Notas iniciais
Como prometido estou de volta com a postagem dessa semana e normalmente eu estaria me descabelando agora porque minha férias estariam terminando hoje e tentaria aproveitar ao máximo... Pois é, estaria, porque minha faculdade resolveu adiar a volta as aulas. E com isso, tenho mais tempo de escrever. Yaaay! Se você está lendo isso, eu gostaria de aproveitar esse momento para pedir sua opinião na minha história, iria animar muito essa minha semana (que não tem sido fácil) Prontos para mais Amber? Vamos lá!!

— Mãe! Isso é jeito de falar?

— Eu te fiz uma pergunta Amber, não se faça de boba.

— Ele é o menino que eu falei que tinha conhecido que era um gato, que estávamos saindo ha um tempo, que sempre estaciona aqui na frente para eu descer e que nunca entrou aqui até hoje não sei por que, apesar de não ter faltado convite e... Espera ai, como você sabe quem é o pai dele?

— Como assim... Ele não é dono da Hay Company?! Aquela empresa que está sempre nos noticiários? Eu já vi fotos de todos da família no jornal, é claro que os conheço de vista e eu não definitivamente não vou com a cara daquele magnata.

Estranho, minha mãe pensa que eu sou boba, mas até parece que eu não reparei em quão nervosa ela ficou ao responder, como se estivesse escondendo alguma coisa de mim, ou se estivesse arrumando um motivo. Eu vou investigar isso depois. Mas por enquanto eu preciso sair dessa roubada em que me meti.

— E o que você quer dizer com isso?

— Que eu acho bom você não se meter com essa gente – respondeu alterando o tom de voz.

— Mãe, eu gosto de verdade do Peter, e ele não tem nada a ver com o pai dele, eles são pessoas diferentes sabia? E pelo que eu ouvi da boca do próprio Peter parece que a relação dele com o pai está bem abalada, porque o pai dele quer forçá-lo a comandar os negócios da família, então não precisa surtar porque você vai acabar percebendo que ele só quer meu bem.

Claro que eu decidi que aquele não era lá o melhor momento para contar a novidade.

— Presta atenção Amber, porque eu só vou falar uma vez, se esse menino aprontar qualquer coisa, qualquer gracinha, por menor que seja eu não vou querer vocês dois juntos nem trocando contato visual você entendeu?

— Nossa nem parece que você quer a minha felicidade.

— Pelo contrário, um dia você vai descobrir isso.

Flashback OFF

Minha aula prática foi a melhor parte da minha manhã, porque nem o intervalo salvou, enquanto estava na cantina eu só via as pessoas da minha sala olhando para mim como se a novidade já estivesse se espalhando, o que era bem verdade e as outras aulas eu passei rabiscando bobeiras no meu caderno e trocando mensagens sobre assuntos aleatórios com a Melissa no celular.

Cheguei ao estacionamento e a própria já estava lá me esperando, no caminho para minha casa contei a ela que precisava de ajuda para escolher a minha roupa e falei que emprestaria uma roupa minha para ela se ela quisesse, mas que precisávamos ir nessa festa juntas, para ela me dar aquele apoio moral que só amigas conseguem, ela não gostou da ideia e quase desistiu, mas eu consegui convencer falando que recompensaria de alguma forma depois quando ela precisasse.

Já em casa fizemos uma bagunça de dar inveja, conseguimos até esparramar acetona no tapete enquanto limpávamos as unhas e ainda bem que moro sozinha, senão estaria levando uma bronca daquelas nessa hora. Depois de três horas escolhendo roupas e mais duas para cabelos e maquiagem estávamos apresentáveis. Melissa me fez prometer que não ficaríamos muito tempo na festa, mas na realidade, eu não demoraria tanto tempo só para dar uma passadinha por lá, eu tenho outros planos para essa noite. Em uma noite predadora eu só posso ir juntar aos caçadores.

