Why the angels fallen from the heaven?
1 O anjo e a garota
Notas iniciais
O jovem anjo acabava de acordar em mais um de seus longos dias de trabalho como anjo, mesmo que como anjo ele não precisasse dormir a vida como anjo era muito desgastante e monótona e sendo de um nível mais baixo não trabalharia todo o tempo tendo ainda tempo para descanso. Ele levantou de sua cama, que era um pequeno amontoado de folhas embaixo de uma árvore de uma árvore com pétalas douradas, abriu suas asas e foi voando até o portal que era a ponte entre seu mundo e o mundo dos humanos.
Estendeu sua mão enfrente ao portal e o adentrou rumo ao mundo dos humanos. O portal dava em um lugar muito alto para que assim humanos não pudessem o alcançar e mesmo que se o alcançasse o portal era invisível aos olhos humanos. Afuro começou a voar e logo chegou a uma cidade. Afuro como anjo da guarda deveria proteger qualquer humano de bom coração de sua morte, esse era seu dever. Der repente ele avistou uma menina de cabelos loiros andando desatenta e um carro iria em sua direção afrodi pois seu pé na frente do pé da garota, fazendo assim a menina tropeçar antes que o carro pudesse pegar nela.
Afuro abriu suas asas de novo, porém sentiu uma mão encostando em seu braço e se assustou.
—Por que fez isso? –Disse a menina muito brava.
—V-você... Consegue me ver?! -Disse o anjo espantado.
—É claro que consigo! Por que não deveria?
Afuro de repente começou a olhar a menina, não devia ter mais que 16 anos, possuía um longo cabelo loiro com duas fitas vermelhas amarradas, usava uma camisa rosa com uma listra vermelha e uma saia roxa, mas o que mas lhe chamou a atenção na garota foi seus olhos. Seus olhos eram heterocromáticos, um olho era vermelho e intenso como o fogo, o outro, era azul e frio como gelo.
—Estou falando com você! –Disse a menina interrompendo seus pensamentos.
—E-eu só queria te salvar! Aquele carro quase a atropelou.
—P-pera... Você tem asas... É o primeiro “deles” com asas.
—“Deles”? –Interrogou confuso
—Fantasmas... Não é um deles?
—Eu sou bem...
—Um anjo? –Disse a menina o interrompendo.
—Isso mesmo...
—Eu sou Mya. E você seria?
—Eu sou Afuro.
—Afuro... A-f-u-r-o... Afurudi... Afrodi!
—Afrodi? –Disse confuso
—Sim seu apelido vai ser Afrodi!
—Mas... Por quê? –Disse o anjo indignado.
—Bem por que... Você é um anjo e me lembra muito a deusa Afrodite!
—Mas Afrodite era uma mulher!
—Você não é? –Disse confusa.
—Claro que não! –Disse o anjo, envergonhado.
—Me desculpa é que esse seu cabelo me deixou confusa, que tipo de homem tem um cabelo tão grande. E além do que. Parece com o meu. E esse vestido não é muito másculo não, hein.
—Isso não é um vestido! –Disse irritado.
—Calma cara! Só estou brincando! –Disse a menina rindo.
—Eu vou embora! –Disse o anjo abrindo suas asas.
—Até mais Afrodi! –Disse a menina acenando.
O anjo abriu suas asas e voltou a voar cuidando das pessoas para que não sofressem acidentes e logo voltou ao céu. Chegou lá e foi em direção a sua árvore e deitou sobre o monte de folhas. Tentou muito, porém não conseguiu dormir, apenas pensava na garota que tinha conhecido aquele dia “Mya” sussurrou baixinho... “O que será que ela tem de especial” disse ele indo dormir em seguida.
Acordou e como sempre foi em direção ao portal, foi ajudando as pessoas e logo avistou uma menina que mesmo depois do susto de ontem ainda insistia em ser desatenta e o anjo a salva novamente a já vai indo embora, porém a menina o segura novamente.
—Oi Afrodi!
—É Afuro... E eu não posso falar com você. Anjos são proibidos de contatos com humanos.
—Então por que continua conversando?
—Pera eu...
