Notas iniciais
Oi minhas flores.
Como foram de natal?
Desculpa o atraso, mas a Vanessa não estava entendo a minha letra e não achei justo ela passar o natal dela com essa tarefa, então aqui estou finalmente com o ultimo capitulo.
Obrigado a MarySwan, a recomendação foi incrivel de verdade, eu amei.
Este capitulo eu dedico a todas vezes, pela força, pelas palavras e por fazer de WLN um sucesso.
Obrigado de verdade.
Boa leitura ;)

POV Bella.

Seguimos em silencio até o carro da Nessie. Não conversamos muito durante o trajeto até o colégio. Renesmee parecia absorta e muito atenta, olhava frequentemente pelo espelho retrovisor do carro e dirigia com cautela. Ela estava atenta a tudo ao nosso redor.
Logo chegamos na propriedade da escola e Nessie deu a volta com o carro parando nos fundos que ficava o ginásio.

Descemos do carro simultaneamente e eu logo comecei a caminhar em direção as grades que ladeavam a escola, mas Nessie segurou meu braço.

- Teremos que escalar. – ela disse assim que me virei para ela. – Não vai fazer isso com essa roupa vai? – ela perguntou e eu me lembrei de que estava com a fantasia, assim como ela.

Nessie então me soltou e abriu o porta-malas, tirando de lá uma sacola.

- Trouxe roupas e tênis. – ela disse sorrindo e me entregou a sacola. Depois pegou dois tacos de beisebol e eu acebei rindo.

- Tacos? – perguntei entre risadas.

- A desculpa senhora mafiosa. – ela disse sarcástica e rolou os olhos. – Quer que eu pegue uma Glock, ou um fuzil de vossa reserva especial? – ela perguntou ironicamente.

- Você não entrou para o clube de tiro que o Alec frequenta, no ano passado?

- eufundirumelusa. – ela resmungou algo que eu não entendi.

- Você perdeu uma blusa? O que isso tem haver com o assunto? – perguntei confusa.

- Eu fui expulsa ok? – ela falou alterada e rir ainda mais. Nem parecia que estávamos ali para encontrar com uma psicopata sádica e doentia.

- Por que você foi expulsa em? – perguntei e ela fez uma cara que eu achei que ia me socar.

- Eu ameacei atirar no instrutor. – ela disse emburrada e eu comecei a gargalhar novamente, mas parei ao ver a cara de poucos amigos que ela me lançou. – Vamos nos trocar ou vamos ficar aqui fora rindo feito idiota? – ela perguntou ainda de cara fechada e começou a se trocar e eu fiz o mesmo.

Vestimos calça jeans flexíveis, tênis, camiseta e uma jaqueta por conta do frio costumeiro de Forks. Prendemos nossos cabelos em um rabo de cavalo e então estávamos prontas.

- Vamos lá. – eu disse e Nessie assentiu. Caminhamos até a grade.

Renesmee foi a primeira a escalar. De forma habilidosa ela fincou o pé nos espaços arredondados entre os metais retorcidos, assim como as mãos e com somente alguns movimentos chegou ao topo e pulou por sobre a barra de ferro caindo no chão com as pernas flexionadas. Joguei então para ela, por sobre a grade os tacos que ela apanhou sem dificuldades.

Logo foi a minha vez e eu tentei imita-la, mas sem muito sucesso. Assim como ela escalei o portão me apoiando nos espaços, mas encontrando grande dificuldade e quando finalmente cheguei a barra de ferro que delimita o topo, não pulei como Renesmee ou me arrebentaria no chão. Somente desci escalando a grade da mesma forma que subi.

Assim que cheguei ao chão virei-me para Renesmee e peguei o taco que ela me estendeu.

Pela primeira vez nesses três anos que conheço a Nessie eu vi nervosismo em suas ações.

- Sempre a certe no rosto e na nuca. – ela disse sem olhar diretamente para mim.

- NESSIE. – chamei um pouco mais alto. Ela me olhou e eu vi receio brilhando ali. – Vai dá tudo certo. – eu disse tentando passar uma segurança que não sentia.

Ela me olhou seria. – Bella, não seja ingênua. – ela disse em um quase sussurro. – Não fazemos ideia do que nos espera lá dentro. Não sabemos o que essa louca da Kate vai aprontar e é muito provável que ela não esteja sozinha lá dentro. – ela se aproximou mais de mim. – Mas não importa o que aconteça estaremos juntas. – ela disse com a voz firme. – Até o fim. – ela completou olhando nos meus olhos e eu vi ali todo o sentimento de uma amizade verdadeira e não tive duvidas de que ela estaria do lado sempre.

- Até o fim. – repeti suas palavras e ela me sorriu.

Agora mais seguras de nossos atos, caminhamos a passos largos pela propriedade da escola até o escuro ginásio.

Eu tinha a sensação de esta em um filme de terror particularmente ruim.

Sem mais delongas, nos prostramos nos portões que dava na quadra, os mesmo que entrei de moto com Jasper durante o duelo. Tudo aquilo parecia ter acontecido a tanto tempo, talvez até mesmo em outra vida, a outra pessoa.

Nessie segurou de um lado e eu de outro e juntas puxamos o pesado portão de ferro o fazendo deslizar. O ranger de sua engrenagem ecoando pelo que parecia ser, o fazia ginásio. Abrimos somente o suficiente para a nossa passagem.

Adentramos o local com passos cautelosos, aproveitando um pouco a luz que vinha de fora, iluminando nosso caminho. Nossos passos eram pontuados pelo som seco do encontro de nossos sapatos com o chão. Meu coração martelava contra o peito.

De repente Nessie parou, parecia extremamente em alerta, olhando fixamente para algum ponto além de nos. Tudo a nossa frente estava mergulhado na escuridão. Ameacei dá mas alguns passos, mas fui detida pelas mãos extremamente fria de Renesmee que segurou meu pulso com firmeza, me impedindo de prosseguir.

Olhei seu rosto e ela permanecia fixa a um ponto escuro a nossa frente, seu semblante endurecido. Desci meu olhar e vi as veias do seu pulso distenderem demonstrando a firmeza com a qual ela segurava o taco na mão oposta a que ainda me detinha.

Então senti o que ela sentia. Era como algo queimando em nossa direção, aquela sensação de esta sendo observado.

O ranger dos portões atrás de nos, me fez pular assustada. Ainda sendo fortemente segura pela mão firme de Nessie em meu pulso, olhei para trás em tempo de ver uma sombra alta deslizar os pesados portões sem dificuldade o fechando, fazendo com que a pouca luz que vinha dos postes que ladeiam a escola não iluminasse mais parte do ginásio.

Mergulhada na extrema escuridão, meu coração disparado em meu peito, minhas mão molhadas e a adrenalina percorrendo minhas veias, permaneci ali ouvindo somente o respiração exageradamente controlada de Renesmee, que junto com o seu toque frio em meu pulso, eram as únicas provas de sua presença.

Então todas as luzes foram acessas, queimando meus olhos, me fazendo piscar repetidas vezes até me acostumar com a repentina claridade. Assim que meus olhos se acostumaram e eu voltei a enxergar normalmente, pude ver finalmente o ponto a minha frente em que Nessie esteve olhando tão fixamente. E lá estava Kate.

Somente a alguns metros de nos, ela estava sentada em uma cadeira estrategicamente colocada no centro da quadra. Ela usava o antigo uniforme amarela das lideres, com as pernas cruzadas e um braço dobrado e apoiado no encosto da cadeira. O outro braço estava estendido a sua frente, na altura do rosto, segurando uma arma prateada apontada para nós.

