Why Dont You Come On Over, Valerie?
1 Hi, beautiful and admirer London!
Notas iniciais
P.O.V Valerie James Stander Horan, vulgo coelhinha.
Lindo dia de sol! Finalmente, porque sabe... Eu estava quase enlouquecendo. Porque as noites demoram tanto pra passar? E porque eu estou encarando o teto? Ta o teto é até bonitinho, eu gosto de encarar o teto quando acordo... Eu gosto de tanta coisa. Gosto do meu nome: Valerie ou como prefiro Miss Cupcake Valerie! Ah, como eu poderia me esquecer? Eu gosto de cupcake, principalmente os que mamãe faz... Ele tem cobertura de morango sabia? E por isso eles têm cobertura de cor vermelha, porque morangos são vermelhos. Não são?
— Valerie James Stander Horan, vulgo coelhinha? Estou entrando... Ops desculpa, já estou dentro! – A voz de Lya chegou aos meus ouvidos. Ouvidos? Essa palavra é engraçada. Encolhi-me na cama pra que eu pudesse esconder minha risada. Eu gosto da palavra risada também... Já disse que gosto de muita coisa? — Sai da cama!
— Não vou sair do quarto, não vou, não vou! – Gosto de fazer as coisas ao contrário do que Lya diz, não sei... Mas é legal quando ela faz cara de duende. Sabe cara zangada? Eu digo que é cara de duende, porque esses pestinhas não me enganam! Todos podem achar que eles são os reis da simpatia, mas pra mim eles não zangados e chatos! Odeio duendes! Repeti: Não vou sair daqui, não vou, não vou!
— Opa cupcake! – Agarrei o pote de cupcake, já me sentando-me à mesa. Sentia minhas costas doloridas, pois Lya me puxou pelos pés escadas a baixo enquanto resmungava palavras feias que não devo repetir. Ouvi aquela musiquinha familiar, e fiquei lá tentando descobrir que som era quando Lya se levantou as pressas e correu pra porta.
— Wow, eu sei que som é esse: É a campainha duh! – Disse em meio uma risadinha e larguei o pote de cupcake rolando sobre a mesa, mas quando me virei deparei com cinco pessoas me olhando. Diabetes! Quase havia me esquecido, hoje eu iria para a cidade do meu sonho: Londres. Apesar de ela ser meio nublada e dias nublados são dias tristes, e quando tem dias tristes não tem cupcake!
— Deveria ter percebido que era a campainha á meio segundo atrás! – Sammy falou. Não contive minha risada, aliás, toda vez que Sammy me via fazia casquinhas em minha barriga: Eu me sinto uma gatinha. Meow? Sou a gatinha de cabelos cor de cupcake de morando! Lya é minha irmã, só que ela não gosta que eu fale pra todo mundo da escola que ela é irmã da garota de pantufas de cenoura, não sei por quê! Já Sammy é uma das minhas melhores amigas, assim como Vic e Ginny. Aconcheguei as três em um abracinho, daqueles bem apertados! Amo abraços apertados, é engraçados... E... Apertados.
— Vai lá coelhinha pegar suas malas que eu vou levar vocês pro aeroporto. – Mamãe passou a mão em meus cabelos, coloquei as mãos em frente ao meu nariz em uma pose de coelhinho e subi aos pulos a escada... Não tinha graça pular no chão, ele é duro sabia?
P.O.V Lyandra James Stander Horan, vulgo cabelos perfeitos.
Entenda, por mais que Valerie seja chata, ingênua, irritante e depressiva eu amo ela. Somos melhores amigas, apesar de Valerie ser seu momento lésbica com Sammy. Sem ciúmes certos? Bem... Ela tem esse probleminha, sempre foi mais mimada do que eu (pelo motivo de eu ser dois anos mais velha, e só pra constatar eu possuo 19 como o resto das minhas amigas é apenas a coelhinha que tem 17)
Vi minha coelhinha subir as escadas aos pulos e ri comigo mesma, ás vezes eu dava uma de responsável do grupo. Eu gosto de sair, mas pra mim tudo tem que ter um horário, não me importa o horário de ir, mas sempre programo um horário pra voltar e dou uma de louca quando atraso uns segundos a mais desse horário. Sou tachada como “mamãe” por sempre levar uma caixa se primeiros socorros onde quer que eu vá, bem... Eu sempre me preocupo demais com as meninas, porém principalmente com Valerie, por ser meio doida.
— Mãe, sabe... Para de me olhar com essa cara, você sabe que vou cuidar dela! – Bufei, aliás, mamãe (que se chama Nina) é muito, extremamente protetora com Valerie, não é pra menos ela já quase foi pro hospício duas vezes por tacar meias em anões e gritar: “Dobby, is free!”
