Wicked Game
12 Capítulo 12
Notas iniciais
Regina estava com um humor terrível o dia inteiro. A turma inteira deu um suspiro de alivio quando chegaram ao final do horário.
– Droga Emma. – Ruby resmungou. – Você que apronta e a gente que sofre as consequências. Achei que ela ia arrancar a cabeça de alguém hoje.
Emma sorriu. – Ela está danada de raiva por que não consegue parar de pensar no nosso beijo de ontem. De pensar que quer mais.
Ruby revirou os olhos. – E você está muito satisfeita não é? Só esqueceu que vamos ter que aguentar ela ainda o resto da noite.
– Ah eu não esqueci dessa noite nem por um segundo.
Ruby ergueu a sobrancelha. – Tenho medo quando você faz essa cara.
– Você vai ter que me ajudar.
– Emma, o que você vai fazer sua maluca?
– Você vai descobrir.
***
Ruby quase não acreditou na cara de pau de Emma puxando uma conversa nada apropriada com Regina assim que ela chegou na sala, mas isso lhe deu tempo para por o plano em pratica, pois a professora tinha largado a bolsa sobre o sofá.
A garota de mechas vermelhas pegou a chave da sala e enfiou no bolso. Logo Regina encerrou a discussão com Emma e as duas começaram a trabalhar. O silencio na sala era pesado, cada segundo parecia se arrastar e a ansiedade de Emma só crescia.
***
– Droga, a maluca da Emma ainda vai me meter em problemas. – Ruby disse para si mesma antes de trancar a sala de Regina com a professora e a aluna dentro.
***
– Isso só pode ser brincadeira. – Regina disse irritada, ela começou a revirar a bolsa atrás da chave, mas não estava lá. – Estamos trancadas. – ela disse se virando pra Emma.
– Você tem o numero do cara da portaria? – Emma disse com ar inocente.
– Não. – Regina disse desabando no sofá.
– Não tem ninguém que você possa ligar pra vir tirar a gente daqui? – Emma disse cruzando os dedos pra que não tivesse.
– Claro que tem! – Regina disse animada. – A Ruby. – Ela pegou o celular discou pra garota. – Está desligado.
Emma deu um sorrisinho triunfante e sentou ao lado de Regina. – É, acho que vamos ter que passar a noite aqui.
Regina a encarou e então balançou a cabeça incrédula. – Você fez isso! – acusou. – a porta não se trancaria sozinha e com certeza eu não perdi minha chave!
– Nossa, pra uma advogada brilhante ate que você demorou a sacar. – Emma caçoou.
– Me dá a droga da chave agora Emma! – Regina a encarou seria.
– Você acha que eu tenho a chave? – Emma não conseguia evitar provocar Regina, adorava vê-la nervosinha. – Acho que vai ter que me revistar pra descobrir.
– Só nos seus sonhos. É serio Emma, onde ta a chave?
– Acho que ta na bolsa da Ruby. Você pode ate ligar pra ela pra que traga de volta. Ahh você já fez isso né? – Emma estava se divertindo e Regina ficando com mais raiva.
– Qual o seu objetivo com isso? Acha que só porque estamos trancadas aqui vai acontecer alguma coisa?
– Olha eu só estava pensando em conversa mas se você quiser que aconteça alguma coisa eu estou totalmente a favor.
– Pare de gracinhas, Swan!
– Você fica linda zangadinha assim sabia? – Emma tocou o rosto de Regina gentilmente.
– Pare com isso!
– Porque eu te irrito tanto em?
Regina levantou do sofá dando as costas pra Emma, mas a garota a seguiu.
– Responde.
– Porque você é irritante Emma!
A loira sorriu e deu mais um passo em direção a Regina, se inclinando para falar contra a orelha da morena que estava ainda de costas pra ela. – Será que não é porque você ainda me ama?
Regina se afastou. – Eu não vou cair em nenhum dos seus joguinhos, Emma, é melhor desistir.
– Não são joguinhos, você sabe muito bem disso. Eu te amo. Sei que fiz besteira, muita besteira, mas eu nunca disse que era perfeita, Regina. Eu estou pronta pra passar o resto da minha vida me desculpando se for necessário.
– Você acha que isso compensa alguma coisa?
