu também quero um filho com você, que eu quero tudo com você. Lembra que eu te disse que teríamos tudo?

– Parece que isso foi há tanto tempo...

– Mas ainda é verdade, quero cuidar de você e te dar uma família. Ou no caso aumentar a sua família agora.

– Vamos mesmo fazer isso?

– Claro que vamos, mas primeiro... – Regina enfiou a mão no bolso e dele tirou dois anéis. – Eu venho guardando isso por um bom tempo, esperando o momento perfeito, mas agora eu percebo que poderia ter sido a qualquer momento, contanto que fosse você... eu não quero esperar, não quero mais arriscar te perder, quero que seja minha pra eternidade...

– Por quanto tempo vem guardando isso? – Os olhos de Emma brilhavam entre as lagrimas.

– Desde que você se mudou pro meu apartamento .

– Todo esse tempo?

– Todo esse tempo... sempre soube que era você Emma. Que era com você com quem eu queria construir uma vida. Que daríamos um jeito de ficar juntas no final... Eu sei que foi você quem pediu primeiro, mas me dê a satisfação de te pedir para ser minha mulher. – Regina encarou Emma em expectativa.

– Tudo que eu mais quero nessa vida é ser a sua mulher. – Emma respondeu e as duas trocaram as alianças.

Regina pegou a loira pela cintura e a beijou, beijar Emma era um caminho tão conhecido e ainda assim sempre a deixava no mesmo estado de ansiedade, como se fosse a primeira vez. – Finalmente... – a morena disse com um sussurro.

– Finalmente?

– Finalmente nosso amor venceu, minha menina.

FIM

Notas finais
Nossa historia acabou, espero que o final tenha atendido todas as expectativas de vocês. Eu deixei o curso da vida das duas meio em aberto, porque uma historia de amor realmente nunca acaba, o que importa é que vocês sabem que elas vão ficar juntas e construir a familia que tanto queriam. Queria agradecer todos que acompanharam a fic ate aqui e a todos que sempre acompanham minhas fics. Não vou dizer que não vou escrever mais fics, mas provavelmente não terei muito tempo pra isso, ja que vou começar uma nova facul e tambem estou trabalhando, mas prometo pra vocês que se tiver tempo aparecerei aqui com uma nova historia, nem que sejam apenas one shots. Não pretendo abandonar o mundo das fics, só não vou poder ser muito frequente como antes, espero que entendam. Então é isso minhas meninas, beijinhos e ate a próxima historia.
Você chegou ao fim do livro. Parabéns!