Why suffer for love?

6 Quem esta ai? - capitulo especial 2


Notas iniciais
olaaaa... apareci de novo ~ podem me bater eu mereço~ demorei muito pois estava sem tempo pra escrever e também tive um baita bloqueio mental. mas aqui esta um capitulo bem grande, espero que gostem...

No capitulo anterior

Após chegada da viagem da família Fernandes, Beatrice descobriu um quarto totalmente diferente dos outro quartos da casa, depois foi ao parque onde outras crianças brincavam e conheceu Ana, uma garotinha linda de cabelos rosa de apenas três aninhos e seu irmão Kentin. Ao anoitecer ela voltou pra casa nova, jantou em silencio ao lado dos adultos e foi dormir.

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Todos na mansão estavam dormindo, era aproximadamente meia-noite quando uma porta se abriu e um vento frio adentrou no corredor que dava acesso aos quartos da mansão, seguido por passos suaves que iam em direção ao quarto de paredes vermelho-sangue que a pequena Beatrice havia visitado à tarde.

O ar frio penetrou no quarto da pequena Beatrice fazendo com que a mesma acordasse com o frio, ela se levantou, abriu a porta do quarto e foi andando no corredor ao quarto em que havia estado na tarde anterior e viu uma linda moca de cabelos negros que lhe caiam na costa ate a altura dos quadris, a moca tinha um olhar perdido e era muito pálida, Beatrice ficou observando-a da porta, a fantasma olhou na direção de Beatrice e falou:

–Olá pequena venha até aqui. Como é seu nome?

–Me chamo Beatrice Fernandes. E você quem é? – indagou a pequena aproximando-se do fantasma.

–Eu sou uma jovem moça aprisionada a esta casa, ate que uma jovem tome meu lugar na terceira lua do mês, parece que poderei partir desta vez.

Beatrice ficou olhando para ela atônita, então indagou novamente:

–Como é seu nome? Você não disse seu nome.

–hahahaha... Como você é impaciente pequenina Beatrice, eu me chamo Louise. Meus pais eram franceses. Quer que eu te conte minha historia?

–Louise, lindo seu nome, eu gosto de historias.

–Então você ira gostar da minha. – Louise sorriu acariciando o rostinho da criança.

P.ov’s Louise

França, ano de 1890.

Eu morava com meus pais em Paris, na época eu tinha 18 anos, estávamos festejando meu aniversario estávamos muito felizes, pois logo, logo estaria noiva e me casaria para a felicidade de meus pais, naquela noite quando sai do salão de festas e fui ao jardim tomar um pouco de ar fresco da noite quando ouvi um barulho parecido com um rosnado vindo de trás de um pé de carvalho, fique com medo meu coração dizia para eu sair dali o quanto antes, mas minha curiosidade me fez seguir em frente indo em direção de onde vinha o estranho barulho.

Segui silenciosa e cautelosamente ate o carvalho, assim que o contornei vi um moço, ele era branco, cabelos negros como a noite, estava despido, fiquei assustada, não era certo uma moça ver um rapaz despido, mas eu não poderia deixar que o moço ficasse daquele jeito numa noite fria como aquela, rapidamente tirei minha capa e o cobri ele estava gelado, cheio de ferimentos, sai correndo para o salão de festas e falei ao meu pai a respeito do rapaz no jardim, rapidamente ele chamou alguns rapazes e foram ate onde o moço estava e o levaram ate um dos quartos da nossa mansão onde as empregadas cuidaram dele.

No outro dia enquanto eu e minha família tomávamos café da manha uma das empregadas designadas a cuidarem do estranho surgiu pálida na porta da sala onde estávamos;

–O que aconteceu Mary? – perguntou meu pai

–Monsieur, os ferimentos do jovem desapareceram.

Nessa hora quase me engasguei com o suco que estava tomando.

–Como assim desapareceram? – indaguei

–Não sei mademoiselle, mas desapareceram, na há um só arranhão ou cicatriz, parece que ele nunca esteve machucado. – explicou a empregada.

–Ele não pode ficar aqui marido, isso não é coisa boa.

–Tens razão querida. – respondeu meu pai a minha mãe, e dirigindo se a Mary – assim que ele acordar leve-o ate mim.

–Sim senhor.

Pouco tempo depois o rapaz acordou e Mary o levou ate o escritório de meu pai.

–Monsieur? Aqui esta o rapaz.

–Obrigada Mary, deixe-nos a sós, por favor.

A empregada curvou-se um pouco e saiu deixando-os sozinhos no escritório. Meu pai se levantou e indicou uma poltrona a frente de sua mesa para o rapaz.

–Ontem à noite minha filha o encontrou no jardim, você estava muito ferido, como se sente?

–Estou bem. – respondeu o rapaz inquieto com o que o homem havia dito.

–Que bom, sou Jacques, qual é seu nome?

– Me chamo Johan. Obrigada pela hospitalidade.

–Agradeça a minha filha se não fosse por ela hora dessa você estaria congelado. Minhas empregadas disseram que seus ferimentos se curaram, você poderia me dizer como isso aconteceu?

–Agradecerei a ela quando houver uma oportunidade, e quanto aos ferimentos que o senhor fala não sei explicar, eu nunca estive ferido.

–Monsieur esta mentindo, eu mesmo vi seu corpo repleto de feridas profundas e ensanguentado.

–Francamente senhor, nunca estiver ferido. — nesse momento os olhos de Johan começaram a ficar com uma coloração lilás, um grunhido saiu de sua garganta, deixando Jacques arrepiado.