P.O.V Beatriz, não intereça o sobrenome vulgo Bia a festeira!
Droga, eu estava querendo bater, mas bater mesmo em Valerie por estar demorando séculos a descer com aquela merda de mala. Eu queria muito, muito mesmo ir pra Londres... Eram nossas férias dos sonhos! Ano que vem e o resto do grupo iríamos para a faculdade, bem... Menos Valerie que iria pro terceiro colegial, mas a coelhinha era nossa melhor amiga! Sabe, quando digo melhor amiga, digo de grude mesmo, até tínhamos uns momentos lésbicas uma com as outras: Lya tinha comigo e eu com ela, Sammy tinha com Valerie que a correspondia e Vic se pudesse pegaria todos nós de jeito, por ser a mais assanhada do nosso “grupinho, feliz”.
— FINALMENTE, aleluia senhor é mais... Abençoa Jeová! Ô, jumenta lerda! – Corri até Valerie e ajudei-a a empurrar sua mala de cor azul e com flores azuis-marinhas. Valerie não sabia se amava o vermelho ou o azul, por isso suas coisas eram às vezes azuis... Ou às vezes vermelhas. E então de alguma forma mágica, Coelhinha se atrapalhou nos próprios pés enquanto ria de alguma coisa e caiu sobre a mala que desceu sobre a escada.
— Coelhinha? Você ta bem? Não corra para a luz! – Vic chacoalhava tanto a pobre coitada que o cérebro dela (ou um pouco do que restava daquela coisa) devia ter se transformado em um Milk shake!
P.O.V Sammy vulgo cachinhos de mel.
Finalmente acordamos Valerie, que gritou algo como “eu amo Cupcake”, menina doida! Aí a mamãe (Lay) mandou a gente entrar logo no taxi pra irmos... Ainda bem, porque eu tava com uma fome danada e podem me tachar de doida, mas eu amo aquelas cafeterias que tem em aeroporto, me sinto tão chique com aqueles cafés nos copinhos a lá Starbucks! Eu agora estava me xingando por não ter comido os cupcakes da tia Nina... Mas Coelhinha me mataria se eu comesse um desses cupcake! Valerie estava deitada no colo de todas, só que com a cabeça em meu colo, seus cabelos vermelhos estavam caídos sobre minhas pernas e ela falava sem parar, tava quase sufocando ela com os próprios cabelos, mas se fizesse isso eu me sufocaria depois com os meus cabelos e meus cachinhos são muito bonitos pra eu fazer isso. Valerie ama meus cachinhos, assim como Vic... Mas quem disse que eu as deixoelas tocarem nas minhas belezuras? Nem morta!
Lya falava toda hora de um primo dela chamado Niall, toda vez que ela mencionada que iríamos ficar na casa dele com outros três amigos dele Vic pirava junto com Bia, já que esse tal primo era de sei lá... Uma banda famosa é... Eu já tinha ouvido uma música deles, mas nunca pesquisei saber mais ou saber como eles eram fisicamente... Enfim eu e Valerie não os conhecíamos, aliás, éramos as únicas do grupo apaixonadas em rock! Finalmente chegamos no aeroporto e Coelhinha parou de falar!
P.O.V Victoria Smith vulgo Senhora Smith... Mentira é vulgo Vic ou Tori mesmo.
Eu tinha finalmente sentado em uma das poltronas daquele avião. Eu estava ao lado de Sammy, que estava ao lado de Valerie. Coelhinha fez o maior escândalo para que pegasse um lugar ao lado de Sammy. No aeroporto um garoto me chamou pra falar com ele (já que o vôo atrasou e tivemos que esperar demoradas quatro horas) mas, como todas do grupos já sabem eu sou a tímida. Bem, vamos dizer que Miss Cupcake Valerie é a descontraída a engraçada e bem, não posso deixar de comentar que doida, já Lya é a madura e responsável, Bia é a festeira que não perde a piada, Sammy é a gulosa que ama cachinhos e eu sou a Vic tímida, mas um pouco... Bem, digamos que tenho uma mente bem maliciosa.
Senti aquele friozinho na barriga de quando o avião levantava vôo, mas eu sinceramente não sabia se era só por isso... Sabe apenas um pensamento invadia minha cabeça: Eu iria conhecer os meninos da One Direction, graças á essas vadias sortudas que são primas do Horan! Ah, o duende irlandês, sempre que o chamo assim Coelhinha tem vontade de se esconder, aliás, ela odeia duendes, mas ama o primo... É estranho saber que sua melhor amiga é também melhor amiga de um dos seus cinco ídolos. God, eu iria conhecê-los! Que louco!
Estava quase pegando no sono quando uma voz me alertou, ou melhor, alertou a todos:
— Caros passageiros, estaremos aterrissando em Londres em menos de quarenta minutos!
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