– Sei que não, mas também sei que o nosso amor é forte demais pra ser destruído por um erro idiota de uma garota que não sabia ser amada. Porque eu não sabia, Regina, não ate conhecer você. E admito que eu tive medo de te perder, tanto medo que eu mesma acabei provocando tudo. Eu deveria ter confiado em você, eu deveria ter ficado e lutado por nós, mas eu não fiz isso e vou me arrepender eternamente. Mas agora estou aqui pronta pra lutar pelo nosso amor, pronta para acreditar nele.
– Agora talvez já seja muito tarde.
– Só se você quiser que seja. – Emma se aproximou cuidadosamente e tomou o rosto de Regina entre as mãos. – Eu não vou a lugar algum, vou ficar aqui sempre esperando que você dê uma chance pra nós. Porque tenho certeza de que não é assim que nossa historia termina.
– Não quero que espere por algo que pode nunca acontecer.
– Você acha mesmo que não vai? Que não vamos ficar juntas nunca mais?
– Nunca vou conseguir esquecer o que aconteceu.
– Eu nunca te pedi pra fazer isso. Eu aceito carregar cada um dos meus erros, só não aceito perder você, porque você é tudo que eu tenho.
– Você não me tem mais. – A voz de Regina foi só um sussurro, mas atingiu Emma com força. Ela deixou as mãos caírem e se afastou, as lagrimas começaram a rolar por seu rosto. As palavras tinham sido tão definitivas.
A garota sentou no sofá e se abraçou as próprias pernas. Regina a encarou em silencio travando uma batalha interna, não suportava ver Emma chorar. – Me desculpe... – a voz de Emma estava fraca. – eu não queria acreditar que era serio quando você disse que acabou.
Regina voltou a sentar ao lado de Emma. – A confiança que tínhamos uma na outra nunca vai ser a mesma Emma. Acho melhor a gente não insistir.
– Nosso amor era tão frágil assim? Nossa primeira crise e ele acaba pra sempre.
– Nosso amor não acabou. Mas nós não fomos feitas pra ficar juntas, olha só tudo que aconteceu, o mundo estava contra a gente.
– Eu estava disposta a lutar com o mundo inteiro se você estivesse ao meu lado segurando minha mão.
– Eu estava, mas você a soltou.
– Estou aqui tentando segurá-la de novo, mas você não quer deixar.
Regina se recostou contra o sofá encarando o teto. – Queria conseguir confiar em você de novo.
Emma se virou para Regina, seu olhar era triste, mas ainda assim determinado. – O que eu posso fazer pra que você confie em mim de novo? Porque eu faria qualquer coisa. Qualquer coisa!
A morena ficou em silencio por um longo tempo. – Poderíamos começar sendo amigas.
– Nós nunca fomos amigas.
– Talvez tenha sido nosso erro. Começamos rápido demais, nós entregamos rápido demais.
– Tudo bem então. Contando que eu possa ficar perto de você.
– Você está sempre perto de mim, mesmo quando não está.
Emma sorriu. – Você está mesmo admitindo que ainda pensa em mim?
– Como eu poderia não pensar? Você mexeu comigo de todas as formas possíveis, Emma, mesmo que não voltemos a ficar juntas nunca vou esquecer de você.
Emma surpreendeu Regina puxando-a para os seus braços. A loira a abraçava possessivamente, como se nunca mais fosse solta-lá. – Por favor... tente me perdoar.
– Eu quero. Acredite. – Regina deixou as barreiras caírem a abraçou Emma de volta. Era tão bom tê-la de volta em seus braços, tão familiar, como voltar pra casa depois de uma longa jornada.
– Então me deixe tentar te reconquistar. Prometo que dessa vez vai ser tudo com calma.
– Desde quando você é paciente assim?
– Não sou, mas por você eu posso ser. – Emma se afastou e encarou Regina, tomou a mão da morena com a sua e a levou aos lábios, então a beijou lentamente.
Regina sorriu brevemente e então tomou sua mão de volta, nervosa. – Acho que deveríamos tentar dormir já que vamos ficar trancadas aqui de qualquer jeito.
– Acho que o sofá é grande o suficiente pra nós duas.
Regina ergueu a sobrancelha. – Você não acabou de dizer que ia com calma, isso parece exatamente algo que a antiga Emma faria.
– Humm prometo que vou me comportar essa noite. – A garota ergueu a mão no ar como se fizesse um juramento.