— Você só pode estar brincando que eu vou entrar ai – Lá vamos nós de novo com a falta de limites da amiga. — Só essa fachada vale mais que o valor da minha casa toda! Eu preciso tirar uma foto disso, vou mostrar pra minha irmã aquela pirralha, ela vai se morder de inveja, onde esta meu celular, eu guardei por, aqui... Depois podemos tirar uma selfie...

Sinceramente, essas foram as primeiras palavras de Melissa na frente da casa, ainda dentro do carro. Eu realmente não mereço, deveria ter pensado melhor no quesito suporte da amiga, porque eu to vendo que sou eu que vou ter que ficar de olho nela.

Sai do carro e joguei as chaves na mão dela, enquanto arrumava o cabelo uma ultima vez me certificando que estava tudo em ordem. Andei pelo jardim iluminado até contornar a lateral da casa para chegar aos fundos que era onde estava acontecendo a festa. E que festa. Uma música alta fazia com que ninguém fosse ouvido, enquanto um balcão com shots se fazia presente ao lado da piscina. Muitas pessoas já estavam bêbadas mas tudo só estava no começo, avistei um cooler com varias garrafas de vodka, peguei um, me servi e entrei na casa pelos fundos, procurando um rosto familiar, na verdade dois: o de Peter e o de Chad.

Melissa chegou correndo por trás de mim quase me derrubando como uma jogadora de hóquei, mas eu nem liguei, porque logo vi Mike encostado numa das paredes do fundo se esfregando na tal peguete e não perdi tempo para dar um oi discreto. Fui para a sala onde estava não dava para enxergar quase nada com as luzes apagas e um globo reluzente pendurado no teto. Brega eu sei, mas parece que ninguém esta se importando com isso. Depois do quinto gole eu já estava dançando como se não houvesse amanhã e já tinha encontrado com Candice que por sinal estava conversando com Peter animadamente gritando coisas no seu ouvido. Voltei para a área da piscina e tive que carregar Melissa comigo, pois já tinha um engraçadinho jogando conversa fora com ela.

— Você ficou irritada não foi? E nem pense em mentir para mim.

— Oi? Você falou irritada? Com o que? ESSA FESTA ESTÁ ÓTIMA! – Gritei literalmente mais alto do que tinha planejado.

— Com o Peter se agarrando na Candice, ou vai falar que eu não vi quando você lançou um olhar mortal para ela?

— Pooor favor Melissa menos! Eu não tenho mais nada com ele, e de mim só vai conseguir desprezo depois do que ele fez, se eles quiserem se engolir que sejam felizes!!! – Arrastei as palavras enquanto tentava me equilibrar, pois é, sou fraca para bebida.

— Parece que você ainda não superou... – Ela me olhou com cara de pena segurando no meu ombro. Melissa acaba de mexer com o meu ponto fraco: meu orgulho.

— Você vai ver se eu não superei.

Levantei e fui para dentro de novo, empurrando qualquer pessoa que entrasse em meu caminho, depois de vasculhar o local umas duas vezes acabei encontrando Chad virando um copo de tequila no primeiro degrau da escada em caracol que dava para o segundo andar. Peguei o copo da mão dele que se assustou e deu uns gritinhos bem imaturos de macho alfa e virei na boca de uma vez só. Comecei então a passar minha mão por todo o seu abdômen, esfregando para cima e para baixo, ele entendeu percebeu o recado e retirou completamente a camiseta a rodando no ar e fazendo a maioria das garotas levantarem as mãos como se fosse ele fosse jogar o buquê. E ele jogou mesmo, mas foi a camiseta, e a menina que pegou ficou bem louca esfregando o tecido no pescoço. Enquanto isso eu me ocupei em dançar com Chad até dar meu primeiro beijo da noite nele. Digo primeiro porque depois fomos beijando descendo a escada ate o centro da pista, onde ele e todos os outros começaram um coro que gritava “Body Shot! Body Shot!” e eu estava ate considerando entrar na brincadeira, quando Peter me puxou com tudo com ele, nos levando para a cozinha da casa.

— Me larga! O que raios você está fazendo?

Notas finais
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