Olhei novamente para o portão a qual tínhamos entrado e parado ali de braços cruzados e com um revolver preso no cós da calça jeans, estava Paul. Quase rosnei ao ver aquele sorrisinho presunçoso.

Minha mente tentava trabalhar freneticamente parta encontrar uma saída daquela armadilha que eu estupidamente tinha me colocado por livre e espontânea vontade e o que é pior, trazendo a Renesmee comigo.

Olhei então para a única outra saída, que era do outro lado de onde nos encontrávamos e que dava para os vestiários e por consequente, dentro da escola. Mas lá também tinha seu cão de guarda, protegendo a porta tal como Paul fazia. Jared não sorria e parecia até um pouco nervoso, mas isso não impedia de me lançar olhares raivosos.

Sentindo-me derrotada, engolir em seco percebendo que não tinha saída, pelo menos não uma em que sairíamos vivas, com as nossas próprias pernas. Olhei então para Kate e ela sorria maldosamente.

- Pronta para morrer pequeno gafanhoto?

[...]

POV Narrador.

Kate sorria feliz, estava a um passo de destruir de uma vez aquela que tanto se colocara em seu caminho. Ainda doía em seu peito ter matado a única pessoa que lhe inspirava bons sentimentos, mas ela tinha consciência de que ele nunca esteve a sua altura, sendo sempre um fraco.

Mas mata-lo não estava em seus planos, ainda tinha esperança dele entender o nível superior em que ela se encontrava e assim a tomando por exemplo agir como homem, mas não foi assim.

Afastando tais sentimentos, ela continuou a olhar a atordoada Isabella a sua frente que tentava encontrar uma saída da armadilha que ela tolamente se colocara. Kate não era burra e sabia muito bem que Isabella era esperta e ainda por cima trouxe a Brandon que definitivamente era um problema.

- Pronta para morrer pequeno gafanhoto? – Kate pronunciara começando o seu pequeno show. Sempre apreciara as artes dramáticas e não perderia essa chance.

Isabella sabia onde tinha se metido, mas ainda possuía uma arma, só precisava desestabilizar Kate, aquela seria a sua melhor chance.

Já Renesmee calculava em sua mente a melhor forma de tirar sua amiga viva daquele lugar. Eram três portando armas de fogo contra somente elas duas segurando tacos que agora lhe pareceu tão bobo.

Olhou então para Kate de forma arrogante e dentro de si, jurou que tiraria Isabella viva daquele lugar, nem que para isso desse a própria vida. Determinada Nessie então sorria para a inimiga a sua frente.

- Veja se não é vaca psicopata que me colocara na cadeia. – falou em tom sarcástico, querendo irritar a loira a sua frente.

Kate somente sorriu diante da petulante morena. Ela não fazia ideia com quem mexia. Kate era capaz de tudo para se proteger, sempre fora assim.

- Onde esta Tânia? – Isabella perguntou nervosamente. Ainda não tinha avistado sua irmã e isso lhe preocupava.

- A essa hora deve estava boiando em alguma vala. – Kate disse com um sorriso triunfante. Sabia que naquele momento Sam já deveria ter executado Tânia sob suas ordens e isso a deixava imensamente satisfeita. Nunca suportara Tânia e sua falsa perfeição, sempre tentando ser a melhor possível, recebendo a única e exclusiva atenção de seu amado, que deveria ser sua.

Bella ao avir aquelas palavras sentiu seu peito se apertar em uma dor sem tamanho. Tânia estava morta. Tinha colocado a si e a sua amiga nessa situação por nada.

Olhou com ódio para aquela maldita a sua frente e desejou poder ter a capacidade de fazê-la explodir em mil pedaços. Lagrimas rolavam sem medida pela sua face externando a dor de sua alma. Não podia ter perdido sua irmã.

Sairia dali, prometeu a si mesma. Sairia dali e tiraria sua amiga daquela horrível situação. Por Tânia, ela viveria e acabaria com Kate. Seu sangue fervia e exigia vingança.

- Onde esta meu pai Kate? – perguntou tentando ganhar tempo, fazendo seu cérebro trabalhar freneticamente em uma estratégia.

- Charlie deve esta a essa hora em casa, desfrutando de uma bela ceia ao lado de sua esposa. – disse a loira sorrindo irônica. Ela sabia que não era a Charlie que ela se referia, mas não poderia perder a oportunidade de gozar um pouco mais com a pobrezinha de sua “sobrinha/prima”.

- Sabe muito bem que não falo de Charlie. – Isabella esbravejou perdendo a paciência. – quero saber onde esta Eleazar.

- E agora ele é seu pai? – Kate rebateu se fazendo de desentendida.

- Não só meu pai, mas como seu irmão e tio. – Isabella disse controlando-se.

Kate nada respondeu e também não deixou transparecer a sua surpresa, então Isabella sabia de tudo. Achou apenas que ela tinha ficado sabendo sobre Jane e tinha deduzido que era sua mãe. Nunca lhe passou pela cabeça que mais alguém soubesse de seus segredos, mas mesmo surpreendida, Kate não perdeu a paciência, mas essa pose só durou até ouvir as próximas palavras de Isabella.

- E pelo o que fiquei sabendo, também o seu amor não correspondido. – Isabella cuspiu as palavras, revelando o segredo que Jane tinha lhe contado.

Kate sentiu seu estomago se contrair como se tivesse levado um belo soco no local. Ela não podia acreditar que alguém soubesse sobre isso, ninguém sabia que durante quase toda a sua vida lutara pelo amor de seu “pai”. Fora um alivio tão grande quando descobrira que ele não era seu pai de verdade, naquele dia em que encontrara o baú com as cartas, fotos e sua certidão original, chegou a sentir o sopro da esperança lhe tomando o peito, ela tinha chances com seu amor no fim das contas. Tinha 8 anos na época e então arquitetou genuinamente seus planos de ação que iam muito bem, até Isabella retornar com seu plano idiota de vingança.

Bella se deliciava com o desespero que tomou conta das feições de Kate. Sabia que aquilo a faria explodir e era o que queria. Precisava que ela falasse, afinal já que estava ali, queria descobrir toda a verdade.

Como uma boa vilã de filme, Kate se preparou para seu discurso final. Colocaria Isabella em seu lugar antes de acabar com a vida maldita dessa verme que ela tanto odiava.

Totalmente fora de controle Kate se levantou ainda apontando a arma para o rosto de Isabella. Tinha vontade de estourar os miolos daquela ordinária, tinha desejo de ver seu crânio estourado e partes dela espalhada pelo chão.

Mas quando deu um passo a frente, Nessie se colocou entre ela e Isabella. Jamais permitiria que atirassem em sua amiga e não ia deixar aquela loira infernal chegar perto de Bella.

Kate quase rosnou em cólera quando viu aquela pedra em seu sapato tentando lhe atrapalhar mais uma vez. Respirando de forma descontrolada, seu ódio corroendo seu peito, fazendo sua mente nublar e uma vontade insana de quebrar, socar, matar tomando conta de suas veias. Kate fez sinal para Paul que aguardava no mesmo lugar, enfrente aos portões.

