Wicked Game
19 Capítulo 19
Notas iniciais
– Você tem sorte senhorita Swan, por seu pai ser um homem tão influente. Caso contrario uma suspensão não ficaria nada bem em seu histórico. – O reitor disse muito serio.
– Meu pai? Ah George.
– Sim, George Nichols é um dos nossos melhores colaboradores e não ficaria bem para nossas relações suspender a filha dele. Então você vai receber apenas uma advertência.
– E o que vai acontecer com a Regina.
– Acredito que não seja da sua conta o que vai acontecer com a professora Mills.
Emma deu de ombros. – Ela vai me contar mesmo. Então é só isso? Eu posso ir?
– Sim, Emma, você pode ir. Mas agradeça seu pai por isso.
– Pelo menos pra alguma coisa ele serviu. – A garota não conteve o comentário e então saiu da sala.
***
– Mills, você é uma figura mesmo, todo esse tempo sendo certinha e quando decide se rebelar, começa logo com uma grande loucura. – David disse pra Regina enquanto eles recolhiam as coisas dela do quarto na faculdade.
– Eu estava cansada David. E... eu não podia deixar Emma achar que eu me importo mais com as aparências do que com ela.
– Bom, pelo menos vocês estão livres agora.
– E você também.
– Falando nisso, eu ia esperar pra contar quando Emma chegasse, mas não consigo me segurar. Eu pedi Mary que namorasse comigo e ela disse sim.
– Nossa e eu aqui achando que ela era inteligente. – Regina zoou.
– Ei!
– To brincando. – Regina foi ate o amigo e o abraçou. – Parabéns! Fico feliz que finalmente você encontrou alguém pra por esse coração no lugar.
– Eu nem acredito na sorte que tive por encontrar Mary.
– Agora você sabe como me sinto com Emma.
***
– Você acha que venceu não é? – Emma não precisou se virar pra ver que era Cora atrás dela.
– Oi sogrinha. – Disse com a cara mais sínica possível. Achou que a mulher fosse arrancar seu pescoço ali mesmo.
– Você sabia que Regina foi convidada a se retirar do corpo docente da faculdade?
Emma recuou. – Não. – sua voz não era mais tão confiante. Achou que por sua punição ser quase inexistente a de Regina seria da mesma forma.
– Pois é, por sua causa ela perdeu a coisa que mais amava fazer. Emma, eu tentei tirar Regina desta faculdade por anos, mas ela nunca quis fazer nada alem de ensinar aqui, era o sonho dela realizado e ela teve que desistir disso pra ficar com você.
– Eu nunca pedi isso a ela. – Emma se sentia a beira das lagrimas, mas se recusava a chorar na frente de Cora.
– Claro que não, você nem precisou, manipulou ela direitinho. Você é esperta garota.
– Eu não...
– É claro que ela vai dizer que não se importa agora. Mas no fundo você sempre vai saber que importa e que foi sua culpa.
Emma ia abrir a boca pra falar, quando David se aproximou das duas. – Cora, o que faz aqui? – Disse com seu tom insolente de sempre.
– Só vim ver se minha filha está bem depois de ter que abandonar o emprego.
– Ela está ótima! Acabei de falar com ela, nos pegamos suas coisas e levamos pro carro e ela foi pro novo apartamento. Alias... – disse se virando pra Emma. – Ela pediu que você encontrasse com ela lá, disse que ia mandar o endereço por mensagem.
– E você sabe onde fica esse apartamento? – Cora quis saber.
– Claro que sei. – David sorriu. – Sou o melhor amigo dela.
– Pode me levar ate lá?
– Acho que se ela quisesse que você fosse lá tinha te dado o endereço, não é?
Cora se controlou para não dar um tapa na cara daquele garoto petulante. – Pois bem, já que ela não está aqui vou embora. – Disse dando as costas para os irmãos.
– Você está bem? – David disse assim que a mulher desapareceu de vista.
– Estou.
David sabia que era mentira, mas não contestou a irmã. – Você foi expulsa?
– Não, eu nem mesmo fui suspensa. Só recebi uma advertência. Devo isso ao nosso pai.
– O nome Nichols serve bem às vezes, Emma. Você ainda vai aprender isso.
– Eu não quero aprender. Não quero usar esse nome. Nem você o usa, porque eu usaria?
– Bom, eu costumava usar, me tirou de muita enrascada.