—Você gosta de conversar comigo não? –Disse a menina o interrompendo.
—Eu nunca disse isso! –Disse irritado.
—Como você pega pilha fácil!
—Sua... Sua...
—Não consegue nem falar mal! –Disse rindo.
—Sua... Loira oxigenada!
—Olha quem fala.
De repente um cachorro avança em cima de Mya e Afuro a protege e espanta o cachorro que vai embora com o rabo entre as pernas.
—Isso está ficando mais frequente...
—“Isso”? “Isso” oque?
—Eu quase sendo atropelada, animais me atacando... Eu quase morrendo...
—Isso é estranho. Sei que anjos não conseguem proteger todo mundo, mas nunca vi tantas vezes assim com uma pessoa específica.
—Sabe... Eu vejo você meio desfocado.
—Como assim? –Perguntou curioso.
—Se eu tampo meu olho vermelho não consigo o ver. Porém se eu tampar o olho azul eu te vejo nitidamente.
—Que dizer que você só me enxerga com o olho vermelho?
—Exatamente.
—Talvez eu possa encontrar algo sobre na biblioteca.
—Biblioteca? Em que biblioteca vai ter um livro dizendo “garota de olhos errados que quase morre toda hora”?
—Não é uma biblioteca desse mundo e sim a biblioteca do céu dos anjos. Tem um vasto conhecimento lá.
—Entendo... Volte logo Afrodi!
—É Afuro!
O anjo abriu suas asas e voou até o portal e foi em direção à biblioteca uma enorme construção de mármore que dentro habitava todo o conhecimento daquele paraíso. Afrodi foi em direção ao “omnia quaerere” que era uma espécie de pesquisador de livros que fazia o livro desejado ir até você. Ele foi até o objeto que era um grande pergaminho e escreveu “Olhos de cores diferentes que podem ver anjos” e em seguida o que ele acabou de escrever misteriosamente se apagava do grande pergaminho e um livro em uma estante muito alta e empoeirada vem em sua direção e para nas mãos “Humanos e suas características diferentes” era o título do livro e Afuro começa a lê-lo rapidamente.
“A heterocromia em humanos, ou olhos de cores diferentes, é normal, porém já foi relatado casos de heterocromia de olhos vermelhos muito raros que podiam ver anjos, porém nenhum desses casos foi registrado até hoje. No casos relatados diziam que esses humanos tinham altas tendências a causar desastres, dizendo até mesmo alguns profetas que as criança de olhos azuis e vermelhos poderia trazer a destruição de tudo o que era conhecido... ”
Afuro engoliu seco, ao ler aquele trecho. Poderia Mya trazer a destruição de todo aquele mundo? Ou seria apenas mais uma previsão errada, pensou. De qualquer forma aquele pequeno trecho com especulações não ajudou muito e decidiu continuar pesquisando, porém não achou nada de interessante e regressou ao mundo dos humanos ao encontro de Mya. Procurou pela garota e a encontrou em um parque.
—Achou algo?! –Exclamou Mya feliz.
—Infelizmente nada... –Respondeu.
—Ah... Entendo... –Disse decepcionada.
—Você já contou para seus pais sobre isso?
—Eu não lembro dos meus pais, eu fui parar no orfanato e não tem nenhum arquivo dizendo como cheguei lá. E você? Tem pais?
—Eu... Bem... Eu não nasci, fui criado para servir as Deusas e ajuda-las em sua missão de proteger o mundo.
—Anjos são estranhos...
—Você é estranha.
—Disse o garoto de asas.
—Disse a menina dos olhos “bugados”. –Riu.
—Vem vou te mostrar onde moro. –Disse a menina saindo correndo.
Afuro começou a ir atrás de Mya e chegou até um velho orfanato. No portão havia um velho porteiro muito gentil e entrando havia várias crianças correndo e brincando. Mya virou no corredor da esquerda e entrou na quarta porta do lado direito e lá dentro havia dois beliches e um guarda-roupa.
—É aqui que eu durmo. –Disse subindo no beliche da esquerda.
—Eu não preciso durmir, mas mesmo assim durmo. Durmo num amontoado de folhas.
—Como você é pobre. –Riu a menina.