Paul estava ali por que verdadeiramente odiava a Swan. Ela tinha se envolvido em o que não era da conta. Para ele as coisas na escola funcionavam como deveria e ela e o Cullen, estragaram tudo. Na verdade Paul não passava de um babaca sem escrúpulos e Kate havia prometido conseguir uma vaga em Brow para ele se a ajuda-se. Não pensou duas vezes é claro, afinal ele era tão inescrupuloso que matar não lhe parecia um problema.

Juntos, Paul e Kate tinham praticamente engando Jared. Esse também era um babaca inescrupuloso e odiava Isabella, ele não tinha esquecido a “surra” que a mesma lhe dera e ainda queria sua vingança, mas só soubera do plano de Kate quando já era tarde demais e ameaçado teve medo e acabou cedendo.

Paul então se aproximou onde as duas jovens estavam e colocou a arma na nuca de Renesmee e em seguida puxou seu cabelo a fazendo se afastar.

Nessie queria se virar e socar aquele imbecil inexperiente, mas sabia que ainda não era hora.

Agora que seu caminho estava livre, Kate se aproximou de sua tão odiada Isabella, ficando a somente alguns passos de distancia.

- Você sempre no meu caminho não é? Saiba que tudo isso é culpa sua e somente sua. – Kate falava com a voz chorosa. Bella nada disse, deixaria a louca a sua frente despejar suas sandices. – Escute aqui sua vadiazinha, eu tentei ser legal, mas você tinha que voltar não é? Você faz ideia de todo sacrifício que foi convencer a Tânia a se afastar de você? Você acha que aquela idiota sentia prazer em te humilhar? Eu digo a você que NÃO. Quando soube que você era filha de meu querido Eleazar eu soube que teria de tirar você do caminho. Claro que você colaborou e muito. Sempre machona, com roupas de garoto foi fácil usar do histórico familiar, amedrontei meu amado com os fantasmas do passado, o fiz acreditar que você e Tânia tinham uma relação nada convencional. – ela sorriu. – Quando ele passou a ouvir os boatos quase enlouqueceu, ele não poderia deixar, então ameaçou a Tânia diversas vezes. Mas aquilo para mim não era o bastante, já que aquela idiota não se afastava de você. Então eu fiz meu amado temer ainda mais. Fingi em uma noite em que ele estava bebendo, que estava recebendo o espirito de nosso “pai”, como ele não sabia que eu tinha descoberto seus segredos, o fiz acreditar que era real, afinal eu era somente uma criança. – ela gargalhou e Isabella estremeceu. – Disse a ele que ele estaria pagando pelo o que tinha feito, que suas filhas seriam como a tia e que ainda seriam pior por que seriam incestuosas. Ele ficou tão apavorado que bebeu ainda mais e invadiu o quarto da Tânia. Ele não parava de repetir que ia ensinar a ela a ser uma Denali, a mesma coisa que o pai dizia e naquele dia ele deu a primeira surra na sua “Tata”. – Isabella olhava enojada para a loira doentia a sua frente, lembrando-se da primeira vez que vira Tânia machucada. – Tânia era ingênua assim como a idiota da sua mãe. Essa eu afastei completamente, usando a suas inseguranças. Às vezes me sentia literalmente uma cobra, rastejando ao seu redor, fazendo comentários ocasionais e destruindo o seu ego. Logo ela se viciou em bebidas, pílulas e outras drogas e ela foi facilmente tirada do meu caminho. Internava-se e voltava para casa para começar tudo de novo. O Eleazar não entendia por que ela não melhorava. O pobrezinho não fazia ideia que eu não deixaria aquela vadia melhorar, não deixaria a voltar para a cama que um dia seria minha. Até que eu tive que mata-la. Com tantos acontecimentos que VOCÊ me causou esqueci que verificar se aquela maldita estava se drogando como deveria e ela estava tentando resistir. Nunca sentir tanta raiva como eu sentir quando eu ouvir os gemidos, os malditos gemidos vindos daquele quarto. Aquela vagabunda estava se deitando com o meu Eleazar. Fiquei ali, ouvindo cada palavra, cada grito de satisfação e prazer e esperei, quando meu amor desceu para beber algo, eu o seguir e contei que Tânia tinha sido expulsa do cargo de capitã e eu tinha sido tirada da equipe. Ele não deu a mínima, ate que eu contei uma mentirinha. – ela fez um biquinho parecendo ingênua. – Disse que você a tinha humilhado por ciúmes da Tânia com uma outra garota e que eu tinha certeza que vocês estavam vivendo um caso. – Isabella arregalou os olhos diante dos absurdos revelados. – Ele ficou louco e subiu furioso para o quarto de Tânia, lá nos demos um jeito nela e você não faz ideia de como foi divertido. Mas ai aquela vadia se intrometeu. Tânia já tinha aceitado nossos termos, as coisas voltariam a ser como era, mas a vaca estava sóbria e foi defender a filhinha. Ela pegou Tânia e foi para seu quarto. Meu Eleazar ficou desesperado, queria ir atrás da maldita esposa e pedir perdão, mas o convenci a dá um tempo. Preparei uma bebida “especial” para ele e ele bebeu. Logo caiu em sono profundo e eu subir até meu quarto onde tinha uma arma que eu tinha comprado a um tempo atrás. Você não faz ideia do que se pode conseguir no lugar certo, com uma boa quantidade de dinheiro. Quando cheguei ao quarto, ela ninava carinhosamente a filhinha dela e não pensei duas vezes, apontei a arma para ela e quando ela se levantou assustada atirei em seu peito. – Kate se deliciava com a lembrança do momento. – Tânia levantou assustada e correu para a mãe, tentando estancar o sangue. Ela gritava por socorro e chorava e aqueles gritos estava me dando nos nervos, então peguei a cadeira e bati com tudo em suas costas e cabeça a calando. Ela caiu por cima da mãe desacordada. Eu vi que aquela vadia mesmo com a bala no peito ainda estava viva, mas não me importei, ela ficaria lá sangrando ate morrer mesmo. – ela deu de ombros sorrindo. – A parte difícil foi arrastar Tânia e depois a vagabunda quase morta até o sótão. Peguei algumas das correntes dos cachorros e prendi Tânia ao lado da mãezinha dela, se elas se gostavam tanto que apodrecesse juntas. Então voltei até o quarto e limpei toda a sujeira que o sangue daquelas vadias tinham feito, assim como o corredor e as escadas. Depois foi só me abraçar ao meu querido e adormecer feliz. Quando despertou, ele me colocou na cama, eu já estava acordada, mas fingir dormir. Vi ele ir atrás das duas vagabas e não encontrar. Alguns empregados já tinham chegado e ouvir ele perguntar por elas. Doce deleite quando o ouvir entrar no quarto e me acordar e eu pude dizer que ela tinha ido embora levando a Tânia. – ela riu gostosamente. – ele ficou desolado o pobrezinho, mas eu fiquei ao seu lado. Mas você estava fora de controle, ficou mexendo no vespeiro, tirou até mesmo o Jacob do posto. Aquele maldito foi procurar pela Tânia. Tão burro, não soube ser nem um pouco silencioso. Tive que acertar ele, poderia tê-lo matado logo, mas eu confesso que ainda tinha esperança dele acordar e ver que aquela vadia ali. – ela apontou para a Nessie. – jamais iria querer nada com ele. Eu fiz a denuncia confesso, precisava ensinar que não se deve mexer com uma Denali. Sabia que ela iria levar suspeitas sobre mim, então precisava me livrar dos estorvos. Corri para casa e liguei para o Sam, sabia que ele me ajudaria. Ele entrou comigo e pegamos Tânia primeiro, mas eu não contava que o meu Eleazar chegaria naquela hora. Ele estava fora de si, gritava querendo uma explicação, avançou por sobre Sam, eu tentava o acalmar mas nada funcionava. Tânia também falava e você sabe que esse falatório todo me deixa nervosa. O meu querido largou Sam e foi ajudar a filhinha querida. O ódio me subiu e eu não medir minhas ações. – ela falava com um misto de raiva e tristeza. – Queria matar a Tânia e apontei a arma, mas quando disparei, o meu amor se colocou na frente daquela vadia loira. A bala foi direto em sua cabeça, já que eles estavam no chão. Ele morreu na hora. – uma lagrima escorreu solitária pelo rosto pálido de Kate. – Nem tive tempo de chorar por sua morte sabia Bellinha? – ela perguntou com a voz doce e chorosa. – Eu o matei e nem tive tempo de me lamentar. Tive que mandar Sam tirar Tânia e o corpo dele de lá, eu daria um jeito no Jacob e bem o resto você já sabe. Mas confesso que tive sorte, Sam voltou para me ajudar e acabou me encontrando desmaiada naquela cova rasa e me tirou de lá. Agora você entende por que tenho que te matar? Por que é tudo culpa sua Bellinha. Por sua causa eu matei essas pessoas entende? Se você tivesse ao menos se comportado como deveria nada disso estaria acontecendo.