– Então você cresceu e descobriu que era idiota ser um filhinho de papai?
– Não, descobri que as pessoas não respeitavam meu nome, tinham medo dele. E isso é horrível.
– Mais um motivo para eu não usá-lo.
– Agora vamos, vou te levar ate a sua namorada. Não tenho nada melhor pra fazer mesmo, já que a minha namorada está ocupada.
– Sua namorada? Ai meu deus! Você e Mary?
– Sim.
– Awwn irmãozinho. – Emma pulou se abraçando ao pescoço de David e os dois começaram a sorrir. – Sabia que você no final era um coração mole como sua irmã.
***
Quando Regina abriu a porta para receber Emma sabia que algo não estava certo. – Diga que você não foi expulsa.
– Eu não fui. Mas você foi. – Emma não conseguiu mais conter suas lagrimas. – Eu não queria isso... me desculpe... me desculpe... – disse se abraçando a Regina.
– Por que está se desculpando se você não fez nada? Foi escolha minha, Emma, eu sabia muito bem o que ia acontecer.
– Você não devia ter feito isso... não queria que perdesse a coisa que mais ama.
– E eu não perdi. A coisa que eu mais amo é você, minha menina. – Regina tomou o rosto da garota entre as mãos, fazendo com que ela encarasse-a. – Escuta bem. Eu não me arrependo de nada. Ta entendendo?
– Você não se arrepende agora, mas um dia vai se arrepender.
– Eu só me arrependeria um dia se você não valesse a pena, mas eu sei que vale. Sei que é com você que eu quero ficar o resto da minha vida. Trabalho é só uma coisa Emma, mas o que eu sinto por você nem pode ser classificado e isso está acima de tudo.
– Tenho tanto medo que um dia perceba que eu não sou tão importante assim...
– Sua boba, acha mesmo que algum dia eu vou conseguir te amar menos, te achar menos importante. Isso nunca vai acontecer. Você é o amor da minha vida. – Regina disse a ultima frase compassadamente.
Emma conseguiu sorrir, mais calma agora, então abraçou a morena e se pudesse não a soltaria nunca mais.
– Agora vem, vem conhecer nossa casa.
– Nossa?
– Claro. Não ta achando que eu vou te deixar morar na faculdade ou na casa dos Nichols não é? Como se eu conseguisse passar alguma noite longe de você.
– Ta me convidando pra gente morar juntas?
– Não, estou dizendo que nós vamos morar juntas. Você não tem nenhuma escolha.
Emma sorriu, agora genuinamente. – Eu vou amar morar com você, como eu amo fazer tudo com você.
Depois do jantar as duas decidiram terminar o dia cheio de emoções assistindo um filme juntinhas no sofá. – Tem alguma coisa mais gostosa do que ficar assim agarradinho com quem a gente ama? – Emma disse toda dengosa enquanto se acomodava melhor nos braços de Regina.
– Pra mim não tem nada melhor, minha menina. – A advogada apertou mais a garota em seus braços. – Você vai adorar esse filme, sabia?
– É sobre o que?
– Sobre uma escritora, que se apaixona por uma fotografa, só que a fotografa é casada com um pastor.
– Nossa, eu tava aqui achando que nossa historia era complicada. Como é o nome desse filme?
– Elena Undone.
Quando o filme terminou Regina não conseguiu se impedir de sorrir. – Mas minha menina ta muito chorona hoje. – Disse com a voz doce e plantou vários beijinhos pelo rosto de Emma, que ao final do filme estava chorando feito uma garotinha.
– É tão lindo.
– Sei que é, sabia que você ia gostar.
Emma se inclinou, se afastando um pouco e encarando Regina, seu olhar serio. – Faça amor comigo, Regina. – Usou exatamente a mesma frase do filme de propósito.
Regina sorriu e a pegou pela cintura e inverteu a posição dos seus corpos, ficando por cima de Emma e então as duas fizeram amor ali mesmo, da forma mais delicada e sublime possível.
A morena desabou nos braços do loira que a acolheu com um abraço. — Me diz que a gente vai ser feliz assim pra sempre. — Emma pediu.
– Nós vamos. Podemos brigar, pode acontecer qualquer coisa, mas no final do dia eu tenho certeza que é para os seus braços que eu vou querer voltar.
– Promete?
– Prometo.
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