Notas iniciais
Oi meus amores! Então quero agradecer de coração todas as recomendações lindíssimas. Paula Luize e Marie Parrilla Rivera o capitulo vai pra vocês, mas de ante mão ja vou pedindo desculpas por ser um capitulo assim '-' sorry

– A que devo a honra dessa visita? – Jessica disse com divertimento.

Regina se manteve impassível. – Posso te fazer uma pergunta?

– Todas que quiser promotora. – A juíza brincou. – Aliás, sente-se.

Regina se sentou na cadeira diante da mesa da ruiva. – Eu consegui esse cargo por mérito da minha entrevista e das minhas qualificações ou porque minha mãe é amiga do prefeito?

Jessica ergueu a sobrancelha. – Você não me conhece bem, Regina, mas ainda vai. E vai descobrir que eu só trabalho com os melhores. Então, se você conseguiu o cargo é porque merece.

– Ótimo. – Disse se levantando.

– Espere um pouco... – Jessica disse levantando e alcançando Regina antes que ela chegasse a porta de sua sala. – Vai ter um jantar de comemoração com todo o pessoal da nossa nova equipe na casa do prefeito na sexta a noite. Você também está convidada.

– Eu não sei se vou poder ir.

– Creio que o prefeito receberia como um gesto de bom grado se toda a minha equipe comparecesse.

– Ok, Jessica... nós temos nos tratado ate agora como se nada tivesse acontecido...

– Nada aconteceu Regina. – A ruiva interrompeu.

– Minha namorada e você saíram no tapa. Se isso não é nada não sei o que é.

–Ah sim... a loirinha valente. – Jessica sorriu com a memória. – Então ela é mesmo sua namorada?

– Sim, estamos morando juntas e eu não acho que ela vá gostar da ideia de eu sair pra jantar com você.

– Sabe, Regina, olhando assim pra você nunca ia imaginar que é do tipo que pede permissão. E alem disso o jantar não é comigo é com todo mundo. Se eu convidasse você pra jantar comigo pode ter certeza que seria porque sua namoradinha já estava totalmente fora da jogada. Então, você pode ou não ir, meu conselho é que você vá. Manter boas relações é sempre bom pra quem tem cargos como os nossos

Regina a encarou por um minuto em silencio. – Eu vou pensar.

***

– Você pode ficar... se quiser... – Mary disse timidamente. – Ruby vai virar a noite com o grupo de estudos dela, eles tem simulação de júri amanhã.

– Essa é a melhor noticia que eu recebi hoje. – David sorriu e passou o braço em volta de Mary. – Se eu pudesse ficaria toda noite. Mas ai talvez você enjoasse de mim.

– Nunca vou enjoar de você. – Mary sorriu e ficou na ponta dos pés para plantar um beijo no rosto de David.

Ele encarou a garota a sua frente, nunca tinha achado que podia amar alguém como amava Mary. – Posso te dizer uma loucura?

– Geralmente é só o que você diz. – Mary brincou.

– Mas essa é uma loucura seria.

– Ok, o que é? Já estou ficando curiosa.

– Você vai se formar no final do ano não é?

– Sim.

– Você... – David disse colocando a mão dentro do bolso da jaqueta e tirando de lá uma caixinha. – cometeria a loucura de se casar comigo depois disso?

Mary nunca podia imaginar que aquilo iria acontecer, não naquela noite, não tão rápido. – David... – disse nervosa, suas mãos tremiam visivelmente. – eu não sei o que dizer...

– Um sim seria ótimo.

– Isso foi tão rápido, eu...

– Sei que é cedo, mas... eu não tenho duvida alguma de que você é a mulher da minha vida. Eu ia esperar ate sua formatura, mas... eu simplesmente não consegui mais me conter. – David alcançou a mão de Mary com a sua. – Eu te amo e você me faria o homem mais sortudo do mundo se aceitasse todo o amor que eu tenho pra te dar. Porque eu prometo que vou te amar cada dia mais e mais, Mary. Porque você é a razão de eu saber o que é realmente amar.

Uma lagrima silenciosa corria o rosto da garota. – Sim... – sua voz era fraca.

O sorriso de David se iluminou e ele a puxou para os seus braços, selando seus lábios aos delas. Os dois se afastaram ofegantes o olhar que deram um ao outro valia mais que tudo, era aquele olhar que dizia “nossa, finalmente encontrei o meu destino”.