[...]

Depois que ouviu as palavras de Tânia sobre a armadilha que Kate estava armando para matar Isabella, Alec correu para o seu carro depositando cuidadosamente Tânia no banco passageiro. Correu para o volante e sacou o celular e quase o partiu em dois ao ver que estava sem sinal.

- MERDA. – grunhiu desesperado. – sem sinal.

- O que faremos? – perguntou Tânia fracamente.

Alec se sentia impotente naquele momento. Colocou o carro em movimento, saindo dali.

- Eu não sei. Preciso achar a Bella. – ele disse frustrado, manobrando o carro para sair daquele lugar.

- O Edward. Temos que falar com ele. – ela disse tentando ajudar.

- Eu não sei o numero dele. – ele disse enquanto olhava a estrada a frente. Então uma ideia iluminou em sua mente. – A boate.

Dirigindo habilidosamente com uma mão ele procurou o numero na agenda e marcou para a discagem rápida e entregou a Tânia.

- Observe o sinal, assim que pegar ligue para a boate e procure Victoria, diga que é urgente.

Tânia assentiu, pegando o aparelho. – Aonde vamos?

- Nos vamos ate a policia.

[...]

Na boate Edward e os demais já estavam mais que desesperados, não havia nem sinal de Bella e Nessie. As duas tinham sumido já fazia mais de uma hora e eles não as encontravam em lugar algum.

Edward sentia seu coração se apertar e sem saber o que fazer correu para o carro. Seus amigos foram juntos, iriam dá uma volta pela redondeza para ver se as encontra.

Edward vasculhou cada canto que pode, olhando para cada pessoa atentamente. Sabia que ela estava diferente e se culpava por não ter seguido ela. Agora seu amor estava perdida e temeu que Kate tivesse algo a ver com isso.

Sem obter sucesso voltou ao estacionamento da boate e seus amigos também estavam lá. Nenhum deles tinha encontrado as meninas.

Desceu do carro e seu coração se apertava cada vez mais, ele podia sentir o medo tomando conta da sua alma.

- Calma cara, nos vamos acha-las. – Jasper disse tentando acalmar o amigo, mas ele próprio já estava desesperado.

Seth andava de um lado para o outro completamente nervoso. Onde a sua doidinha tinha se metido? Nunca se sentira tão preocupado em toda a sua vida.

Suspirando pesadamente resolveu tentar ligar para ela. Já tinham tentado ligar para as meninas, mas só caia na caixa. Pegou então seu celular no bolso do paletó da sua fantasia de mafioso e estranhou quando junto do celular veio um papel.

- O que é isso? – ele perguntou confuso chamando a atenção dos demais.

Ele abriu o papel e leu o conteúdo.

Amor. Fui ajudar a Bella. Não sei ainda para onde vamos, mas ela tem um encontro com a Kate e não posso deixa-la sozinha. Se quiser nos procurar sugiro que vão para Forks tenho certeza que o encontro será lá. Boa sorte. Queria dizer isso pessoalmente, mas eu Te amo. BEIJOS Renesmee.

Seth sentiu lagrimas saírem de seus olhos sem controle. O papel foi arrancado de suas mãos por um desesperado Edward que quando leu, quase se jogou ao chão de desespero.

Sabendo que corriam contra o tempo, foram para seus carros e pisaram fundo rumo a Forks.

[...]

Alec corria a toda velocidade saindo de La Push, quando finalmente conseguiu sinal em seu celular.

Antes de poder fazer uma ligação, o celular apitou denunciando uma mensagem de Bella.

- Tem uma mensagem da Bella. – Tânia quase gritou. – ela deve ter mandado, mas como estava sem sinal só chegou agora.

Alec assentiu. – Leia então.

Tânia então o fez.

From: Bella S.

To: Sr. Desaparecido.

Onde você esta em? Já tenho que ir ao encontro de Kate. Ela marcou no ginásio da escola. Tão cliché. Espero que esteja bem. Beijos B.

- Elas estão no ginásio. – Tânia disse sorrindo e chorando ao mesmo tempo.

Alec sorriu vitorioso e acelerou rumo ao colégio.

- Ligue para a policia. E tente encontrar o Edward. – Alec ordenou se concentrando em correr o mais rápido possível.

Sabia que Tânia estava debilitada, mas também tinha visto nela o quanto guerreira ela era, a observou ligar determinada para a policia e em seguida tentar se lembrar de algum numero para achar o Edward. Alec sorriu orgulhoso, sua loirinha não era frágil, era uma diva guerreira que já se estalava em seu coração.

Tânia não sabia o numero de Edward e estava sem seu celular. A boate ninguém atendia.

Mas para a sua surpresa lembrou de um numero que nunca pensou que ligaria. Discou e passou o telefone para um confuso Alec.

- Alô. – uma voz grave e sonolenta soou no telefone. Então Alec entendeu.

- Boa noite senhor Swan, desculpa incomodar. Aqui quem fala é Alec Volturi. O senhor poderia me dá o numero de Emmett, estou a horas tentando falar com Bella e tive uns probleminhas e não consigo chegar a boate, acho que me perdi. – mentiu na tentativa de não preocupar o pai.

- A claro meu filho, anota ai. – Alec sorriu e olhou para Tânia que já tinha pego um pedaço de papel e caneta no porta-luvas.

O senhor Swan disse o numero e ele foi repetindo em voz alta e Tânia anotou.

[...]

Estavam estacionados perto da propriedade dos Denali. Não sabiam nem por onde procurar.

Emmett roía as unhas e estava calado encostado ao seu carro vendo os demais discutir aonde deveriam ir. Mas ele não participava da conversa, sentia que a irmã estava em perigo e seu coração sangrava. Quando fica triste ele deixa de lago seu jeito brincalhão e fica tão tímido e fechado como um dia sua irmã foi.

Ouviu então o toque do seu celular e estreitou os olhos. Se debruçou por sobre a porta do Jipe e pegou o celular que estava em cima do painel do carro.

- Alô. – disse sem vontade alguma.

- EMMETT. – uma voz feminina gritou do outro lado. – BELLA ESTA NO GINASIO DA ESCOLA, JÁ LIGAMOS PARA A POLICIA E ESTAMOS INDO PARA LÁ.