—Disse a rica.
—Não posso ficar conversando com você aqui. Talvez as pessoas achem que sou louca ou algo do gênero.
—Entendo, mas ah... Quantos anos você tem Mya?
—14 Anos... E você Afrodi? –Perguntou curiosa.
—Bem... 346... Anos...
—O QUÊ? M-Mas você parece ter a minha idad...
—Mya? Tudo bem? Por que gritou? –Disse a inspetora de cabelos ruivos.
—N-nada só me assustei.
—Então tá... –Disse indo embora.
—Viu, por que não da pra conversar aqui?! –Sussurou brava.
—Vou indo então até amanhã.
O anjo voltou até seu mundo e continuou indo visitar Mya durante seu expediente todo dia, apesar das diferenças um do outro, eles foram se apegando cada vez mais e mais. E várias semanas se passaram.
—Até logo Afrodi! –Sorriu a menina acenando.
—Até! –Acenou de volta.
Afrodi estava indo embora quando se deparou com um anjo de cabelos e penas pretas. Usava roupas brancas com uma faixa preta no meio e carregava em sua cabeça um osso que cobria metade de seu rosto Afuro sabia claramente que era um anjo da morte, só não sabia o que fazia ali.
—Afuro... Afuro... Afuro... Sabe que proteger um único humano todo dia é um delito grave, mas agora... Ter contato com humano? Eu não esperava isso de você.
—R-ritsu... O que está fazendo aqui?
—Meu dever Afuro não se faça de tonto. Crimes contra a morte são especialidades dos anjos da morte e você sabe disso. –Disse em tom sério.
—O que quer de mim?
—Não é você. É a garota. Deixe a morrer.
—O-o que?
—Afuro... A previsão daquela garota não é nada boa. Ela possui dentro de si algo que pode acabar com tudo, nem mesmos as própias deusas poderiam ir contra esse poder. Se a menina não morrer antes dos 15 anos ela acabará libertando o poder e causando um desastre. Mate-a ou eu mesmo farei isso. –Disse o anjo indo embora
Afuro entrou em desespero poderia realmente Mya fazer tudo aquilo ou seria apenas uma chantagem. Naquela noite Afuro não dormiu e quando amanheceu foi ao encontro de Mya. Afuro a chamou para ir em cima do orfanato. Afuro pediu pra Mya olhar a vista e quando estava prestes a empurra-la Mya se virou deu um sorriso e disse “Eu te amo Afrodi”. Afuro ficou de joelhos e começou a chorar abraçado a Mya e a garota não sabia como reagir, quando Afuro se acalmou explicou a situação a Mya e disse que dali em diante eles teriam que fugir dos anjos só que para isso Afuro teria que abandonar seus poderes para não ser rastreado mas que antes precisava leva-la até um lugar seguro.
Afuro pegou a Mão de Mya e voou o mais alto que conseguia com ela para despistar as pessoas em baixo. Afuro voou em direção ao horizonte até que tudo ficou preto e um chão de runas brancas foi feito. Onde Mya e Afrodi não conseguiam se mexer.
—Afuro, por que não fez a escolha certa?
—F-fique longe da Mya Ritsu!
—Own que fofo... –Disse dando um tapa em Afuro.
—Eu tenho permissão pra te matar, mas ao em vez disso quero que você sofra lentamente lembrando o que você fez e se culpando por isso...
Ritsu enfia a espada no peito de Mya e sangue começa a jorrar e Mya olha para Afuro e da um sorriso e diz “Eu vou te amar pra sempre... A... Afuro”. Logo depois Mya fecha seus olhos vagarosamente e Afrodi começa a gritar aos prantos Afrodi começa a chorar olhando o corpo sem vida Mya. Ritsu começa a rir do sofrimento de Afrodi ele abre um portal e com uma serie de chutes empurra Afuro lá dentro e em seguida o portal se fecha.
Afuro abraça suas pernas e começa a chorar naquela campina próxima a uma árvore com um velho balanço e suas asas começam a diminuir lentamente. E aquele belo por do sol que deixaria o céu vermelho. Apenas lembrava o vermelho do sangue de sua amada.
Fale com o autor