–Esta bem, pode se retirar, e peço que vá embora o quanto antes.

–Claro. Poderia me dizer que lugar é esse?

–Paris, você esta na França.

–Nossa estou muito longe de casa e agora como irei voltar? – sussurrou Johan.

–Falou algo?

–Não senhor. Apenas pensei alto.

–Ah sim. – falou Johan retirando-se do escritório.

–Ate mais senhor.

Eu estava sentada no jardim ao lado de uma roseira branca, quando o vi chegar.

–Seu pai me disse que foi você que me encontrou. Obrigada.

–Não há de que. – respondi nervosa.

–Seu pai quer que eu vá embora logo.

–Eu sei você não parece uma pessoa normal. Ontem antes de te encontrar ouvi barulhos esquisitos, pensei que fosse um lobo.

–E mesmo assim sem saber o que era você foi ver. A senhorita é muito corajosa, poderia ter se machucado.

–É mesmo assim se não tivesse ido ver você provavelmente estaria congelado.

–Seria muito melhor se eu tivesse morrido.

–Credo não fale assim. –respondi levantando-me rápido e me afastando dele.

–Você disso isso porque não sabe o mal que eu posso fazer. – murmurou ele.

Naquele dia fiquei o tempo todo no meu quarto saindo apenas para o almoço, e o jantar. Johan ainda não havia ido embora, então eu preferia não encontrar ele pela casa, havia algo nele que não estava certo, que não era bom. À noite após a lua surgir no céu Johan desapareceu, poucos minutos depois, ouviu-se o uivo de um lobo bem próximo à cidade, todos pensaram que era apenas um lobo qualquer, então os homens pegaram suas espingardas e saíram numa caçada a fim de matar ou afugenta-lo antes que fizesse mal as suas crianças e seus rebanhos. Pobres homens, mal eles sabiam que a fera que caçavam também os caçava.

De repente ouviu-se o uivo novamente, bem próximo ao grupo, de pouco tempo depois o grito de um dos homens, depois mais e mais um. No total foram três mortos. Amedrontados os sobreviventes começaram a correr em direção à cidade, entrando em suas casas trancando suas portas e janelas. As crianças passaram a ficar o tempo todo dentro de casa, as mulheres não se afastavam muito de casa. O medo tomou conta de Paris após o anoitecer não se via uma alma viva nas ruas. Os rebanhos eram recolhidos do campo mais cedo, não se via mais as festas ou pecas de teatro na cidade, não havia mais alegria.

Um dia Jacques chamou todos que com ele moravam e informou a importante decisão que havia tomado:

–Bom gostaria de informar a todos que o recente acontecimento me deixou preocupado com a segurança de todos que aqui moram, então decidi que iremos nos mudar para San Tiago no fim da semana, por isso comecem a arrumar todas as coisas necessárias, levaremos apenas o indispensável. O resto ficara aqui.

–Sim senhor monsieur. –responderam todos.

Johan também viajou conosco para San Tiago, após nossa partida Paris voltou a ser como antes, o medo que as pessoas sentiam pouco a pouco passou, as crianças voltaram a brincar nas ruas, as noites voltaram a ser agitas com suas festas e teatros, Paris era pura alegria.

Pouco tempo depois de termos chegado a San Tiago fiquei noiva, mas sempre tive a impressão que Johan não gostava dessa ideia. Então no dia do casamento se declarou. Mas já era tarde, eu não podia voltar atrás, sentia que algo errado estava para acontecer. Já na festa após o casamento, após eu comer um pedaço do bolo, passei mal desmaiando em seguida, meu marido não dava a mínima atenção para mim, parecia que ele se divertia com minha doença, enquanto Johan não saia do meu lado cuidando o tempo todo de mim. Após uma semana doente nenhum medico conseguiu dizer o que eu tinha, e logo na segunda semana estava muito fraco, não resisti e morri. Johan jurou que vingaria minha morte, meu marido sumiu ninguém nunca soube o que aconteceu com ele, alguns dizem que foi encontrado morto e afirmam que foi ele quem me envenenou, agora o porquê dele ter me matado ninguém sabe.

P.v.o’s off Louise

–Bom pequena foi isso o que aconteceu. Johan que poderia ter me feito mal não fez, mas quem poderia ter-me feito bem me fez mal. Tenha cuidado criança. Às vezes o que parece ser mal é o que é bom, e o que parece ser bom é o que é mau.

–Sua historia é um pouco triste. Sempre irei me lembrar do que você me disse, e de você também.

–Obrigada pequenina mademoiselle. – falou Louise, a fantasma, com um sorriso gentil e tocando no rostinho de Beatrice. -Agora preciso ir.

–Não vou mais ver você? – perguntou Beatrice com lagrimas nos olhos.

–Oh pequena, não chore, posso não estar mais aqui nesta casa, mas sempre estarei aqui. –Louise colocou o dedo indicador no peito da menina – no seu coração.

–Eu nunca me esquecerei de você. – Beatrice abraçou a fantasma, mas ela já começava da desaparecer.

–E eu sempre estarei com você pequena mademoiselle. –sussurrou a fantasma.

Beatrice adormeceu na beirada da cama daquele quarto de paredes vermelhas. E quando amanheceu estava muito animada para conhecer novas crianças.

Notas finais
o que será que aconteceu com o marido da Louise? e será que Johan conseguiu vingar a morte dela? deixem seu comentário please....
Este é o último capítulo disponível... por enquanto! A história ainda não acabou.