Wicked Game
1 Capítulo 1
Notas iniciais
-Ok Emma, não fique nervosa. Esse é só o começo de sua nova vida. – Emma disse para si mesma antes de entrar em seu dormitório da faculdade. Ao contrario da maioria das garotas ali não tinha pais para se despedir quando deixou a casa, só uma velha senhora que cuidava de adolescentes ate que eles atingissem a maio idade.
O quarto era reconfortante, mas um pouco imparcial demais para o gosto de Emma, branco predominava no local. Ela jogou sua mochila em um canto e começou a arrumar suas coisas, que não eram muitas, por isso logo o trabalho terminou e a loira se pegou deitada na cama encarando o teto e pensando sobre tudo que lhe aguardava ali.
- Oi! – Uma menina de longos cabelos pretos e mechas vermelhas entrou no quarto sem bater. – Você deve ser minha colega de quarto. Meu nome é Ruby! – Disse animada demais pro gosto de Emma.
- Emma Swan. – Emma estendeu a mão para cumprimentá-la.
Ruby desandou a falar sobre sua vida e como era bom finalmente sair da aba da sua avó e ser um pouco livre. Concluiu logo que ela e Emma seriam grandes amigas e que naquela noite tinham que comemorar o primeiro dia do resto de suas vidas.
Emma não gostou muito da ideia a princípio, mas no final era melhor que passar a noite se preocupando. Sendo assim ao cair da noite se juntaram ao grupo de calouros que fazia a festa no meio do campo de futebol da escola.
- Você vai amar isso! – Ruby disse animada arrastando a amiga pelo meio das pessoas. Emma podia jurar que foi apresentada pra todo mundo da faculdade naquela noite e que dançou todas as musicas já escritas. Quando viu Ruby aos beijos com um cara desconhecido, decidiu que era hora de encerrar a noite.
Ao contrario do campo de futebol os jardins que levavam aos dormitórios estavam silenciosos e quase completamente vazios, exceto pela figura intrigante que Emma parou para observar de longe. A loira observou a mulher morena que estava sentada em um banco debaixo de uma enorme arvore antiga, ela lia um livro e nem se dava conta da presença de outra pessoa ali.
Emma daria qualquer coisa pra saber o nome daquela mulher, como alguém podia ser tão charmosa e encantadora daquele jeito apenas sentada e lendo um livro?
- Professora Mills. – Uma voz desconhecida quase fez Emma ter um ataque cardíaco. Ela se virou e deu de cara com uma garota da sua idade mais ou menos, talvez um ou dois anos mais velha.
- Ela é uma professora? – Disse depois do susto.
- A mais brilhante delas. Apenas acabou de terminar sua tese de mestrado e já conseguiu um emprego aqui.
- Ela deve ser mesmo incrível.
- Ela é, foi minha professora no semestre passado.
- E você é? – Emma lembrou de perguntar, embora não conseguisse tirar os olhos da professora Mills.
- Mary Margaret. Aluna de direito no semestre passado, mas agora estou em historia da arte, não que meus pais saibam disso claro.
- Claro. – Emma sorriu. – Emma Swan. Então a professora Mills da aula no curso de direito?
- Sim.
- Bom. – Emma não conteve o sorrisinho.
- Eu tenho que ir, nos vemos por ai Emma.
- Foi um prazer conhecer você, Mary.
Emma sabia que seus velhos truques de maior pegadora da escola não funcionariam com aquela mulher, muito menos se ela soubesse que ela era uma aluna caloura. Então decidiu arriscar suas chances, mesmo que isso fosse lhe causar problemas futuros. A loira prendeu o cabelo, colocou os seus óculos e deixou sua jaqueta de couro de lado e então foi em direção a mulher que tanto a tinha encantado.
A loira não disse nada apenas sentou ao lado de morena, que logo fechou seu livro e a encarou. – Posso ajudá-la?
- Não, eu só terminei um encontro com o meu orientador do mestrado e decidi dar uma volta pelo campus, claro que não esperava encontrar aquela loucura que está no campo de futebol.
- Ah claro, hoje é dia de chegada dos calouros. O dia mais empolgante da vida. – A morena sorriu. – Eu entendo o lado deles, são só crianças se sentindo livres pela primeira vez, você deve lembrar como é isso.
- Lembro como se fosse hoje. – Emma mordeu o lábio reprimindo um sorrisinho por sua piada para si mesma. – E você o que faz aqui tão tarde?
- Eu moro aqui.
- Você é uma aluna de graduação?
- Não, não, sou uma professora, nós temos dormitórios na faculdade também se quisermos. A maioria não usa, mas eu gosto daqui, sempre foi como uma casa pra mim. O que faz ser estranho eu nunca ter visto você aqui antes.
- Bom, eu transferi meu curso a pouco pra cá.
- Hum... e quem é o seu orientador?
- Meu orientador? – Emma ficou nervosa, não sabia o nome de professor algum ainda. – Não estraguemos uma noite tão agradável falando sobre ele. Porque você não me diz o seu nome, porque você ainda não fez isso.
- Nem você me disse o seu.
- Você é do tipo desconfiada não é? Bom, meu nome é Emma Swan.
- Um prazer Emma, meu nome é Regina Mills.
- Regina. – Emma repetiu o nome como se fosse uma melodia. – Seu nome significa rainha. – concluiu.
- Sim. – Regina sorriu.
- Você parece mesmo uma. – Emma disse tomando a mão de Regina com e sua e plantando um beijo nela. – Rainha Regina, você me permite ser sua humilde serva esta noite?
Regina ergueu a sobrancelha surpresa. – Se eu não soubesse diria que está me cantando, senhorita Swan.
- Eu poderia estar se achasse que tinha alguma chance. – Emma disse olhando fixamente os olhos castanhos da morena.
- Pare com isso. – Regina disse desviando o olhar. – Eu não...
- Nunca foi cantada por uma mulher antes?
- Não... eu... nunca nem pensei nisso.
- Você está ficando vermelha? – Emma tomou o rosto da morena em suas mãos, fazendo com que ela a encarasse. – Não pensei que fosse tímida.
- E eu não sou.
- Então, olhe pra mim e diga que não está nem um pouco tentada a ser minha rainha esta noite.
- Senhorita Swan eu mal a conheço... eu...
- Mas já fica nervosa quando eu me aproximo de você e sua pele se arrepia quando eu a toco. – Disse deslizando o dedo pelo braço da morena. Emma sabia que estava jogando pesado, que talvez amanhã fosse se arrepender disso, mas tinha que ter aquela mulher, pelo menos uma vez, mesmo que depois Regina a odiasse quando descobrisse que era sua professora.
- Isso não é justo...
- O que não é justo é você se impedir de experimentar o que tanto está te deixando com vontade. Vamos Regina, se permita... pelo menos uma vez.
Então Regina se entregou ao beijo tórrido que a loira lhe deu, cheio de luxuria e desejo. Emma era do tipo que não desperdiçava uma chance quando a via, mesmo que isso lhe custasse caro, como parecia ser o caso ali. Mesmo assim valeria a pena.
- Podemos usar o seu dormitório? – A loira disse ofegante enquanto passava os lábios pelo pescoço da morena.
Regina sabia que era uma loucura, uma aventura inconsequente, mas ela precisava disso, vinha se prendendo por tanto tempo e Emma tinha simplesmente aparecido magicamente com um caminho para que ela se libertasse. Ela não iria desperdiçar isso, pelo menos uma noite se arriscaria como todos diziam que ela não era capaz de fazer.
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