Regina revirou os olhos. – Tudo bem.
***
Contra todas as chances Emma realmente se comportou, mas quando amanheceu o dia estava nos braços de Regina. A morena tinha o braço em volta da loira, que conseguia sentir a respiração dela contra sua nuca.
Emma acordou e ficou imóvel, não pretendia sair daquele maravilhoso lugar por nada, aproveitaria cada segundo. Regina se moveu atrás dela, puxando ainda mais pra perto, era instintivo. A loira sabiam que tinham pouco tempo ate Ruby chegar para destrancá-las antes de alguma segurança aparecer, então decidiu acordar a professora. – Regina? – disse com a voz rouca.
– Sim? – A outra murmurou sonolenta.
– Temos que levantar.
Regina abriu os olhos lentamente finalmente se dando conta de onde estava. – Droga. – resmungou e Emma sorriu. – Diga que tem um plano pra sairmos daqui antes que alguém apareça.
– Claro que tenho, meu crime vai ser perfeito. – Emma brincou, mas estava completamente ciente de que mesmo acordada a morena ainda mantinha o braço em volta dela. – Eu vou... – ia começar a falar quando sentiu os lábios de Regina em sua nuca.
Regina tinha lutado com todas as suas forças pra resistir, mas ter Emma ali tão perto, sua pele macia tão acessível aos seus lábios era uma tentação grande demais.
– O que está fazendo? – Emma coseguiu sussurrar.
– Cala a boquinha e não estraga.
– Porque você não cala minha boca? – Emma disse se virando para ficar de frente pra morena. Regina sorriu e tomou os lábios da garota com os seus, o beijo foi sem pressa, calmo como se estivessem ainda se descobrindo.
As duas separaram os lábios devagar, só o suficiente para conseguirem respirar. – Como consegue ser tão linda assim acabando de acordar? – Emma segurou o queixo de Regina, seu polegar deslizando pelo lábio vermelho, tracejando-o.
A morena sorriu e se inclinou para plantar um leve beijinho contra os lábios da garota. Mais um em seu rosto, mais um em seu queixo, mais um começando a descer por seu pescoço e traçando um caminho perigoso. – Você fala demais senhorita, Swan.
Emma entendeu o recado, Regina não queria falar, porque se começasse a falar iria começar a pensar em tudo que aconteceu e então aquele momento seria estragado. As duas voltaram a se beijar, as mãos percorriam o corpo uma da outra, puxando uma a outra cada vez mais colado. As pernas já se enlaçavam se encaixando perfeitamente. As duas deram um leve gemido em meio ao beijo, que era tão gostoso que só podia causar esse efeito.
Regina virou seu corpo se colocando sobre Emma, entre suas pernas que enlaçaram a cintura da morena, que por sua vez passara a forçar seu quadril contra a garota, rebolando levemente em busca de um contado maior. As duas se encararam o desejo era mais do que evidente, mas Emma não queria que Regina apenas a desejasse e foi por isso que por mais que fosse difícil ela disse: – Achei que íamos devagar. – Por um segundo a loira pensou que a professora se chatearia, mas então ela sorriu.
– Você quer mesmo muito essa segunda chance não é?
– Mais do que tudo na vida. E nós nunca fomos só sexo. Eu quero você por completa.
– Então, eu acho melhor eu me levantar antes que o seu momento de nobreza passe.
Regina começou a se mover, mas Emma a puxou de volta, beijando-a mais uma vez. – Agora você pode ir.
A morena se levantou, reordenando a roupa. Minutos depois Ruby bateu a porta e a abriu. Regina não esperou nem um segundo pra sair da sala. – Depois conversamos senhorita Lucas. – disse em tom de advertência.
– Droga Emma, ela vai me matar e nunca vão encontrar o meu corpo. – A garota de mechas vermelhas resmungou.
Emma levantou preguiçosamente do sofá. – Vai ser pó uma boa causa. – sorriu.
Ruby franziu o cenho. – Então como você ficaram?
– Nós somos amigas agora. – Ruby a encarou incrédula. – Amigas com benefícios aparentemente, visto que acabamos de nos pegar nesse sofá.
– Ei! Eu uso esse sofá, sabia? – Ruby disse fazendo as duas sorrirem.
– Vamos sai daqui antes que alguém apareça.
– Vamos.
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