David se ajoelhou diante da mulher que amava, tomando sua mão e colocando o anel nela. Ele a encarou de baixo pra cima e com o olha fixo nela. – Que te faça minha, porque eu já sou completamente seu.

– Eu já sou completamente sua. Desde o primeiro instante eu soube que era você.

David sorriu eufórico, ficou de pé e ergueu Mary em um abraço, rodando-a do ar ao tempo que sorria e dizia. – Você é minha... minha....

***

– Isso é serio Ruby? – Belle sorriu, tinha passado na faculdade pra pegar a garota para almoçarem juntas. – Você está mesmo chateada porque sua media no júri simulado foi 9.7?

– Não... eu só não gostei. – Ruby disse emburrada.

– O professor Kent foi meu professor também, sei o quanto ele é exigente e essa sua nota é praticamente a nota máxima que alguém consegue com ele, porque eu juro pra você que o homem deve ter alguma alergia a dar 10 para alunos. Acho que nunca aconteceu.

– É que nós nos esforçamos tanto.

– Eu sei querida. – Belle pôs sua mão sob a de Ruby que estava em cima da mesa. – Mas você foi bem. Alias, muito bem.

Ruby desviou seu olhar do de Belle, encarando suas mãos juntas, um leve sorriso se formou em seus lábios, estar com Belle parecia tão certo, tão seguro e bem diferente de tudo que já havia experimentado antes. Moveu sua mão encaixando seus dedos aos de Belle perfeitamente.

– Ficam bem juntas não é? – Belle disse em um tom doce e quando Ruby voltou seu olhar pro dela, viu que ela a observava com adoração.

– Sim, ficam.

Belle levou a mão de Ruby aos lábios e se demorou a depositar um beijo nela enquanto seu olhar era fixo no da garota, como se quisesse que Ruby conseguisse ler cada mínimo pensamento seu sobre ela.

– Você sabe que só precisa me dizer duas palavra, não sabe? Porque eu quero você, Ruby, estou aqui apenas esperando você me querer de volta.

***

– Emma, por favor, diga alguma coisa. – Regina disse aflita depois que contou a namorada sobre o jantar e sobre Jessica.

– Porque você esperou a semana inteira pra me dizer isso? Porque não me disse que era ela?

– Porque eu sabia que você não ia gostar, sabia que você ia reagir exatamente assim.

– Bom, mas já que você ficou no emprego de qualquer jeito, acho que já fez sua escolha. A escolha de não se importar com o que eu acho.

– Emma... eu estou te contando agora porque eu queria ver como era trabalhar, queria ver se não teríamos nenhum conflito. E só pra você saber Jessica é muito profissional, nunca teria mencionado o que aconteceu se eu mesma não tivesse falado.

– Pelo que eu vejo você já virou fã dela, não é? – O ciúme fez Emma soar mais zangada do que queria.

– Emma, não faça isso de novo. – Regina usou um tom de advertência que fez Emma a encarar surpresa. – Eu te amo, dei meu coração pra você, mas não posso te dar quem eu sou.

– O que quer dizer com isso?

– Que eu te amo, mas não vou viver minha vida em função do que você quer que eu faça ou não.

– Você acha que eu estou tentando controlar você? – A loira sorriu sem nenhum humor.

– É o que parece.

– Você não entende não é? Não sou em quem está tentando te controlar aqui! – Emma quase gritava, a frustração a deixava nervosa.

– Emma, se você vai dizer que a minha mãe armou tudo isso...

– Você acha mesmo que não? Ela te arruma um emprego perfeito e quando você chega lá justo a garota com quem você quase ficou está lá te esperando.

– Ela não tinha como saber disso. Foi só uma coincidência do destino. E alem disso, eu já disse que está tudo bem entre Jessica e eu.

Emma sacudiu a cabeça negativamente. – Zelena estava certa em me dizer pra ter cuidado com a sua mãe. Você é sempre assim? Sempre deixa ela te levar pelo caminho que ela quer?

– A única pessoa que eu estou vendo aqui tentando controlar o caminho que eu sigo é você, Emma. Eu larguei tudo que eu tinha construído na minha vida por você, pra provar que eu te amava. E parece que nem isso é o suficiente.