- quem é? – perguntou desconfiado, poderia ser a Kate tentando despista-los, e ligando para ele por o considerar burro como todo mundo.

- É A TÂNIA. VOCÊS PRECISAM CORRER. ESTOU COM O ALEC.

- ok, estamos indo para lá.- disse e desligou.

Todos olhavam para ele.

- Era a Tânia. – o suspiro de alivio foi geral, Tânia estava viva afinal. – Ela disse que Bella e Nessie estão no ginásio da escola. Ela e Alec estão indo para lá e já ligaram para a policia.

Todos correram para os carros e rumaram para o ginásio.

[...]

Kate apontava a rama para a cabeça de Isabella, fazendo o metal frio encostasse a sua testa, mas Isabella não estava com medo. Ela sentia raiva, ódio, tristeza. Aquela pessoa asquerosa a sua frente tinha matado a sua Tânia, seu pai que ela nem teve a oportunidade de conhecer de verdade, uma mulher inocente. Aquele monstro tinha destruído toda uma família.

- ACHA QUE EU TENHO MEDO KATE. – Isabella gritou desesperada. – VAMOS ATIRE SUA COVARDE. TODOS QUE VOCÊ ENFRENTOU FOI COM ESSA ARMA EM PUNHO. QUERO VER ME ENFRENTAR SEM ELA. – Bella sentia ânsia de esganar a loira a sua frente.

O desafio que Isabella lançou foi suficiente para fisgar a mente perturbada de Kate, que abaixou a arma sorrindo sarcástica.

E então tudo aconteceu ao mesmo tempo. Jared vendo a oportunidade abriu a porta que guardava e saiu correndo sem olhar para trás. Distraídos pelo movimento do colega abandonando o barco, Paul e Kate não perceberam Isabella e Nessie os atacando simultaneamente.

Nessie pisou no pé de Paul ao mesmo tempo em que dava uma cotovelada em sua barriga. Segurou então o braço que estava a arma ao mesmo tempo em que se virava para ele dando um chute em suas costelas. O chute foi tão forte que Nessie pode ouvir o barulho inconfundível de costelas se quebrando. Paul urrou de dor e caiu no chão. Nessie tirou a arma da mão de Paul e chutou seu rosto o fazendo sangrar.

Então virou para as outras duas e viu Bella lutando bravamente com Kate.

Então os portões pelo qual elas entraram se abriram e Nessie olhou para lá vendo seus amigos invadirem desesperados.

Mas Bella também se destraiu com isso e aproveitando esse momento, Kate segurou firmemente a arma que Bella tanto tentava arranca-lhe e disparou contra se abdômen.

O barulho do tiro ecoou por todo lugar. Todos olharam desesperados para Kate e Bella, sem saber quem tinha sido atingido, até que Bella que tinha sentido um impacto contra seu tronco, caiu ajoelhada.

Naquele momento Nessie que estava mais próxima pulou por sobre Kate a esmurrando com gosto, gritando e chorando.

Kate sentia os socos em seu rosto, mas não conseguia reagir. Sua mente doentia estava nublada, escura, fora de orbita e totalmente sem sentido. Ela só queria encontrar seu Eleazar e dizer a ele que o amava.

Edward correu desesperado chegando em Bella antes de qualquer outro. Se jogou ao chão em tempo de impedir Isabella de bater a cabeça e segurou-lhe.

Ele sentia seu peito se abrindo, isso não podia ser verdade, não a sua Bella, não o seu amor.

Alec puxou Nessie de cima de Kate que já jazia desacordada, mas nada abrandava a raiva de Renesmee. Ela havia fracassado em sua promessa. NÃO, gritou em sua mente. ELA NÃO VAI MORRER.

Se soltando dos braços de Alec correu até a amiga que estava rodeada pelos demais e segurou o abdômen que sangrava desesperada para estancar o sangue.

Tânia que havia se arrastado até ali, desabou em desespero, chorando e rezando.

- Pai, a ajude ela precisa do senhor. Nos duas precisamos de você papai. – ela clamava pelo pai morto perdida em sua dor.

Emmett foi o único ate uma atitude sensata. Mesmo chorando e em pedaços assim como os demais, não deixaria sua irmã morrer. Por ela ele daria sua vida.

Tomou Bella dos braços de Edward e a carregou correndo dali.

Todos pareceram entender e correram atrás dele, deixando Kate e Paul totalmente incapacitados para trás.

Viu as viaturas chegarem, mas Emmett não parou.

- Aguenta firme maninha. – sussurrava em meio ao choro. – Não vou deixar você morrer.

Eles finalmente chegaram aos carros.

Alec demorou mais, pois carregava Tânia que finalmente tinha sucumbido aos seus ferimentos.

Edward entrou no Jipe, assim como Nessie e Rosalie que sentou no volante e cantou pneu. Ela chorava, mas seria forte por sua Bella.

Edward só teve tempo de jogar as chaves de seu carro para Jasper que tentava manter uma desesperada Alice de pé, mas nem ele mesmo conseguia isso.

Seth vendo que sua Nessie estava bem foi o único capaz de ficar e conversar com os policiais. Mas ele também estava arrasado, temia por Bella que sempre foi muito especial para ele.

[...]

Rosalie estacionou de qualquer jeito em frente ao hospital. Emmett carregou Bella para fora do carro, correndo para dentro junto a Nessie e Edward que gritavam por ajuda.

Edward então avistou o pai e correu até ele.

- BELLA FOI BALEADA. SALVE-A PAI, POR DEUS, SALVE-A. – ele gritava desesperado.

Logo enfermeiros apareceram com uma maca e Emmett depositou o corpo de Bella na maca que seguiu para dentro de uma sala.

- Vocês precisam ficar aqui. – Carlisle falou contendo os demais que tentavam passar. Então correu para atender Bella.

Edward encostou a uma parede e deslizou até o chão, lá mesmo ficando, chorando desesperado.

Emmett finalmente deixou seu desespero vim e se jogou ao chão chorando alto, o desespero lascando seu peito, o fazendo sucumbir diante de tanta dor.

Rosalie não sabia o que fazer se dividia entre acalentar seu namorado e seu amigo e a tentar aplacar seu próprio desespero.

Nessie só ficou ali parada em pé, sentindo um grito se formando em seu peito, mas o contendo, engolindo sua dor.

Logo os demais adentraram a sala de emergência. Alec carregava Tânia que estava desacordada. Logo alguns enfermeiros a apegaram a levando também e ele a acompanhou, não queria se separar dela por nada, estava com medo, já bastava sua doce Bella nessa situação, não suportaria ficar longe de sua princesa também.

Alice se afastou dos braços de Jasper e se encolheu em uma cadeira, só queria a sua Bella falando besteira, quebrando tudo. Deixou as lagrimas caírem na doce ilusão de lavar todo aquele desespero que incrustava em seu peito.

Jasper não se sentia capaz de cuidar de sua pequena Alice naquele momento, então só se jogou em uma cadeira ao seu lado, tombando a cabeça para frente e apoiando e suas mãos e chorando como a muito não fazia.

Não demorou muito e Seth chegou, foi direto a Nessie que estava ali ainda em pé em meio ao corredor, a abraçou por trás, mas ela não se moveu. Ele não sabia o que fazer então deixou suas lagrimas cair, rezando por sua amiga.

[...]