– Eu nunca te pedi pra fazer isso.

– A questão é essa. Você não precisou pedir, eu fiz porque eu te amo. E amar, por mais que as pessoas não saibam disso, é fazer sacrifícios por quem a gente ama.

– No fim sua mãe estava certa, não é? Você vai sempre me ver como a culpada por você ter tido que abandonar seu emprego.

– Droga, Emma! Nem era sobre isso que estávamos falando. Estamos falando sobre agora.

– Não Regina, estamos falando sobre tudo. Temos que falar sobre tudo. Não adiantar fingirmos que nada aconteceu e ficar aqui vivendo nesse frágil mundinho de contos de fadas. Temos que ser realistas e falar sobre os nossos problemas.

– Você quer ser realista? Pois aqui vai o único problema que nós temos desde sempre, Emma. Eu me entreguei completamente ao nosso amor, mas você... você não sabe como se entregar, como confiar. E alguém assim não pode manter uma relação por muito tempo, porque confiança é tudo que nós temos para sustentar o nosso amor.

– Está dizendo que não vamos durar muito tempo? – A voz de Emma tremia e saia esganiçada pelo se desespero.

– Estou dizendo que tenho medo que isso aconteça. – Regina soou cansada.

– Eu não... não posso me impedir de ter ciúmes de você.

– E eu não posso permitir que isso limite minha vida.

– Então, eu não sei como podemos lidar com isso.

– Talvez devêssemos dar um tempo. – Regina só se deu conta do peso daquelas palavras depois que já havia as dito.

– Não! – Emma disse agora completamente desesperada. – Não quero ficar longe de você... não posso... – Seu rosto estava completamente tomado de lagrimas.

Regina também chorava. – Talvez seja bom... você é só uma garota, Emma, ainda precisa aprender muita coisa...

– Eu ser só uma garota nunca foi um problema antes.

–Eu não vi que era. Esperei que você agisse como uma mulher, mas você ainda é uma menina.

Aquelas palavras atingiram Emma em cheio. – Não pode me punir por isso... eu prometo que eu vou amadurecer. Vou aprender a confiar. – o medo agora tomava conta dela.

– Claro que vai. Mas você só vai fazer isso certo se fizer por você e não por mim. Você estava certa, estávamos vivendo um frágil conto de fadas. E você sabe bem o que acontece com coisas frágeis.

– Está terminando comigo?

– Estou te deixando livre.

– Eu nunca vou ser livre. Eu pertenço a você.

– Ai é que está... – Regina se aproximou de Emma e plantou um beijo em sua testa. – Você não devia pertencer a ninguém alem de si mesma.

– Você disse que era minha...

– De certo modo eu sou, porque meu coração é seu, mas... ainda sou dona de todo o resto. E não posso ser sua o tempo inteiro, não é assim que a vida funciona. Sinto muito...

Emma a encarou sem saber o que dizer, uma mistura de raiva e tristeza tomando conta dela. – Você tem certeza?

– Acho que é o melhor.

Emma não disse mais nada, foi ate o quarto e começou a enfiar suas coisas dentro da mochila. Quando ela passou pela sala Regina não estava mais lá, o que foi um alivio para a garota, pois não sabia se teria forças para ir se a visse mais uma vez.

***

– Foi horrível... – Regina disse as lagrimas. – Tudo de ruim que aconteceu com a gente veio a tona nessa briga... Z, eu não sei se vai ter volta.

Zelena puxou a irmã para os seus braços. – Devia ter falado com ela sobre a garota logo no inicio.

– Você está do lado dela agora?

– Não, não estou do lado de ninguém, porque as duas estão erradas e certas.

Regina a encarou sem entender. – O que quer dizer?

– Você está certa por não querer deixar Emma controlar sua vida, mas está errada por não ter tratado esse assunto como devia. E alem disso, você deu margem pra que Emma achasse que você faria qualquer coisa que ela quisesse. Você desistiu de tudo por ela, Regina. Emma é muito jovem pra entender que não vai ser sempre assim.

– Agora a culpa é minha?

– Não. Ela também está errada por ter tanto ciúme e não confiar em você, mas ela te ama tanto que eu quase consigo entender o medo dela. Imagina como é pra ela imaginar você todos os dias com uma mulher linda, interessante, da sua idade e que já demonstrou interesse por você.