Bella a muito estava navegando entre a consciência e a inconsciência. Não sentia dor, só sentia que deveria dizer algo. Ouvia coisas ao seu redor, mas não se sentia capaz de entender.

- Aguenta firme maninha. Não vou deixar você morrer. – ouviu a voz de Emmett e ele parecia chorar, queria ser capaz de dizer algo, mas mergulhou novamente na inconsciência.

Despertou mais uma vez, mas ainda não conseguia abrir os olhos, sentia-se cada vez mais fraca, mais longe de si mesmo.

Ouviu vozes desconhecida ao seu redor, mas só pegava fragmento de suas falas.

- (...) dois acessos venoso calibroso. – uma voz dizia a sua direita.

Então começou a sentir algo a puxando, era como se fosse começar a sair de seu próprio corpo.

- (...) Ela esta parando. – Alguém disse, e mesmo sentindo como se estivesse sendo levada para longe ela reconheceu a voz do senhor Cullen. – Intubação. Uma cânula de numero 8. – Carlisle continuava a dizer. – (...) duas ampolas de adrenalina. — agora Bella tinha certeza que era ele, queria lhe perguntar onde estava Edward, mas já não se sentia presente, era como flutuar, tentou abrir os olhos e conseguiu e deparou com seu rosto pálido, deitado em uma maca, com um tubo branco em sua boca. Se sentiu levitar e subir e logo contemplava a si própria do topo e viu varias pessoas ao seu redor. Todos de branco. Se sentia tão confusa, queria voltar para si, mas não sabia como.

- Ela esta desfibrilando. – um daqueles de branco disse e um outro pegou uma maquina vermelha e Bella viu que era um desfibrilador. Viu Carlisle pressionar seu peito diversas vezes.

- No 160. – Carlisle informou e Bella observou o funcionário mexer no aparelho.

Carlisle pegou de suas mãos as duas partes do desfibrilador e encaixar nas mãos, viu uma enfermeira ao seu lado passar gel na parte interna daquelas coisas e Carlisle esfregar um no outro.

- Afastar. – ele disse e todos se afastaram e ele pressionou aquelas coisas contra seu peito.

Bella podia esta contemplando a cena do alto, mas sentiu uma puxada e uma quentura em seu peito, viu Carlisle repetir o ato varias vezes, mas então não sentia mais nada, não conseguia entender, fechou os olhos desejando ser um pesadelo e se sentiu sendo sugada para algum lugar que ela não fazia ideia onde.

[...]

Estava sentada no meio de uma clareira. Estava tudo tão claro. Ali não deveria ser Forks, afinal o sol estava tão forte.

Como eu tinha ido parar ali? Suspirei e olhei para baixo, eu estava entre flores e usava um vestido longo branco.

Ali tinha tanta paz, que eu me sentia em sintonia com a vida, com o mundo. Não tinha preocupações ou motivos para aborrecimento.

Levantei o rosto e deixei o sol me aquecer. Aquele lugar era perfeito.

Ouvir um barulho um pouco distante de mim e olhei para entre as arvores a minha frente. Saindo dali, vinha um pequeno garoto de olhos marrons e cabelos castanhos.

Ele me era tão familiar.

Ele vestia uma calça e uma blusa branca de botões e se aproximou de mim sorrindo triste.

– Bella. – ele me chamou. Como ele sabia meu nome? Olhei para ele curiosa. – Como esta se sentindo?

Continuei a olhar confusa para aquele garotinho. – Estou bem. Onde estamos?

Ele não me respondeu e sentou a minha frente. – Eu sinto muito Bella. – então ele apontou para mim, para o meu abdômen e eu olhei para baixo. E o vestido tão impecavelmente branco estava agora com uma grande mancha vermelha, levei minhas mãos até lá e sentir um buraco pequeno ali.

– O que aconteceu comigo? – perguntei desesperada. Eu não sentia dor, não sentia nada.

– Você levou um tiro Bella.

Ouvir aquele garoto me dizer e então me lembrei de Kate, da arma e de tudo que eu ouvir. O desespero dos meus amigos, de Edward, do meu irmão. Lembrei também das tentativas do senhor Cullen me salvar. Parece que ele não conseguiu.

- Eu morri. – afirmei tristemente.

- Ainda não. – o garoto disse e eu o olhei. – Tânia clamou por mim e eu vi em seu socorro filha. – ele disse e então eu entendi de onde eu o conhecia. Era o Eleazar, meu pai.

- Quero me desculpar com você filha. Eu fiz tudo errado, deixei o preconceito e o passado me levar e acabei fazendo tanto mau as minhas filhas.

- Não pai, foi a Kate é tudo culpa dela. – ele sorriu diante da palavra pai. Claro que ainda era estranho, afinal era ali um garotinho.

- Eu sei Bella, mas a culpa é minha também. Ainda tenho muito a aprender e me curar, mas parece que morrer no lugar de Tânia me rendeu alguns créditos. – ele sorria agora. – Filha, esqueça a Kate, esqueça a vingança, livre seu coração da magoa e perdoe sua irmã, ela sofreu demais e merece o seu amor.

- eu a amor demais, muito. – eu disse convicta.

- Agora vamos, você não pode demorar. – ele disse se levantando, mas eu não podia, eu estava sangrando. Ele percebeu e sorriu para mim, estendeu seus braços e suas pequenas mãos pairando a centímetros do ferimento em meu abdômen. Uma luza laranja saiu de suas mãos e o local esfriou e depois ficou quentinho, uma sensação gostosa. – Pronto, se sua alma esta curada, logo seu corpo se curará também. – ele disse e eu levantei, nem havia vestígio de sangue ali.

Caminhamos por entre as flores com ele segurando minha mão e paramos em frente a nodosas arvores. Ele então me soltou e levantou os braços, uma luz branca irradiou deles e as árvores se retorceram e abriram em dois caminhos.

- Bella. – ele me chamou e eu o olhei. — você tem duas escolhas querida. – Pode deixar tudo para trás e seguir seu caminho da cura e sabedoria até esta pronta para outra jornada ou pode voltar e terminar o que começou.

Olhei confusa para as minhas duas passagens. O mundo em que eu vivia era mesquinho, odioso. Eu havia sofrido por ser diferente, sim por que Kate aprontou tudo isso eu sei, mas e as outras pessoas? Essas eram somente preconceituosas. Ver a tia Jane, nunca pode viver a sua vida, só por que ela é de uma orientação sexual diferente ela não merece viver um amor, ser feliz? Sinceramente não queria voltar para aquele lugar.

Mas então ouviu vozes vindas do caminho da direita, alguém cantava ela conhecia aquela musica e seu coração se aqueceu e ela soube exatamente que caminho seguir.

POV Edward.

Se ela morre-se eu iria junto. Era só esse pensamento que perpassava a minha mente.

Meu coração clamava por ela e eu sentia que ela se afastava que ia embora. Meu coração parecia sangrar e transbordar a dor da perda. Eu não poderia perdê-la, eu não viveria sem a Bella.

Como se vive sem seu coração, sem sua razão?

Bella não é só meu amor, ela é a minha alma. Um corpo não pode viver sem sua alma. Sem ela eu seria só casca, morto por dentro, oco, vazio.

Todos estávamos ali, naquela sala de emergência rezando e chorando, dando apoio uns aos outros.

Vi quando Tânia retornou para a junto de nós. Ela estava bem machucada e vi Alec tentando argumentar isso, mas ela é teimosa, queria ter noticias de Bella.

Ela sentou ao meu lado e segurou minha mão.

- Dizem que quando a pessoa esta em uma experiência de quase morte, devemos cantar para guia-la até seu corpo. – Seth disse baixinho, mas o silencio que predominava ali todos ouviram.

Tânia então começou a cantarola uma musica conhecida. Era Love Me Tender de Elvis.

- A Bella cantava para mim quando eu estava triste. – ela disse e deu de ombros.

- é a musica que a vó Marie cantava para mim e ela. – disse Emmett.

Então em pensar duas vezes, reunir todo o amor, desespero, ansiedade e carinho que tinha em meu coração e comecei a cantar.

[ http://www.youtube.com/watch?v=eao_4YFm40E&feature=related ]

Me ame com ternura,

Me ame com doçura,

Nunca me deixe partir.

Você tornou minha vida completa,

E eu te amo tanto.

Cantei sentindo a verdade daquela letra, cantei como uma oração, um pedido cantado para Deus nos conceder nosso anjo mais uma chance.

Me ame com ternura,

Me ame de verdade.

Todos os meus sonhos realizados,

Porque, meu amor, eu amo você,

E eu sempre amarei.

Dessa vez Tânia e Nessie me acompanharam, verdadeiramente emocionadas. Podia ver ali, todo amor que elas tinham pela minha Bella.

Me ame com ternura,

Me ame por muito tempo.

Leve-me ao seu coração,

Pois é lá que eu pertenço.

E nós nunca nos separaremos.

Emmett nos seguiu chorando. Ver meu amigo brincalhão naquele estado era ter certeza da gravidade da situação. Mas todos ali estavam sendo sustentados pela fé e essa fé brilhava agora nos olhos do grandão, que cantava fervorosamente, demostrando todo o seu amor por sua irmã.

Me ame com ternura,

Me ame, de verdade

todos os meus sonhos realizados

porque meu amor eu amo vc

e eu sempre amarei

Alice e Jasper nos seguiram também. Abraçaram-se e cantaram com a mesma esperança que agora queimava em nosso peito. A esperança de que teríamos ali conosco a nossa Bella.

Me ame com ternura,

Me ame querida ,

Diga-me que você é minha.

Eu serei seu durante todos os anos,

Até o final dos tempos.

Rosalie, Seth e Alec juntaram-se a nossa cantoria e eu vi em cada um deles o mesmo desejo e fé que nos demais. Rosalie chegou a fechar os olhos se entregando a aquela esperança.

Me ame com ternura,

Me ame de verdade,

Todos os meus sonhos realizados.

Porque meu amor eu amo você,

E eu sempre amarei.

Cantamos a ultima estrofe em um coro baixo, cada um perdido em suas orações.

Sentir um vento quente passar por mim aquecendo o meu coração. Olhei pros demais e vi que eles sentiam o mesmo, sentiam as mãos divina nos dando uma segunda chance, nos devolvendo nossa Bella.

E eu soube naquele momento que a minha vida ficaria bem e naquele momento só me restou me ajoelhar, fui seguido pelos demais e juntos, ali ajoelhados naquela sala de espera agradecemos pela vida da nossa Bella, da nossa pequena guerreira.

3 meses depois.

POV Bella.

Estava sentada vendo a formatura do ultimo ano. Seth, Emmett, Jasper, Edward, Rosalie e até mesmo o Jacob estavam se formando hoje.

Depois que eu acordei no hospital, me contaram que eu fiquei oficialmente morta por 4 minutos. Mas que eu voltei a vida sozinha, sem a ajuda dos médicos. Depois disso eles me levaram para a sala de cirurgia, a bala tinha atingido o fígado e eles tiveram que retirar uma parte, mas eu levo uma vida normal, maiores danos.

Muitos me perguntaram sobre esses quatro minutos de morte, mas eu só me lembro da musica que a vovó Marie cantava para mim e para o Emmett. Quando eu disse isso foi uma choradeira e depois eles me explicaram que realmente cantaram essa musica mas não tinha como eu ter ouvido.

Só sei que eu tinha a certeza que foi isso que me guiou de volta.

Pude ver minha irmã ali diante da minha cama e isso foi um dos maiores presentes. Ela estava viva afinal.

Alec que foi seu grande herói. Na hora só falaram que ele a encontrou perdida na estrada e ela falou que conseguiu fugir de Kate quando ela a estava levando ao ginásio. Mas eu achei estranho, depois eles me contaram que Alec matou o Sam, mas eles não iam contar isso a policia. Claro que acharam o corpo do Sam, mas a investigação não deu em nada e eles colocaram na conta da maluca de Forks.

Por falar nela, Kate foi presa e condenada. Ela foi levada para um manicômio judiciário de alta segurança e vai ficar lá pro resto dos seus dias. Disseram que ela passa hora gritando que seu amor a espera em casa e que ela tem que se apresentar com as lideres. Falaram também que ela fica cantando e fazendo passos das chefes de torcida mais eu acho que isso é só boato, afinal de camisa de forma é meio difícil fazer isso.

Fui tirada dos meus devaneios pelo diretor que chamou o nome da oradora da turma. A minha amiga Rosalie. É pense a loira não é fraca não.

Sorrindo, vestida naquela beca amarelo vômito como descreveu Alice, ela chegou até o pequeno pódio e falou ao microfone.

- Turma de 2011 é com muito orgulho que venho lhes parabenizar. Como sua oradora, deveria fazer um discurso inspirador e motivador, mas não farei isso. Hoje falaremos sobre o fim. Hoje chega o fim um ciclo de nossas vidas, durante muito tempo o ambiente escolar e seus dilemas foi o nosso mundo e agora estamos partindo para enfrentar o mundo de verdade. Neste mundo que enfrentaremos ser líder de torcida, capitão do time, nerd, excluído, popular não vai definir a sua capacidade de se sair bem, nesse mundo, o mundo lá de fora, você será definido pelas suas conquistas e tudo que vivemos aqui parecerá tão bobo. Mas caros colegas lembrem que aqui foi um treino para essa vida que nos aguarda. Lá fora você também encontrara aquelas garotas bonitas e populares que acham que pode pisar em todo mundo, encontraram os atléticos e habilidosos que acham que por causa disso são melhores, também encontraram o preconceito, a covardia e a maldade, mas serão as suas escolhas que faram de você um sobrevivente ou uma vitima. Eu tenho uma amiga que viveu o pior deste mundo, o preconceito, a humilhação, a covardia e principalmente a maldade, mas ela nunca se deixou corromper, ela ergueu a cabeça e fez a escolhas certas, se tornando uma vencedora diante de nossos olhos, nos seus amigos que vimos tudo que ela enfrentou. Meu exemplo de vida é uma garota como qualquer um de nos, mas foram as suas escolhas que a tornaram extraordinária. Este diploma, eu encaro como um certificado de ter conseguido terminar esta escalada ao topo, sim venci a primeira etapa, cheguei ao primeiro cume, mas a vista vejo outras montanhas em meu caminho. Vou subir tendo em vista o topo, mas saberei dá valor ao principal, as conquistas que terei pelo caminho. A Isabella Swan, minha amiga e cunhada, dedico essa jornada e sei que tanto ela quanto todos os outros estarão comigo em tantas outras escaladas, até o topo final e talvez até depois disso. – ela me olhou e sorriu e eu já chorava feito um bebe. – Sem mais delongas. Parabéns turma de 2011, completamos a primeira jornada, ganhamos o topo. – ela terminou sorrindo.