– Ela devia saber que eu a amo e confiar em mim.

– Devia, mas ela não consegue, porque ela vê essa situação exatamente como eu vejo. Nossa mãe fez isso acontecer Regina, por mais que você não queira acreditar. Quais eram as chances de você acabar exatamente trabalhando com Jessica?

– Isso é impossível, ela não tinha como saber sobre ela.

– Como ela soube sobre você e Emma?

Regina fechou os olhos e apertou a ponte entre eles. – Ela mandou me vigiarem. Você acha que ela ainda faz isso?

– Tenho absoluta certeza. Cora tem uma obsessão nada saudável por você, irmãzinha.

– Ela é nossa mãe, não fale assim.

– Ela é doente Regina.

– Mas qual é o ponto de eu terminar com Emma e ficar com Jessica? Ela é uma mulher também.

– Eu acho que nossa querida mamãe já superou o preconceito e está mais preocupada em tirar Emma da sua vida de qualquer jeito.

– Por que?

– Porque Emma é a única que fez você ir contra as vontades dela.

***

– Então, eu disse que ela podia ficar. – Ruby disse a Mary depois que contou toda a historia sobre a briga de Emma e Regina.

– Tudo bem, você fez bem. – As duas estavam do lado de fora do dormitório e Emma estava la dentro, tinha conseguido dormir depois de muitas lagrimas.

– Eu vou ligar pro David.

– Emma disse que não quer ver ninguém.

– Não vou ligar pra ele vir falar com ela, no lugar dela também não ia quere ver ninguém. Vou ligar pra ele vir pegar, vou ficar com ele, acho que não cabe nós três nesse quarto.

– Hummm entendi. – Ruby disse em um tom malicioso. – Vai “dormir” com o namorado.

Mary ficou vermelha. – Ruby!

– Ta certo, não precisa ficar vermelha.

– Posso te contar uma coisa?

– Claro.

– Não sei se foi a melhor hora visto o que aconteceu com Emma e Regina, mas aconteceu uma coisa...

– Fala logo, ta me deixando curiosa.

– David me pediu em casamento. – Mary disse de um fôlego só. – Não vamos casar agora, claro, só depois da formatura vamos pensar nisso.

– Amiga, parabéns! — Ruby disse puxando Mary para abraçá-la. – Ai meu deus, nunca pensei que isso ia acontecer tão rápido!

– Nem eu. – Mary sorriu.

– Já que estamos no clima de confissões. Também tenho uma coisa pra te contar.

– O que?

– Acho que estou apaixonada. Não aconteceu nada ainda, mas... Belle é tão incrível, eu adoro ficar com ela, nunca parece ser tempo suficiente quando estamos juntas. E aquele sorriso, parece que eu tenho vivido só pra ver aquele sorriso. Você acha que isso é loucura?

– Claro que não. Só não sei porque você ainda não se permitiu viver isso.

– Tenho um pouco de medo. É tudo tão novo.

– E daí? Você nunca teve medo de se arriscar antes. Por que vai ter agora? Logo agora que o único risco que corre é o de alcançar sua felicidade.

– Você ta certa. Eu preciso me permitir viver isso. – Disse como uma resolução. – É errado a gente estar tão feliz enquanto nossa amiga ta sofrendo tanto?

– Não, tenho certeza que Emma vai ficar feliz por nós. E alem disso, tenho certeza que as coias entre ela e Regina vão se resolver, não teria sentido se depois de tudo pelo que passaram não acabassem juntas. O amor delas é forte e vai passar por isso também.

Notas finais
Confesso que estava com medo de postar esse capitulo, maaas tinha que ser feito, então não me batam #semagressãocomaautora haha 1° Assim não vou me explicar quanto a briga de Emma e Regina porque ficou bem claro, tudo foi jogado na mesa e vocês sabem que todo relacionamento passa por momentos assim. 2° Quanto ao casamento de David e Mary, vocês podem estar tipo "mas ja?" Bom, eles não vão casar exatamente agora, mas venhamos e convenhamos nós e eles também sabem que foram feitos para ficarem juntos, então acho digno ficarem noivos. 3° Quanto a Ruby e Belle, só peço calma. Tenham em mente que tudo é novo pra ela. E essa descoberta de que ela acha que está apaixonada ja é um grande passo. Então é isso, ate a proxima. Evil kisses