Todos a aplaudiram de pé e eu não fui diferente. Gritei, bati palmas e vi encantada a chuva de chapéus amarelo. Rose foi saiba em suas palavras, eu só me formaria no ano que vem, mas para mim também era o fim de um ciclo, eu finalmente estava enterrando a Bella Monstro para sempre.

[...]

Estávamos na casa dos Cullen. Alice tinha organizado um almoço de comemoração aos formandos. Nossos pais também estavam lá.

Todos tinham decidido ir para Columbia, já que tia Victoria deu ao Emmett um presentinho de formatura, o apartamento que ela tia comprado em frente ao central Park, já que ela tinha decido ficar em port. Angeles cuidando da filial daqui.

A filial de Nova York ficou por conta do nosso novo empresário Alec Volturi que decidiu largar advocacia, disse que já viu desgraças demais para uma vida. Ele decidiu fazer administração fazendo Aro Volturi quase morrer de tanta felicidade, afinal um dia seu filho assumiria seu império. Ele e Tânia estavam namorando serio e ele não parava de resmungar que ela ia ficar em Forks e ele teria que ir a Nova York.

O que ele não sabe é que tanto eu, quanto Tânia, Alice e Nessie estávamos pensando em cursar nosso ultimo ano por lá, mas ainda é segredo.

Tânia foi emancipada pela avó que junto com a tia Jane são seus únicos parentes vivos, além da família da Irina, mas ela disse que pra ela já deu de Denali. Tânia conseguiu tirar tia Jane da Clinica e ela agora vive com a Karen (avó de Tânia) em Tocoma onde Jane conseguiu um emprego. Tânia e eu as visitamos as vezes.

Seth não vai para a faculdade. Um fotografo que estava em La Push viu ele saindo do mar, depois de surfar e tirou algumas fotos. Ele agora é modelo e vai viajar pro Japão. Nessie disse que vai viver dentro do avião, mas não larga ele de jeito algum, mas também não vai junto, ela disse que cada um deve ter a sua vida.

Jacob não conseguiu entrar em uma faculdade. Mas ele não desistiu, vai estudar, fazer alguns cursos e tentar ano que vem. Ele subiu no meu conceito, esta mudado e se esforçando. É abertamente apaixonado pela Nessie, mas respeita o relacionamento dela com o Seth, mas diz que não vai desistir dela nunca, que ela é a mulher da sua vida.

Emmett pediu Rose em casamento. Foi muito fofo, ele colocou a aliança no Jacinto. O que ele não gostou é que Alice pintou o pobrezinho de rosa, quando ele disse que era para pintar de laranja. E era sobre isso que eles discutiam dia e noite e Emmett jurou vingança.

Sentir braços rodeando minha cintura por trás e sentir o cheiro que tanto amo. Virei para Edward e rodei seu pescoço com meus braços, me agarrando a ele e o beijando. Sentir seus lábios macios e quentes contra os meus, sua língua percorrendo meus lábios, encontrando a minha e seu gosto doce em minha boca. Nunca me cansaria de beijar Edward, era perfeito.

Quando o ar nos faltou, separamos nosso beijos e ele encostou a testa a minha.

- Não há nada nesse mundo que eu ame mais, que eu deseje mais do que você. Eu te amo tanto Bella. – ele sussurrou contra meu rosto me fazendo estremecer de prazer.

- Meu corpo, minha mente, meu coração são todos seus, eu sou sua Edward Cullen e isso não vai mudar nunca. – disse e ele sorriu e voltamos a nos beijar.

- ALICE MARY CULLEN. VENHA JÁ AQUI MOCINHA. – ouvir Carlisle gritando e me separei de Edward assustada.

Carlisle adentrou a sala furioso, segurando um papel. Vi Alice arregalar os olhos.

- COMO ASSIM VOCÊ ESTA CASADA? E COM ESSE DAÍ. – apontou para Jasper que eu juro que parecia querer se enfiar atrás de Alice em uma atitude nada digna.

- MAS COMO É QUE JASPER HALE? VOCÊ ESTA CASADO MOLEQUE? – disse o senhor Hale furioso. A senhora Hale se jogou no sofá desolada e Esme estava estática com a mão na boca

Vi Carlisle ir até a sua maleta que estava em cima da mesinha de centro e abrir, ele tirou de lá um bisturi e olhou ameaçadoramente.

- Vem cá genrinho, vem que eu vou arrancar esse seu brinquedinho no meio das pernas. – Carlisle disse espumando de ódio.

- Ah Carlisle, entre na fila. Por que eu vou matar ele primeiro. – disse o senhor Hale.

- Gente, calma. Eu posso explicar. – disse Jasper desesperado. Eles pararam e olharam para ele esperando a explicação. – é que eu não sei correr e falar ao mesmo tempo e então saiu correndo como quem foge de satanás, com o senhor Cullen e o senhor Hale atrás dele.

Ficamos todos ali sem reação, Alice coitada chorava dizendo que logo aquela parte de Jasper não. Então uma gargalhada estrondosa rompeu pela sala e olhamos para Emmett, que olhou para Alice ainda rindo e disse.

- Isso foi pelo Jacinto sua nanica do mal. – ele disse se acabando na risada.

Alice então estreitou os olhos e para a surpresa de todos se jogou com tudo em cima de Emmett socando, mordendo, batendo.

- Seu desgraçado, eu vou ficar sem o pênis do Jasper e a culpa é sua. – ela esbravejava.

Emmett tentava arrancar ela de cima dele, mas ela parecia esta possuída. – AHH TIRA ESSE GNOMO ENDIABRADO DE CIMA DE MIM. – ele gritava mas ninguém fazia nada.

Olhei para Rose que acudia a mãe e gritava incentivo para a Alice.

— Ele é seu noivo, não vai fazer nada? – perguntei e ela deu de ombros.

- ele é seu irmão, não vai fazer nada? – ela rebateu e eu entendi o ponto de vista dela.

Então Edward começou a rir e ele parecia bem feliz com a confusão. Resolvi acabar com a alegria dele.

- espera só ate seu pai ver que você que autorizou o casamento. – disse e ele parou de rir na hora.

- Ai meu Deus, lascou. – ele disse arregalando os olhos e foi minha vez de rir.

É eu estava satisfeita com a minha vida. Não tinha mais “Bella Monstro”, nem vingança, nem ninguém tentando me matar.

A jornada foi dura, mas eu aprendi muito. Hoje tenho amigos magníficos, o melhor pai do mundo, uma mãe que sempre fez de tudo para me proteger, um irmão que pode ser meio louco mas é o melhor que existe, uma irmã que minha alma reconheceu como sendo minha melhor amiga e o meu amor, o meu Edward, que sempre seria a minha alma, o dono do meu coração.

Sorri satisfeita, hoje eu sabia que ninguém poderia me fazer sentir inferior, por que eu tinha certeza do que eu sou e eu sempre enfrentaria as dificuldades de cabeça erguida por que eu tenho o que eles não tem, MUITO AMOR.

FIM.

Notas finais
Oi oi minhas flores e ai o que acharam?
Antes do ano novo vou postar o prologo com um POV bem especial e alguma surpresas, por isso não irei me despedir ainda.
Espero que gostem do meu fim ok? Fiz de coração, assim como toda a Fic.
Vou da um pouco de atenção a Boa Sorte Edward e estou escrevendo uma outra Fic que vou postar em breve.
Mais uma vez Obrigado e até o prologo.
Beijos.